Por Gerson Nogueira
Deficitário desde sempre, tecnicamente sofrível e fraco em emoções, o Campeonato Paraense deste ano tem conseguido superar até os dois recentes, igualmente esquecidos pela própria inexpressividade. A fórmula de disputa, com oito clubes participantes, não consegue seduzir o público, que prefere qualquer outra atração a ter que comparecer aos estádios.
Vários outros fatores podem ser arrolados como determinantes da fuga progressiva de público dos estádios. Além do regulamento que mantém teimosamente dois jogos nas semifinais de turnos, tornando ainda mais arrastado um torneio que já é monótono por natureza, há também a baixíssima qualidade dos competidores.
Com exceção de Remo, Paissandu e mais um ou dois participantes, o Parazão é um desfile de equipes medíocres, com jogadores refugados pelos grandes de Belém e sem mercado fora do Pará. Não se tem notícia, nas últimas cinco temporadas, em plena vigência da incensada estadualização do campeonato, de jovens jogadores revelados pelas equipes interioranas.
Um indicador natural do nível de excelência de uma competição é a quantidade de novos jogadores que revela. No Parazão, novidades como Pikachu, Leandro Carvalho, Bartola, Betinho, Billy, Rony, Rodrigo, Djalma, Alex Ruan, Paulo Rafael e Guilherme entram como exemplos de que a renovação é um fato. Nada mais falso.
Todos os citados têm em comum o fato de que foram formados nas divisões de base de Remo e Paissandu. Nenhum saiu do futebol interiorano, como era corriqueiro em outros tempos. A honrosa exceção, que só confirma a triste realidade, é Danilo Galvão, surgido no ano passado no Águia de Marabá – que, aliás, ficou fora do Parazão deste ano.
Um futebol que se fecha cada vez mais em torno de seus dois clubes tradicionais não pode estar em marcha evolutiva, muito pelo contrário. Na verdade, desenvolve-se um processo de volta ao passado, no sentido mais negativo possível.
Remo e Paissandu tendem a cuidar de seus próprios mundos e o Pará torna-se um feudo de dois senhores centenários. Os novos clubes surgem na esteira da dupla Re-Pa, mas copiam apenas seus muitos erros. Contratam além do necessário, não equilibram receita e despesa e dispensam técnicos com a sem-cerimônia dos clubes mais velhos.
Nem Independente e Cametá, campeões estaduais, conseguem manter funcionamento regular. Montam times para uma disputa de três meses. Depois, endividados, fecham as portas à espera da próxima temporada.
Pois, para espanto geral, mesmo com tantas vicissitudes expostas, floresce nos bastidores uma proposta marota de ampliar – eliminando uma das etapas de acesso – o número de participantes de oito para dez clubes. É mais ou menos como receitar uma dosagem excessiva de remédio para matar o paciente.
Não há público, nem nível técnico, muito menos calendário, para sustentar um torneio inchado artificialmente. Insistir nessa irresponsabilidade signifa condenar de vez o Parazão à irrelevância e à falência.
Somente a paixão cega por Remo e Paissandu segura a competição, mas o torcedor cada vez mais prefere acompanhar da poltrona de sua casa, fugindo de tantos jogos sem importância ou emoção.
A cartolagem precisa parar de brincar com o futebol.
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Violência, insanidade e surrealismo
A violência nos estádios brasileiros há muito que tomou rumos absolutamente insanos. Mas, desta vez, a coisa extrapolou qualquer limite. Quando a gente pensa que já viu quase tudo, eis que a realidade vem e nos surpreende. Um torcedor foi atingido em cheio por um vaso sanitário, sexta-feira à noite, no Recife, quando passava em frente ao portão do estádio do Arruda. Morreu no ato.
O vaso foi atirado das arquibancadas, do lado onde costumam ficar as “organizadas” do Santa Cruz. Segundo testemunhas, uma briga irrompeu nas arquibancadas e uma das armas usadas foi o vaso sanitário. Acabou acertando quem nada tinha com a história.
O episódio ocorreu depois do jogo entre Santa e Paraná, pela Série B, e a notícia vai rodar o mundo, confirmando a inequívoca vocação nacional para transformar festa em velório nos estádios de futebol.
Pergunta óbvia: como a polícia conseguiu não ver alguém carregando um vaso sanitário até as arquibancadas?
Incrível, mas o Brasil consegue banalizar até o surrealismo.
Até quando?
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 4)
O São Francisco também revelou alguns jogadores interessantes. Em sua volta para a primeira divisão do campeonato paraense, surpreendeu com Jáder, Perema e Ricardinho.
Esse ano, ainda pudemos observar Kênia (Cametá) e Chaveirinho (vindo da Tuna) como jovens apostas dos interioranos.
E não nos esqueçamos de Rondinelly, Lourinho e do próprio Aleilson, que foram revelados através de peneiras, ou de Keno, Fernando Caranga e Victor Ferraz, que foram “achados” aqui e depois ganharam mercado em outro centro.
Todos esses atletas não brotaram da capital.
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Mas entendo teu ponto de vista, Gerson.
A grande questão é que base é um negócio caro e com resultados a longo prazo…Pra time de prefeitura, que vai do céu ao inferno em 5 anos ou menos, isso não é naaada interessante.
Então eles lançam mão de duas estratégias principais:
1-Contratar jogadores que passaram pela capital.
2-Peneiras.
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Thiago, cinco anos é muito tempo, eu diria, no máximo dois, lembre do Independente que foi o primeiro campeão do interior e logo afundou para a fase de acesso do parazão, ou até mesmo o próprio Cametá que sendo campeão paraense vendeu o seu direito ao Remo para disputar a série D.
Em muito, e muitíssimo mesmo, concordo com o Paulo Fernanda que brada sempre: “LISOS ABANDONEM O FUTEBOL!”
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A estrutura de base não existe como deveria nem nos grandes. Nosso futebol não tem recursos para sonhar demais, mas realmente precisa dar mais espaços para a garotada. Acredito que pontos corridos seria mais justo e atrativo.
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Ontem consegui, com muito custo ( um jogo muito chato e truncado), assisti a pelada entre CRB x Paysandú. É visível a queda de produção do time paraense, nos últimos seis jogos não edita um se quer, convincente. Erros primários, um time medroso, jogando no erro do adversário, e como no caso de ontem, um “sparing” de luxo, que vinha nocauteado de uma perda de título, mas de uma vitória de virada sobre o “poderoso” São Paulo, não conseguiu se impor apesar de fragilidade do Galo.
No primeiro tempo, um time perdido em campo, do meio para frente não houve liga. A bola ia e voltava do ataque e sobrecarregava a zaga.
Até o zagueiro Charles, um dos nossos destaques, ontem abusou do chutão e de entradas muito ríspidas, e no lance que não foi falta, por ter entrado com muita vontade foi agraciado com um cartão amarelo.
Desculpas do Mazola em não aproveitar o Leandro Carvalho, que pela lógica, deveria ter substituído o Lima, ele entra com outro jogador de contenção, não convencem ninguém, o cara pois o Leandro no castigo, ruim para o Paysandú!
O empate foi conquistado mais em função das excelentes defesas dos dois goleiros, o Paulo Rafael que salvou duas, mas com o rebote para frente, que se os atacantes fossem mais espertos ou tivessem estudado o goleiro bicolor estariam a postos para arrematar. E no final do jogo as defesas do Júlio César que evitou a vitória bicolor, que seria injusta, diga-se de passagem.
O Mazola terá que ser mais ousado daqui para frente se almeja algo além da permanência do time bicolor na série C.
Do Vandique só espero que ele, ao passar a presidência do clube, entregue o time na série onde encontrou, a série B do brasileirão.
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Na mosca…O parazão ficou um bode na sala.
Inclusive atrapalha os objetivos maiores a nivel nacional dos nossos clubes…do Paysandu principalmente…do Remo hoje não, pois não tem calendário nacional garantido, mas quando subir pra C enfrentará isso também.
A federação tinha de apoiar nossos clubes para que disputassem a serie B e no minimo a C….faz o contrario com um campeonato como esse….para o Papão, o certo seria priorizar a serie C e jogar o paraense daqui pra frente com time misto, mas sabemos que não vai fazer….só que isso vai atrapalhar seu desempenho na C devido ao excesso de jogos, e no início da competição, onde tem de dar uma disparada…espero estar errado ou que o mazola consiga resolver isso com revezamento.
Na prática quem tem força pra mudar isso não se mobiliza para tal: a dupla RexPA.
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Incrível coincidência amigo Gerson, ontem mesmo eu estava à refletir sobre essa situação do campeonato paraense e mais especificamente quanto às revelações de jogadores. Porém me atenho a comentar direcionando como você citou na coluna, às revelações vindas do interior. Quem não lembra do emocionante intermunicipal de seleções, eu mesmo cheguei a jogar por Castanhal e naquele tempo a disputa era emocionante e revelava muitos jogadores aos clubes da capital. Só pra citar alguns de Castanhal, tinha o Carlitinho, Antônio José, Limão, fora os de outros municípios. Hoje pelo que se percebe são poucos os jogadores revelados pelo interior, será que essa profissionalização de alguns clubes do interior ofuscou o campeonato de seleções? pode até ser que sim, é só vê os resultados. Em Castanhal na ultima vez que estive na cidade, visitei a sede do clube do mesmo nome e observei que tem uma estrutura de base de jogadores, tomara que frutifique, os outros clubes não sei. Então é isso caro amigo Gerson, você tem toda razão quando comenta sobre essa situação do campeonato paraense e às minguadas revelações de jogadores. Tem que mudar essa fórmula de disputa, se não ficará fadado ao extermínio do outro emocionante campeonato paraense.
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corrigindo: outrora
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Assistindo o jogo do Paysandu ontem, tenho que concordar com alguns comentaristas bicolores. Se esse treinador Mazola não fosse tão medroso, saia com uma boa vitória contra o CRB. Era visível que se ele colocasse o time mais à frente encurralava o CRB e provavelmente criava situações favoráveis de vencer. No segundo tempo então, o CRB pedia pra perder, se lançou ao ataque e nada do Mazola adiantar o time. Pra quem quer subir para série B não pode desperdiçar oportunidades como a de ontem.
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É muito longo e massante o Campeonato Paraense. Principalmente pela baixa qualidade técnica. É bem verdade que para os diretores dos clubes, FPF, jogadores mal sucedidos e para a imprensa paraense, tá de bom tamanho, afinal, continuam faturando todos os dias. Não está bom mesmo é para nós, os patetas torcedores.
Como dizem aqui no blog: Tirem logo o tubo…..
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Contratamos jogadores de terceira categoria com salarios altos, esse é o resultado
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O torcedor atingido tinha a ver sim meu caro gerson com a confusão ocorrida no arrudão ele pertence a uma “organizada” do sport e foi dar apoio a torcida amiga “organizada” do parana estavam em conflito do lado de fora do arruda com outros torcedores vagabundos organizados quando vagabundos organizados arrancaram a privada e arremessaram do alto da arquibancada em direção a torcida do parana. São verdadeiras gangs e olhe vai ter sport e paysandu a torcida do sport é amiga da “organizada” do Remo ou seja torcedor do bem cuidado pois teremos certamente confllitos aqui e em recife anotem.
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Sobre o campeonato, ja fiz minha defesa pela realização de um campeonato dividido por regiões, desenvolvido em turno unico.
– Grupos: Sul-Sudeste, Oeste e Nordeste
– Classificados para as finais: 2 times do nordeste (vaga Copa Verde), um do sul-sudeste e um do Oeste (disputa a vaga a Copa verde entre sul-sudeste e Oeste).
– Semifinais em ida e volta
– Final em ida e volta e disputa de terceiro lugar (Vaga copa do Brasil).
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Eu acho um ruim a federação ter apenas um campeonato por ano, pra mim deveria ter outro campeonato/copa com os times que não disputarão o brasileiro. Copa Pará, poderia ser o nome e o vencedor garantiria vaga na Copa Verde e na Copa do Brasil, já que hoje temos 3 vagas em cada. Com isso, alêm de manter os clubes funcionando e agitar esse interior. Mas se nem o principal presta imaginem um outro no segundo semestre kkkk
Mas fica a dica, essa copa que mencionei já existe em outros estados, aqui poderia ser criada também e com um limite de idade, 20 ou 23 anos podendo ter no maximo 3 ou 4 jogadores acima desse limite.
Tá na hora de rediscutir nosso futebol, o Pará não pode ficar atrás de MT, MA e até da PB. O futebol de Santa Catarina foi rediscutido e hoje eles tem 3 times na séria A e dois na série B. Todos com menos tradição e potencial que a dupla RexPa
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Eu até concordo com um Parazão com mais clubes, desde que se diminua a quantidade de jogos. Poderia ser dividido em 2 grupos de 6 times. Só se joga dentro do grupo. Turno e returno.
Os 2 primeiros de cada grupo fazem a semi final em jogo único, na casa dos primeiros colocados de cada grupo.
Final em 2 jogos sem vantagem e com sorteio dos mandos. Ou em 1 jogo sem vantagem em campo neutro (mangueirão).
Paysandu e Remo seriam cabeça de chave.
Ou fazer 2 grupos de 5 onde um grupo joga contra outro em turno e returno. As demais fases continuariam como descrevi. Poderia até haver vantagem, já que haveria confronto entre grupo. Mas prefiro sem vantagem pois obriga os times a sempre buscar a vitória.
O último de cada grupo seria rebaixado.
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Na minha perspectiva, o campeonato teria 14 datas.
Como sei que não vai mudar, penso que os times poderiam ser dividido em grupos, sendo os jogos apenas no grupo.
Alem disso, PSC e Remo seriam cabeça de chave.
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Gostei tb da idéia do celira. Só distribuia as vagas de acordo com a classificação do campeonato: Campeão e vice jogam CB e CV.
Decisão do terceiro lugar: o vencedor escolheria a competição que quer disputar CV ou CB. O quarto colocado ficaria com a vaga que sobrou.
Vejam que ainda estou com a contagem de 3 vagas na CB e 3 vagas na CV.
Caso o Pará perca 1 vaga na CV, a decisão de terceiro lugar ganharia mais importância ainda.
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Ainda tem a vaga da série D.
O time sem divisão com melhor colocação ficaria com a vaga.
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Analisando friamente a nossa federação só arrecada algum nos clássicos e somente nestes. Pense no prejuízo entre os jogos do tipo Gavião x Santa Cruz de Cuiarana? O nosso parazão é deficitário, é fato!
As equipes do interior são uma verdadeira colcha de retalhos onde os remendos são os atletas acima da idade e os demais, rejeitados pela dupla da capital.
Times de prefeitura que só visam o lado político da coisa não contribuem em nada para o fortalecimento do futebol no interior do estado.
Acho as fases classificatórias do primeiro e segundo turnos demais enfadonhas principalmente porque não dão tanto benefício assim aos melhores colocados.
Sou favorável que haja uma competição no segundo semestre, um tipo de Copa do Pará, sem a participação dos clubes que disputam alguma série, cujo o título desta seria uma vaga na Copa do Brasil e uma na Copa Verde. Como o parazão contempla o campeão e o vice com vagas na Copa do Brasil, Copa Verde e série D, nada mais justo do que criar uma competição no segundo semestre com um atrativo a mais para os clubes que não participam do brasileirão. Além do fato de manter os clubes em atividade.
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Não concordo com outra competição no segundo semestre. Se reclamamos que os jogos entre os pequenos são deficitários, imaginem uma Copa Pará sem a dupla re Pa??!
Os pequenos não tem grana nem estrutura pra sustentar time por 1 ano.
O ideal pra eles são competições de 3 meses.
Um campeonato só com a dupla re Pa tb não seria interessante
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O problema do Parazão é o excesso de RE-PAs em um campeonato com oito times, dos quais, dois (25%) são rebaixados. A FPF enxuga o campeonato ao máximo, inviabilizando a participação dos times menores com o único objetivo de sangrar Remo e Paysandu com as malditas cotas de 10% da renda bruta nos clássicos. Não há uma fórmula salvadora para o Parazão, mas continuar com este formato falido é decretar a falência do futebol paraense. Ao meu ver, a FPF tem que se espelhar nas federações de Ceará, Pernambuco, Goiás e Santa Catarina, que são estados cujas populações se assemelham a do Pará. Outra coisa que já existe em alguns estados e que a FPF deveria copiar, seria uma copa estadual no segundo semestre, para que os times sem competições tivessem calendário, premiaria o campeão com uma vaga na copa do Brasil e obrigaria os times jogarem com equipes sub 23, com apenas cinco atletas acima dessa idade por partida.
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Ja pensei em proposta semelhante a do Pina (Copa Pará), pois, em formato mata-mata não ocuparia muito espaço.
Nosso grande problema é patrocínio que banque a competição, de modo que ela não seja dependente de arrecadação (se pensar em arrecadação ela será deficitária).
Ja sobre os dois titãs, uma possibilidade para viabilizar a participação de Remo e PSC é estes entrarem somente nas semifinais (tal como no Mundial Interclubes).
Por que fazer uma competição desta:
1) Manteria alguns clubes em atividade;
2) Se houvesse o limite de idade (gostei de 23), poderia revelar jogadores e daria rodagem a outros;
3) Poderia contribuir no desenvolvimento do futebol no estado,
Entrave: despesas…
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Foi e ainda vai ser muito RexPa este ano… pelo andar da carruagem teremos mais quatro…
Quatro era para ser o número máximo de RexPa na competição.
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Ter
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RE-PAs em excesso é como um(a) companheiro(a) pegajoso(a), o outro (neste caso são as torcidas) acaba enjoando a relação.
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O problema das organizadas está cada vez pior, e não estamos assistindo uma ação dos clubes e do poder público, eliminando esse câncer do futebol.
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Interressaante os comentários feitos até agora. O dez é sucinto, mas acertou na mosca. A imprensa da capital não deve tirar o seu corpo fora nessa história. Por coincidência, aqui em Fortaleza, onde estou a trabalho, o jornal “O Povo” publica hoje uma materia sobre o campeonato cearense com o título “Deu prejuízo! Clubes cearenses chegaram a pagar para jogar durante o Campeonato Cearense deste ano”. Trechos da reportagem:
“A edição deste ano do Campeonato Cearense se mostrou falha na fórmula de disputa e o torneio acabou trazendo prejuízos financeiros para os clubes. Durante as duas primeiras fases do Estadual, o calendário imprensado gerou dores de cabeça e problemas para as equipes participantes”.
“Reclamações não faltaram no Cearense deste ano. Dentro de campo, muitos jogos sendo realizados em pouco tempo. Fora dele, borderôs no site da Federação Cearense de Futebol (FCF) revelam que, em muitas datas, os clubes pagaram para jogar. Isso porque, além de baixas rendas, as equipes precisaram arcar com outras taxas (arbitragem, aluguel de estádio e quadro móvel)”.
“Ferroviário e Tiradentes foram os times que mais saíram no prejuízo durante a primeira fase. O Tubarão da Barra arcou com cerca de R$33 mil pelo total de oito jogos, e o Tigre da PM pagou um somatório aproximado de R$ 22 mil por sete partidas. Os clubes tiveram renda negativa em 38 dos 72 jogos da primeira fase e em 14 das 30 partidas do hexagonal final. O Ceará foi o time que mais saiu no prejuízo na segunda fase: três partidas com as despesas no Castelão significaram R$ 37 mil a menos para o Vovô”.
“O calendário foi desumano para os atletas, inviável e cansativo para o torcedor e completamente deficitário pros clubes. Foi impossível manter um mínimo de bom nível de futebol jogando na terça, quinta e domingo”, afirmou Jeff Peixoto, vice-presidente do Ferroviário, ao O POVO”.
“Melhorias já são pensadas pela FCF para o Campeonato Cearense 2015, como um campeonato mais enxuto e o fim das paradas técnicas durante os jogos. Com Ceará e Fortaleza garantidos na Copa do Nordeste, o primeiro turno do Estadual deve contar com oito clubes do interior. “Vou começar a me reunir com os clubes a partir de agosto, conversando individualmente, e depois, em setembro, me reúno com o Conselho Arbitral. Já me deram algumas opiniões, como pegar os oito clubes e fazer dois grupos de quatro, subindo dois e os outros dois disputando um ‘Turno da Morte'”, explicou Mauro Carmélio, presidente da FCF, no Trem Bala, da TV O POVO”.
Por aqui ninguém reclama da participação de clubes do interior, ao contrário de alguns personagens da imprensa paraense que sentem saudades dos campeonatos com times suburbanos, verdadeiros sacos de pancada da dupla RE X PA e da Tuna, quando esta ainda impunha respeito.
Recentemente o site da Globo fez um balanço não muito diferente sobre as agruras do Campeonato Carioca, desinteresse dos clubes, baixo nível técnico e rendas ridículas, reclamando por mudanças.
Está em jogo hoje é a sobrevivência dos campeonatos estaduais frente a série de torneios de futebol existentes.
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Dois culpados: a FPF e a Imprensa!
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Penso que a solução seria ampliar as Séries B e C para 32 times, divididos em dois grupos de 16. Os campeonatos estaduais, sem os grandes, seriam de fato a quarta divisão e haveria uma copa dos campeões substituindo a Série D. Para manter as rivalidades estaduais, criar-se-ia as copas estaduais com 16 times divididos em 4 grupos. Os campeonatos estaduais, que deveriam ser sub 23, dariam vaga para a copa dos campeões e consequentemente para a Série C, enquanto que as copas estaduais dariam vagas para a copa do Brasil.
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Águia vai goleando o Salgueiro e os jogadores locais vão resolvendo.
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Enquanto os amigos e agora eu nos importamos em ter um campeonato melhor, os verdadeiros culpados e maiores beneficiados, FPF e clubes não estão nem aí.
A imprensa não tem culpa, pelo contrário, o grupo RBA tem feito até seminários, e quando fazem, os clubes nem representantes mandam.
Fora múmias do futebol paraense.
Essas brigas de torcidas vão criando fermentação e as autoridades só olham esse crescimento indesejado por todos
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O fim dos estaduais seria a solução lógica contra jogos deficitários. O problema é a extinção de vários clubes, menores possibilidades de revelação e o pior de tudo: Fim dos grandes clubes regionais!
Para os grandes clubes das regiões norte, por exemplo, a única chance de conquistar títulos seria as divisões de acesso C e D!
Dificultando até o sustento da rivalidade e formação de novos torcedores.
Gosto da Interiorização, mas ela precisa ser feita corretamente. As cidades tem que abraçar realmente as equipes e os estádios devem ter as condições necessárias pra receber os jogos. É umavergonha que Marabá não tenha uma praça pra pelo menos 10 mil pessoas.
E Santarém não suporta 2 times na divisão principal, não por questão de público mas sim de patrocínio.
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Não precisa extinguir os estaduais, Bruno. Só tem que dar calendário para times mais estruturados (como Tuna, São Raimundo e São Francisco, por exemplo.) ampliando a Série C. Para os times pequenos, sobraria o estadual, só que teria que haver um equilíbrio entre os times, o que seria resolvido com um campeonato sub 23, isso evitaria um novo Santa Cruz de Cuiarana que possa surgir do nada, recheado de grana e bagunçar a competição. Os estaduais deveriam ter como objetivo principal, a revelação de jogadores.
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Série C, jogos encerrados:
Águia 3 x 0 Salgueiro… 2 do Valdanes e 1 do Aleílson
Renda: 23.860,00… Pagantes: 1.100.. Credenciados: 200… Público Total: 1.300
Crac-GO 2 x 2 Botafogo-PB
Treze 1 x 1 ASA
Fortaleza x Cuiabá… Começa 19hs.. Fechando a rodada
1- Paysandu…. 4 ptos…2 jgs
2- Botafogo-PB 4 ptos…2 jgs
3- Cuiabá…. 3 ptos….1 jg
4- Águia…… 3 ptos….2 jgs
5- Fortaleza.. 3 ptos…1 jg
6- ASA…1 pto…1 jg
7-CRB…1 pto…1jg
8-Treze…1 pto…2 jgs
9-Crac…1 pto..2jgs
10-Salgueiro… 0 pto..2jgs
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Estava assistindo Criciúma x Figueirense e agora estou vendo Chapecoense x Corinthians. Que inveja que eu sinto dos catarinenses! Como pode os times do interior catarinense terem estádios tão bacanas e por aqui nem Remo e Paysandu têm estádio que preste? O Zinho Oliveira é o símbolo do pouco caso que os políticos paraenses têm com o futebol e com o esporte em geral.
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Tiago Cametá faz… Fortaleza 1 x 0 Cuiabá
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Bom lateral que o Sérgio Cabeça deixou ir embora, amigo Cláudio. Ano passado, foi o responsável direto pelo acesso do Vila Nova, cruzando bolas preciosas para o Frontini marcar.
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Tenho quase certeza, que ano que vem teremos Re x Pa na série C. Paisandu não sobe, mas também não desce. Remo, com muita dificuldade, e com a força da torcida, não ganhará a série D, mas subirá par a série C.
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Quanto ao campeonato paraense, realmente estamos na beira do abismo, mas como diria um político local, se Deus quiser ano que vem conseguiremos dar um passo a frente….rs
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As vezes o jogador só cresce profissionalmente, quando sai, amigo Luiz… Aqui, talvez, não estivesse tão bem…
Fortaleza 2 x 0 Cuiabá…. Tiago Cametá e Edinho
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Cametazinho…Se dispôs a voltar pro Remo, antes de ir pro Vila Nova. Quem disse que quisemos?
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Fortaleza 2 x 1 Cuiabá
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Final…. FEC 2 x 1 Cuiabá
FEC…. Tiago Cametá e Edinho
Cuiabá… Moisés
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Juca, algo me diz que o PSC ficará entre os quatro primeiros da chave A. O mata-mata, por ser em condições iguais, é uma incógnita.
Penso que se o PSC contratar mais três peças de qualidade tende a subir novamente, mesmo com toda a secação de vocês…
Quanto ao Remo penso que tem grandes chances de subir, pois a série C não apresenta grandes equipes, o que pode atrapalhar o rival é o fator emocional.
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Série D.
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Ainda sobre a série C, penso que estes dois jogos com portões fechado serão cruciais para as pretensões do Papão, pois, caso vença, fará com que o PSC aprenda a jogar sem torcida (situação freqüente em jogos fora de casa)…
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Penso diferente de vocês, mesmo com as limitações do Papão vamos subir, e o Remo, mesmo com a barbada que será a série D, não sobe!
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Olhando as chaves da série C é possível ver o quanto hoje este é um campeonato qualificado.
No lado B temos: São Caetano, Juventude, Caxias, Guaratingueta, e Guarani. No lado A temos: Paissandu, Fortaleza, CRB, Salgueiro e ASA.
Em síntese, alguns são times que tem camisa e história de títulos, outros são times fortes pelo patrocínio dos patronos e outros times tem se mostrado forte ao ponto de ter tido várias participações na série B… Campeonato duro mesmo.
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Fortaleza, Paysandu, Botafogo-PB e Cuiabá, são os 4 primeiros… Gol do Cuiabá tirou o Águiado G-4… Caiu pra 5º
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Se o Remo não contratar dois meias velozes e que saibam marcar e um atacante veloz para disputar posição com o Rony, acho difícil o time conseguir alguma coisa. O Aleilson seria o atacante ideal, mas o Pirão não quis contratá-lo, acho difícil trazerem alguém bom de fora.
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O buraco, na minha opinião, é bem mais acima. O formato dos campeonatos nacionais são feitos para esmagar os estaduais. Até aí tudo bem. O problema é não serem criadas divisões suficientes para absorver esses times, o que prejudicou sobretudo a dupla RExPA, por conta de ineficiência administrativa. A verdade é que os estaduais estão com os dias contados se depender da CBF como está atualmente. De outro lado, o Paraense como está hoje também tem vida longa, tendo em vista que a renovação, por muitos almejada, não ocorreu. Ou seja, pouco público e muita falação como sempre!
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Fortaleza, Botafogo, Aguia e ASA serão os 4 classificados do grupo A.
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Minha opinião é que deve ser totalmente reformulada essa tabela do estadual do Pará, para que dois turnos arrastados (com times meia boca). O PSC tendo que jogar varias vezes e quando começa a copa do brasil e a copa verde , o time já está cansado e exausto, o que vale também para o Remo. Veja só esse ano, o parazão se arrastando em meio ao campeonato brasileiro, prejudicando o PSC, que deveria tar focado no seu retorno a série b, tendo ainda que jogar nesse estadual sem noção. Por isso,sou a favor que reduzam esse estadual daqui, tirem turno e returno, deixem com 8 times mesmo, mas dividam o campeonato em 3 fases, na 1ª jogam todos contra todos em um turno só classificando-se para as semi-finais os 4 primeiros, nas semi jogos de ida e volta assim como na final , os times de melhor campanha jogariam por dois resultados iguais nessas duas fases, ai teriamos 11 datas para definir o campeão estadual daqui. Os jogos seriam só aos finais de semana, poderia começar no final de janeiro terminando no inicio de abril ou no final de março. Desse modo, nossos clubes teriam mais tempo para se prepararem para a copa do Brasil, campeonato Brasilleiro e copa verde (essa que para mim deveria ser priorizada por nossos clubes), o psc bateu na trave , mas reorganizando o estadual dessa maneira, nossas equipes teriam mais chances nesses torneios, espero que mude a formula desse estadual daqui do pará, pois por enquanto so a torcida do remo vai pra campo, pois a do psc desde o ano passado tem demonstrado que não está mais se importando com parazão, pois as competições nacionais são bem mais atraentes e importantes,se liga fpf e mude isso urgente, para esse estadual daqui não virar um campeonato amazonense ou roraimense (o que na prática qase já é)
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Falou o Chupa Bala de Oxalá, me dá os números da mega sena!
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Celira tenho acompanhado os jogos, inclusive o de hoje, e não vi nenhum time se destacando como em edições anteriores da série C. Acho que da chave do Paysandú, ainda classificam o Fortaleza, o Botafogo-PB e o Águia!
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Miguel, também acho ue PSC, Águia e Fortaleza classificar-se-ão.
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