Por Juca Kfouri
Para que serve uma Copa do Mundo?
Os preparativos para o mundial da Fifa ocorrem da mesma forma nos países desenvolvidos e naqueles ainda em desenvolvimento?
Violações de direitos acontecem em todos eles?
São algumas das perguntas que o livro “Copa para quem e para quê?
Um olhar sobre os legados dos mundiais no Brasil, África do Sul e Alemanha” se propõe a responder.
Organizada pela Fundação Heinrich Böll (FHB), a publicação foi lançada durante a II Conferência Internacional Megaeventos e Cidades, que aconteceu em abril no Rio de Janeiro.
O livro analisa os preparativos das Copas da África do Sul, da Alemanha e do Brasil, e mostra como as ações da Fifa, dos governos e das empresas patrocinadoras mercantilizam cada vez mais os espaços públicos, com a justificativa de benefícios futuros para os povos dos países que sediam os eventos.
De acordo com as análises, na Alemanha o legado está ligado ao ganho simbólico durante o chamado “verão de contos de fadas” em que ocorreu a Copa, no qual os alemães foram apresentados ao mundo como um povo festivo e amigável.
O legado da África do Sul também trouxe mudanças na imagem do país, mas o que sobressaiu foram as violações de direitos, como as remoções forcadas para áreas “provisórias” de moradia, nas quais inúmeras famílias permanecem até hoje vivendo em condições precárias.
Uma semelhança evidente com o que hoje ocorre no Brasil, onde 250 mil pessoas sofrem ou estão em processo de remoção por conta dos megaeventos, segundo estimativas dos comitês populares da Copa.
O livro também aborda outras semelhanças entre Brasil e África do Sul, como o endividamento público para a construção dos estádios e as prisões arbitrárias, como as que ocorreram durante a Copa das Confederações.
Assinam os artigos: Christian Russau, jornalista alemão e ativista de direitos humanos; Laura Burocco, pesquisadora em políticas urbanas e desenvolvimento, doutoranda da ECO/UFRJ; Glaucia Marinho, Mario Campagnani e Renato Cosentino, jornalistas da Justiça Global e integrantes do Comitê Popular da Copa do Rio e da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop). Dawid Bartelt e Marilene de Paula, da FHB Brasil, organizaram a publicação.
A publicação pode ser solicitada por email (info@br.boell.org) e estará disponível em breve no site da Fundação (http://br.boell.org/). A distribuição é gratuita.
Uma bela dica de leitura.
Ao cabo da mesma, certamente o leitor haverá de ter bem mais elementos para fortalecer os seus argumentos, seja a favor, seja contra, as concessões feitas pelo governo brasileiro para que a fifa aceitasse o Brasil como sede da Copa.
Interessante que, pelo que vem sumariado na postagem, a própria Alemanha teria feito concessões. Mas, no cotejo entre Brasil e Alemanha, falta comparar a natureza e magnitude destas concessões. Mas, isso só com a leitura da obra.
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O que era pra ser uma grande festa na sede do futebol mundial, pode vim a se tornar, motivo de vergonha para nossa nação.
Além de não termos uma seleção confiável, desde que foram escolhidas principalmente as sedes, o país se dividiu, penso que foi aí que começou o desgaste do povo, com o governo e a FIFA, e basta citar apenas 3 exemplos.
O não uso do Morumbi.
A construção de um super estádio em Brasília
E sem bairrismo, Belém, terra louca por futebol, ficar fora, e o pior, dá a Manaus essa honraria.
Nessas escolhas, entre outras, os olhos de muitos se abriram, e viram, que a copa é o que todos queriam, mas não dessa forma, na base do me rouba.
O Brasil vive um caos, na saúde, na educação, no transporte etc…, muita corrupção, muita violência, desigualdade salarial ainda impera.
É certo que não é culpa só da Dilma, é culpa de todos os que administram mal seus estados, suas cidades, seus ministérios, suas secretarias, e há até quem se aproveitem de um simples centro comunitário.
Aí o povo não entende e incendiado pelo inconformismo, sabedores, que a copa é nossa, mas na realidade, essa festa se mistura com o desejo de repudio, pois acham que a gastança feita, poderia ser usada pra resolver os grandes problemas do Brasil.
Aí dou uma opinião minha, sem a copa, a coisa estaria do mesmo jeito.
O povo está dividido, a culpa é dos políticos, o que era pra ser a nossa festa, corre-se o risco de termos uma festa manchada por desordens e até mortes, o que não é do nosso povo, pois o nosso povo é de paz.
É eu quem escolho o que fazer, é você.
Eu já me decidí, apesar de toadas as injustiças que esta copa esteja trazendo ao nosso povo, no fundo no fundo, ela não tem culpa.
Precisamos ser bons anfitriões e engolir o choro e tratar bens nossos visitantes, pois eles mesmo é que não tem culpa, e depois da copa, lavar a roupa suja em casa.
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Interessantíssima leitura, sem sombra de dúvidas uma obra que poderá contribuir na qualificação das opiniões sobre o suposto legado da copa.
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Uma coisa é certa os estádios construídos para copa são muito mais modernos, seguros e confortáveis do que o Murumbi, Mangueirão, Serra Dourada onde falou-se que com algumas poucas modificações atenderiam os padrões FIFA, não atenderiam! E o dinheiro investido certamente terá retorno. Agora, não dá pra comparar com a Alemanha, aí já é querer muito.
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Com todo respeito Mesquita, mas penso que estes estádios, devido ao superfaturamento, jamais se pagará.
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Amigo Mesquita, é exatamente isso que o povo não aceita rsrsrs
Estádios ultra modernos e hospitais/escolas caindo aos pedaços.
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Senhores, o que mais me espanta é como boatos se espalham e ganham logo “legitimidade”… Sobre Belém não ser uma sede da Copa, se disse muito por aqui que a culpa seria da Ana Julia por causa da CPI do futebol… Mas isso só aumentou o capital político do PSDB e elegeu Jatene e Flexa Ribeiro, e ainda trouxe Zenaldo para prefeito, acrescido da popularidade pelo “Não! – 55” contra a divisão do Pará… Mas, pense bem…O fato é que, me parece, o verdadeiro critério para a escolha de Manaus foi o fato de ter que construir um estádio padrão FIFA do zero! Isso significa muito mais recursos públicos para serem desviados. Note o que ocorre em São Paulo. Falaram em reforma do Morumbi, mas exigiram um estádio novinho por lá, que era uma chance pro Corinthians de ter estádio e tal… Mas, por quê?… Por que derrubaram o Maracanã?… Fonte Nova? Fizeram um estádio em Recife!… Reformas, só as mais caras, na Baixada (PR) e Beira-Rio (RS)… Vamos acordar, se Belém apresentasse um projeto de estádio totalmente novo, seria sede da copa com certeza, porque nem Ricardo Teixeira nem ninguém seria louco de apostar em Manaus, sabendo que em Belém muita gente iria ao estádio assistir… Como a proposta foi reformar o Mangueirão, o que seria o plano mais barato (do Brasil, inclusive), Belém foi descartada… Aí, toda aquela história de trânsito, segurança, rede hoteleira, aeroportos… Tudo isso é conversa para boi dormir… A copa tem tudo pra ser linda e as confusões programadas para a copa são defendidas só por um bando de maria-vai-com-as-outras de direita, os chamados reaças!
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