Com desfalques, Leão recorre aos garotos

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Tiago Potiguar, Diogo Silva e Ratinho, recuperando-se de lesões e dores musculares; Alex Ruan, Eduardo Ramos, Rodrigo Fernandes e Athos tratando-se de virose. São sete as baixas azulinas para o confronto com o São Francisco, nesta quarta-feira à noite, no Mangueirão, pelo Parazão 2014. Além deles, o volante André também está fora da partida, por ter sido expulso na última rodada. Com os desfalques, o técnico Agnaldo de Jesus relacionou para o jogo sete jogadores oriundos do time sub-20: goleiro Jader, lateral-esquerdo Denilson, zagueiros Tsunâmi e Igor João, volante Warian Santos, meias Roni e Rodrigo. O São Francisco vem com a força máxima, lutando para se recuperar do tropeço fora de casa contra o Independente na rodada passada.

Remo – Fabiano; Levy, Rafael Andrade, Max (Igor João) e Denilson; Dadá, Ilaílson (Warian), Jonathan e Rodrigo; Leandrão e Leandro Cearense. Técnico: Agnaldo de Jesus.

São Francisco – Labilá; Alef, Perema, Bruno Everton e Felipe; Pedro Henrique, Boquinha, Marcelo Pitbull e Caçula; Ricardinho e Nenê Apeú. Técnico: Lúcio Santarém.

Local – Mangueirão, às 20h30.

Árbitro – Benedito Pinto da Silva; auxiliares: Heronildo Sebastião Freitas da Silva e Rafael Vieira da Silva. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Livro homenageia um grande mestre

A Amazônia ganha o livro “Armando Dias Mendes: Vida e obra de um intérprete da Amazônia”. A publicação será lançada nesta quinta-feira (27), na sede da Associação Comercial do Pará (ACP). A obra é uma homenagem a um dos grandes nomes da economia na região Norte do país e para contar essa história, o também economista Eduardo da Costa reuniu alguns artigos que mostram aspectos relevantes da biografia e do pensamento critico de Armando Mendes.

unnamed (46)“A região norte precisava dessa obra. O conhecimento que Armando Mendes tinha sobre a Amazônia era muito vasto e deve servir para uma reflexão do desenvolvimento econômico que a Amazônia teve”, conta Eduardo, que também é conselheiro efetivo do Conselho Federal de Economia (Cofecon) que reuniu vários trabalhos publicados por Mendes.

Bastante atuante no meio acadêmico, Armando Mendes fundou o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da UFPA (Universidade Federal do Pará), onde pode  promover o conhecimento sobre a realidade econômica e o papel da universidade. “Quem teve o privilégio de conviver com ele e o discernimento de guardar os seus ensinamentos com a mais absoluta certeza se tornou um cientista social com uma visão mais abrangente e crítica do mundo”, finaliza Eduardo.

Relação com a Amazônia

Referência sobre pensamento crítico do desenvolvimento da região Amazônica, Armando Dias Mendes foi um dos grandes economistas da região e contribui para expansão intelectual na sua área de atuação. O economista publicou diversos livros, como “Estradas para o Desenvolvimento, Viabilidade Econômica da Amazônia” e “A Invenção da Amazônia”.  Mendes também foi Pró-Reitor da UFPA e levou a região norte para a capital federal como assessor especial do Ministro e Secretário-Geral do Ministério da Educação e professor colaborador da UnB (Universidade de Brasília). Mendes faleceu em 2012 aos 88 anos.

Tamanha a importância do legado de Armando Mendes, a obra organizada por Eduardo da Costa inaugura o Projeto “Coleção ACP”, onde serão editados livros voltados para a região com objetivo de fomentar conhecimento de estudiosos e no setor empreendedorismo. “Armando Dias Mendes muito contribuiu para o desenvolvimento da região e por algum período foi assessor econômico da casa. Por isso decidimos lançar esse projeto com o livro tão importante para a nossa região”, explica o presidente da ACP, Sérgio Bitar.

Serviço: Lançamento do livro “Armando Dias Mendes: Vida e obra de um intérprete da Amazônia”. Data: 27.03 (quinta-feira). Hora: 19h30.

Local: Salão Nobre da ACP. Avenida Presidente Vargas, 158.

Agências de risco na marca do pênalti

Por Luiz Guilherme Gerbelli, d’O Estado de S.Paulo

O ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Luiz Gonzaga Belluzzo classificou de “estelionatária” a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) de rebaixar a nota do Brasil de BBB para BBB-. “O que vem a ser isso, essa decisão das agências? Que significado isso tem? Isso é coisa de estelionatários. Eles, na verdade, participaram de um estelionato na crise de 2008.”

1551466_677345835637028_817793757_nNa avaliação de Belluzzo, haverá um “tremelique” no mercado, mas pouca coisa deve mudar por causa da baixa credibilidade das agências.

A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

Como o sr. analisa a decisão da agência de rebaixar o Brasil?
Eu acho que as agências de risco não têm nenhuma credibilidade depois da crise de 2008. Elas é que deveriam ser rebaixadas. Como se pode acreditar numa agência de risco que deu nota AAA a um pacote de créditos sem que soubessem o que tinha dentro? O que eles alegaram agora? Que piorou a situação de endividamento da economia brasileira? Mas qual é a nota que elas (agências) dão aos Estados Unidos e à França?

A decisão foi injusta, então?
A dívida brasileira é de 60% do Produto Interno Bruto (PIB), a dívida líquida de 30%. O Brasil teve superávit todos os anos, caiu um pouco agora, para 1,9% do PIB. Mas ainda assim somos um dos poucos países com superávit. O que vem a ser isso, essa decisão das agências? Que significado tem? Isso é coisa de estelionatários. Eles, na verdade, participaram de um estelionato na crise de 2008. É inacreditável ter que dar um opinião sobre uma coisa tão evidentemente inexpressiva, todo mundo acredita na S&P, na Moody’s, mas esse pessoal das agências nem formação econômica decente tem.

Qual o impacto que essa decisão pode trazer para o mercado?
Vai mudar muito pouca coisa. Eu acho que a reputação delas (das agências) não justifica uma mudança muito importante. Vai ter, claro, uns tremeliques aí, mas nada definitivo.

Tabela da Série B deve ser divulgada hoje

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A CBF planeja divulgar até essa quarta-feira a tabela detalhada da Série B, com definições de dias, horários e transmissão das partidas. Segundo o diretor de competição da entidade, Virgílio Elísio, ela se encontra na fase de “última checada”. Com menos de um mês para o seu início, a demora na divulgação provocava a suspeita entre os dirigentes de uma suposta influência do caso Portuguesa. O cartola descarta essa possibilidade.

“No máximo, sai até amanhã (quarta-feira). Depois de pronta a tabela básica (anunciada em 19 de fevereiro), entra a Globo, protegida por direito contratual, para fazer a escolha dos jogos que passará. Existem confrontos de maior interesse no sábado à tarde e eles fazem a indicação. É um trabalho a quatro mãos que depende dessas escolhas”, explica Virgílio.

Rebaixado no ano passado, o Vasco deverá ser o time com mais jogos na TV. Ele é dono também da maior cota com R$ 70 milhões anuais. Os demais clubes recebem R$ 3 milhões.

Re-Pa de domingo terá ingressos a R$ 30,00

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O Paissandu, mandante da partida, definiu os preços dos ingressos para o Re-Pa de domingo, válido pela 5ª rodada do returno do Parazão. A arquibancada vai custar R$ 30,00 e a cadeira, R$ 60,00. A venda de meia-entrada para estudantes, a R$ 15,00, será feita no sábado, 29. Será o sexto clássico da temporada, que registrou até agora duas vitórias bicolores e três empates. Há a possibilidade de quatro outros clássicos válidos pelo campeonato estadual, caso os dois rivais se enfrentem nas semifinais do returno e na decisão. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Ditadura: coronel conta como se livrava dos corpos

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Por Mário Magalhães

Em um dos mais importantes e verossímeis depoimentos já prestados por agentes da ditadura (1964-85), o coronel reformado Paulo Malhães afirmou que ele e seus parceiros cortavam os dedos das mãos, arrancavam a arcada dentária e extirpavam as vísceras de presos políticos mortos sob tortura antes de jogar os corpos em rio onde jamais viriam a ser encontrados. O relato histórico do oficial do Exército foi feito à Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro e revelado nesta sexta-feira pelo repórter Chico Otávio.

206730-600x600-1Malhães se referia a presos políticos assassinados na chamada Casa da Morte, um imóvel clandestino na região serrana fluminense onde servidores do Centro de Informações do Exército detinham, torturavam e matavam opositores da ditadura. De acordo com o coronel, os cadáveres eram ensacados junto com pedras. Dedos e dentes eram retirados para impedir a identificação, na eventualidade de os restos mortais serem encontrados. As vísceras, para o corpo não boiar.

Veterano da repressão mais truculenta do passado, Malhães figura em listas de torturadores elaboradas por presos. É ele quem assumiu ter desenterrado em 1973 a ossada do desaparecido político Rubens Paiva (post aqui).

Seu testemunho, sem vestígios de arrependimento, contrasta com o de aparente mitômano surgido em anos recentes. Malhães não é um semi-anônimo,mas personagem marcante para seus pares em orgãos repressivos e para presos políticos.

Dois trechos do seu depoimento à comissão, conforme reprodução de “O Globo” (a reportagem pode ser lida na íntegra clicando aqui):

1) “Jamais se enterra um cara que você matou. Se matar um cara, não enterro. Há outra solução para mandar ele embora. Se jogar no rio, por exemplo, corre. Como ali, saindo de Petrópolis, onde tem uma porção de pontes, perto de Itaipava. Não (jogar) com muita pedra. O peso (do saco) tem que ser proporcional ao peso do adversário, para que ele não afunde, nem suba. Por isso, não acredito que, em sã consciência, alguém ainda pense em achar um corpo.”

2) “É um estudo de anatomia. Todo mundo que mergulha na água, fica na água, quando morre tende a subir. Incha e enche de gás. Então, de qualquer maneira, você tem que abrir a barriga, quer queira, quer não. É o primeiro princípio. Depois, o resto, é mais fácil. Vai inteiro.”

Com a frieza de quem conta ter ido à padaria, Malhães afirmou, referindo-se ao local onde vive, a Baixada Fluminense: “Eu gosto de decapitar, mas é bandido aqui”.

Sai hoje o outro finalista da Copa Verde

Será definido hoje o adversário do Paissandu na final da Copa Verde. Nesta quarta-feira, a partir das 20h, no estádio Serejão, em Taguatinga, o Brasiliense recebe o Brasília no jogo de volta das semifinais. Como venceu no domingo por 2 a 0 no Bezerrão, o Brasiliense pode até mesmo perder por um gol de diferença que estará nas finais. Vitória do Brasília por 2 a 0 provoca disputa em penalidades. Para conquistar a vaga, o Brasília precisa vencer por no mínimo três gols de diferença. As finais da competição estão marcadas para os dias 8 e 20 de abril.