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Pena que no Brasil a esquerda nunca assumiu o poder de molde que tal ideologia pudesse ser colicada em prática, experimentada por quem dela se ressente.
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Norberto Bobbio não concordaria com você, certamente.
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Não digo certamente, mas não duvido que o NB possa eventualmente discordar do que afirmo. Afinal, divergência de ideias é natural entre as pessoas.
O mesmo vale para o caso dos Guarany Kaiwoá: não digo certamente, mas, creio que, provavelmente, o NB não acharia correto que o governo brasileiro concedesse financiamento ao Bunlai para que este explorasse usina canavieira na terra daqueles indígenas contribuindo firmemente para a extinção da referida etnia.
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O grande problema de alguns esquerdistas foi se deixar ser seduzido pela corrupção em vez de ter combatido-a
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Não diria apenas isso, caro Edson. Mesmo eu, que não lucrei nada com a corrupção, estive convencido de que o melhor caminho era mesmo o do diálogo e da coalizão, é dizer, de ter boas relações com a direita e permitindo, inclusive, que a direita participasse do governo, afinal, o socialismo à chinesa e uma leitura à francesa do marxismo permitem esse caminho meio chinês e meio europeu de conduzir uma política socialista baseada não na mudança do modo de produção mas na mudança da finalidade do Estado. O discurso mesmo de FHC, de obter e manter o sucesso do plano real dá a dimensão do plano liberal que marcou o governo FHC. O discurso do PT é o de que se obteve a redução drástica da miséria, da pobreza, da fome e da escuridão, ao mesmo tempo em que o Estado passou a garantir acesso aos pobres para diversos bens de consumo, antes vedados pelas políticas econômicas liberais de sempre, assim como aos cursos de nível superior e de nível médio. A corrupção não foi inventada pelo PT, o que o PT invetou foi a publicidade da corrupção, que agora não é mais engavetada.
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Antes que me entendas mal, caro Edson, é mais que justo, sim, indignar-se com a corrupção, mas é preciso entender que quero dizer com mudança de finalidade do Estado.
Digo, e digo bem, que o Estado, antes, tinha a finalidade de apenas manter o status quo das elites brasileiras funcionando como um escritório das mesmas elites. O governo essencialmente apostava em emprestar o dinheiro do BNDES a empresários ligados ao governo. E não só isso. Todo investimento era feito a partir de benefícios aos grandes oligarcas. Por exemplo, a infraestrutura era pensada para o escoamento da produção. Quase nada se avançou em saneamento básico e mobilidade urbana. A partir de Lula, o dinheiro passou a circular na economia e não ficou apenas restrito à elite nacional. Demais disso, é falar do êxito dos programas sociais e melhora na distribuição renda, acessoa bens e serviços que antes a população mais pobre não dispunha. As benfeitorias dos governos do PT não são consequência natural do plano neoliberal de FHC, mas da decisão de reverter o papel do Estado ao que ele realmente significa, o de protetor dos interesses da maioria, uma vez que a maioria o elege e o legitima. A mudança foi na direção de melhorar a vida dos pobres, tanto que muitos chegaram à classe média, e miseráveis foram à pobreza, mas com mais dignidade.
A democracia não suporta mais golpes. A clara distinção da seletividade de vazamentos e de procedimentos, criando o estado de exceção (se busca provar tudo contra o PT, e nada contra o PSDB) são a prova insofismável do golpe que já não se articula ou planeja apenas, mas que já se executa. Contra isso há remédio, e basta o respeito às regras do jogo, estabelecidas pela constituição federal, desde o resultado das urnas até hoje, quando se sabe que o juiz que suspende nomeação da presidenta o fez atendendo ao pedido da própria sócia.
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Lopes Jr., parabéns pela explanação correta e concisa. É confortante vermos pessoas que tem uma visão tão ampla e justa da realidade de nosso país, que não se deixam influenciar pela conjuntura conturbada, pois tem uma opinião formada. Não que não possa ser mudada, não que não possamos relativizar as análises, mas não podemos jamais ceder às injustiças, nos calando contra inverdades e deturpações. Prazer ler seus comentários.
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A propósito, amigo Lopes, quem financiou a usina dom fernando do bunlai na terra dos Guarani Kaiwoá foi o bnds. Outra coisa: os produtos eletrodomésticos têm vida útil entre 12 e 24 meses, mas, os consignados, duram no contracheque, n’alguns casos, até 96 meses.
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Caro Oliveira, se o Bumlai fez isso com os indígenas, deve ir para a cadeia e se usou os recursos do BNDES para a tentativa de genocídio, fez mau uso dos recursos oriundos do BNDES. Acho muito improvável que Lula tenha qualquer ligação a esse mau uso, é dizer, acreditar que um ex-presidente da república esteja pessoalmente de acordo com isso, ou mesmo indiretamente ligado com o episódio, é alguma coisa que vai além da credulidade.
E quanto ao valor dos bens de consumo, se os celulares de hoje ainda fossem como os de antigamente, valeriam mais ou menos uns R$100,00, no máximo. Celulares, smartphones, tablets, notebooks atingiram valores maiores que os de uma boa geladeira e de um bom fogão. Televisões, com a tecnologia que já permite conexões sem fios e acesso a internet, graças a convergência digital, também estão mais caros exatamente pela multiplicidade de funções. Qualquer estudante de administração e de empreendedorismo (sic) conhece bem o termo “agregar valor ao produto” que soa como música ao mercado, ávido por novidades que aumentem os lucros. O consumidor precisa ser crítico e pensar bem antes de se endividar, o que as propagandas atrapalham, é dizer, as propagandas ajudam o consumidor a se decidir pela dívida! E deve ser assim ainda por um bom tempo. Resisti o que pude para comprar uma tv led, um computador e internet com wi-fi e outras tralhas, das quais não me arrependo, afinal posso militar por aqui também.
🙂
Não sou nem contra e nem a favor do consignado, acho que é só mais uma forma de crédito que o consumidor deve se informar antes de aderir. Mas que a vida melhorou com o PT, ah, isso melhorou como nunca antes na história desse país.
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Amigo Lopes:
1.👍
2. Amigo Lopes, a razão de minha referência ao bnds, ao financiamento etc, não tem por escopo atribuir específica responsabilidade ao presidente. Não, o fito da referência é demonstrar que não houve modificação dos objetivos do governo, eis que as velhas práticas restaram mantidas, e o exemplo da comunidade indígena é só um exemplo.
Quanto aos consignados, é dizer que a referência ao mesmo tem o mesmo desiderato, mostrar que o objetivo do governo seguiu o mesmo quando franqueou larga oportunidade para que os que sempre ganharam, ganhassem ainda mais, sem maiores preocupações com o endividamento dos supostos beneficiários das benesses creditícias. Antes, investindo no consumismo sem controle.
Note que eu falo no objetivo do governo. E falo assim porque os objetivos do Estado, para não voltar muito no tempo, tem sido o mesmo desde 1988, quando “nasceu” a Constutuição que está valendo, passando inalterado por todos os governos desde então.
Quanto ao Brasil ter melhorado nestes últimos treze anos, tenho opinião diferente, como você sabe. Mas, deixo registrado que a cada dia que passa fica revelado que foi muito alto, altíssimo, o preço global d’alguma melhora pontual que possa ter havido, e foi pago, principalmente, pelos supostos beneficiários das benesses.
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