Dom Vicente Zico morre, aos 88 anos

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A Arquidiocese de Belém informou o falecimento do Arcebispo Emérito, Dom Vicente Joaquim Zico, às 16h10 desta segunda-feira. Desde o domingo, por solicitação do próprio Dom Vicente Zico e a necessária autorização da equipe médica, ele se encontrava convalescendo em casa. Sua morte ocorreu em consequência de problemas respiratórios. Seu corpo começou a ser velado às 22h desta segunda-feira na Catedral Metropolitana de Belém, estando prevista a celebração das Exéquias para esta quarta-feira (6), às 15h, com sepultamento na mesma Catedral. O arcebispo emérito tinha 88 anos de idade. Mineiro de nascimento, D. Zico tornou-se um paraense de coração graças ao jeito sereno e bondoso que a todos cativava, independentemente de crença religiosa. Um homem bom. Vai fazer falta.

9 comentários em “Dom Vicente Zico morre, aos 88 anos

  1. Grande Perda para nós católicos, homem generoso, humilde, simples, sempre falava com simplicidade e tocava sempre nossos coraçōes. Fui crismado Por D.Zico na Igreja de N.Sa. Do Carmo na Cidade Velha, vou ficar com a lembrança da foto ao seu lado, que guardo até hoje, Deus tenha misericórdia de sua alma, D.Zico, sob conduzir seu apostolado e suas ovelhas com muita sabedoria. Obrigado! D.Zico. Descanse em paz, e até a Parusia.

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  2. Jaime, também fui crismado por ele, fui aluno Salesiano no colégio do Carmo.
    Gostávamos muito dele.
    Isso lá pelo início dos anos 80’s
    Também tenho uma foto dessas.

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  3. D. Zico exerceu um papel importantíssimo na Igreja Católica local num momento de crise com o regime militar. Foi designado Bispo Coadjutor da Arquidiocese de Belém em 1981 e de cara acompanhou com firmeza o julgamento e a prisão dos padres franceses Camiou e Gouriou e dos 13 posseiros do Araguaia, ante à tibieza covarde de D. Alberto Ramos. Fui crismado por D. Zico em 1983 e com ele participei de muitas ações pastorais ligadas à Teologia da Libertação nas CEBS. Mudou a cara da Igreja na década de 80. A partir dos anos 90, assumiu uma postuma mais moderada, mas manteve sempre sua postura ética e digna ao lado dos desfavorecidos. Tinha com algumas Igrejas Evangélicas um diálogo cordial e fraterno e até consolidou um grupo interpastoral e ecumênico. Em síntese, uma alma boa que preferiu passar seus últimos dias na terra que o acolheu, apesar de mineiro de nascimento. Grande alma, sem dúvida!

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    1. Um grande homem bom, amigo Cássio. D. Vicente Zico se impôs pela seriedade e bondade. Parte cercado da admiração de todos sem jamais ter feito marketing, como já vimos tantas vezes.

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