POR MAX JOSÉ NASCIMENTO
Caro colunista Gerson Nogueira, estava sem me manifestar desde o primeiro turno do Campeonato Paraense de 2015 quando terminamos ridiculamente com 2 pontos sob o comando do pseudo treinador Zé Teodoro e seus comandados, como Caça Rato e Macena. Agora voltamos à estaca zero com Leston & cia. Hoje (ontem), abri o Diário do Pará e o Bola, que compro todo dia pra ler suas análises, e a notícia é que Marcelo Veiga foi contratado.
Nada contra o técnico que vem e muito menos com o que vai, mas contra a diretoria. Veja bem: Manoel Ribeiro mudou o técnico, houve uma reviravolta, ganhamos o campeonato, fomos à final da Copa Verde eliminando o rival e fomos à semifinal da Série D. Subimos de divisão, trocamos o presidente e dispensamos o técnico que junto com os jogadores levaram a estas conquistas e boas classificação nas competições que disputamos. Caímos no mesmo erro do ano passado: presidente omisso, vice pior, deixaram tudo na mão do gerente de futebol, que é empregado do clube pra indicar técnico, jogador e comissão técnica. Deram a galinha pra raposa, e vem o presidente e o vice assim que começou o campeonato dizer que o intuito era fazer uma base pra Série C, que o campeonato paraense não era a primeira opção de conquista porque o Remo já era bicampeão, que o foco é a Copa Verde e a Série C.
Perguntaram para os torcedores se não queriam ser tri e acabamos caindo na mesma armadilha do rival, que fez isso ano passado e deu no que deu – perderam tudo e ficaram fora de competições que somente estão disputando por ter se humilhado pra participar e pela troca de comando na CBF. Agora praticamente demos adeus ao Paraense e, se perdermos domingo, adeus à Copa do Brasil de 2017. Corremos sérios riscos de sermos eliminados pelo Nacional pela Copa Verde e com certeza vamos ser eliminados pelo Vasco na Copa do Brasil. Será que esses dirigentes não aprendem que torcida, sócio torcedor e planejamento têm tudo a ver com resultados. Se tiver bem, sócio torcedor dobra a quantidade de ingressos comercializados, aumenta e a visibilidade com barganha de patrocínio aumenta também. Tudo facilita financeiramente.
São dois meses de jogos medíocres que me entristecem como torcedor, opção por jogadores que não jogam nem em time de pelada e no banco jogadores melhores dos que estão jogando e a diretoria aceita. O gerente manda e o time perdendo ou empatando, quando ganha não convence. Vou a estádio ,faça chuva ou sol. Ainda não fui no interior por não acreditar no time e nem em quem está tomando conta do clube. Levava muita fé no dr. André Cavalcante e no Fabio Bentes, mas até o momento é só decepção. Pagar em dia acomoda jogador e não ganha jogo. Taí a prova. No ano passado, estava tudo atrasado, ninguém recebia, mas a confiança dos jogadores e o pulso forte da diretoria levaram a vitórias.
Para eles, o Paraense não vale. Para a torcida, vale muito, pois melhoraríamos o ranking e entraríamos em competiçoes da CBF sem ter que barganhar vaga – como o rival fez na Copa Verde deste ano. Decepcionado e triste, espero que quando o ano terminar possa dizer estou na Série B, agradecendo a diretoria e humildemente pedindo desculpas por este email enviado. Abraços.
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