O destaque dado aos meias tem o efeito paralelo e salutar de qualificar os volantes, pois é necessário que os jogadores que fazem a contenção também saibam passar corretamente. Não há lugar para o mero destruidor, que não consegue executar passes de três ou cinco metros. Quem vive a depender de volantes conservadores está condenado a ser superado por equipes mais bem estruturadas ofensivamente.
O próprio Oscar, que no Brasil era um meia clássico, voltado para passes longos e jogando quase parado na faixa do meio-campo, tornou-se um dínamo nas mãos de José Mourinho no Chelsea. Carrega o jogo quando necessário, cadencia ou acelera conforme o momento, mas não guarda posição fixa e muitas vezes se arrisca a marcar também. Talvez isto explique porque ganhou a camisa 10 do escrete e é nome certo para a Copa do Mundo.
Grandes meias do passado – Zenon, Neto, Pita, Palhinha, Geovani e Raí – jogavam atrás, municiando os homens de frente, ou tornavam-se pontas-de-lança, trabalhando ao lado do centroavante. Este novo cenário remete de imediato a dois jogadores, um consagrado mundialmente e outro que ainda não vingou: Rivaldo, mais importante jogador do Brasil na Copa do Mundo de 2002, que antecipou a tendência, movimentando-se com inteligência e tirocínio tanto na Seleção quanto nos clubes. E Paulo Henrique Ganso, grande revelação de 2010 que se tornou antigo e ultrapassado nos últimos quatro anos. Histórias separadas por um abismo determinado pela capacidade de participação do primeiro e pelo crônica acomodação do segundo.
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Um rebelde com causa

E um dos mais talentosos meias surgidos no futebol paraense briga na Justiça pela chance de mostrar seu futebol. O garoto Rodrigo, grande expoente do Remo na Copa do Brasil sub-20, cansou de esperar uma oportunidade no time titular e decidiu procurar um clube que lhe valorize. A confusão está criada e lembra a cruzada de Afonsinho, meia que inaugurou a rebeldia (com causa) no futebol brasileiro. O atleta vai à Justiça, por entender que precisa assegurar seus direitos. O clube mantém a posição de endurecer negociação e dificultar sua transferência.
Nas alegações do pai e procurador de Rodrigo, a reivindicação de salários e benefícios não respeitados soma-se às queixas pela falta de oportunidades. Depois do torneio sub-20, Rodrigo não teve chance de mostrar seu futebol refinado sequer no limitadíssimo campeonato estadual, cujo nível técnico permite experimentar revelações.
O mais irônico é que o Remo vive se atrapalhando em campo pela ausência de talento criativo no meio-de-campo. O titular do setor, Eduardo Ramos, até hoje não convenceu e a torcida cobra consistência no setor. Rodrigo, que podia ser testado ali, não entra nem na lista de suplentes. Seu grito de liberdade talvez tenha o efeito de fazer com que dirigentes e comissão técnica do Remo olhem mais para os garotos saídos da base.
O discurso é velho, mas a esperança sempre se renova.
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Papão e Leão em jornadas arriscadas
Contra o Paragominas, na Curuzu, o Paissandu tenta se manter vivo na classificação do returno. Na luta para chegar ao título estadual, o time acumula quatro pontos e não pode tropeçar em casa. Ao mesmo tempo, precisa poupar os titulares para o clássico decisivo de domingo pela Copa Verde. Entre as duas competições, Mazola optou por priorizar a segunda, assumindo os riscos no confronto pelo Parazão.
Em Castanhal, diante do Santa Cruz, o Remo terá desafio ainda mais indigesto. Com apenas um ponto no segundo turno, não pode se distanciar dos ponteiros. Mesmo precisando poupar peças para o Re-Pa, não pode se dar ao luxo de lançar um time reserva, pois a derrota teria efeito desastroso na semana decisiva da Copa Verde.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 19)
O Papão B fica até bem forte com as presenças de Paraná e Jô Soares que não podem atuar na CV
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Com o rodízio constante de jogadores empregado pelo sir mazola o plantel se mostrou bem homogêneo o que permite que o time B seja quase equivalente ao A. Jogo para dar ritmo ao Bruninho, e entrosar o Marcos Paraná e o Jô no elenco.
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Concordo com ambos comentadores (Edson e Filipi), o Paissandu de hoje é um time bastante qualificado, como plantel, para o Paraense. No time de hoje, Vanderson, Bruninho, Zé Antônio, Marcelo Paraná e Jo ditarão o ritmo do jogo. Mas é um jogo perigoso…
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Sobre Rodrigo, penso ser precipitads a atitude do jogador, que na categoria de base ja havia rodado por alguns clubes do eixo maravilha, e não vingou. Moisés, atacante talentoso, brigou tanto com o PSC que consefuiu sair, foi ao Santos e hoje sabemos onde está (uma pena por sinal). Rodrigo não tem condições de jogar no Remo, ainda mais em um time desorganizado.
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Sobre o tema principal, destaco que no Barcelona os meias são bons desarmadores de jogada, não sobrecarregando o unico volante do time (que sabe sair com a bola).
Apesar disso, penso que o ponta de lança ainda pode fazer falta para o Brasil, ja que, não vejo o Oscar cadenciar o jogo (como o amigo Gerson escreveu). Vejo Oscar como jogador de velocidade e com bom passe… Contra times com boa retranca isso pode ser um problema e o velho pobta de lança pode fazer falta… o que não quer dizer que Ganso mereca a seleção.
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Atravessa logo a avenida, garoto, mas cuidado pro BRT não te pegar. Cairia muito bem nesse rodízio do Mazola e quem sabe se tornaria logo titular.
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Mauricio, esse garoto não joga essa bola toda, e mesmo que jogasse tudo isso que pensa que joga, não poderia mais ser inscrito para o parazinho.
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Não sabemos o que se passa nos treinos. Acho que quem escala o time é o técnico e a sua comissão, não a imprensa e procurador.
Acredito que se estivesse no Paissandu seria mais observado por essa comissão técnica.
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Sinceramente,
Vejo a situação como um reflexo do que vem sendo o papel de empresários pelo Brasil.
O moleque foi bem no campeonato, mas isso não faz nem seis meses.
Será q ele acha que se fosse pra um grande clube de futebol do sudeste ele já iria pro time principal?
Essa impaciência juvenil somada a um pai/empresário que acredita que o jogador já é um craque formado leva a esse tipo de coisa.
Inúmeras vezes vimos jogadores com futuro saírem antes da hora.
Era fundamental agora, visto que o Remo também precisa fazer esse rodízio, termos os jogadores da base para compor o elenco e ir entrando aos poucos.
Sou a favor que se utilizem os valores da base, mas tem que se fazer direito, não jogando o moleque na fogueira como foi há uns dois anos. Deu no que deu.
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Victor. No periodo de base, Rodrigo circulou em bases de times do eixo sul e sudeste… Em outras palavras, ja esteve por lá, mas não vingou… penso que o mesmo deveria ter mais paciência.
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Esse negócio de base virou caso sério, depois que empresários invadiram as categorias de baixo a mulecada perdeu a paciencia e quer explodir e ficar rico da noite para o dia.
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Sobre o Rodrigo, acho que único erro do rival foi não aceitar proposta do coringão. Quanto PAPÃO o time só vai se soltar quando Mazola abrir mão dos três volantes.
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O atleta já teve oportunidade em times do sudeste, mas não se firmou. É um jogador que tem habilidade, porém muito franzino para os padrões atuais do futebol e, infelizmente, nenhum clube do Pará tem o cuidado de oferecer desenvolvimento técnico, quanto mais físico para os jovens talentos; aliado a estes fatores aparece as figuras do pai e empresário que, as vezes, mais atrapalham do que ajudam.
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Espero que este garoto não tenha a mesma situação do Jean Chera, que deixou o Santos com a influência do pai e agora limita-se a jogar divisões inferiores no Paulista.
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Caro celira os principais times do mundo tem jogado dessa forma como vc diz os meias e até os atacantes fazem pressão no homem da bola, o que permite que times joguem com um só volante e em geral um volante de bom passe. No bayer os volantes são Schweinsteiger e kroos, o real joga com o xabi alonso, e o real com o busquets. Acredito que cada vez mais os meias se confundiram com os volantes e vice-versa.
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Corrigindo: o Barça com busquets
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Será que o Rodrigo já tem futebol pra fazer esse barulho todo? Sinceramente, acho que não. Penso que o nosso desejo de ver o futebol paraense revelar craques pode nos cegar, às vezes.
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“Talvez isto explique porque ganhou a camisa 10 do escrete e é nome certo para a Copa do Mundo”. Corrigindo. O atual camisa 10 da seleção é Neymar. Desde a Copa das Confederações. Isso não diminui nem um pouco a importância de Oscar para a seleção. A análise, pra variar, está corretíssima.
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Até o Fernando Diniz, ex-meia de Paraná e Fluminense, está conseguindo implantar um novo carrossel com o fraco time do Audax, só o Charles e o Agnaldo não fazem o Remo tocar a bola. Volantes, dificilmente viram bons técnicos.
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O Rodrigo é um bom jogador, é franzino mas isso pode ser resolvido com um bom plano nutricional, o Pikachu também é franzino e joga um bolão! O que falta com diz o Columbia, são bons treinadores pra enxergarem quem é bom, ou não. O Jonathan joga mais do que o Rodrigo preparado? Penso que não.
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Essa bajulação do Paulo Caxiado para com o Pirão me dá nojo. Esse profissional está sujando a categoria da qual faz parte. O Pirão faz as besteiras e ele só aplaude como se fosse um pai protegendo o filho mimado.
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