Papão encara missão difícil

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Por Gerson Nogueira

O Paissandu sabiamente priorizou a final do returno do Parazão, preferindo escalar contra o Salgueiro, hoje, uma equipe recheada de suplentes. A chamada espinha dorsal ficou em Belém, à espera do clássico de quinta-feira contra o Remo. Charles, João Paulo, Pikachu, Djalma, Augusto Recife e Lima foram poupados pelo técnico Mazola Junior, a fim de que estejam em ponto de bala no primeiro jogo da decisão.
A decisão é sábia porque a Série C é um campeonato ainda na fase inicial. Eventuais tropeços podem ser recuperados mais à frente. Já os clássicos contra o Remo são decisivos e eliminatórios, valendo pelo título estadual. Para o Papão, além da importância natural da conquista, há o fato especial de ser o ano do centenário.
De mais a mais, sem títulos importantes na bagagem, Mazola também corre atrás de uma taça, principalmente depois da perda da Copa Verde.
Sob esse ponto de vista, o confronto diante do Salgueiro torna-se dificílimo, pois o adversário patina nas últimas posições da tabela da Série e obviamente encara a partida como de vida ou morte.
Com o time reserva, o Papão terá que se superar, buscar o contra-ataque e brigar pelo menos pelo empate. Cabe lembrar que, em situação normal, com os titulares, a parada já seria indigesta.
A novidade é a estreia do centroavante Ruan, que chegou na quinta-feira, treinou sexta e ficou à disposição para estrear de cara. Parece disposto a mostrar serviço, o que é bom sinal.

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Treino com baixo aproveitamento

O objetivo declarado de Roberto Fernandes era dar ritmo de jogo aos seus atletas, no sábado à tarde, no Baenão, contra o improvisado Ananindeua. Movimentação houve, mas faltou jogo de verdade. Foi, no máximo, um animado rachão.
Sob o forte sol, os dois times mostraram até certa indolência no primeiro tempo, com poucas jogadas agudas. O Remo, com o time considerado titular, buscava chegar através de tabelinhas e arrancadas de Roni pelo lado direito, mas se atrapalhava no excesso de passes errados.
No final do primeiro tempo, Leandro Cearense e Roni marcaram, aos 40 e 41 minutos. E ficou por aí mesmo.
Com times muito modificados no segundo tempo, Leão e Tartaruga ficaram disputando quem errava mais. Sobrava vontade, mas faltava jeito e inspiração. Como saldo, Fernandes deve ter observado apenas que Roni e Cearense são mesmo os titulares do ataque, caso Ratinho não se recupere a tempo. Nas demais posições do time, tudo na mesma. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Gols paraenses agitam a Série A

Boleiros paraenses fizeram estragos na rodada de ontem à tarde na Série A. Paulo Henrique Ganso, depois de muito tempo, resolveu ser protagonista de novo e marcou dois gols na vitória tricolor sobre o Flamengo no Maraca. É bacana que volte a jogar bem, mas fica a impressão de que podia ter se espertado um pouco antes, talvez a tempo de merecer uma vaga no escrete de Felipão.
Giovanni Augusto, outro conterrâneo (desconhecido por aqui) também fez bonito na inauguração oficial do Itaquerão, marcando o gol que fez o Figueirense estragar a festança corintiana.

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Tropeço compromete planos do Águia

Nas circunstâncias, o empate não foi tão desastroso para o Águia, pois o Treze do segundo tempo estava disposto a virar o placar. Audacioso, para os padrões de Givanildo Oliveira, o time paraibano procurava aproveitar os espaços concedidos pelo Águia e ameaçou diversas vezes. Em termos de campeonato, porém, o tropeço atrapalha bastante o projeto marabaense de acesso à Série B. Continua em 5º lugar, mas a perda de pontos em casa é praticamente irrecuperável numa competição tão parelha quanto a Terceira Divisão. O impacto pelo mau resultado fez com que a diretoria do clube comece a pensar em novo reforço para a meia-cancha: Lincoln, ex-Bahia, ou Marquinhos (Vitória).

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 19)

As duas faces da moeda corintiana

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Por Juca Kfouri

O Corinthians parece dois.

Um esbanja otimismo, sonha grande, inaugura estádio, projeta estar entre os maiores do mundo, fruto ainda do ano da graça de 2012.

O outro é medíocre, tímido, para baixo, endividado, com um futebol pequeno e comandado por quem não consegue nem sequer influenciar seus jogadores para a importância de uma tarde como a de ontem.

Depois de um 2013 sabático, quando será que o futuro repetirá o passado recente e não a presente decepção?

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Um vexame continental

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Por Gerson Nogueira

Foi o maior fiasco de que se tem notícia nos últimos anos, mais até do que aquela vexatória eliminação do escrete de Mano na última Copa América. Com orçamentos polpudos, os principais clubes brasileiros tropeçaram feio na Taça Libertadores. E eram oponentes modestos, sem tradição maior, alguns mal disfarçam a condição de emergentes. Depois de 23 anos, o país do futebol não vai disputar as semifinais do torneio continental.
E olha que era a Libertadores dos sonhos, sem Boca, River, Independiente, Olímpia, Peñarol. Uma garapa. Ainda assim, os representantes brasileiros conseguiram se mostrar inferiores, em todas as fases disputadas. Três tombaram ainda na fase de grupos – Botafogo, Flamengo e Atlético-PR. Na quarta-feira, dentro de casa, tombou o campeão nacional.
Dono de elenco caro, instalações de primeiro mundo, o Cruzeiro sucumbiu ante um San Lorenzo mais organizado, com setores compactados e pouquíssimos erros de passe. Fiel ao tradicional estilo argentino, os boleiros do time do Papa não faziam maior esforço para marcar ou simplesmente fechar espaço para os cruzeirenses. Marcam com naturalidade e eficiência.
Com tranquilidade, o San Lorenzo dominou o jogo, fez o gol logo a 9 minutos e deixou que a afobação do adversário se encarregasse do resto. Como barata tonta, o melhor time brasileiro foi impotente para organizar uma reação, mesmo na base da pura valentia.
Atrapalhava-se na saída de bola e precipitava jogadas apelando para a nefasta ligação direta. Depositou todas as suas fichas em Júlio Batista como organizador, coisa que o grandalhão nunca foi na vida. Quando muito, foi um atacante mediano há uns dez anos, pelo menos. Hoje, conduz com invulgar sabedoria o final da carreira, faturando alto para o futebol que oferece.
Parceiro de Batista na atrapalhada meia-cancha, Éverton Ribeiro reproduzia apenas o que aprendeu com o inesquecível Zinho ao acompanhar pela TV os jogos da Copa do Mundo de 1994: passou o jogo encerando e girando sem rumo.
Falar mal do Cruzeiro é injusto e incompleto. A Libertadores 2014 expôs com clareza as chagas da atual fase do futebol brasileiro. A Seleção Brasileira vai entrar como favorita na Copa daqui a três semanas porque é a Seleção Brasileira, e é favorita sempre. E só é respeitada porque é muito diferente dos demais times nacionais; joga com aproximação e ocupação de espaços, aposta na ligação rápida e na intensidade do ataque.
Os clubes parecem estar em outro país – e estão. É fato que o Brasil há muito tempo abandonou a condição de berço do futebol-arte. Produz ainda alguns artistas da bola, mas os times marcham na direção contrária. Estão entregues a técnicos que puxam o jogo para trás. Temem se expor e, por isso, preferem empatar. Se fosse possível, morreriam abraçados num interminável zero a zero.
Lá fora, o futebol ganhou outra dinâmica. Os campeonatos europeus destacam times que se multiplicam em campo, que fazem do vigor físico um aliado da técnica, e não apenas uma barreira para evitar gols. O triste é que ninguém pode alegar ignorância, pois as emissoras de TV (a cabo, principalmente) exibem a abissal diferença quase todos os dias.
Nossos irmãos de continente demonstram estar bem mais atentos. Seus times, com todas as limitações, são bem montados, sabem o que fazer quando não têm a bola; são expeditos e práticos quando recuperam a pelota. Marcam com inteligência, desgastam-se menos.
Por isso, equilibram e endurecem qualquer parada contra os brasileiros. Têm como arma extra a valentia para buscar o jogo de choques, sem cair e ficar reclamando falta a todo instante. Não têm os melhores jogadores, mas conseguem ter times de verdades. Aqui, um elenco como o do Cruzeiro mantém reservas de luxo, com salários de R$ 140 mil, enquanto no San Lorenzo um atacante decisivo como Piatti se contenta com a metade.
Há uma fartura de gastos no Brasil e um quadro de arrocho financeiro nos países vizinhos. Em campo, onde as coisas acontecem, tamanha diferença é anulada. E uma pequena chave para entender isso é observar a postura de seus técnicos. Compenetrados, não mostram ao final dos jogos a pose professoral dos brasileiros, mestres da arte da enrolação e da arrogância.

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Direto do Facebook

“Coxinhas agora dizem ser contra o futebol. Disputem cricket, hóquei sobre patins ou cavalos; ou, caça à raposa!”

De Hélio Mairata, empedernido defensor da democracia e da transparência no país da Copa.

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Bola na Torre

O programa debate a Série C, a decisão do returno do Parazão e as expectativas para a Série D. Guilherme Guerreiro comanda, com participações de Giuseppe Tommaso, Valmir Rodrigues e deste escriba baionense. Começa à 00h15, depois do Pânico na Band.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 18)

A última do Joãozinho

Joãozinho estava brincando no playground da escola, quando viu o carro do seu pai passando em direção ao mato atrás da escola…
Ele Seguiu o carro e viu seu pai e tia Jane, se abraçando apaixonadamente. Joãozinho achou tão excitante, que não se conteve e correu pra casa para contar a sua mãe o que tinha visto.
– Mamãe, mamãe, eu estava no playground da escola, quando vi o carro do papai indo pro mato com a tia Jane dentro… Eu fui atrás pra ver e ele estava dando o maior beijo na tia Jane! Depois ele a ajudou a tirar sua blusa… Aí a tia Jane ajudou o papai a tirar suas calças e depois a tia Jane…”
Nesse ponto a mamãe o interrompeu e disse:
– Joãozinho, essa é uma história tão interessante, que tal você guardar o resto dela pra hora do jantar?Eu quero ver a cara do seu pai, quando você contar tudo isso hoje à noite!”
Na hora do jantar, a Mamãe pediu pro Joãozinho pra contar sua história:
– Eu estava brincando no playground da escola, quando vi o carro do papai indo pro mato com a tia Jane dentro… aí, fui correndo atrás pra ver e ele estava dando o maior beijo na tia Jane…aí ele a ajudou a tirar sua blusa… aí a tia Jane ajudou o papai a tirar suas calcas e depois a tia Jane e o papai começaram a fazer as mesmas coisas que a mamãe e o tio Bill faziam, quando o papai estava no exército…
A mamãe desmaiou!
Conselho: dê atenção a quem estiver falando com você e escute tudo até o final, antes de tirar suas próprias conclusões!