A relação entre imprensa e o jornalismo esportivo, os espaços na mídia, a formação acadêmica e mercado de trabalho, ética e o relacionamento com o público estiveram em pauta durante o III Bate-Bola do Troféu Camisa 13, realizado nesta terça-feira, às 18h, no auditório do DIÁRIO DO PARÁ. Com o tema “A importância da cobertura jornalística na valorização do esporte regional”, o encontro buscou ampliar o debate em torno do relacionamento estreito e por diversas vezes complicado entre jornalistas esportivos, clubes de futebol e torcedores, além de refletir sobre questões de cunho ético e moral. O debate contou com a participação de Guilherme Guerreiro, da equipe da Rádio Clube; Gerson Nogueira, diretor de Redação do DIÁRIO; e ainda da professora e jornalista Ivana Oliveira.
“Eu entendo que toda a formatação de uma discussão, de um debate, de um contraditório é sempre saudável contribui e trás resultados muito interessantes. Quando você debate essa relação da imprensa com o esporte, como que a imprensa esportiva trata o esporte paraense, ela trata bem, ela trata mal, ela deixa o esporte carente, enfim é discutir relação vamos dizer dessa forma. E isso só faz a gente encontrar mecanismos para melhorar”, explicou Guilherme Guerreiro, coordenador de esportes da Rádio Clube.
Para o diretor de Redação do DIÁRIO, Gerson Nogueira, os objetivos hoje dos profissionais principalmente daqueles relacionados ao esporte é identificar e atender as novas demandas de um público cada vez mais exigente. “A realidade de hoje da imprensa obriga uma abertura cada vez maior no sentido de debater assuntos, de criticar e se criticar, e eu tiro isso até por experiência própria. A gente (jornalistas) sempre teve dificuldades em lidar com críticas – ao trabalho, aos nossos posicionamentos, à linha editorial do veículo onde trabalhamos. Sempre houve um tabu em torno disso, uma espécie de campo sagrado. Mas essa realidade colocada para todos nós pelas redes sociais, com a participação cada vez maior do torcedor, em tempo integral, nos obriga a uma atualização muito maior e estimula também uma saudável mudança de mentalidade”, disse.
Para a professora e jornalista Ivana Oliveira, o debate é de suma importância, pois avalia-se o perfil do jornalista que se forma hoje e como ele informa o seu público. “A grande questão que a gente trás pra cá é que tipo de jornalista está sendo formado para este mercado, que não é um mercado que se especializa dentro da universidade, mas que acaba se especializando no mercado. A grande preocupação nossa é mostrar que hoje a gente precisa fazer algumas separações éticas e refletir sobre o papel de quem estamos formando para essa realidade”, ressaltou. (Com informações do DOL)

