Até líder tucano critica pedido de prisão de Lula

O  líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), criticou o pedido de prisão preventiva feito pelo MP-SP contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (10). Em nota, Cunha Lima disse que não há “fundamentos” para autorizar o pedido de prisão contra Lula.

“Não estão presentes os fundamentos que autorizam o pedido de prisão preventiva, até porque o Ministério Público Federal e a Polícia Federal fizeram buscas e apreensões muito recentemente buscando provas. Vivemos um momento incomum na vida nacional. É preciso ter prudência”, afirmou o senador.

A nota do senador tucano chama atenção por conta do posicionamento de oposição que o PSDB faz em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e ao PT.

Íntegra da nota do líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima:

“O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), recebeu com cautela a notícia de que o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (10). A alegação dos promotores é de que Lula é suspeito de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica relacionados ao triplex do Edifício Solaris, no Guarujá (SP).

´Não estão presentes os fundamentos que autorizam o pedido de prisão preventiva, até porque  o Ministério Público Federal e a Polícia Federal fizeram buscas e apreensões muito recentemente buscando provas. Vivemos um momento incomum na vida nacional. É preciso ter prudência.” (Do UOL)

5 comentários em “Até líder tucano critica pedido de prisão de Lula

    1. Só para todos entenderem um pouco da intolerância nazista e brucutu que nos ronda. E também para que compreendam a necessidade de moderação nos comentários.

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  1. Em editorial publicado nesta quinta-feira (10), o jornal britânico “Financial Times” fez elogios à Operação Lava Jato e afirmou que a denúncia do Ministério Público contra o ex-presidente Lula reforça a ideia de que não há ‘intocáveis’ no Brasil.

    Para a publicação, as investigações do escândalo da Petrobras mostraram a força das instituições brasileiras ao julgar e prender nomes poderosos, como o empresário Marcelo Odebrecht, condenado pelo juiz Sergio Moro a 19 anos e 4 meses de prisão.

    “A noção que de que não há intocáveis no Brasil foi reforçada ainda mais agora […] É difícil imaginar algo parecido acontecendo em outros Brics atormentados pela corrupção, como Rússia ou China.”, diz o jornal.

    O texto também destaca o custo político e econômico que a operação tem gerado para a presidente Dilma e disse que o futuro ainda é incerto, especialmente com o risco crescente de polarização do ambiente político.

    “Prever como tudo se desenrolará ainda é apenas dar um palpite. Se os protestos de domingo atingirem as mesmas duas milhões de pessoas que foram às ruas em março, a coalizão do governo pode entrar em colapso. As bolsas têm subido acreditando que esse processo catártico poderia antecipar as eleições e estimular uma política econômica razoável. Contudo, o oposto também é possível, especialmente com novas evidências de corrupção no primeiro escalão emergindo”, diz o editorial (da Folha)

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