Um dia na história da Revolução Cabana

POR ANTONIO JOSÉ SOARES – via Facebook

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Revoltosos tomam o palácio do governo. E agora?

Belém amanheceu conflagrada. Um grupo de camponeses tomou o Palácio do Governo, confrontos armados por toda as ruas do centro, e até nas matas do Acará, Moju e Capim. É a tal da Cabanagem. Dizem que o movimento é liderado pelo cônego João Batista Campos, o fazendeiro Antonio Clemente Malcher, além dos irmãos Antonio e Francisco Vinagre. E tem o tal de Eduardo Angelim, um cearense metido a jerico.

O que diabo essa gente quer? Não sabe se colocar no seu devido lugar fica a perturbar a ordem pública. Bando de desocupados! Só para perturbar a vida na Província.

Esse tal de Batista Campos é perigoso, carisma e coragem de onça, Parece um terrorista disfarçado de religioso. Não é que teve o topete de encarar o governador, esse pacato senhor Bernado Lobo de Souza.

Encasquetou tanto com o Lobo que , quanto com com o Gaspar Siqueira Queiroz. Este andou atacando às ideias do João pelo “Correio Oficial Paraense”. João e esse Gaspar são cônego, mas não se bicam bem. E todo mundo sabe que o Gaspar está a serviço do Lobo, que é maçom e já ganhou a antipatia do bispo Dom Romualdo Coelho. Montou até uma pastoral contra ele.

E esse tal de Vicente Ferreira de Lavor Papagaio… só veio jogar mais lenha na fogueira, com esse panfleto incendiário “Sentinela Maranhense na Guarita do Pará”. Logo na primeira edição atacou o governador. Bem feito, acabou presos. Prenderam também o João, um nacionalistas incorrigível. E agora é sangue jorrando pra todo lado. Quem vai governar o Grão- Pará depois dessa confusão toda?

(A ilustração é de Biratan Porto.)

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