Leão escalado para encarar o Japiim

O técnico Cacaio praticamente definiu na manhã desta sexta-feira o time do Remo para o amistoso de domingo com o Castanhal, às 10h, no Mangueirão: Fernando Henrique; Levy, Max, Henrique e Rodrigo Soares; Ilaílson, Chicão, Juninho e Edcléber; Kiros e Léo Paraíba.

Provável time do Castanhal: Paulo Henrique; Tiago Gaúcho, Wanderlan, George e Pity; Amaral, Guility, Bilau e Bruno Maranhão; Tiago Silva e Lukinha. Técnico: Gian Dantas. (Com informações do repórter Magno Fernandes)

Um cometa chamado Jimi Hendrix

Há 45 anos morria Jimi Hendrix, que teve uma carreira tão brilhante e rápida quanto a passagem de um cometa

POR WALTERSON SARDENBERG Sº* 

James Marshall Hendrix

Como pode alguém em apenas três anos e oito meses e meio reinventar a guitarra e os blues? Como pode alguém nesse curto espaço de tempo revolucionar o meio musical? Assim aconteceu com Jimi Hendrix. Do dia 16 de dezembro de 1966, quando o compacto-simples com “Hey Joe” foi lançado pela Polydor britânica, a 18 de setembro de 1970, quando o cantor, compositor e guitarrista americano morreu, foi tudo, ao mesmo tempo, intenso e fugaz.

Como a passagem de um cometa.

Isso. Hendrix foi um cometa. Deixou um rastro de luz. Junto com uma interrogação na atmosfera: como, afinal, morreu com apenas 27 anos?

Na época, há 45 anos, as manchetes dos jornais estamparam que o motivo foram as drogas. Ou o excesso delas. Hendrix seria o doidão inconsequente, o Baco alucinado, o hedonista sem freios, o viciado irrecuperável, o desencaminhador da juventude. O sensacionalismo beócio e o moralismo cretino passaram por cima de uma constatação óbvia: a droga que ajudara a matar James Marshall Hendrix podia ser encontrada, com venda legal, em qualquer boa farmácia de Londres. Bastava uma receita médica. Pois é, na noite anterior à sua morte, Hendrix consumira pílulas do barbitúrico. Os mesmos barbitúricos que, quatro anos antes, os Rolling Stones cantaram com cinismo em “Mother’s Little Helper”, ou seja, “Os pequenos ajudantes das mamães” — um “remedinho” respeitável, utilizado pelas ainda mais respeitáveis senhoras para levá-las ao sono diário, livrando-as, por um momento, do tédio.

Hendrix encontrara os comprimidos, da marca Vesparax, no banheiro do apartamento da alemã Monika Danemann, de 25 anos, com quem passaria a noite. Os dois vinham mantendo um caso desde 12 de janeiro daquele ano de 1970, quando se conheceram em um concerto em Düsseldorf, na Alemanha. Nos depoimentos dados à polícia, Monika não sabia calcular quantos comprimidos Hendrix ingerira. Chegou a dizer que foram nove. Depois, negou. O segredo morreu com ela. Monika faleceu aos 50 anos, em 1996, dentro de um Mercedes-Benz, em Seaford, na Inglaterra. Ao que tudo leva a crer, suicidou-se com uma dosagem excessiva de barbitúricos.

Mas Hendrix não queria morrer. É o que relatam os amigos. Estava animadíssimo. Estava com tudo. Estava terminando de gravar um álbum duplo. O disco, por sinal, teria um nome pra lá de otimista: First days of the new rising sun (Primeiros dias do novo Sol nascente). No final de setembro, Hendrix encontraria o grande trompetista Miles Davis para fazerem algo juntos. Estava marcado. Falava disso com um entusiasmo pleno.

Miles foi ao enterro de Hendrix em Seattle, cidade natal do guitarrista. Levou o seu trumpete e fez menção de tocá-lo à beira do túmulo, em homenagem ao amigo. Leon, irmão de Hendrix, o impediu. É o que relatam. Será?

Quase tudo na vida de Hendrix tomou a dimensão de lenda. Teria mesmo apenas 4 anos de idade, quando irrompeu na sala da casa modesta em Seattle tocando blues na gaita com rara habilidade, para espanto do pai, o jardineiro Al? Foi mesmo expulso da banda de Little Richard porque tivera a pachorra de querer aparecer, no palco, mais do que o vaidosíssimo líder? Como alguém expulsa Hendrix — ainda que este alguém seja Little Richard?

As gravações de seus discos — que, sabe-se hoje, obedeciam a uma rigorosa disciplina — também suscitaram lendas. Por exemplo: conta-se que a faixa “Voodo Child”, do álbum duplo Eletric Ladyland, teria sido registrada altas horas da madrugada, em Nova York. Hendrix e o baterista de seu trio, Mitch Mitchell, estariam em uma casa noturna, na companhia do baixista Jack Cassidy (do Jefferson Airplane) e do multi-instrumentista Steve Winwood (do Traffic). Lá pelas tantas, o guitarrista levou a turma para o estúdio Record Plant. Aproveitou e carregou na balada conhecidos que biritavam com eles e não tocavam nem sininho de Natal.

Assim, sem ensaios, com gente alcoolizada refestelada no chão, saiu a gravação perfeita. Hendrix está soberbo na guitarra da canção que já foi chamada de mescla de Chicago Blues com ficção científica. Seus “duelos” com o órgão Hammond tocado por Steve Winwood tornaram-se antológicos. Um dos grandes momentos do rock — e do Chicago Blues.

Até mesmo os barbitúricos que teriam matado Jimi Hendrix estão na dimensão das lendas. Na realidade, Hendrix morreu por uma causa indireta. Ou seja, embalado pelos comprimidos e, provavelmente, álcool, acabou vomitando. O corpo rejeitara os comprimidos. Deitado de barriga para cima, porém, Hendrix morreu afogado no próprio vômito. Como isso pode ter ocorrido?

Há quem culpe Monika Danemann por negligência. Não só a ela. Também os enfermeiros do Hospital St. Mary Abbott’s, em Londres. Chamados por Monika, eles não notaram os sintomas de afogamento. Acomodaram Hendrix de barriga para cima na ambulância. Ele já chegou morto no hospital. Isto é fato. Ou seria lenda?

Qual a culpa de Monika, uma pretendente a pintora? A demora no atendimento. Antes de chamar os médicos, ela telefonou duas vezes, em desespero, para o cantor Eric Burdon, então já desligado da banda The Animals — e muito amigo de Hendrix. Já na primeira ligação, Burdon foi enfático: “Chame uma ambulância imediatamente!”. Monika, todavia, não agiu com a urgência necessária. Há quem suspeite que tinha algo a esconder. Problemas com a imigração, por exemplo. Teria receio, portanto, de chamar os médicos — e, por intermédio deles, a polícia — ao seu apartamento. Daí ter feito uma segunda ligação para Burdon. “Mas como? Você ainda não chamou a ambulância?”, ele alarmou-se.

Três pessoas não só jamais se conformaram com a maneira estúpida com que Hendrix morreu como tentaram ao longo de décadas descobrir a história verdadeira: o baterista Mitch Mitchell; sua mulher, Dee; e Kathy Etchingham, ex-namorada do guitarrista. Em 1991, eles conseguiram que a Scotland Yard os ouvisse sobre um pedido formal de reabertura das investigações. Dois anos se passaram até que a polícia britânica finalmente concordasse em desarquivar o caso. Em 1994, contudo, a Scotland Yard distribuiu uma nota lacônica, dizendo que não encontrara qualquer evidência culposa que recomendasse a insistência no inquérito. A morte de Hendrix voltou aos arquivos da polícia mais famosa do planeta. Para tornar-se de vez uma lenda.

Mas será mesmo de verdade alguém que mudou tanto o mundo à sua volta em tão pouco tempo? Hendrix tornou-se ele próprio uma lenda. Ainda bem que restou sua estupenda música para lembrar que, de fato, o cometa riscou — e beijou — o céu.

* Walterson Sardenberg Sº é jornalista desde 1978. Nasceu em um dia histórico: 6 de julho de 1957, em que Paul McCartney e John Lennon se conheceram.

Rock na madrugada – Jimi Hendrix, Red House

O rock perdeu Hendrix nesta data há exatos 45 anos.

Papão pode jogar com o Mogi em Macapá

A diretoria do Paissandu já iniciou entendimentos com a do Mogi Mirim para que o jogo previsto para São Paulo, válido pelo returno da Série B, se realize em Macapá (AP). Faltam pequenos detalhes para que a transferência de local seja confirmada. A proposta de mudança de local é permitida pelo regulamento da competição, desde que solicitada pelo time mandante – no caso, o Mogi Mirim.

Fluminense tira técnico do Sport

O técnico Eduardo Baptista, que dirigia o Sport Recife fazendo um bom trabalho, foi anunciado no final da tarde desta quinta-feira como o novo treinador do Fluminense. Depois da goleada frente ao Palmeiras, ontem, o clube carioca demitiu Enderson Moreira. Baptista tinha promessa da diretoria do Sport de renovação de contrato ao final da temporada, mas não resistiu à proposta do Tricolor das Laranjeiras.

Dilma está certa

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POR ANDRÉ FORASTIERI

Os Fundamentalistas das Finanças estão em polvorosa: presidente se nega a cortar gastos sociais! Irresponsabilidade fiscal! Primeiro vamos cortar na carne, depois vamos discutir aumento de impostos!
Já reparou como investimento que beneficia os mais pobres é sempre “gasto”? Esses Talibãs são radicais às custas dos outros. Eles defendem cortes, contanto que os cortados sejam a peãozada que mora lá na periferia. Os banqueiros exigem cortes, mas também exigem continuar com os lucros mais altos do mundo. Os empresários exigem cortes, mas não nos subsídios, não no apoio à exportação, não na Zona Franca, e nem pensar em reonerar as folhas de pagamento. O jornal estampa na primeira página a cobrantina, mas não abre mão da isenção fiscal na compra de papel. E por aí vai.
É fácil você defender que o governo pare de investir em casa própria para os pobres, hospital para os pobres e escola para os pobres quando você é rico. É fácil e imoral, mas pior ainda, é errado na prática e na teoria. Se você está morrendo de fome, a última coisa a fazer é regime.
É matematicamente impossível sair de uma crise econômica diminuindo o investimento público. É o que vem tentando Dilma, e é exatamente a que foi defendido por Aécio. Ela faz o que prometeu que não faria jamais: tarifaço, aumento de juros, recessão. A diferença entre os dois é sutil. Aécio anunciou que se vencesse, seu ministro da fazenda seria o dono de banco, Armínio Fraga. Joaquim Levy foi aluno de Armínio, mas não é banqueiro. Era funcionário do Bradesco: é bancário. Quem manda na economia é Dilma.
E nesse momento, sob imensa pressão, Dilma rejeita cortes adicionais nos gastos sociais. Defende o Bolsa Família, mantém boa parte dos subsídios para construção de casas populares, banca aumento do salário mínimo, sustenta aposentadorias. Jogo de cena para a base petista? Pode ser. É pouco, perto do que o Brasil precisa? Claro. Temos cem milhões de jovens do Brasil, e eles precisam de um horizonte, e oportunidades para usarem toda essa energia – trabalhar, empreender, criar.
Mas ao resistir às pressões para cortar mais na carne dos pobres, Dilma denota mais sensibilidade social e inteligência econômica que os defensores dessa falsa “Austeridade”, que é só outra maneira de dizer “transferência dos recursos do povão para os credores”.
Brasileiro adora imitar americano. Essa é uma boa oportunidade. O país é a grande referência da economia do planeta. O dólar é a moeda mundial, e o Banco Central americano, o Federal Reserve, é o banco central dos bancos centrais.
Como o governo americano enfrentou a crise de 2008? Apertou o cinto? Fez o contrário. Obama afrouxou geral e seu governo saiu investindo. Fizeram igual os bancos centrais da Europa e do Japão. Inundaram a Terra de liquidez. Foi assim que o mundo sobreviveu ao tsunami, e o Brasil pegou carona e surfou uma marolinha. Barack também aproveitou para manter Wall Street desregulamentada, no que perdeu uma oportunidade de ouro, e pagamos o preço por isso.
Na época, até os banqueiros diziam: “agora somos todos Keynesianos”. O que defendia Keynes, que a revista The Economist chamou de “o maior economista britânico do século 20”? Em uma frase, que a economia de um país não deve ser deixada ao sabor dos ventos do mercado, mas estimulada quando necessário com investimentos do seu governo, para garantir empregos e crescimento. Outra revista, a Time, decretou: “sua idéia radical de que os governos devem gastar dinheiro que não têm pode ter salvado o capitalismo”. É o que todos os governos fazem, no século 21.
O orçamento do governo federal americano é US 3,9 trilhões. E eles gastam menos do que arrecadam, certo? Errado. Os EUA gastam muitíssimo mais do que é gerado pelos impostos: mais de 500 bilhões por ano! Quer dizer: lá pode ter déficit. Aqui, nem pensar.
E o governo americano investe dinheiro público na economia americana? Mas é lógico. De muitas maneiras diferentes. Subsídios para empresas, tem por lá? De monte. Dos governos federal, estaduais e municipais. Só para fazendeiros, são US 20 bilhões por ano. Para a indústria do petróleo, US 18,5 bilhões por ano. O subsídio mais escandaloso e horrível de todos: o orçamento das Forças Armadas americanas é US 642 bilhões por ano. Quase 4% do PIB.
Você pode amar ou odiar Dilma. Está equivocado nos dois casos. A política econômica de Dilma é errada no atacado, mas a presidente está certa ao defender os investimentos sociais. Para lidar com governantes há que usar a razão, não a emoção. Política demanda fiscalização e pressão. Há que usar o cérebro, não o fígado ou o coração – por mais tentador que seja.

A um passo da insanidade

POR GERSON NOGUEIRA

Um grupo de torcedores do Remo hostilizou e expulsou, por ocasião do jogo com o Vilhena no Mangueirão, domingo, um jovem carioca que trajava a camisa do Flamengo. Mesmo que os amigos que o acompanhavam explicassem que ele estava ali para torcer pelo time paraense, a malta de intolerantes não refreou a fúria sem sentido. Continuou aos gritos e xingamentos, chegando mesmo a empurrar o torcedor. Ameaçado de agressão física, ele desistiu de ver a partida e foi embora, depois de ter comprado ingresso.

A triste cena, acompanhada por dezenas de outras pessoas, é emblemática do clima de crescente intolerância nos estádios (e até ruas) de Belém.

Sob o manto da rivalidade entre remistas e bicolores repetem-se episódios de extrema agressividade, saindo do fanatismo bobo para a insanidade pura e simples.

Na semana passada, o jogador Eduardo Ramos foi enxotado da porta de uma sala de cinema no Boulevard Shopping após ser reconhecido por torcedores bicolores que ali estavam para ver o documentário “100 Anos de Payxão”, que celebra o centenário do Papão.

Ramos tinha ido ver um outro filme, mas sua presença ali foi vista como provocação inaceitável pelos baderneiros. Como se tivesse a obrigação de pedir autorização para assistir a um filme que estava em exibição ao lado das salas destinadas ao documentário alviceleste.

O absurdo ganhou contornos ainda mais graves quando, horas depois, outros torcedores manifestaram apoio e solidariedade às cenas vexatórias e incivilizadas vistas na porta do cinema.

São exemplos preocupantes, embora de matizes diferentes, do grau de altercação e desequilíbrio que envolve hoje o nosso futebol. O fato é que a rivalidade centenária entre Leão e Papão não pode ser desfigurada por grupelhos radicais, encorajados pelo distanciamento físico proporcionado pelas redes sociais e que açulam a valentia virtual e a leviandade impune.

O que aconteceu domingo no Mangueirão está mais próximo do que se poderia definir como radicalismo sem noção. Criou-se há algum tempo, a partir de exemplos bem sucedidos entre torcidas de clubes nordestinos, a campanha pela valorização do amor único a um clube do Estado. A boa iniciativa degenerou para uma perseguição sem tréguas aos chamados “torcedores mistos”, que cultivam paixão por agremiações do Sul e/ou Sudeste.
Ora, que mal há em torcer por um ou mais clubes¿ Deixa-se de lado um dos pilares da paixão futebolística: o livre arbítrio e a ausência de limites geográficos para exprimir amor a um clube. Conheço muita gente que torce por Barcelona, Milan, Chelsea, Real Madri e até Bayern, sem prejuízo do sentimento que nutrem por clubes nacionais.

A maior aberração embutida nessas atitudes truculentas é o desrespeito às liberdades individuais. Todos temos direito de expressar livremente nossas preferências, de qualquer espécie, seja dentro ou fora do esporte. Atentaram contra esse princípio constitucional tanto os que humilharam um jogador no cinema do shopping quanto os que achincalharam um torcedor trajando camisa de outro clube.

Os de bom senso têm a obrigação de agir no sentido de aplacar esse ódio irracional que brota no entorno de uma paixão tão bonita como o futebol.

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Amistoso ou treino, eis a questão

O Remo dispõe de 13 dias para se preparar adequadamente para o mata-mata da Série D. Antes do primeiro confronto com o Palmas (TO), marcado para o próximo dia 26, o time fará um amistoso com o Castanhal no domingo (20), às 10h.

Duvido que a partida seja mais útil, em termos práticos, do que um bom treino coletivo. Além da impossibilidade de ver em ação todos os atletas, visto que Cacaio prefere testar quem não vem atuando, há o risco de contusões, justamente na fase mais decisiva do campeonato.

A novidade será a apresentação de Kiros aos torcedores. O atacante foi inscrito e já pode atuar pelo Remo. Deve ser o principal reforço para os jogos com o Palmas. Cacaio terá com ele a chance de reeditar a estratégia vitoriosa de Roberval Davino na Série C de 2005, quando utilizou os grandalhões Capitão e Carlinhos em certeiras jogadas aéreas.

Para isso, porém, é preciso treinar e repetir incansavelmente esse tipo de lance. Era o que Davino fazia, obtendo excelentes resultados nos jogos. Com bons batedores de faltas e escanteios, como Eduardo Ramos, Levy e Juninho, o grandalhão Kiros pode vir a ser um bom trunfo nas batalhas eliminatórias – mas não pode ser o único.

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O doce dilema de Dado

Uma dúvida deve estar zunindo na cabeça de Dado Cavalcanti a essa altura do pagode: Leandro Cearense ou Betinho no comando do ataque. O primeiro é o mais regular dos avantes do Papão na Série B, com participação em quase todas as partidas nas quais o time pontuou. O segundo tem sido muito certeiro nas finalizações, aproveitando todas as oportunidades que aparecem pela frente.

O torcedor, que nem sempre simpatizou com Cearense, começa a dedicar aplausos entusiasmados ao novo centroavante. Betinho tem feito por merecer. Fez um gol típico de camisa 9 contra o Santa Cruz e diante do ABC marcou em lance de oportunismo puro, antecipando-se a zagueiros e ao goleiro adversário.

Tem em seu favor maior desenvoltura dentro da área, enquanto Cearense é um jogador taticamente mais interessante, pois ajuda na marcação e sabe sair da área para buscar e construir jogadas. Saíram de seus pés os passes perfeitos para Welinton Jr. fazer o segundo gol contra o América-MG e para Jonathan abrir o placar contra o Santa Cruz no Recife.

Dado terá que quebrar a cabeça diante desse gostoso dilema. Qualquer das opções que preferir dará ao ataque consistência e força. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Renato volta à velha casa

Como Felipão no Grêmio e Muricy no São Paulo, Renato Gaúcho é um técnico honorário do Fluminense. Inativo há meses, volta ao comando do time depois de fugaz passagem de Enderson Moreira pelas Laranjeiras. Terá, desta vez, desafios de grande monta. O maior deles é fazer com que os veteranos de luxo Ronaldinho e Fred consigam jogar.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 17)