O 45º aniversário de uma obra-prima

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Um clássico do cinema está completamento 45 anos de lançamento. Filme de cabeceira de milhares de cinéfilos pelo mundo, O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola  a partir de roteiro original de Mario Puzo, versa sobre o poder da lealdade no seio da família Corleone e na comunidade que gravita em torno dele. A história começa com o festivo casamento de Connie (Talia Share), a filha de Don Vito Corleone (Marlon Brando).

Durante a cerimônia, desenvolve-se um ritual à parte nos cumprimentos de parentes, conhecidos e vizinhos ao patriarca, que retribui cada pedido de benção com gestos e acenos carinhosos. Os demais filhos do chefão estão presentes: Sony (James Caan), o mais velho, e Fredo (John Cazale), o filho problemático.

O preferido de Don Vito é o filho mais novo, Michael (Al Pacino), que voltou como herói da II Guerra Mundial e não tem (ainda) envolvimento com a máfia. Porém, devido à incapacidade física do pai e o assassinato do irmão, acaba por assumir a liderança dos negócios da família, contrariando o que Corleone imaginava para o seu futuro.

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O filme se desenrola como uma ópera moderna, embalado pela belíssima trilha musical de Nino Rota, retratando hábitos e costumes dos velhos mafiosos. Tornou-se uma espécie de bíblia do gênero. Filmado em cores muito vivas, alterna momentos de dramática tensão com outros de profundo sentimento paternal, sempre pontuado por cenas de violência extrema. Os diálogos primorosos até hoje são citados pelos fãs mundo afora.

A obra-prima de Coppola daria origem a duas sequências, também dirigidas por ele e igualmente brilhantes. Os dois filmes seguintes foram protagonizados por Al Pacino, que desempenha os papéis mais importantes de sua premiada carreira.

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Marquinhos Santos é o novo técnico do Papão

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A diretoria do Paissandu confirmou, na manhã deste sábado, a contratação do técnico Marquinhos Santos. Ele assumirá o comando da equipe na próxima segunda-feira, após ser apresentado oficialmente. O técnico tem no currículo passagem pela Seleção Brasileira sub-15, onde conquistou o Sul-Americano em 2011. Passou também pela Seleção sub-17, com números pouco consagradores.

O santista de 38 anos também foi campeão paranaense com o Coritiba, sucedendo a Marcelo Oliveira. Foi lá que trabalhou com André Mazzuco, atual executivo de futebol do Papão. Marquinhos foi campeão também pelo Bahia e Fortaleza, mas tem no currículo o rebaixamento com o Figueirense.

Ele veio a Belém no começo da semana conversar com a diretoria, mas não aceitou inicialmente a proposta do clube, ficando de responder depois. A nova derrota do Papão no campeonato, ontem à noite para o CRB, fez o time cair mais algumas posições na classificação, o que apressou o acordo.

Marquinhos trará um auxiliar técnico, Edson Borges, tendo Ronny Silva como preparador físico principal. Sua apresentação está prevista para segunda-feira, às 15h, na Curuzu.

CRB x PSC – comentários on-line

Campeonato Brasileiro da Série B 2017 – 10ª rodada

CRB x Paissandu – estádio Rei Pelé, 19h15

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Na Rádio Clube, Jorge Anderson narra; Gerson Nogueira comenta. Reportagens – Saulo Zaire, Paulo Fernando. Banco de Informações – Fábio Scerni

Eduardo Ramos completa amanhã 100 jogos pelo Leão

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O jogador Eduardo Ramos apresentou, na tarde desta sexta-feira, a camisa com o número 100 às costas. É uma homenagem pela centésima partida que ele fará pelo Remo amanhã diante do Moto Clube, pela Série C.

E o atacante Pimentinha teve seu nome registrado no BID e está relacionado para o jogo pelo técnico Oliveira Canindé.

Eu vejo o futuro repetir o passado

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POR EDYR AUGUSTO PROENÇA

Há uma onda de nostalgia no ar. Mesmo em um momento em que os programas populares apresentam somente os tristes e deploráveis artistas do momento, em que Elba Ramalho fala em nome da cultura nordestina, protestando contra os sertanojos, contratados a peso de ouro e tirando o lugar de artistas do forró nas festas juninas, o passado está aí. Na Rede Globo é uma festa. Começa na abertura da novela das sete, com uma versão de “A Hard Day’s Night”, dos Beatles. Prossegue na série “Os Dias Eram Assim”, com toda a trilha formada por sucessos dos anos 60. Duas ou três mereceram fraquíssimas versões de cantores atuais.

Nas emissoras em canal fechado, acabou de passar o documentário “Dunas do Barato”, Rio de Janeiro, anos 70, quando a produção cultural, mesmo enfrentando muita censura, foi profícua. Houve, na praia de Ipanema, a construção de um emissário de esgoto em mar distante. Com isso, um pontilhão apareceu, como que rompendo o mar e com isso, proporcionando ondas boas para o surf.

Na areia, um sem número de artistas e jovens em geral pegava sol, debatia os assuntos e marcava onde todos estariam à noite. Foram focalizados artistas das Artes Plásticas, os poetas marginais, o surgimento das boutiques modernas, a partir das novidades internacionais e dos trajes desses jovens da praia, o teatro principalmente de Rubens Correia e Ivan Albuquerque, no lendário Teatro Ipanema e os shows e discos de Novos Baianos, Gal Costa, Raul Seixas e outros.

Eu vivi tudo isso. “O Imperador Assírio”, “A China é Azul”, “Hoje é dia de rock”, “Hair”. Toda essa turma na praia, à noite, se reencontrava. Ou então para assistir “Fa-tal”, o melhor momento de toda a carreira de Gal Costa, linda, cantando um repertório sensacional. José Wilker era o ator da moda. Eu o vi uma vez, lanchando no Bob’s, bem jovem, cabeludo, famoso. E assisti “Artaud”, com Rubens Correa, no porão do Teatro Ipanema, peça que chegou a ser apresentada em Belém e que considero, com “Macunaíma” (Cacá Carvalho), os dois espetáculos mais importantes da minha vida. Pouco mais adiante apareceu o Circo Voador e os anos 80 e o rock nacional, o último grito de criatividade na música brasileira.

Agora, temos apenas ruído ruim. Também no canal fechado, um documentário em vários capítulos sobre a carreira de Gal Costa. E vêm Caetano, Gil, Duprat, Macalé, Waly Sailormoon e a cantora Maria da Graça. Tudo isso após ler a biografia de Caetano Veloso, que está nas livrarias. Uma onda de nostalgia que faz os mais velhos reencontrar a juventude, lagrimar em alguns momentos e perceber que tudo era muito rico, audacioso, feliz. Onde foi parar tudo isso? Na sociedade de consumo? Afundou com o fracasso da Educação e da Cultura? Esqueci de dizer que também, agora, pedimos eleições diretas. O passado retorna.

Embora tivéssemos muita atividade criativa nos anos 70, aqui em Belém, no teatro, por exemplo, creio que a década seguinte trouxe a maior parte das grandes figuras que até hoje ainda estão por aqui. Esses jovens liam, discutiam, montavam espetáculos na marra e depois iam debater tudo em pontos como Bar do Parque e ¾. A impressão que tenho é que a juventude atual não sente vontade de lutar por seus direitos, por seu espaço, para dizer a que veio. Reúne-se em guetos separados. Vão aos shows, batem palmas e somente se unem para xingar os coxinhas. É pouco.

(Publicado em O Diário do Pará, Caderno TDB, Coluna Cesta e opiniaonaosediscute.blogspot.com em 23.06.17)

Convicção não é prova, admite Lava Jato. Mas é indício e indício basta

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Folha publica hoje uma análise onde se indaga, no caso do julgamento do apartamento do Guarujá que a “Força Tarefa” da Lava Jato sustenta ter sido dado a Lula como “comissão” nos contratos da OAS na Petrobras, se  indícios são suficientes para condenar o ex-presidente.

Vale a leitura, mas falta dizer que os indícios existem, neste caso, a partir de uma convicção que nasceu lá atrás, com aqueles três promotores paulistas  que processaram a Folha por chamá-los de “patetas” – que puseram o ex-presidente no “lote” de uma denúncia de malversação  de recursos no acordo que transferiu para a  OAS um conjunto de prédios da cooperativa dos bancários de São Paulo.

Como se sabe, a Justiça arquivou a ação e absolveu os acusados. Menos um: Lula, sacado arbitrariamente do processo para ser submetido ao “tribunal especial” de Curitiba.

Então, as convicções foram se seguindo: se Lula visitou o apartamento, é porque ia ficar com ele. E se ia ficar com ele, claro que não ia comprar, ia ganhar da empreiteira. E se esta empreiteira tinha também contratos com a Petrobras, é lógico que isso era uma paga pelos contratos com a estatal.

E como os dirigentes que roubaram na Petrobras foram designados pelo Conselho de Administração da Empresa e o Conselho de Administração da empresa é nomeado por Lula, é lógico que ele nomeou os diretores para ganhar propina, em especial este apartamento no Guarujá.

Tudo se desenvolveu, durante mais de um ano, no terreno da hipótese e da suposição. Não apareceu um documento que pudesse indicar que o apartamento foi ou estava sendo transferido para Lula.

Não havia, é óbvio, qualquer proporcionalidade entre contratos de bilhões e um mero apartamento de 240 metros quadrados. Não havia qualquer ligação objetiva entre estes contratos e o benefício alegado.

O que havia, além da visita ao prédio? Recibos de pedágio mostrando que Lula foi duas ou três vezes à baixada santista em cinco anos – certamente menos do que grande parte dos moradores de São Paulo, um porteiro de comportamento esquisito que diz que “todo mundo sabia” que o apartamento era de Lula e muita, muita convicção de que “tinha da ser de Lula”.

Então, à undécima hora, achou-se uma “prova testemunhal”. O ex-executivo da empreiteira, apodrecendo na cadeia, resolve confirmar tudo, apresentando fotos onde tomava “umas cachaças” com Lula e e-mails cheios de anotações de advogados sobre o que devia destacar. Ato contínuo, pediu ao doutor juiz um “desconto” polpudo em sua pena.

Qualquer um que tenha sido repórter de polícia lembra dos tempos em que o “doutor delegado” arranjava alguém, já bem atolado em outros crimes, para “assinar” mais um. É este o resumo da ópera da “prova indiciária” neste caso, montado desde o início para “pegar o Lula”.

Como diz o promotor aposentado e professor de Processo Penal Afrânio Silva Jardim, escolheram o criminoso e passaram a procurar o crime.

Os promotores dizem que “faltaram explicações convincentes de Lula”, exatamente como definido pelo professor de Direito Penal Nilo Batista: “Para quem deseja previamente a condenação do réu, a prova do processo é um mero detalhe” e, aí, passamos à estranha situação de inversão de ônus da prova penal: eu tenho de comprovar que não matei Dana de Tefé ou Odete Roittman.

Este é um processo que tem o final pronto desde o início.

É político, não jurídico e, por isso, tem de ser enfrentado politicamente, mais que por meios jurídicos.

Tribuna do torcedor

POR STEFANI HENRIQUE

Prezado senhor Oliveira Canindé,

Nós, torcedores, conhecemos os jogadores do Remo melhor que o senhor, então não faça como seu antecessor que não era mal técnico, mas era mais teimoso que jumento no barranco. Ouça nossas sugestões. O sr. não precisa seguir à risca, a última palavra é sua. Mas esta formação abaixo é a melhor pro Remo:

Vinícius; Léo Rosa, Leandro Silva, Bruno e Gerson; Ilaílson, Jefferson, Eduardo Ramos e Flamel; Pimentinha e Edgar.

Se lhe falarem em Mikael, Nino, Labarthe, João Paulo, Daniel Damião, Danilinho e Roni, faça de conta que ouviu, mas se o sr. preza pela sua estada em Belém não utilize esses dublês de jogadores.
Outra coisa, preste atenção nessas informações:
Tsunami : é um bom jogador mas como o sr. viu ele também quer ser do UFC, então deixe ele no banco até aprender.
Leo Rosa: é um bom jogador mas desaprendeu a cruzar. Ponha ele de meio-dia às 14h para treinar cruzamento até acertar, debaixo desta lua que tá fazendo em Belém. Ele jamais vai esquecer.
Rodrigo: acho que o JT tinha algum problema com o rapaz. Ele preferia improvisar, de forma errada como fez com Jakinha, do que colocar o rapaz que no único jogo em que entrou fez um gol na Mucura.
Nano Krieger, este argentino, além de modelo do Nação Azul, é bom centroavante. Das vezes que entrou não decepcionou, temos que dar uma chance ao cara.
Por fim, mas não menos importante, treine bola área, rebote da segunda bola, finalizações e avise ao Igor João que o Remo é o que tá de azul e o goleiro com roupa laranja.
Vamos lá, OC. Confiamos em vc. Vamos rumo à Série B. 

‘Temer vagava sozinho pela embaixada”

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POR KIKO NOGUEIRA, no DCM

A melhor cobertura da viagem de Michel Temer à Rússia foi feita pelo jornalista Sandro Fernandes no Twitter. Aliás, não sei se “melhor” é a palavra. Fiquemos com a cobertura mais honesta.

Oficialmente, Temer teve encontros para assinar acordos bilaterais, foi ao balé com Vladimir Putin, deu declarações sobre a nossa “recuperação financeira”, propôs estreitamento de laços.

Tudo para vender carne do Joesley.

Houve até uma conversa sobre “cooperação anticorrupção”, algo que “deve ter como objetivo a obtenção de resultados concretos”, seja lá o que isso signifique.

Ao longo dos últimos dias, em sua timeline, Sandro retratou a realidade longe dos salões: um governante isolado, um pateta errante, carregando para o exterior o desprezo e a ilegitimidade de casa.

A turnê de Michel Temer é um passeio ao acaso. Ponto alto foi um pedido do primeiro ministro Medvedev para o Brasil apoiar a candidatura de São Petersburgo a sede da Expo 25.

Temer apenas levou para passear em Moscou seu nanismo moral. 

Eis suas aventuras na Rússia, numa seleção de postagens de Sandro Fernandes:

. Temer foi recebido no aeroporto por um vice-ministro, cargo de segundo escalão aqui na Rússia.

. Durante cerimônia protocolar em q Temer colocou flores no Túmulo d Soldado Desconhecido, alguém gritou Fora Temer, do lado de fora do jardim.

. O Fora Temer durante a cerimônia em Moscou deve ter vindo de algum turista brasileiro que passava pelo local.

. Ontem, a Embaixada do Brasil em Moscou organizou um coquetel para Temer. Apenas metade das pessoas convidadas compareceu.

. ”Nunca vi um presidente tão desprestigiado”, ouvi de um pessoa que estava no coquetel de Temer.
. Durante o coquetel na Embaixada do Brasil em Moscou, Temer vagava sozinho pela embaixada, tentando se aproximar das rodinhas.

. Nesse tipo de evento, falar com o presidente requer mta paciência. Ontem, Temer era quem tentava puxar assunto c as pessoas.

. Conversei c pessoas q estiveram em eventos parecidos c FHC, Lula e Dilma. Ninguém nunca viu o constrangimento e desprestígio q viram c Temer.

. Essas histórias do desprestígio do Temer estão me dando pena, gente. Pena de mim. E de nós.