Como é duro ser goleiro no Brasil

Por Glauco Alexander Lima

10341565_10152156627637992_5000821407594649234_nObservando ontem no Jornal Nacional a matéria sobre o goleiro da nossa Seleção de futebol, cheguei à conclusão de que a pior profissão hoje no Brasil é a de goleiro. O cara pode se esforçar, treinar muito, fazer milagres diante de atacantes habilidosos que nunca vai realizar o sonho de todo jogador de futebol: ser titular da Seleção Brasileira.

O Júlio César, mesmo tendo sido responsável pela eliminação do Brasil em 2010, com uma falha de peladeiro; mesmo estando num clube que reúne ex-jogadores em atividade na “poderosa” Liga Canadense; mesmo tendo sido reserva do reserva de um clube sem expressão na Inglaterra; mesmo assim, é o titular absoluto, pois tem o atributo de ser o homem de confiança do treinador.

Aconteça o que acontecer, ele é o titular. Conversa encerrada. Coitados dos goleiros, vão ter que esperar mais uns anos para ter uma chance.

13 comentários em “Como é duro ser goleiro no Brasil

  1. Uma sacanagem do Felipão por o Júlio César como titular,apesar da boa Copa das Confederações que fez. Porém,desde então,atuou pouquíssimos vezes em alto nível.

    Víctor,Jefferson e até mesmo o Fábio,do Cruzeiro,estão em melhor fase.

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  2. Julio César até merece ir para seleção, pois penso que o mesmo possa ser uma influência positiva no grupo. Mas ser titular é dificil de engolir.

    Agora aquela história, o cara pode se consagrar, para quem esqueceu o Tafarel (o nome do Brasil nas penalidades) era bastante contestado.

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  3. O Julio César não me parece confiável. Mas, se o Felipao o quer, fazer o que?! Quem sabe é uma intuição daquelas que o fez deixar o Romário e apostar no Ronaldo Fenômeno, recém convalescente.

    Mas, pra mim não importa muito. O que eu queria mesmo é que o Fabiano readquirisse a forma ou o Remo contratasse logo um goleiro que não “chamasse” tanto gol.

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  4. Antônio, o JC ainda pode ser esse cara a caminho do Darémoçada rss. Frangou em 2010 e saiu da Inter pro QPR, lanterna da primeira divisão inglesa, em 2012-13. Foi rebaixado e jogado no banco da segunda divisão e, sem mercado, foi para o Canadá. Mais um frango na Copa e pronto, pinta de helicóptero no teu time.

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  5. Rsssss Maurício seu esforço criativo é realmente digno de nota. Mas, há trocadilhos que já vem prontos e acabados Rsrsrsrs

    Quanto ao Júlio César, não duvido. Pois, levando em conta que a diretoria já deu abrigo para o Finazzi, o Ramon, e, agora, o Eduardo Ramos, não será de estranhar que ela também acolha o Júlio Cézar. Mas, creia, eu torço para que ele não experimente mais esta decepção e seja muito feliz na jornada mundial.

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  6. Faĺando sério agora. Mais do que do técnico, goleiro tem que ter a confiança da zaga e dos demais companheiros, depois da torcida que é quem sofre e vaia se não quiser esse ou aquele. Difícil entender essa insistência. Uma falha grotesca na primeira fase que não comprometa a classificação pode quebrar nosso galho e levá-lo ao banco. Mas torço pra queimar a língua

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  7. Maurício, tua opinião vai mais ao menos no mesmo sentido da minha: o JC não é um goleiro confiável.

    Talvez nem pro próprio Felipão o JC seja assim tão confiável.

    Sei lá, a impressão que me dá é que o técnico confia mais nele próprio do que no goleiro. Ou seja, me parece que ele se acha capaz de fazer o JC ter um bom desempenho, como de resto os demais jogadores e assim o time da cbf conseguir vencer o torneio.

    Aliás, esta impressão se reforçou quando ele, o Felipão, declarou que o JC foi o primeiro a ter a convocação ratificada exatamente para lhe dar confiança e retirar a pressão negativa que a cornetagem da imprensa poderia causar.

    Mas, também torço para estar errado e que o JC faça um grande mundial. Menos pelo Felipão ou pelo time da cbf. Mais pelo próprio JC que parece ser boa gente.

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    1. Penso da mesma maneira, amigo Oliveira. Não entendi os critérios de Felipão para escolher J.César, mas torço para que todas as previsões se mostrem infundadas e o goleiro seja um dos grandes nomes da Copa.

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  8. O texto nada mais faz do que expressar a preferência do seu autor, que não conta. Júlio César é a melhor opção naqueles momentos em que o adversário vem pressionar a zaga e debaixo dos paus já demonstrou que não é inferior a Jeferson ou a Vitor. Quanto a falhar remotamente, na Copa das Confederações Júlio foi um dos destaques do time, peguemos o Jeferson do Cruzeiro contra o Paissandu, na derradeira edição da Copa dos Campeões, e constatemos ser uma temeridade levar goleiro tão inseguro; e peguemos o Vitor dos tempos do Grêmio, tão inseguro que forçou a desaposentadoria do Dida.
    Enfim, esta seleção está muito bem de goleiros e quem entrar inspira confiança. A opção por Julio César, repito, é a resposta à tendência tática atual, que exige do goleiro razoável habilidade com os pés. Só isso.

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