Enquanto isso, no país da Copa…

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Mauro Santayana é jornalista e analista político.

35 comentários em “Enquanto isso, no país da Copa…

  1. Simplista demais, afinal, essa metodologia é a mesma usada pela esquerda brasileira, hoje no poder, cuja, perdeu a identidade, nem esquerda mais é, pois detém o poder, esquerda é sinônimo de OPOSIÇÃO AO PODER ESTABELECIDO, em qualquer lugar do mundo, sempre assim o será, não importa o opositor.

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  2. Assino em baixo.

    E esse pensamento já chegou no futebol, um exemplo é o LOP, que em vez de dar apoio ao clube eu ele foi presidente e fazia jurs de amor, depois que saiu não só torce contra como ainda se bandeia a formar outras equipes.

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  3. Afirmação muito genérica. Seria melhor o Santayama oferecer um exemplo concreto de torcida contra o Brasil, na espécie.

    Assim, seria possível segregar as críticas sinceras contra o governo, da mera revanche, o reclamo procedente, do simples aproveitadorismo.

    Todavia, assertos específicos não são caem nas graças de quem quer pura e simplesmente fazer uso da retórica.

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    1. Caro Oliveira, as manifestações de junho passado, infladas pela direita e seus muitos tentáculos midiáticos, são a prova mais viva e eloquente dessa torcida contra. Ainda há maluco gritando que “não vai ter Copa!”, coisa nunca vista na história do Brasil. Se acha que isso não é torcer contra, não há realmente o que discutir.

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  4. Bem, em qualquer lugar do mundo a direita é conservadora, capitalista e elitista. Em qualquer lugar do mundo a esquerda é comunista, revolucionária e proletária. Agora a direita é simplesmente chamada de LIBERAL e a esquerda, de SOCIALISTA. Esquerda não é oposição, é a posição socialista. Direita não é situação, é a posição liberal. Sendo assim, o PT ainda é esquerda. E o PSDB ainda é direita. E a frase faz sim todo sentido porque a direita sabota políticas públicas que vêm dando certo, como o bolsa-família. Queira-se ou não, o bolsa-família tem ajudado muitas famílias a sobreviver.

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  5. Não vou ficar dando teorias nem discutir, pois meu pai me ensinou, política e religião é coisa séria e ninguem nunca cede, mas faço minhas as palavras do lopesjunior. PSDB e outros partidos elitizados sempre vão torcer contra o Brasil enquanto o PT estiver no poder. fato

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  6. Lopes, onde está a sabotagem ao bolsa família se o lullopetismo cada vez aumenta mais o número de beneficiários e agora recentemente ainda aumentou o valor em percentual acima da inflação oficial e tudo fica por isso mesmo.

    A não ser que seja considerado sabotagem o exercício do sagrado direito de manifestar o pensamento da esmagadora maioria da população esclarecida que critica: este assistencialismo eleitoreiro; a fruição do benefício por quem não precisa, como já foi noticiado e provado várias vezes; a incoerência da propaganda governamental que festeja o expressivo número de beneficiários, ao mesmo tempo que festeja o expressivo incremento nos índices de emprego etc.

    Quanto aos lullopetistas não existe nenhum de esquerda (se é que esta tendência ainda existe), todos eles estão afinados com o neoliberalismo, o que pode ser constatado na assinatura da tal Carta ao Povo Brasileiro e na maioria das medidas de governo que adotam, inclusive na exploração e manutenção da miséria da esmagadora maioria de seu eleitorado em programas assitencialistas como o bolsa família, cujo lullopetista-mor um dia disse que era programa para encabrestar o eleitor e fazê-lo votar com o estômago.

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  7. A sabotagem está no discurso medíocre de que bolsa família é esmola pra vagabundo. Esse discurso é cada dia mais repetido e há quem fale desse jeito como um papagaio que não sabe o que diz. E conheço muita gente honesta que depende dessa iniciativa social do governo pra viver. Esta é a velha direita caquética que, se voltar, findará o serviço. Ou seja, a política de desigualdade social e favorecimento de bancos está querendo voltar, aguardem só, basta apenas uma oportunidade para isso acontecer.

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    1. Muitíssimo bem observado, amigo Lopes. A velha cantilena direitista está orquestrada para torpedear todas as iniciativas sociais (políticas públicas, sim) dos governos de Lula e Dilma. Gente que jamais passou fome na vida, que desfruta de privilégios incontáveis, se põe a criticar Bolsa Família e Bolsa Escola. Esmolas? Não, medidas absolutamente saudáveis e necessárias num país assolado pela desigualdade de séculos. Alguém precisava se preocupar com isso, certamente não seria o ínclito Efeagá e seus acólitos (a maioria desmemoriada, como se observa nessa onda de fúria reacionária nas redes sociais).

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  8. Em tempo: posso te garantir que a tal população esclarecida a que você se refere não é a maioria esmadora da população. A maioria esmagadora é coisa que não existe, caso existisse, já teria esmagado a corrupção. O Brasil precisa acordar é para a corrupção, não para o jornal nacional.

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  9. Lopes, por não gostar de doutrinas não aplicáveis, não factíveis, daquelas utópicas apenas, gostaria, se possível, que explicasses, aos frequentadores deste Blog, o desejo da esquerda libertária que governa o Brasil, aí está o PT, de criminalizar as manifestações durante a realização da Copa do Mundo em nosso país; logo o PT, “bastião da liberdade” que tenta se apropriar do mérito de lutar contra a ditadura, em momento no qual ele nem existia; explica também porque a Dilma entregou o País prá FIFA, que é de direita no mundo todo, o Lulopetismo, simplesmente achincalhou as Leis existentes neste país, por exemplo, concedendo escandalosa isenção fiscal à FIFA, proibindo brasileiros de trabalhar na venda de guloseimas, merendas e comidas regionais, de onde tiram o sustento de suas famílias, inclusive, mesmo nos arredores dos estádios FIFA, porquê permitiu a venda de bebidas alcoólicas nos estádios FIFA, entenda-se que a venda de bebidas alcoólicas nos estádios só perdurará durante o evento Copa do Mundo, e a única marca que poderá ser comercializada é a que detém o patrocínio FIFA. Protestar contra isso é jogar contra o Brasil?, ou, ao venderam a alma pro diabo do capitalismo, entregaram junto o senso crítico do discernimento e do ridículo.

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    1. As manifestações sucumbiram por obra e graça de seus próprios líderes, Silas. Não atropelemos os fatos. A agressão a um marceneiro que ocupava um fusca em S. Paulo, que acabou incendiado. A morte do cinegrafista da Band no Rio. Não há como atribuir isso a outras pessoas, somente a quem participou dos protestos e escaramuças. Não esqueça que os tais protestos foram iniciados em São Paulo por um grupo que defendia meia-passagem no transporte público. De repente, não mais que de repente, as manifestações se voltaram para ataques ensandecidos ao governo federal, até mesmo com ações de depredação do prédio do Itamaraty. A presença de militantes do PSol e do PSTU, misturados a ativistas da Juventude do PSDB, dão bem a dimensão da irresponsabilidade desses grupos. Se isso é desejo de mudar o país, cabe – a quem pensa – formular uma pergunta simplória: onde tais pessoas se escondiam durante a farra das privatizações tucanas e ao longo dos períodos mais severos da quebradeira dos bancos sob o governo de Efeagá? Memória é fundamental.

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  10. Lopes, achei interessante teu comentário mais recente. Vou ali cuidar de minha PA quando voltar respondo.

    Agora, Silas, já os teus argumentos, estes me parecem irrespondiveis.

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  11. Égua, Silas. Usaste bala de canhão para abater uma barata. Será que ele ainda volta?
    Esses PTralhas entendem que todo mundo é estúpido. Eu hein?

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  12. O que mais me ofende nessa canalhice, é o novo conceito de Assistencialismo. Agora chama-se Políticas Públicas.
    Tá certo…

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  13. Amigo Gerson, é dificil acreditar que as manifestações de junho tenha sido apenas consequência do orquestraremos das mídias direitistas.

    Penso mais um movimento, com inúmeras discursividades, que ganhou força pelas redes sociais (veja o fenômeno rolezinho, que surgiu e desapareceu) e com o tempo pode desapareceu… Podendo retornar dependendo das condições de possibilidade.

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  14. Sobre o bolsa família, que até apoio, desde que o voto não seja obrigatório, tenho uma questão:

    como pode tantas pessoas precisarem de bolsas (vide o desespero diante o boato falso sobre o fim do bolsa família) se o Brasil tem uma das mais baixas taxas de desemprego do planeta? No mínimo paradoxal.

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  15. Outro aspecto, e nisso concordo em parte com você Gerson, a mídia oficial (Globo, Band e etc), tentaram vender as manifestações de junho como atos contra o governo federal.

    Ora, quem participou das passeatas sabe claramente que os movimentos foram contra o sistema político nacional (não contra partido A ou B, como querem alguns), que encontra-se deitado em um corporativismo a pelo menos 500 anos.

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    1. Amigo Maurício, o debate de ideias visa justamente opor pensamentos, expor opiniões livremente. É a essência do processo democrático.

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  16. Lopes, vamos por partes:

    I) os discursos, só por só, não tem efeito de alterar a realidade concreta. Pois, se tivesse, o Brasil não seria este caos que é já que o que não falta é discurso surrealista da propaganda lullopetista sustentando que o país vive um período maravilhoso nunca dantes visto.

    Mas, a despeito do discurso, os principais serviço públicos estão falidos e os usuários, principalmente os supostos beneficiários das bolsas e quejandos, estão entregues à própria sorte em setores como a saúde e a segurança, só para não ir muito longe nos exemplos.

    Noutras palavras, os discursos críticos contra o bolsa família não constituem, e nem tem condições materiais de constituir sabotagem, e a prova irrefutável desta verdade é que as aplicações de verbas públicas no programa, como dito antes, só faz aumentar.

    II) Por outro lado, é preciso lembrá-lo que o primeiro a vincular o assistencialismo eleitoreiro típico do bolsa família à esmola e à vagabundagem foi o próprio lulla. Esta é uma verdade que já foi postada aqui no blog várias vezes, mas, só para reforçar, vou postá-la novamente, mais logo. Então, se há mediocridade, o primeiro medíocre foi o próprio lulla.

    De minha parte, eu não generalizo a rotulação quanto aos beneficiários do bolsa família e outros programas. Mas, é preciso reconhecer e registrar que há muita distorção, quadro distorcido este este que é estimulado pelo próprio caráter eleitoreiro da iniciativa.

    Eu também conheço muita gente honesta e sincera e discernida e esclarecida seja entre os que são beneficiários do programa, seja dentre aqueles que com todo o direito e procedência o criticam naquilo que ele tem de falho, e não é pouca coisa que é falha no programa.

    Enfim, sem dúvida, que há quem só reproduza, critique de orelhada, mas, tal, não invalida as críticas que tem base no que é observado na realidade concreta da vida que insiste em se impor ao redor de todos nós.

    III) Quanto ao favorecimento dos bancos, quem se gaba muito de ter sido o maior beneficiário dos banqueiros não é outro se não o próprio lulla. Agora, recentemente, em discurso que proferiu, em apoio à reeleição da Dilma, o ex-presidente falou novamente que a elite é ingrata com ele que foi quem lhe proporcionou elevados ganhos, criando-lhe um firme mercado consumidor.

    Na realidade, todo este discurso que o lulla faz contra as tais elites, não passa disso mesmo, de discurso, de retórica, de mera conversa sem qualquer consistência. O lulla hoje em dia já integra esta elite de quem tanto finge reclamar, pra quem realmente trabalha. De há muito deixou o proletariado, e está muito à vontade entre os oligarcas tipo sarney, collor, maluf, dentre outros.

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  17. Gerson, meu prezado, nas manifestações de junho o objeto do protesto foi todo o gasto astronômico nas obras da copa, no padrão faraônico e nababesco da Fifa, enquanto os serviços públicos estavam, como ainda estão, entregues às baratas.

    E não se diga que se tratou de torcida contra o Brasil porque a própria Dilma, em cadeia nacional, admitiu que os brasileiros, principalmente os menos favorecidos, tinham plena razão em reclamar e protestar e se reunir em manifestação em prol dos seus direitos constitucionais relegados.

    Com efeito, as manifestações de junho passado não exemplificam torcida contra o Brasil, mas, sim, torcida a favor dos brasileiros e de seu bem estar.

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  18. Toda, mas toda mesmo, a filosofia ocidental se baseia em Platão e Aristóteles. Em síntese, poderíamos dizer que a realidade é o discurso. Segundo Aristóteles, o homem é o ser político. E política se faz com retórica, que é discurso… Platão escreveu “A República”, que não passa de um discurso, sobre o estado, o governo e o cidadão… O pensamento científico moderno se baseia num livro chamado “O Discurso do Método”, de Descartes. Discurso é o tema central, ou um dos temas centrais do pós-modernismo. Discursar é o que fazemos o tempo todo. É uma habilidade unicamente humana. Podemos criar o próprio discurso ou simplesmente repetir um que já existe, concordando com ele. Hoje em dia, temos a tendência de achar que todo discurso já foi feito, que toda ideia já foi concebida, e que há formadores de opinião. Essa tendência é fruto de um discurso. Todos esses discursos são uma só mentira, pois não há e não pode haver formadores de opinião, por exemplo. O que há são oradores que tentam convencer pelo argumento presente no discurso… E nesta panaceia neoliberal que equipara todo homem a quase-nada, o que está mal-disfarçado pelo termo progresso na retórica neoliberal é a estúpida e batida ideia de que o povo não saberia liderar a nação, que o pobre nunca está preparado para o poder por não ter intimidade com ele. Se o discurso direitista te convencer de que eles são o melhor para o povo, aí estará a maior prova de que o discurso muda o mundo.

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  19. “SE o discurso direitista convecer de que eles são o melhor para o povo, AÍ ESTARÁ a maior prova de que o discurso muda o mundo”.

    Lopes, o texto aspeado é a conclusão do teu comentário, com as condicionantes destacadas. Pois bem, ele mostra à perfeição que o que eu disse esta recheado de procedência: “o discurso, SÓ POR SÓ, não muda a realidade”.

    De fato, como condição para a mudança da realidade, é necessário que ao discurso venham agregados uma série de outros elementos, dentre os quais, os principais são (a) a sinceridade de quem discursa; e, (b) a adoção de medidas práticas para implantar na realidade aquilo que o discurso prega.

    À falta destes elementos, o discurso, a pregação, a retórica, não vão além de palavras vazias de qualquer efeito modificativo.

    É por isso que os discursos da oposição contra o programa Bolsa Família não tem o efeito de sabotá-lo, eis que tanto falta sinceridade nos políticos da oposição que criticam o programa, quanto falta ação da parte deles para impedir o prosseguimento do programa. E, não há nada disso porque, programa desta natureza sempre foi e sempre será usado por eles para encabrestar os eleitores. Eles querem assumir o governo e se manter lá e por isso também vão usar deste cabresto, como já usaram há 12 anos atrás.

    Aliás, a prova irrefutável de que o discurso da oposição não sabota o programa é que ele a cada ano que passa, a cada eleição que chega, é mais e mais fortalecido.

    De outra parte, é pelo mesmo motivo da falta dos elementos de sinceridade no discurso e falta de ação efetivamente modificativa da realidade, que o Brasil segue na mesma situação anterior ao governo lullopetista, nada obstante o massivo discurso oficial e da mídia chapa branca de melhora nunca dantes vista.

    O lullopetismo não quer mudar a realidade de exploração dos menos favorecidos (insinceridade) e por isso não adota ações para efetivamente mudá-la (ausência de atitude). Fica apenas fazendo assistencialismo eleitoreiro e apregoando que está mudando o Brasil.

    A propósito, diante do que o governo federal investe na globo e noutros veículos midiáticos, tanto os tradicionais (jornalões e afins inclinados para a oposição) ou quanto os modernos (blogosfera chapa branca), do que investiu na copa, do que investe nos cabides de emprego na administração, no pagamento de mordomias para o Legislativo etc, etc, etc, o valor de 100, 200 reais que sejam para o Bolsa Família,por exemplo, não passa de esmola mesmo, a qual,como cantava o Luiz Gonzaga, ou humilha ou vicia o cidadão.

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  20. O futuro sempre depende do “se”, é inevitável, pois ele é imprevisível. E “estará” está mesmo conjugado no futuro do indicativo porque expressa uma ideia de tempo futuro, por se realizar. Mas, pra livrar-nos dessas condicionais, posso te afirmar sem dúvida alguma que foi o discurso do PT e de Lula na campanha eleitoral que fez a população optar pela esquerda em 2002. Sem condicionais, nem retoques, o discurso de 2002 mudou os oito anos seguintes no Brasil… Nunca é demais lembrar, estamos falando de política, o campo do discurso por excelência. Se o discurso não é em si a ação, e nunca o será, é a previsão da ação, a descrição da intenção. Ninguém votaria num candidato calado, que não dissesse a que veio. O discurso é o que há de concreto para que possamos cobrar dos representantes do povo que cumpram com seus programas quando candidatos. O discurso é o que precee até a menor das mudanças de atitude, e de comportamento, qualquer mudança começa na política.

    Outra coisa interessante é que o discurso nunca depende da sinceridade e qualquer discurso tenciona representar um ato, uma ação. Há discursos mentirosos, feitos mesmo para enganar, o que acaba com a ideia de que o discurso depende da sinceridade. Ele depende da intenção de quem discursa. Mentir é uma habilidade e alguns são muito bons nisso. É só depois, sempre só depois, que sabemos se um discurso é ou não pura falácia, um engodo. Assim como todo brasileiro, acho que o Brasil poderia estar melhor, mas, em meio a essa crise internacional, estou satisfeito de não termos ido à falência, de não termos hiperinflação e ter de cortar três zeros da moeda. Outro sinal de o quanto estamos nos saindo bem, ou razoavelmente é o grande interesse de empresas estrangeiras e de universidades estrangeiras em ter estudantes e profissionais brasileiros. O Brasil tem hoje muitas vagas de graduação e pós-graduação no exterior e cada vez mais gringos vêm estudar por aqui. ISso não acontece por acaso, depende de muito investimento…

    A crise fez a China desacelerar e, com isso, nossas siderúrgicas perderam as encomendas e a economia perdeu uma parte importante da base econômica aqui no Pará. Mas indo a Pernambuco percebo que há demanda por contratar pessoal qualificado, o que há pouco no país, é verdade. Mas mais da metade da necessidade do Brasil de mão de obra qualificada deveria ter sido formada anteriormente a 2002 pelo simples fato de que não há como acelerar o processo de formação profissional do jovem… Quero dizer que grande parte do investimento em profissionalização e qualificação deveria ter sido feita bem antes de o PT chegar à presidência…

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  21. Seja o que seja o assistencialismo, este depende apenas de quem é beneficiário. O governo FHC foi assistencialista com banqueiros e empresários. A visão que se tem de um fenômeno sempre depende da perspectiva assumida e essa de encarar bolsa-escola e bolsa-família como políticas assistencialsitas é um ponto de vista enviezado, adotado por aqueles que sempre se beneficiaram das políticas do governo.

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  22. O futuro é incógnita, é “se”, é “talvez”, é “provável”. Mas, não é exatamente de “futuro” que estamos falando. Estamos falando de sua afirmativa de que a oposição SABOTA (no presente, portanto), com discurso o programa bolsa família.

    E eu lhe mostrei que discurso não sabota porque se sabotasse o bolsa família não estaria cada vez mais firme e forte como, de fato, está. Tanto está que cada vez mais aumenta o valor da prestação e o número de beneficiários.

    Quanto ao discurso do pt e do lulla ter mudado levado a população optar pela esquerda, isso pode até ter sido verdade. Mas, também não é disso que estamos falando.

    Estamos falando sobre mudar a realidade político-social do pais. E esta, o discurso vencedor em 2002, de fato, não mudou. Muito pelo contrário, a conservou exatamente como ela era, quiça até acentuou algumas distorções.

    Por exemplo, os desvalidos continuaram desvalidos. E o bolsa família e demais programas não mudaram esta realidade. Na realidade, serviram para conservá-la e reproduzi-la.

    Outro exemplo são os capitalistas, as elites, os oligarcas. Estes continuaram cada vez mais a casta privilegiada e beneficiária de quase toda a riqueza produzida no país. E como disse o próprio lulla, ninguém mais do que ele próprio, o lulla, agiu mais em prol dos banqueiros na história deste país.

    Mais um exemplo: os ralos irregulares por onde escoam o dinheiro público continuaram cada vez mais ativos, mais generosos no escoamento. Exemplo lapidar de um deles é o crescimento absurdo da máquina pública para criar cabides de emprego, mas também se pode falar no mensalão, nas operações temerárias e até danosas com o patrimônio da petrobras.

    E tanto a realidade não mudou, tanto as práticas permaneceram as mesmas que até o operador do sistema no mensalão foi o mesmo – Marcos Valério.

    E este replay mantenedor da realidade pode ser visto também nos parceiros escolhidos pelo lullopetismo, tipo collor, sarney, renam, dentre outros tantos, com destaque para o inimaginável maluf.

    E não mudou porque o discurso não era sincero. E porque não era sincero não foi seguido pela prática que ele pregava que adotaria. Antes, logo após vencer, os autores do discurso passaram a adotar a mesma prática que caracterizava a realidade que eles foram eleitos pra mudar.

    De fato, o discurso é elemento adjutório na cobrança dos autorees. Há alguns que até registram nos cartórios estes discursos e as promessas nele contidas. Ocorre que quando a prática não se afina com o prévio discurso, e vem a cobrança, os políticos pagam com medidas como estas mais recentes da Dilma, reajuste o bolsa família. Ou seja, usam dos velhos cala-bocas. E como a maioria absoluta do eleitorado (não da população), é necessitada desta “ajuda”, a triste realidade não muda, se mantém, se reproduz e se acentua.

    A propósito, se a mentira é um componente básico do discurso, como é que ele poderia mudar a realidade. Não muda. discurso mentiroso não muda a realidade, a mantém. E se mudar será pra pior. E o Brasil ainda não foi à falência porque se fosse iria matar a galinha dos ovos de ouro, e isso aqueles que estão no poder não são burros para fazer. A inflação ainda não está hiper, mas é bem maior que aquela que oficialmente é divulgada. Neste caso o indicador confiável não vem dos institutos oficiais de medição, mas, sim, da conta dos supermercados, de luz, de água, dos postos de gasolina, das passagens de ônibus, dos preços dos remédios, dos planos de saúde, até do ingresso pro jogo de futebol, dentre outros alusivos ao custo de vida, do valor cobrado pelos bens e serviços.

    Quanto ao interesse estrangeiro por nossos estudantes e profissionais, admito que não tenho informações das mais consistentes. Mas, é preciso dizer que mesmo nos períodos mais escuros da situação política-econômico-social do Brasil, ele sempre produziu seus virtuosos em quantidade generosa nas letras, artes, ciência e outros ofícios etc. Noutras palavras, isso não foi inventado pelo lullopetismo.

    Alias, há muitos mestres e doutores atuando no exterior, com muito sucesso, cuja origem foi a antiga Escola Técnica Federal do Pará. Eu conheço um destes, que de família de muito poucas posses, começou tudo estudando ao mesmo tempo, no Souza Franco (manhã), e na ETFPa (à tarde), sendo aprovado em rigoroso teste de Seleção para ingressar em ambos. E olhe que naquele tempo não era como é hoje que os professores não podem reter os alunos. Se não conseguissem as notas eram reprovados mesmos.

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