Grampo foi divulgado para criar convulsão social

images-cms-image-000487062

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou na noite desta quarta-feira (16) que a quebra de sigilo e a divulgação do sigilo telefônico de seu cliente “é um fato muito gravem cuja finalidade é estimular a convulsão social.”

De acordo com Zanin Martins, não havia necessidade de quebrar o sigilo. Para ele, a decisão do juiz Sergio Moro foi “arbitrária”. Ele acrescentou: “Quando não existe necessidade revela uma finalidade que não é a processual. que não é o papel do poder judiciário, revela a intenção de promover convulsão social, já que o juiz não tinha mais competência para julgar o caso”.

O advogado lembrou que Lula não é reu. “A arbitrariedade independe do conteúdo da conversa telefônica. Vale lembrar que não se pode falar em obstrução da Justiça, já que o ex-presidente não é réu”, frisou. (Do Brasil247)

Goleada em ritmo de treino

279d4359-48de-4499-b4fb-d832d55f68ff

8ece3040-8e69-4be7-9d4a-1148cf707b63

POR GERSON NOGUEIRA

Com quatro titulares poupados e algumas mudanças importantes – como no ataque –, o Remo conseguiu passar com relativa tranquilidade pelo Náutico-RR estabelecendo goleada de 4 a 0 (7 a 1 no placar agregado) e se classificando à segunda fase da Copa Verde. A principal figura do time foi o centroavante Welton, autor de três gols da goleada.

Durante toda a primeira etapa, o Remo insistiu nas tentativas de cruzamento e investidas de Eduardo Ramos e Marco Goiano, dominando amplamente as ações na área do Náutico. O problema, como em outros jogos, residia nas finalizações. Várias oportunidades foram desperdiçadas pelos atacantes, principalmente Léo Paraíba.

5af84383-886d-490a-b160-26798efbe22f

Logo de cara, Eduardo Ramos recebeu de João Vítor e acertou chute rasteiro no canto, para boa defesa do goleiro Leandro. A ansiedade da torcida influía no rendimento dos jogadores, que precipitavam arremates de longa distância.

Os erros seguidos enervavam ainda mais o torcedor e deixavam o time mais tenso. Léo Paraíba mandou uma bola na trave, Welton errou um sem-pulo e o Náutico quase chegou lá, em chute de Alex que Fernando Henrique defendeu bem.

Só no segundo tempo as coisas começaram a clarear para os azulinos. Já sem Eduardo Ramos, poupado, e com Edcleber sempre presente nas articulações ofensivas, o Remo abriu o marcador logo aos 5 minutos. Marco Goiano caiu pela esquerda e acertou um chute forte, cruzado, na gaveta esquerda.

98af68fc-d843-4f3c-a603-300b10c48332

Mais tranquilo com a vantagem, o time remista passou a envolver a marcação do Náutico em jogadas de velocidade pelos lados e priorizando jogadas para o atacante Welton. Foi através dele que a goleada se construiu. Os visitantes se lançavam desordenamente ao ataque e cediam espaço para seguidos contragolpes.

Aos 18 minutos, com o Náutico já acusando o desgaste pela velocidade imposta pelo Remo, Welton recebeu livre de marcação pela direita, se livrou da marcação e arrematou à meia altura, fazendo o segundo gol. Minutos depois, o atacante encaixou um cabeceio perfeito, de cima pra baixo, escorando cruzamento de Sílvio (substituto de Paraíba).

No último gol, uma prova da inspiração de Welton no jogo, recebeu uma bola longa chutada pela zaga e de fora da área mandou rasteiro no canto direito de Leandro.

a94b3884-9150-4de0-9346-0eee0bb8acd3

Apesar da goleada sobre um adversário modesto, algumas das fragilidades do Remo voltaram a aparecer. A maior delas está na dificuldade que o time tem de impor seu jogo, seja de forma cadenciada ou na base de toques rápidos. O Náutico nem esboçou resistência, mas os meias e atacantes remistas exageravam nos erros de passe e na afobação na hora de definir.

De positivo, a grande atuação de Welton, que se habilita a ter um lugar no time titular, talvez até jogando junto com Ciro, normalmente isolado no ataque e esquecido na maior parte do tempo. Além dele, Marco Goiano esteve bem, jogando com mais liberdade e criando bons momentos. Edcléber e Sílvio também apareceram com destaque no segundo tempo. (Fotos: MÁRIO QUADROS)

————————————————-

Mistão do Londrina vence o Pebas

Como se temia, o time misto do Londrina foi a Parauapebas e derrotou os donos da casa na partida que marcou a estreia oficial do futebol paraense na Copa do Brasil. Com menos de 400 testemunhas no estádio Rosenão, o time de Sinomar Naves perdeu gols, mas teve muita dificuldade para conter a bem organizada equipe paranaense, que matou o jogo aos 34 minutos do segundo tempo, com Mateus.

Mais do que um resultado ruim para o Parauapebas, a derrota expõe o nível técnico dos times que disputam a primeira divisão paraense. É preocupante ver que a equipe reserva do Londrina conseguiu levar a melhor contra o time que foi terceiro colocado no Campeonato Paraense de 2015.

————————————————–

Nunes na CPI ou quem cala, consente

Romário chegou a ser deselegante em alguns momentos, irritado com o silêncio (acompanhado de um sorriso meio irônico) do coronel Antonio Carlos Nunes, presidente interno da CBF, durante depoimento à CPI do Futebol no Senado.

Sob orientação de seus assessores jurídicos, o coronel pouco falou na audiência que era considerada fundamental para os rumos da comissão parlamentar de inquérito que apura as maracutaias de Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero à frente da confederação.

Frustrante para os membros da CPI, o posicionamento de Nunes foi inteiramente de acordo com as normas legais. O coronel poderia, porém, ter sido mais firme diante de afirmações duras de Romário, presidente da comissão. Em dado momento, o Baixinho afirmou que Nunes não tem competência e nem seriedade para presidir a entidade. O silêncio, nesses casos, soa como triste consentimento.

————————————————-

Boto começa a flertar com a degola

O Tapajós, que vem de campanha sofrível no primeiro turno, segue no seu calvário neste Parazão. Estreou no returno levando de 2 a 0 em Cametá, com gols marcados no início de cada tempo. O revés deixa o Boto isolado na lanterna da competição e cada vez mais ameaçado de rebaixamento, com apenas um ponto ganho.

As próximas rodadas serão decisivas para o clube santareno, sobre o qual havia expectativa das mais positivas em face do bom desempenho exibido no torneio do ano passado. Ainda há tempo de reagir, mas a situação está ficando dramática.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 17)

Remo x Náutico – comentários on-line

Copa Verde 2016 

Remo x Náutico – estádio Mangueirão, 20h

Rádio Clube _ IBOPE_ Segunda a Sexta _ Tabloide

Na Rádio Clube, Jones Tavares narra, João Cunha comenta. Reportagens: Giuseppe Tommaso, Paulo Caxiado, Mauro Borges e Carlos Estácio. Banco de Informações: Fábio Scerni 

Moro tenta a última cartada

Cds-uD2WIAAvdkw

DO CONVERSA AFIADA

GloboNews divulga áudio inacreditável de um suposto juiz.

O áudio apenas mostra que Dilma diz a Lula que ia mandar o “termo de posse” para ele se preparar, caso Moro tentasse prendê-lo.

A GloboNews tenta por fogo na fogueira que Moro ateou. Moro não é um juiz.

É um subversivo, que grampeia a Presidenta da República. E divulga para a GloboNews.

Porque Dilma e Lula desmascararam sua trama rasteira! Um escândalo !

É a Justiça que aterroriza o Wagner Moura e todos nós!

Bateu o desespero nos golpistas, agora nem há mais qualquer disfarce. Juiz comete grave afronta constitucional divulgando grampo de conversa da maior autoridade do país. 

Romário detona CBF e coronel na CPI do Senado

622_fd39f881-b786-3d22-b19e-0c9f96482ebb

O presidente interino da CBF, o coronel Antonio Carlos Nunes, pouco falou no depoimento que prestou à CPI do Futebol, na tarde desta quarta-feira, na condição de testemunha. O cartola permaneceu em silêncio em praticamente todas as perguntas feitas pelo senador Romário Faria (PSB-RJ), presidente da comissão. E foi até atacado pelo ex-jogador.

“O senhor não tem autonomia nem capacidade para presidir a CBF”, disse Romário, ao final do depoimento. Mesmo assim coronel Nunes não reagiu. O senador foi insistente nas perguntas. Chegou a dizer que o coronel Nunes não tinha “coragem, diferentemente de outros coronéis que eu conheço”. Também citou outros cartolas da CBF, como os ex-presidentes Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

“Teixeira, Marin e Del Nero são ladrões e corruputos. O senhor também é ladrão e corrupto?”, indagou Romário, sem obter resposta do presidente da CBF. O coronel Nunes já havia frustrado à CPI do Futebol três vezes deixando de comparecer ao depoimento. Na primeira utilizou-se de uma liminar, que o liberou do depoimento, nas outras duas ocasiões alegou compromissos com a seleção brasileira.

Antes de o coronel Nunes se apresentar à CPI do Futebol nesta tarde, uma força-tarefa formada por advogados, assessores de imprensa e consultores de imagem preparou o cartola para cada pergunta que poderia ser feita durante a sessão com o objetivo de evitar que ele saísse derrotado do embate com Romário.

NEGADA CONVOCAÇÃO DE RICARDO TEIXEIRA

Antes do depoimento do coronel Nunes, foram votados requerimentos na pauta para a CPI do Futebol, entre os quais um que tratava da convocação de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, para ser ouvido pela comissão. Foi negado, assim como os demais. As negativas revoltaram Romário. “Isso não vai mudar a minha conduta”, disse o senador. (Da ESPN) 

FHC apela e chama Lula de analfabeto

CL1lQ8HWsAAWkRv

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso surtou nesta quarta-feira 16 ao saber que o ex-presidente Lula seria ministro da Casa Civil e fez uma declaração no mínimo deselegante ao participar de um evento.

“Tem que ter cabeça nova, não é só ser político, é preciso conhecimento. Conhecimento é fundamental. Você não pode dirigir esse país sendo analfabeto. Não dá”, afirmou o tucano, que avaliou ainda ser “um erro do ponto de vista da organização do governo” e “escandaloso” o petista como ministro.

Para ele, a nomeação de Lula dá motivos para mais questionamentos por parte do Congresso. “Por aí não vai. A Casa Civil no Brasil, e isso eu disse a ele lá atrás, é o comando da máquina administrativa do governo, não é da política. Alguém tem que comandar a máquina administrativa para as coisas acontecerem. Se nomear um político para o comando da Casa Civil vai se fazer confusão entre política e administração e isso vai servir para o Congresso cobrar”, declarou.

FHC também convocou a sociedade a “reagir energicamente” contra a nomeação. Caso isso não ocorra, afirma, “o presidente Lula é competente no jogo político e ele vai usar sua capacidade para postergar decisões. “Acho escandaloso uma pessoa ser ministro no momento em que pode se tornar réu em um processo. É muito esquisito, aumenta a crise moral”, opinou.

Pesquisa Datafolha recente apontou o ex-presidente Lula como o melhor da história do País, muito à frente de FHC. Líderes mundiais também defenderam Lula recentemente, apontando que ele ajudou a projetar uma imagem positiva do Brasil no mundo. FHC é citado pela ex-amante Miriam Dutra como dono de apartamentos em Nova York e Paris em nome de um laranja. (Do Brasil247)

Tou falando que baixou o desespero nas hostes direitistas…

Lula é anunciado como novo ministro da Casa Civil

CZ7ZCKnUsAIr_Es

O Palácio do Planalto confirmou nesta quarta-feira, 16, por meio de nota à imprensa, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá assumir o cargo de ministro chefe da Casa Civil.

“A Presidenta da República, Dilma Rousseff, informa que o ministro de Estado Chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, deixará a pasta e assumirá a chefia do Gabinete Pessoal da Presidência da República. Assumirá o cargo de Ministro de Estado Chefe da Casa Civil o ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva”, diz trecho da nota.

Segundo a nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, assumirá, ainda, o cargo de ministro da Secretaria de Aviação Civil, o deputado federal Mauro Ribeiro Lopes.

Setores da oposição encaminham recursos à Justiça buscando impedir a posse do novo ministro, embora a escolha da equipe seja prerrogativa da presidente da República. Alegam que Lula não tem formação superior. Curiosamente, o povo elegeu duas vezes o ex-metalúrgico para um cargo mais importante: a Presidência da República. (Do Brasil247)

Choro e resmungos da oposição, incluindo o sempre despeitado FHC, indicam que Dilma acertou em cheio na escolha de Lula. 

A Kombi, não a da Tuna, mas a do jornal…

POR ELIAS RIBEIRO PINTO

1 Jornalistas sempre terão histórias para contar de motoristas que conduzem os carros da reportagem. Eles não só incorporam o espírito jornalístico – de ter de chegar à notícia antes dos demais – como se imaginam à direção de uma ambulância, de uma viatura policial. Também tenho meus testemunhos a dar, mas não vou acender agora – quer dizer, não vou contar agora.

2 Vou falar de um assunto que corre (e como corre) paralelo. Quase vinte anos atrás, quando eu escrevia, todo domingo, a reportagem especial de página dupla do DIÁRIO, costumava, de sexta para sábado, no dia de fechamento da matéria, sair de madrugada da Redação.

3 Às vezes o sábado já ia alto. Era só atravessar a Almirante Barroso e pegar o ônibus. (Eu ainda me mantinha invicto, no longo período em que preferi permanecer sem carro próprio.)

4 No mais das vezes, no entanto, a virada acabava lá pelas três, quatro da matina. E aí tinha de esperar o bonde do jornal, a Kombi que faz a entrega da moçada da virada a domicílio. Não sei se a Kombi ainda se mantém na ativa nesta função. Sei que ainda persiste como transporte preferencial da grande massa tunante.

5 Eu estava entre os poucos que vinham para essas bandas de cá, da Praça da República. Quando dava sorte, me deixavam primeiro – o que acontecia quando a Redação era na Gaspar Viana. Depois da mudança para o prédio defronte ao Bosque, como a maioria morava para as bandas do Castanheira em diante, eu preferia embarcar logo no circular a ter de esperá-lo no retorno.

6 E lá ia eu por uma Belém que conhecia, quando muito, de nome de linha de ônibus. Até a Cidade Nova conheço mais ou menos – mas dali o carro do jornal desandava a se enfiar por becos, passagens, outros conjuntos e arremedos de conjuntos, ajuntamentos.

7 Pertenço à linhagem daqueles andarilhos de antigamente, dos poetas europeus do século 19. Rimbaud atravessava campos e cidades na canela. Baudelaire preferia atravessar Paris flanando por suas então nascentes galerias urbanas.

8 Certo que ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Baudelaire, também gosto de atravessar Belém e outras cidades em que me pego estrangeiro. Sigo por ruas inéditas, tateando, sentindo-lhes a pulsação, adivinhando-lhes o prazer e o perigo.

9 Se bem que nesses últimos e úmidos tempos, por ter cedido à tentação e comprado um carro, já não ando tanto (a pé) quanto gostaria.

10 Mas voltando no tempo, naquelas voltas intermináveis que a Kombi do jornal dava, ficava impressionado em percorrer uma outra cidade para mim completamente desconhecida, descomunal, labiríntica, periférica, que também atende pelo nome de região metropolitana.

11 Naquelas horas ermas da madrugada, vielas, ruas, passagens e becos compunham um enovelado impenetrável, uma meada sem fio. E mesmo sob a suavidade da madrugada, de sua aragem amena, era possível antecipar a aridez daquela Canudos (não me refiro ao bairro) belenense, menos miserável que a de Antonio Conselheiro, mas plena de taperas, barracos, amontoados de gente. Em alguns casos até lembrava, sim, a Canudos de “Os Sertões”. Não acho que tenha melhorado. Bem capaz de ter piorado.

12 Quando andamos pela Braz, pela Presidente Vargas, ruas centrais, não raro sentimo-nos órfãos de segurança. Imagine-se a vida nesses arruamentos e vielas, nessa malha de passagens (e Belém é um mar de passagens a perder de vista) que compõe as periferias da cidade. Se aqui no centro já se vive às escuras, com ruas respirando um ar de clima noir, que bem comporiam o cenário de um Dostoiévski equatorial, à medida que avançamos, ou retrocedemos na urbanidade, a luz míngua até quase o breu completo.

13 Uma daquelas reportagens especiais que escrevi foi sobre o Tapanã, que então registrava índices que o punham líder entre os bairros mais violentos da cidade.

14 Depois de um dia percorrendo aqueles territórios indóceis, desgovernados, cidadelas de dédalo, quando a noite se fez anunciar, serpenteando, achei melhor dar por finda minha porção Tim Lopes. Ao escrever a reportagem, tentei passar um pouco da “cor” local, dar voz a quem convive com a ameaça incessante do crime, desabrigado de justiça, segurança, urbanidade.

15 Quantos de nós desconhecemos essa Belém depauperada que vive enrodilhada como uma cobra, e da qual dela só nos apercebemos quando nos vem dar o bote?