Mês: maio 2014
Paissandu x Remo (comentários on-line)
Brasil será campeão sobre Argentina, diz estudo
Do Lancepress!
O Brasil conquistará a Copa do Mundo, vencendo na final a Argentina por 3 a 1. A afirmação pode ser feita levando como base o estudo do banco norte-americano Goldman Sachs. Segundo os seus analistas, a Seleção irá superar a sua maior rival no Maracanã no dia 13 de julho. O estudo da instituição financeira leva em consideração um modelo estatístico, que projeta os resultados dos jogos da Copa do Mundo com base nos precedentes das seleções envolvidas no torneio desde 1960. Aspectos econômicos das ligas nacionais e também de cada país são analisados, bem como o valor de mercado dos jogadores.
Segundo o Goldman Sachs, o Brasil tem 48,5% de favoritismo no Mundial. A Seleção é seguida pela Argentina, com 14,1%, Alemanha, com 11,4% e Espanha, com 9,8%. Na simulação, a Seleção Brasileira elimina a Alemanha nas semifinais. Já a Argentina passará pela Espanha. A campanha da Seleção até a final seria de sonho. Segundo o estudo, o Brasil golearia na primeira fase a Croácia e o México por 4 a 1 e Camarões por 5 a 0. Nas oitavas de final a equipe de Felipão se vingaria da eliminação para a Holanda em 2010, com uma vitória por 3 a 1. Outro 3 a 1 seria registrado nas quartas de final contra o Uruguai. A semifinal, contra a Alemanha, terminaria em 2 a 1.
O Brasil também brilha no que seria time ideal da Copa do Mundo. Três jogadores estariam nesta equipe: O zagueiro Thiago Silva, o lateral-direito Daniel Alves e o atacante Neymar. A equipe seria completa pelo goleiro Neuer (Alemanha), o lateral-esquerdo Lahm (Alemanha), o zagueiro Sergio Ramos (Espanha), o meio-campo teria Hazard (Bélgica), Iniesta (Espanha) e Ribéry (França). Ao lado de Neymar no ataque estariam Messi (Argentina) e Cristiano Ronaldo (Portugal).
Na Copa passada o Goldman Sachs também divulgou o mesmo estudo. O Brasil também foi apontado como favorito, porém acabou eliminado nas quartas de final. Os finalistas Espanha e Holanda eram apontados como segundo e terceiro colocados na lista de favoritismo. A Alemanha era a quarta da lista, e foi eliminada nas semifinais.
Jovens paraenses estrelam clipe da Copa
Faltando poucos dias para o início da Copa do Mundo, oito jovens do município de Barcarena ganharam destaque no lançamento do videoclipe da música “Olé”, da norueguesa Adelén, que faz parte do CD oficial do torneio, produzido pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). O vídeo, lançado mundialmente esta semana, foi dirigido por Ray Kay, profissional reconhecido por trabalhar com estrelas como Beyoncé, Britney Spears, Justin Bieber e Lady Gaga, entre outros.
Além da cantora norueguesa, o álbum, chamado “One Love, one Rythm” conta com a participação de grandes nomes da música mundial, como Jennifer Lopez, Shakira, Ricky Martin e Carlos Santana; e do cenário nacional, como Cláudia Leitte, Alexandre Pires, Carlinhos Brown e Arlindo Cruz. Os oito jovens que figuram no clipe, gravado no Rio de Janeiro, fazem parte do time de futebol Alunorte Rain Forest (ARF), originado pelo programa social “Bola pra Frente, Educação pra Gente”, realizado há 14 anos, em Barcarena, pela companhia de alumínio Hydro, em parceria com a prefeitura local.
Mel Gibson do Pará – Por mais curioso que pareça, um jovem com nome de estrela, Mel Gibson, de apenas 17 anos, chamou a atenção do diretor. Mostrando grande intimidade com a bola, o estudante do terceiro ano de uma escola pública, que nunca havia saído do Pará, estrela grande parte do vídeo ao lado da norueguesa. Mel, como é chamado, é craque em embaixadinhas e fez acrobacias com a bola e com um objeto inusitado: uma latinha do projeto “Alumínio Infinito”, da Hydro. “Jamais me imaginei estar lá, no Rio de Janeiro, viajar de avião e conhecer a cantora. Fiquei nervoso, errei umas embaixadinhas, essa foi a parte mais difícil. Agora já estou até ensaiando novos toques com a latinha para quando reencontrar a Adelén, em julho, na Noruega. Vamos fazer uma participação especial no show dela”, contou ele.
Mel é um dos escalados do ARF para participar da Norway Cup, um dos maiores torneios de futebol infantojuvenil do mundo, reconhecido pela FIFA, que será realizado em julho. Para o técnico do time, Alberto Muller, a participação dos atletas no videoclipe dará maior visibilidade ao programa. “O time já é bastante conhecido em Oslo, onde anualmente acontece a Copa da Noruega, no mês de julho. Com esta exposição, vamos ultrapassar as barreiras e passar a ser ainda mais reconhecidos. O programa pode servir de inspiração para o desenvolvimento de jovens em outros países”, ressaltou o técnico.
O Bola pra Frente, Educação pra Gente é um programa social desenvolvido pela refinaria Hydro Alunorte com o apoio da Prefeitura de Barcarena, e busca o envolvimento de jovens em ações sociais, educacionais e esportivas. No esporte, o programa criou o Alunorte Rain Forest (ARF), time de futebol formado por atletas selecionados nas escolas de Barcarena para representar o Pará na Copa da Noruega, que reúne equipes do mundo todo. Além disso, o programa promove ações com foco na educação ambiental nas escolas da região barcarenense.
Cantora Adelén – Filha de mãe espanhola e pai norueguês, Adelén está com 17 anos de idade e tem na mistura cultural uma de suas principais marcas artísticas. Despontou para a fama ao representar a Noruega no Festival Eurovision da Canção 2013, no qual conquistou o segundo lugar com a canção “Bombo”, que se tornou um sucesso em várias partes do mundo e um dos maiores hits de verão em países como Espanha, Suécia e Noruega. Após o sucesso inicial, Adelén assinou contrato com um dos maiores nomes da indústria da música: Simon Fuller. (via Assessoria de Imprensa/Hydro)
A overdose de clássicos
Por Gerson Nogueira
Paissandu e Remo realizam hoje à noite mais um da infindável série de clássicos desta temporada. Será o décimo, contando com os dois da Copa Verde. Mais Re-Pa do que o interesse (e o bolso) do torcedor pode suportar. Por sorte, este é pra valer, afinal pode decidir o título da temporada. Mas não anula o falto de que presenciamos uma quantidade exagerada de confrontos.
Costumo dizer que a fórmula desenhada pelos dirigentes vai, irracionalmente, matar a galinha dos ovos de ouro a tiros de canhão. Só os muito ingênuos e os coniventes não enxergam o mal que a overdose de clássicos faz ao campeonato e, principalmente, aos dois grandes clubes.
A fonte está secando, e os números do borderô acusam isso. Na quinta-feira passada, por ocasião do primeiro jogo da decisão do returno, as bilheterias do estádio Jornalista Edgar Proença registraram pouco mais de 6 mil pagantes, um dos menores públicos de Re-Pa nos últimos 20 anos.
Sem dúvida, um número ridículo para a grandeza da rivalidade e inteiramente normal para a repetição excessiva de jogos entre os dois clubes. Sob a desculpa de que o clássico virou a salvação da lavoura do Parazão cheio de jogos deficitários e clubes sem torcida, os dirigentes abusam do remédio.
Pelo que se observa, nem passa pela cabeça dos idealizadores da fórmula de disputa que seria bem mais atraente realizar dois clássicos por turno, mais um (se necessário) para decidir o título. A ansiedade e a expectativa acumulada gerariam o clima necessário para que o torcedor lotasse as arquibancadas.
Atualmente, com ingressos inflacionados pelos programas de sócio-torcedor e um Re-Pa a cada 15 dias, fica difícil competir com o conforto do lar ou a tranquilidade do bar mais próximo. Sem esquecer que as transmissões ao vivo também forjam um novo cliente, cada dia mais comodista e distante dos estádios.
Óbvio que não se pode atribuir apenas à TV o esvaziamento do clássico. Ela é a parte mais visível de um balaio de sérios problemas – horário/dia inadequado, transporte caótico, insegurança nas ruas etc. No ritmo de hoje, com gestores preocupados apenas com as arrecadações sem se incomodar com o futuro próximo, o Re-Pa corre o sério risco de ingressar na alentada lista de tradições paraenses que se desmancharam no ar ao longo do tempo, como o carnaval de rua e as quadrilhas juninas.
Ainda há tempo de mudar o rumo da prosa.
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Estilos e expectativas diferentes
O jogo de hoje é, em tese, mais propício para o estilo do Paissandu, que se fecha e explora as saídas em contra-ataque. Foi assim que Mazola Júnior conseguiu as duas vitórias sobre o rival nesta temporada.
Ocorre que o futebol tem o péssimo hábito de contrariar as teorias e aí pode residir a chance de o Remo reverter um quadro que lhe é desfavorável.
Como aconteceu na semifinal do returno, diante do Independente, Roberto Fernandes deve escalar um time mais ofensivo do que normalmente utiliza. Além de Leandro Cearense e Roni, Potiguar e Eduardo Ramos jogarão em cima da defesa do Papão, contando com o auxílio dos laterais Levy e Alex Ruan.
É um esquema ousado, sujeito a muitos riscos, mas atacar é o único caminho que resta a quem precisa vencer.
No Papão, cujo esquema cauteloso não impede o funcionamento da artilharia (a segunda do país na temporada), a melhor notícia é a anunciada volta de Vânderson, Bruninho e Zé Antonio. Com eles, Mazola refaz o equilíbrio da meia-cancha e fecha ainda mais sua linha de defesa.
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Comendo sardinha e arrotando caviar
O atacante Barcos, que carregou a fama de mercenário ao trocar o Palmeiras pelo Grêmio, conta em entrevista à ESPN que saiu do clube paulista porque estava há quatro meses sem receber salários. A afirmação do artilheiro argentino deixou sem palavras a sempre altiva imprensa esportiva paulista, mas a situação é bem mais comum do que se pensa na vida dos grandes clubes.
Acima de tudo, expõe a má gestão do futebol brasileiro, cujos dirigentes normalmente fingem uma bonança que não existe.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 28)
Capa do DIÁRIO, edição de quarta-feira, 28
Torcedores do Papão homenageiam Mazola
No último treinamento antes do clássico que vai decidir o returno do Parazão, ontem, o técnico Mazola Junior optou por abrir os portões para prestigiar os torcedores que foram até Ananindeua para incentivar o time. Com uma faixa de apoio ao treinador, o grupo de torcedores manifestou confiança no trabalho desenvolvido por Mazola. “Parabéns, Mazola! Nós vamos te apoiar”, dizia a faixa.
A iniciativa, divulgada nas redes sociais, ganhou também a adesão de muitos internautas. “O Mazola tem que ganhar um título para ter moral, mas penso que o trabalho está sendo bem feito. Amanhã tudo pode mudar”, escreveu o torcedor Mauro Gama Tobias. “Mazola Junior tem todo apoio da Nação Bicolor e vai provar sua competência dentro de campo”, acrescentou Nil Silva Peixoto.
No confronto desta quarta-feira, às 20h30, o Papão precisa apenas um empate para conquistar o segundo turno do Campeonato Paraense. Em caso de vitória do Remo, o título estadual fica com os azulinos. (Com informações do DOL)
Patéticos protestos
Por Ricardo Kotscho
Com apenas um protesto contra a Copa marcado para esta terça-feira, em Brasília, a onda de manifestações vai-se esvaziando, a cada dia de forma mais melancólica, mostrando que a maioria da população brasileira, que ama o futebol e não mistura seleção com política, não quer mais saber de baderna.
Vamos ter Copa do Mundo no Brasil, sim, apesar da urubuzada que sobrevoou o país nestes últimos meses e infernizou a vida de quem mora nas grandes cidades. Felipão e seus 23 convocados já estão concentrados na Granja Comary, em Teresópolis, só esperando o início jogo de estreia do Brasil contra a Croácia, no Itaquerão, daqui a 16 dias.
Foram patéticos os últimos protestos organizados pela turma do quanto pior, melhor, cada vez menores e mais radicais, a ponto de tentarem impedir a saída do ônibus da seleção que seguiu ontem do Rio para Teresópolis e, depois, a sua entrada na Granja Comari.
Empunhando bandeiras do Sindicato dos Profissionais de Educação e de partidos radicais da esquerda sem votos, um grupo de 200 professores xingou os jogadores que saiam do hotel próximo ao Galeão e chutaram o ônibus aos gritos de “pode acreditar, educador vale mais do que o Neymar”. O que tem uma coisa a ver com a outra? Que direito estes vândalos travestidos de educadores têm de impedir a passagem de quem quer que seja? Outros 30 gatos pingados e irados se postaram diante dos portões da concentração em Teresópolis.
No último final de semana, em São Paulo, tivemos duas marchas que, mais uma vez, fecharam a avenida Paulista. Não são mais necessárias multidões nem grandes causas populares para interditar a principal via da maior cidade do país. De manhã, no sábado, foi a vez da autodenominada “marcha das vadias”, em que mulheres desfilaram com os seios nus apesar do frio e da garoa; à tarde, apareceu um bando contra a Copa e contra tudo, que fez o mesmo trajeto, interditando ruas em direção ao centro. Em cada uma, não havia mais do que 300 “protestantes” nesta cidade de mais de 10 milhões de habitantes. Quem essa gente representa?
Diante do fracasso das manifestações anunciadas em larga escala pela mídia grande, ficamos sabendo que, há duas semanas, veio até um reforço do exterior. “Um grupo de cerca de cem ativistas, entre eles barbudos, mocinhas universitárias, skatistas e até rapazes com cara de advogado assistiam sem piscar à palestra do moço magrinho que tentava ensinar como mudar o mundo”, relata Silas Martí, da “Folha”.
O moço magrinho era um tal de Sean Dagohoy, do coletivo americano Yes Man, que deu uma “oficina de ativismo” no Centro Cultural de São Paulo, para ensinar os nativos, durante três horas, a “pensar em ações de protesto contra o Mundial de futebol”. Dagohoy ainda advertiu seus alunos que não poderia se responsabilizar pela “eventual brutalidade daqueles que estão no poder”.
Era preciso informar ao ativista gringo que as maiores brutalidades a que assistimos nos últimos meses não partiram dos que estão no poder, mas de grupos de black blocs e outros celerados que se aproveitavam das “manifestações pacíficas” para afrontar a polícia, depredar patrimônio público e privado, saquear lojas, tacar fogo em ônibus.
Derrotados, eles podem voltar a qualquer momento, e todo cuidado é pouco. Que a bola comece logo a rolar para a gente poder mudar de assunto. Os nobres parlamentares brasileiros, por exemplo, já estão dando sua contribuição, ao anunciar que só vão trabalhar durante seis dias durante toda a Copa. Menos mal.
Agora é com você, Felipão!
Capa do Bola, edição de quarta-feira, 28
Leão faz apronto pro clássico (by Mário Quadros)
Pois é…
Vou torcer pela Seleção
Por Ciro Gomes, na CartaCapital
Em 1970, ditadura braba, quem conta é meu amigo Fernando Gabeira, os exilados brasileiros se reuniram para decidir torcer contra a Seleção Brasileira. A tese era de que a vitória do Brasil na Copa fortaleceria o regime então pilotado por Emílio Garrastazu Médici. Diante da televisão, o charme encantador da melhor seleção de futebol jamais reunida instalou, porém, nos gestos de nossos valorosos resistentes uma coisa completamente humana. Acabaram, ao menos em boa parte, vibrando com a Seleção de Gerson, Tostão, Jairzinho, Pelé, Rivelino e sua escola de pura arte e engenho brasileiros.
Tal me vem à lembrança ao assistir, em plena democracia, uma onda de rancor, quando não de fascismo puro (“não vai ter Copa”, afirma não sei quem, nem com qual legitimidade, esse ovinho ridículo da serpente fascistoide que quer nascer entre alguns jovens brasileiros).
A Copa do Mundo é só um torneio esportivo. Trata-se, no entanto, do mais popular e em um esporte no qual nossos atletas mantêm um globalmente reconhecido protagonismo. Nas eleições de 1974, as primeiras eleições gerais depois do tricampeonato, a ditadura levou uma sonoríssima surra eleitoral. E, ouso afirmar, começou ali o seu desmonte.
Certa fração da elite brasileira supõe que nosso povo é imbecil e vai esquecer de seu drama cotidiano dentro dos ônibus, cercado pelo medo da violência que assola o País, assustado com a possibilidade de precisar da rede de saúde pública e, talvez pior, estupefato com o escárnio diário refletido nas notícias malcheirosas da roubalheira generalizada e impune. E o faria apenas porque, na melhor hipótese, podemos superar Alemanha, Espanha, Argentina, Itália, e correndo por fora o Uruguai, favoritos ao lado do Brasil ao título.
Para mim, nenhum político deixará de ser reconhecido como pilantra e incompetente se o Brasil ganhar e nenhum dos decentes e comprometidos com a sorte popular, e sei que os há, deixará de sê-lo se o Brasil perder.
Por essas iminências do início do torneio, o que mais tem me chamado a atenção é a ameaça de violência, o oportunismo de atrelar ao contexto do evento toda e qualquer reivindicação, a maior parte muito legítima, outras nem de longe, e, indisfarçavelmente, as conveniências eleitorais despudoradas, como se Aécio Neves e Eduardo Campos não estivessem tão comprometidos com a Copa da Fifa quanto Dilma Rousseff e Lula. Cada um deles lutou o que pode para atrair a Copa para o Brasil e para os seus estados, gastaram dinheiro público com estádios e obras complementares. Fizeram propaganda de suas façanhas em abrigar os jogos nas suas cercanias hereditárias.
Até aí tudo bem. No Bar Brasil, como em todo boteco que se preze, o freguês sempre tem razão, pouco importa sua coerência ou motivação. Mas e as mediações da sociedade civil que nos devem proteger das manipulações politiqueiras ou dos lobbies e interesses minoritários de grupos de pressão? Vão se acuar? Vão se omitir? Vão desertar de seu dever cívico (eita, agora me senti um dinossauro)?
Por que o povo brasileiro está convencido de que todos os estádios foram escandalosamente superfaturados, enquanto não se têm recursos para graves essencialidades do nosso viver cotidiano? Porque esta é a tese despolitizada que adotou nossa grande mídia e ninguém (que eu tenha visto) a contestou. E essa tese da podridão geral é perfeita apenas para os podres. Pois, de um lado, deixa impunes aqueles que malversaram o precioso tostão público e claramente os há. Mais grave, porém: joga na vala comum os que se comportam.
Um único jornalista – Juca Kfouri, não por acaso o mais severo e crítico de nossos cronistas esportivos – registrou, e assim mesmo em seu blog, o fato de o estádio mais barato por assento das últimas quatro Copas ter sido executado pelo Brasil, no estado do Ceará.
Imprensa a favor, Brecht ensinou, é publicidade. Mas por que produzir generalizações mentirosas e negativas? Por que um esforço para sujar a imagem do Brasil no exterior neste momento? Ou alguém pensa que a África do Sul não tem violência, miséria, maus-tratos na saúde pública e corrupção?
Em resumo, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Vou continuar na luta contra as mazelas graves do nosso país, mas vou fazer o que estiver ao meu alcance para torcer pelo Brasil. Que se faça um bom trabalho neste torneio. Em casa, vou torcer apaixonadamente pela nossa Seleção.













