O bispo emérito de Goiás, d. Tomás Balduíno, morreu às 23h30 de sexta-feira, 2, em Goiânia, aos 91 anos. O religioso estava em tratamento de complicações cardíacas e de câncer na próstata e estava internado havia 20 dias no Hospital Neurológico. D. Tomás Balduíno é reconhecido internacionalmente por suas contribuições sociopolíticas na defesa dos direitos humanos. Ele foi fundador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Em sua página na internet, neste sábado, 3, o Cimi lamentou a perda: “Disse-nos adeus o incansável guerrilheiro das grandes causas da humanidade”. O conselho destacou as inúmeras vezes em que o religioso percorreu o Brasil apoiando as reivindicações dos povos indígenas em defesa dos seus territórios e das suas formas de vida originais.
Trajetória. Nascido em Posse, no norte de Goiás, membro da ordem dos Frades Dominicanos da Igreja Católica, formado na França, d. Tomás promoveu intenso trabalho humanizador e foi referência de resistência durante o regime militar no Brasil, fazendo uma defesa radical da comunidade indígena e da reforma agrária. Durante a ditadura, fez críticas à própria Igreja Católica e articulou com outros bispos uma “resistência interna”, como definia.
Foi agraciado com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos em 2012 (categoria homenagem especial).
Que esteja nos braços de Deus!
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Grande homem de Deus seu exemplo deve ser seguido por todos os homens de boa vontade. Ja está ao lado de Deus orando por nós!
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