Agências de risco na marca do pênalti

Por Luiz Guilherme Gerbelli, d’O Estado de S.Paulo

O ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Luiz Gonzaga Belluzzo classificou de “estelionatária” a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) de rebaixar a nota do Brasil de BBB para BBB-. “O que vem a ser isso, essa decisão das agências? Que significado isso tem? Isso é coisa de estelionatários. Eles, na verdade, participaram de um estelionato na crise de 2008.”

1551466_677345835637028_817793757_nNa avaliação de Belluzzo, haverá um “tremelique” no mercado, mas pouca coisa deve mudar por causa da baixa credibilidade das agências.

A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

Como o sr. analisa a decisão da agência de rebaixar o Brasil?
Eu acho que as agências de risco não têm nenhuma credibilidade depois da crise de 2008. Elas é que deveriam ser rebaixadas. Como se pode acreditar numa agência de risco que deu nota AAA a um pacote de créditos sem que soubessem o que tinha dentro? O que eles alegaram agora? Que piorou a situação de endividamento da economia brasileira? Mas qual é a nota que elas (agências) dão aos Estados Unidos e à França?

A decisão foi injusta, então?
A dívida brasileira é de 60% do Produto Interno Bruto (PIB), a dívida líquida de 30%. O Brasil teve superávit todos os anos, caiu um pouco agora, para 1,9% do PIB. Mas ainda assim somos um dos poucos países com superávit. O que vem a ser isso, essa decisão das agências? Que significado tem? Isso é coisa de estelionatários. Eles, na verdade, participaram de um estelionato na crise de 2008. É inacreditável ter que dar um opinião sobre uma coisa tão evidentemente inexpressiva, todo mundo acredita na S&P, na Moody’s, mas esse pessoal das agências nem formação econômica decente tem.

Qual o impacto que essa decisão pode trazer para o mercado?
Vai mudar muito pouca coisa. Eu acho que a reputação delas (das agências) não justifica uma mudança muito importante. Vai ter, claro, uns tremeliques aí, mas nada definitivo.

30 comentários em “Agências de risco na marca do pênalti

  1. Concordo com o que fala o Belluzo, inclusive da tarja, para classificar essas agencias; penso, no entanto, que o que causará um turbilhão na nossa economia, é a quase quebradeira da Petrobrás, o Lula em oito anos de DESgoverno, não conseguiu, porém, a Dilma, está quase lá, talvez consiga, afinal, o Chávez, conseguiu na Venezuela, lá ele quebrou a PDVSA (Petróleo da Venezuela S/A) e o maduro, bom o maduro, já passou do ponto é só aguardar a queda.

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    1. Injustiça histórica de sua parte, amigo Silas. O “genial” Efeagá retalhou a Petrobrás em várias empresas e, não satisfeito, propôs até a troca do nome (lembra?) para vender/entregar ao capital estrangeiro. Ah, durante seu governo ainda afundou uma plataforma de exploração!! Quase quebrou, chegou bem perto. A recuperação se deu no governo de Lula e agora, no de Dilma, quando a empresa teve o maior superávit de sua existência. Não atropelemos os fatos.

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  2. Interessante ler os governistas falando mal da agência de risco. Ora, se ela não presta, é incompetente, é estelionatária, por que então contratá-la oficialmente para avaliar o risco Brasil?

    E ninguém venha dizer que não contratou, eis que esta é uma informação oficial, colhida no sitio do governo na internet. Senão, de ver um trechinho:

    “A classificação de risco (rating) soberano é a nota dada por instituições especializadas em análise de crédito, chamadas agências classificadoras de risco, a um país emissor de dívida. Tais agências avaliam a capacidade e a disposição de um país em honrar, pontual e integralmente, os pagamentos de sua dívida. O rating é um instrumento relevante para os investidores, uma vez que fornece uma opinião independente a respeito do risco de crédito da dívida do país analisado.

    “OFICIALMENTE, O BRASIL POSSUI CONTRATO PARA CLASSIFICAÇÃO DE SEU RISCO DE CRÉDITO COM AS SEGUINTES AGÊNCIAS: STANDARD & POOR’S (S&P), Fitch Ratings (Fitch) e Moody´s Investor Service. Adicionalmente, outras agências internacionais monitoram regularmente o risco de crédito do país, como a canadense Dominion Bond Rating Service(DBRS), as japonesas Japan Credit Rating Agency (JCR) e Rating and Investment Information (R&I), a coreana NICE Investors Service a a chinesa Dagong Global Credit Rating.”

    Bom, mas, de todo o modo, não duvido nada que realmente haja interesse escuso por trás desta reclassificação, deste rebaixamento. Aliás, pelo que se lê a respeito do assunto, há inclusive a possibilidade de se tratar de uma pressão contra o STF voltada ao julgamento do caso da correção das poupanças alusivas aos planos econômicos.

    Mas, uma coisa é certa: se agora, em função do rebaixamento há estelionato, se vem à tona a inconfiabilidade, a incompetência da instituição, com toda certeza também houve o mesmo na época do acesso. Isto é, o caráter duvidoso da agência não melhora a situação do Brasil.

    A propósito, para quem quiser checar a autenticidade do trecho transcrito acima, aqui vai o sítio oficial do Ministério da Fazenda de onde foi pinçada:

    https://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/sobre-divida-publica/classificacao-de-risco

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    1. Calma, amigo Oliveira. Não deve ter percebido dois detalhes fundamentais. A matéria é do insuspeito Estadão, um dos veículos linha-de-frente da oposição ao governo, e ouviu um economista de perfil tucano, que é muito crítico em relação à política econômica.

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  3. Não seja leviano Gerson, o governo Lula/Dilma através de obras superfaturadas, já afundou o equivalente a muitas plataformas de petróleo, veja o exemplo da refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, a obra teve seu orçamento ampliado em sete vezes, entre 2005 e 2014. O valor explodiu de US$ 2,5 bilhões para US$ 17 bilhões e dá sinais de que não vai estancar. O acidente como o da plataforma P36 não há uma única causa. Á epoca o relatório apontou sete prováveis causas, entre elas problemas no equipamento dos alinhamentos das tubulações e procedimento de treinamento deficiente para situações de emergência. A comissão que investigou o caso, recomendou a Petrobras que não utilizasse mais tanques ou vaso no interior das colunas das plataformas, pois essa foi a principal causa do acidente. Depois deste acidente todos os projetos de plataforma da Petrobrás foram modificados, inclusive a mão de obra tercirizada na empresa diminuiu, portanto muitas lições foram tiradas deste acidente. Fale com a verdade , este governo de Lula/Dilma é que quebraram a Petrobrás assim como a Eletrobras e tantas outras. Quanto as agencias de risco isto serve de alerta, hoje o Brasil é visto com desconfiança.pelo mercado externo, não se investe mais no Brasil como antes.A dívida pública, fraco PIB que este ano não chegará a 2% e pelos últimos arranjos contábeis que o governo fez ,contribuíram para este descredito.

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  4. Amigo Gerson, sempre que possível procuro me abeberar nos vários e diversos canais de mídia, sem distinguir se tem perfil de situação, de oposição, de xiita, de chapa branca etc. Eu busco a informação nos vários veículos para depois refletir e ver a que conclusão consigo chegar.

    Pois bem, neste caso, a mídia está coalhada de informações sobre o assunto, e, em todas elas, os representantes do governo, oficiais e oficiosos, no parlamento, no executivo, na academia etc, todos eles, sem distinção, tem atacado a agência classificadora de risco.

    De outra parte, o Beluzzo pode um dia até ter atuado ao lado dos tucanos, mas, na atualidade, empresta seus conhecimentos ao governo lullopetista, aliás como é comum a todo autêntico adesista, ele vai sempre aonde o governo está. Para confirmar que agora ele veste a camisa governista basta ler o trabalho dele na Carta Capital, a qual é uma tribuna confessadamente governista.

    Ademais, note que o cerne de meu comentário – a incoerência de descredibilizar uma agência que tem oficialmente sob contrato – partiu de fonte oficial, a qual não pode ser deturpada seja pela oposição, seja pela situação.

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  5. Que a Agência de Classificação perdeu muitos créditos depois de crise imobiliária nos EUA ninguém pode discutir.

    A S&P recomendava como investimento seguro uma bomba relógio estadunidense que foi o estopim de uma grande crise econômica mundial.

    Apesar disso, não podemos fechar os olhos para o aumento da divida pública no Brasil, redução do superavit primário, o escasso investimento em infraestrutura e o controle da inflação por meio de decretos.

    Colegas, vou ser direto, apesar da falta de credibilidade da S&P, penso que passamos por um momento extremamente delicado, onde qualquer passo infalso pode ser devastador para o Brasil.

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  6. Amigos Gerson e Valentin;
    O caso Petrobrás é deveras emblemático, os emaranhados administrativos e jurídicos de sua constituição, não permitem, de forma serena e lúcida qualquer tipo de comentário aprofundado neste canal de comunicação, por isso é, que comenta-se, critica-se, reclama-se ou ainda elogia-se os fatos, que de forma superficial, chegam a nós, através da imprensa, não importa qual a cor dela, é através dela que a maioria dos povos, em qualquer sociedade mais ou menos evoluída, toma conhecimento dos fatos; dessa forma, não cabe neste espaço, pois ficaria chato e monótono, aprofundamentos técnicos, jurídicos e ou administrativos quanto ao desempenho da Petrobrás, a verdade que surge para todos, é a atual situação de quase insolvência dessa empresa, usada de forma politiqueira, pelos governos Lula e Dilma, isso é fato, não cabe tergiversar se tem razão ou não, é fato, a Petrobrás está quebrando, se algo não for feito para sua recuperação financeira, já era, e esse algo, somos nós consumidores que sabemos o que vem, aumento do preço dos combustíveis, aliás os mais caros do planeta terra somos nós quem pagamos, de que adianta termos uma petroleira estatal?.
    É bem verdade que o Efeagá (imito tua grafia Gerson, permita-me); tentou privatizar a Petrobrás, e isso não traria nenhum prejuízo a nós Brasileiros, afinal, ela NÃO é uma empresa de propriedade do Estado Brasileiro, é de economia mista,(possui sócios da iniciativa privada) e é por conta dessa participação da iniciativa privada que ela é regida pelas leis de mercado, ou, deveria, tornando-se dessa forma um contra censo o Estado Brasileiro arcar com mazelas/prejuízos aos quais a empresa se submete na concorrência de mercado.
    As privatizações, tão reclamadas pelos partidos de esquerda, à época, não foram desfeitas pelas ditas esquerdas, hoje no poder, e já se vão 12 longos anos, ao contrário, continuam as privatizações, primeiro estradas, depois aeroportos, agora ferrovias e portos, o que me leva a continuar entendendo que, Estado algum, deste mundo, sabe ganhar dinheiro, nem poderiam, eles não foram criados para isso e sim para distribuir riquezas, através de serviços, aos seus Cidadãos, quem sabe ganhar dinheiro é a iniciativa privada, que deve ser estimulada para que continue obtendo sucesso nas suas atividades; cabe ao Estado, ter uma máquina administrativa eficiente e azeitada para estabelecer regras, fiscalizar o cumprimento das atividades estabelecidas, e eficiente na arrecadação dos impostos, dessa forma todos crescem a aproveitam as beneses provindas das riquezas que o Estado possui.

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  7. Silas, reforçando sua tese de privatização. As empresas privatizadas pelo governo federal, em sua grande maioria depois de privatizadas, aumentaram sua eficiência e suas contribuições em impostos aumentou muito o caixa do governo, diferente em empresas estatais, os cargos são políticos, altos cargos sem qualificação técnica. A Vale depois de privatizada tornou-se uma das maiores empresas do setor, no mundo.

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  8. Sobre a Petrobras, não se pode esquecer que os lullopetistas seguem a mesma trilha dilapidadora do fhc, que é privatizar a empresa, entregando-a ao capital estrangeiro.

    E a prova irrefutável desta verdade é a aquisição irregular da refinaria americana.

    A diferença entre os dois períodos é que a pilhagem do fhc era mais explícita: retalha, vende a preço de banana, com o dinheiro emprestado pelo próprio Brasil aos adquirentes, troca de nome etc.

    Já os lullopetistas com este discurso dissimulador de ‘contra as privatizações’ vai transferindo ao capital estrangeiro, entregando, dilapidando o patrimônio da empresa em operações entreguistas patrocinadas, dentre outras autoridades, pela própria Dilma, que hoje preside o Brasil.

    Será que aquelas escutas americanas reveladas pelo Racker e que envolveram a Dilma e a própria Petrobrás tem alguma relação com a compra desta refinaria?

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  9. É o cúmulo falar-se em reestatizações daquilo que foi dado de mão beijada pelos privatas caribenhos. Os proprietários da Vale venderiam por U$3 bilhões uma companhia avaliada hoje em dia em mais de U$100 bilhões? Claro que não. E isso sem contar o valor da mina de ferro de Carajás, a qual o mega larápio e corno manso FHC atribuiu valor zero na hora de entregá-la ao capital privado. Nem o contratador João Fernandes foi tão vil e perdulário em seus arroubos pré sargentélicos com Xica da Silva.
    Ademais, essas agências não têm contrato com governo não entreguistas, mas com o cassino financeiro que lhe dá credibilidade, mesmo que tenha cometido estelionato ainda mais grave do que esse de que fala Beluzzo, quando atribuiu nota AAA ao Lehman Brothers antes da quebradeira das hipotecas nos EUA, tanto que virou uma espécie de pedinte estatal, como bem lembrou o Celira. É mais ou menos como se quisessem que o governo do estado respondesse por consultorias da ACP. Não faz o menor sentido e é apenas direitismo enrustido.
    Lembrar, também, que a crença na quebradeira da Petrobrás é despida de procedência, pois ela obteve lucro acima dos 23% ano passado, em relação ao de 2012, e nesses últimos dias suas ações vem subindo de cotação, mesmo que sob esse bombardeio oposicionista velhaco, muito no rumo da famosa conversa entre José ‘Vampiro Anêmico’ Serra e a diretoria da Standard Oil, quando o Drácula da Mooca prometeu que acabaria com o regime de partilha e devolveria às multinacionais a prioridade de explorar nosso petróleo.
    Resumo dessa ópera: Pasadena continua em operação e a petrolífera brasileira refinando com a mais alta tecnologia que se conhece em pleno coração do Texas; assim como continua a produzir 4 milhões de barris/dia usando tecnologia nacional de extração em nossas águas profundas. O resto é estelionato, entreguismo, derradeira e desesperada tentativa dos privatas caribenhos de voltar a reinar. Nem o abominável Merdal Toupeira acredita, conforme constata-se no artigo de hoje.

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  10. Jorge Paz Amorim, desde janeiro se sabia que a agencia Standard & Poor’s rebaixaria a nota do Brasil, inclusive à poucas semanas um representante da agencia esteve em Brasilia coletando dados, o ministro Mantega, então foi avisado. A Aristocracia Petista, quando o Brasil recebeu o “grau de investimento”, teceu loas ao capital financeiro e às agências. Mas agora que a gestão petista é posta em xeque as agências não valem mais nada? Quando o The Economist publicou na sua capa o “Cristo decolando”, a Aristocracia Petista foi à loucura e considerava a revista como a melhor do mundo. Arrogantes, davam “lições” sobre as mágicas de sua política macroeconômica; entretanto, é mais que sabido que “o sucesso” deveu-se ao enorme apetite chinês por commodities. Ocorre que a festa acabou e o Brasil não fez as reformas necessárias para sanar os gargalos burocráticos e infraestruturais. Embraer privatizada – uma das maiores fabricantes de avião do mundo – gerando divisas e impostos para o país; Vale privatizada – uma das maiores mineradoras do mundo – gerando divisas e impostos para o país. Petrobrás antes do PT – uma das maiores empresas de petróleo do mundo – NAS MÃOS DO PT – A BEIRA DA FALÊNCIA. Se tivesse privatizado estaríamos auto-suficientes e exportando petróleo – gerando divisas e muito mais impostos. Para seu conhecimento Jorge, os maiores acionistas da Vale estão no Brasil, a PREVI, fundo de pensão do Banco do Brasil é um deles. Essa é a diferença entre economia de mercado e economias fechada com Estado intervencionista. As economias mais ricas; economias de mercado. Venezuela, Argentina, Bolivia são economias fechadas com Estado intervencionista. O PT usa a política de governo, não uma política de Estado. Vamos acabar realmente falindo a Petrobras caso o governo não acabe com o subsídio à gasolina, mas espere depois da eleição, os aumentos virão, lembra de energia elétrica com baixos valores que a Dona Dilma prometeu?? Já era !!!O pior de tudo é que em 2015 é que as contas deste desgoverno começarão a ser pagas, e toma-lhe aumento de impostos e produtos. É ESperar.

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  11. Amorim, me permita duas
    ou três palavras a respeito de seu enfático comentário. Pois bem, se a privatização da Vale, ou qualquer outra, não passou de entrega do patrimônio público, de lesa pátria, de privataria, nada mais lógico, justo, legitimo e repulicano que ocorra a reestatização.

    Atente, porém, que tal deve ocorrer não pela recompra do patrimonio objeto da fraude, da entrega, da dilapidação. Mas, sim, pela anulação de todos os contratos e retomada legitima do patrimônio desviado.

    O que é o cúmulo é o governo lullopetista saber que as operações foram lesivas e não tomar as providencias que são de sua obrigação tomar. Numa palavra, enquanto não cuidar de reverter o assalto praticado contra o patrimônio nacional Pelo governo tucano o governo lullopetista e tão assaltante quanto o governo tucano.

    Ou o governo lullopetista adota estas providencias reversivas ou assume o que todo mundo já sabe que e sua postura neoliberalista dissulada e acaba com esta conversa hipócrita de que e contra as privatizações.

    Cont.

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  12. Meu caríssimo Antônio, sempre sereno em seus comentários. O processo de anulação passeia em algum labirinto jurídico do país. Só não sei dizer qual e nem tenho os fios de Ariadne para percorre-los um labirinto desses, correndo o risco de dar de cara com um Minotauro horrendo. Assim como o prevaricador geral ocultou os malfeitos da dupla Cachoeira/Demóstenes; deve haver um juiz capaz de engavetar um processo tão relevante ao país. Afinal, não estamos em Nuremberg.
    Quanto aos impostos, meu caro Bastos, a Vale paga os mais ínfimos tributos do planeta em nosso país na área da mineração. Gasta muito mais com mimos midiáticos e parlamentares do que reparando o estrago ambiental que causa. Ah…seu maior acionista é o Bradesco, governo e fundos de pensão apenas evitam o pior enquanto, diga-se, o chacal Daniel Dantas não vem e roga-se que nunca mais tenhamos um governo que permita essa volta sinistra.

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  13. Quanto ao contrato da agencia de risco com o governo lullopetista, nega-lo é simplesmte brigar com os fatos, eis que o próprio governo em seu site oficial reconhece esta verdade, através do Ministério da Fazenda. Basta passar uma vista no link que postei pra confirmar.

    Na verdade, a agência era boa quando elevou o conceito. Mas virou estelionataria quando o rebaixou. Talvez ela tenha sido estelionatário nos dois momentos. Ou quem sabe agora lhe pagaram mais para dizer uma mentira oposta a que disse antes.

    Cont.

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  14. Jorge Paz Amorim – A Vale paga os impostos que lhe é devido, se na sua avaliação são baixos, mande uma carta ao ministro responsável, pedindo aumento dos impostos que você considera baixos, se também avalia que a VALE gera poucos empregos neste país, faça o mesmo. Fique mais atento veja que não escrevi que este ou aquele é o maior acionista, …”os maiores acionistas da Vale estão no Brasil, a PREVI, fundo de pensão do Banco do Brasil é um deles.” estas foram as minhas palavras, portanto não faça distorção de informações, conheço bem a composição da VALE.

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  15. Por último, sobre a refinaria americana, a dilapidacao do patrimonio da Petrobrás está essencialmente no valor pago na aquisição. E ninguém pode se esquecer deste fato, desviando o foco da questao para dados de pouca relevancia na especie. Alias, seria o cumulo se alem de tudo nem a refinaria existisse. Ademais, a propria Dilma admitiu a verdade de que foi um mal negocio. Isso pra dizer o minimo.

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  16. Não mando carta alguma a ministro algum. Cidadãos e cidadãs é que devem mandar correspondências a seus parlamentares cobrando que votem os projetos ora em tramitação(ou engavetados) que elevam as alíquotas da CFEM a patamares como o cobrados na China, na África do Sul ou qualquer outro país onde a extração mineral é forte. Não distorci coisa alguma, apenas ressaltei que o Bradesco foi o maior beneficiário do processo de privataria, ponto final.
    Antônio, Pasadena continua refinando com alta tecnologia 400 mil barris/dia e foi uma grande ação da Petrobrás. O ruim foi reduzir os investimentos nela depois da descoberta do pré-sal e, principalmente, a cláusula posterior que previa ficar com os outros ativos da companhia belga pelo preço que foi. Isto, sim, precisa ser investigado e esclarecido o seu porquê. O resto é desvio de foco do principal: a Standard Oil e assemelhadas não querem a Petrobrás atuando naquela região, e para isso contam com seus asseclas tucano/midiáticos.

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  17. Sim, Amorim, mas não mudemos o foco. E o preço da refinaria e as clausulas omitidas? E o reconhecimento DIlma de que foi um mal negocio? Falemos sobre isso.

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  18. Qual preço, o da refinaria ou a cláusula embutida posteriormente ao fechamento do negócio e que fez a Petrobrás adquirir o resto dos ativos? É isso que deve vir à tona e as investigações do TCU e da própria petrolífera brasileira apurarão. O que espero é que acompanhem com o mesmo interesse demonstrado agora, Paulo Roberto têm ligações perigosas com o DEM, PSDB, PSB et caterva, então, esqueçamos CPI. Foquemos na investigação técnica. Agora e sempre. Orlando Silva e Erenice Guerra foram absolvidos depois de terem passado por um linchamento midiático. Quem se importou? Será isso que queremos de novo?

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  19. Funciona assim:

    EUA para as agências de riscos;

    “Eu tenho 4 esquadras da marinha, tenho armas químicas e bomba nuclear. Por isso quero sempre ter o conceito AAA. Estamos entendidos?”
    Fim de papo!

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  20. Os dois preços Amorim. O primeiro já era exorbitante, ja que a Petrobras pagou por “metade da refinaria” preço oito vezes superior aquele pago, pouco tempo antes pela “refinaria inteira”. Quanto ao preço final, não e exato dizer que ele foi embutido. Não! Havia clausula previamente estabelecida determinando que a Petrobrás o pagasse caso houvesse desacordo na administração da refinaria.

    Ora que negocio mais nefasto este?! Adquire-se metade de uma empresa pagando quase nove vezes mais do que o valor da empresa inteira e ainda se se aceita a obrigacao de comprar a outra metade caso haja desavenca na administracao desta mesma empresa. Isso e ou não e uma casinha? Deveras, como se diria no jargão curiolista, isso é uma
    verdadeira “presa”.

    A proposito, dada a natureza do patrimônio envolvido, esta é uma operação merecedora de unvestigacao concomitante em todos os níveis admitidos pela Constituição, principalmente numa CPI.

    E o que deve ser investigado está longe de se vincular exclusivamente ao preco pago, cuja exorbitância é indesmentivel, tratando-se de operação que já foi reconhecida como um mal negocio ate pela então presidente do conselho da Petrobrás, a Dilma, que coincidentemente hoje preside o Brasil.

    Dentre outras coisss, o que deve ser investigado é se realmente a cláusula prejudicial foi omitida mesmo; e se foi, quando foi descoberta a omissao; e qual as providencias adotadas apos a descoberta.

    E pra finalizar é dizer que é bastante revelador, sintomático, elucidativo mesmo, o argumento usado para barrar a CPI: o principal investigado também sabe de muita coisa errada cometida pelos integrantes dos partidos de oposição. E o pior é que este bárbaro argumento tem tudo para surtir os efeitos pretendidos pelos lullopetistas.

    Quer dizer, as malfeitorias dos tucanos, demos etc constituem hoje salvo condutos para os malfeitores lullopetistas. Isso é o cúmulo.

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  21. Perfeita na sua oratória Antonio Oliveira, para apimentar o debate, volta a tona para falar sobre outro caso da Petrobras: A refinaria que foi expropriada pelo Governo Boliviano/Evo Morales, sabiam que mesmo depois deste fato, o Brasil em 2013 venceu uma licitação junto com a YPF e voltou a investir na Bolívia explorando gás naquele país ???Que absurdo não acham??e ninguém fala nada!!!é mais um fascinante exemplo da irresponsabilidade populista, do poder da fantasia ideológica e da cara-de-pau destes PTistas irresponsáveis. Nem vou falar mais sobre a refinaria de Pernambuco, já postei acima o absurdo que acontecendo neste projeto. Lamentável!!!!

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  22. Antonio, leia o artigo do Miguel do Rosário. Lá você verá o preço pago inicialmente, o do resto dos ativos que ainda estavam sob a Astra, o preço arbitrado pela Corte de Justiça dos EUA e o quanto vale Pasadena hoje. Tudo documentado e com as fontes citadas.
    Quanto aos U$3 bilhões da Vale, será que algum dia o amigo chorará por eles?

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  23. Antonio, é um blog destes milhares que defende esta esquerda caviar, tudo suposição,.Manda para os ministros da Dilma apresentarem este documentos à imprensa, avisa também para Graça Foster sobre a existência do comitê de proprietários, ela não sabia as atribuições muito menos que o reapresentante era o tal Pàulo Roberto Costa, preso pela PF, diz pra ela que está logo no início do contrato . Deixa estes PTistas se enrolarem, quanto mais tentam se explicar mais se atrapalham. Quer uma informação um pouco melhor, porém menos convincente, vai no site da Petrobras. Na p´roxima semana eu darei detalhes desta situação que falo desde o ano passado.

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  24. Amorim, depois de alguma dificuldade para disponibilizar para apesquisa do texto e respectiva leitura, ontem, enfim, consegui fazê-lo. E para compensar aproveitei para ler o máximo possível de tudo que encontrei,no Miguel e noutros profissionais.

    Pois bem falando especificamente do texto sugerido, o que posso dizer é que se trata de uma excelente defesa, seja do negócio, seja da petrobras, seja do governo.

    Todavia, apesar de esforçada, desenganadamente não vai além de ser uma opinião, um entendimento,uma análise recheada de subjetivismo sobre o caso. Não há ali nada que objetivamente evidencie que tratou-se de um negócio saudável para o patrimonio da petrobras e para o patrimonio nacional.

    Tudo não passa de conjecturas, inferências, palpites.

    A parte mais objetiva do texto é a descompustura que o autor passa nas Assessorias de Comunicação tanto da Petrobras, quanto da Presidência da República,, por supostamente não defenderem como deviam a operação que ele considera como tendo sido um excelente negócio para a empresa e para o Brasil.

    Irônico é quenem a Petrobrás, nem o governo tiveram a coragem que teve o autor do texto de vir defender a tese que ele defendeu. Muito ao contrário, a Dilma expediu nota pública assumindo que se tivesse sabido das duas clásulas, a que antes já me reportei, ela não teria assinado o contrato.

    Ora, esta declaração é sintomática do valor técnico, inclusive jornalístco, de tudo quanto escreveu o autor do artigo que você me sugeriu ler e eu li.

    Agora, só falta a dilma, depois de reeleita, vir a público e dizer que só descansa depois que provar que não houve irregularidadeneste caso da Petrobrás. Numa atitude muito semelhante com a tomada pelo Lula no caso do Mensalão., onde primeiro admitindo ter sido traído, alegou que não sabia de nada, e, depois, voltando atrás, disse que iria provar que não houve mensalão.

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