Remo confirma amistoso com Ananindeua

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Com a aprovação do técnico Roberto Fernandes, o Remo vai realizar amistoso no próximo sábado (17) contra o Ananindeua, no estádio Evandro Almeida, como último preparativo para a decisão do returno do Parazão, a partir da próxima semana, diante do Paissandu. Além do jogo, que começa às 16h, a diretoria vai promover um evento depois do jogo para os torcedores, com a participação de bandas na área do Boteco Azulino, atrás das arquibancadas da avenida 25 de Setembro.

A princípio, Fernandes se mostrava contrário a amistosos, temendo lesões no elenco, mas o mau resultado do time reserva contra a seleção de Parauapebas, sábado passado, fez com que o técnico se preocupasse. “A gente sabe que jogo é jogo e treino é treino, mas precisamos dar ritmo a esses jogadores. É importante oferecer essa condição para que chegue a quinta-feira (22) e a equipe entre bem alinhada, bem aplumada, com um futebol forte, e se Deus quiser, conseguindo logo a primeira vitória para reverter a vantagem. Queremos matar o campeonato no segundo turno, até porque estamos na fila de espera há seis anos”, disse o diretor de futebol, Thiago Passos.

O ingresso foi definido em R$ 10,00, além da venda de lanches e liberação de bebidas alcoólicas, fato justificado pelo diretor. “Como será um evento privado, sem nenhum questionamento técnico, nós poderemos fazer a venda de bebidas para os torcedores, no nosso boteco. Teremos segurança particular e não se tem o que questionar”, afirmou Passos. A equipe continua treinando diariamente, buscando os ajustes para entrar com força máxima no clássico de quinta-feira, 22, contra o Paissandu. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

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Como é duro ser goleiro no Brasil

Por Glauco Alexander Lima

10341565_10152156627637992_5000821407594649234_nObservando ontem no Jornal Nacional a matéria sobre o goleiro da nossa Seleção de futebol, cheguei à conclusão de que a pior profissão hoje no Brasil é a de goleiro. O cara pode se esforçar, treinar muito, fazer milagres diante de atacantes habilidosos que nunca vai realizar o sonho de todo jogador de futebol: ser titular da Seleção Brasileira.

O Júlio César, mesmo tendo sido responsável pela eliminação do Brasil em 2010, com uma falha de peladeiro; mesmo estando num clube que reúne ex-jogadores em atividade na “poderosa” Liga Canadense; mesmo tendo sido reserva do reserva de um clube sem expressão na Inglaterra; mesmo assim, é o titular absoluto, pois tem o atributo de ser o homem de confiança do treinador.

Aconteça o que acontecer, ele é o titular. Conversa encerrada. Coitados dos goleiros, vão ter que esperar mais uns anos para ter uma chance.

DIÁRIO conquista prêmio internacional

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O DIÁRIO DO PARÁ conquistou, na noite desta terça-feira, mais um prêmio internacional. Foi na festa anual do INMA (International News Media Association), na California, Estados Unidos. O jornal foi premiado, entre alguns dos maiores títulos impressos do mundo, pelo projeto Cards Super Bola. É a sexta premiação do DIÁRIO no evento. O troféu foi entregue ao diretor presidente Jader Barbalho Filho pela vice-presidente do jornal New York Times.

INMA @INMAorg Best idea to grow single copy sales. Congratulations @diariodopara. ‪#‎1stplace‬ ‪#‎INMAwc14‬

Kardec é surpresa na lista extra de Felipão

A CBF enviou à FIFA, nesta terça-feira, a lista final dos 30 jogadores selecionados pelo técnico Felipão para a Copa do Mundo. Os sete nomes da lista de espera do treinador são: Diego Cavalieri, Rafinha, Filipe Luís, Miranda, Lucas Leiva, Lucas e Alan Kardec. Eles são os suplentes caso algum atleta da lista dos 23 convocados não possa participar do torneio, mas o treinador pode chamar jogadores não listados nesse grupo extra.

A dura sina dos técnicos

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Por Gerson Nogueira

A demissão de Jaime do comando técnico do Flamengo repercutiu nas redes sociais e em setores da imprensa, mas não chegou a surpreender o mundinho do futebol. Profissionais ligados ao esporte no Brasil, tanto jogadores como técnicos, vivem num estado de distanciamento tão grande que parecem ter tomado a vacina da indiferença.
Não se viu um técnico comentar em público a forma grosseira com que o clube tratou o empregado – que, diga-se, não era um empregado qualquer, visto que dedicou mais de 30 anos às cores rubro-negras. Jaime pertence a uma família com grandes serviços prestados ao Flamengo, mas nem isso o poupou de um tratamento publicamente desrespeitoso.
Soube de sua substituição por Ney Franco através dos repórteres, que ligavam insistentemente para sua casa e seu telefone celular. De meio-dia até 18h, a notícia de sua demissão circulou pelas redes sociais, sites noticiosos, emissoras de rádio e TV, mas não foi oficialmente comunicada ao principal interessado, o próprio Jaime.
Ele só foi avisado, ainda assim de forma enviesada, por um diretor, que tentou marcar uma reunião sem sentido para que o anúncio fosse feito no começo da noite. O assunto já ficando velho, Ney Franco já até havia falado como novo contratado do Flamengo.
Jaime, com razão, relembrou da quantidade de vezes que o presidente do clube o procurou pessoalmente para dar orientações e informes. Aliás, quando Mano Menezes abandonou a nau rubro-negra no ano passado, o presidente achou rapidamente Jaime pedindo que assumisse o cargo em situação extremamente delicada.
Com competência e disciplina, o interino operou uma grande transformação no elenco do Flamengo. Em poucas semanas, fez com que o grupo desacreditado se tornasse repentinamente vitorioso. Conquistou a Copa do Brasil em campanha surpreendente, ganhou o campeonato estadual do Rio e ainda livrou o time do rebaixamento no Brasileiro.
Tudo isso acabou esquecido pelos dirigentes depois da má jornada na Libertadores e do começo titubeante na Série A deste ano. Poucos lembraram que o Flamengo entrou nas duas competições ainda mais desfalcado que no ano passado. Afinal, perdeu Elias e Marcelo Moreno.
O futebol é rico em histórias desse tipo, com treinadores que vêm e vão dos clubes em divórcios tumultuados ou simplesmente incivilizados. Leão foi demitido da Seleção Brasileira por telefone, quando estava no aeroporto, se preparando para voltar ao Brasil.
Jaime não foi o primeiro nem será o último, nem os dirigentes flamenguistas são os únicos a agirem assim. É uma praga nacional, estimulada pela omissão e desunião dos próprios treinadores, que não hesitam em aceitar o lugar de um colega antes mesmo que este tenha sido avisado.
Na Europa, referência em gestão de futebol, as demissões são sempre anunciadas antes do fim dos contratos. Como ocorre agora com Tata Martino no Barcelona e já aconteceu com Vanderlei Luxemburgo no Real Madri há alguns anos. Lá, pelo menos, o demissionário ganha tempo para limpar as gavetas e começar a procurar um novo emprego, pois a vida continua.

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O Papão e seus 300 volantes

Contra o Sport, amanhã à noite, no Mangueirão, o Paissandu tem tudo para desfrutar da primeira facilidade nesta atual maratona de jogos. O campeão do Nordeste vem a Belém com um time misto, disposto a não ir longe na Copa do Brasil, pois seu foco é a Sul-Americana, que começa logo depois da Copa do Mundo. Em outras palavras, o rubro-negro pernambucano está a fim de entregar os pontos.
Mazola Júnior, que conhece bem o Sport, deve finalmente lançar mão de um esquema mais ofensivo, explorando a qualidade de seu ataque, com Lima e Leandro Carvalho. Sim, porque se insistir na rotineira barreira de volantes, de nada vai adiantar as chances oferecidas pelo desfalcado visitante.
É preciso entender que volantes podem ser últimos, pois guarnecem a defesa e seguram a onda no meio-de-campo, mas são por essência inimigos do futebol ofensivo.
Depois do Sport, caso confirme a passagem, o Papão pegará o Coritiba, que também não está nada interessado na Copa BR. Significa que, sem fazer maior esforço, o bicampeão paraense já pode estar às portas das oitavas-de-final da competição. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 14)