POR GERSON NOGUEIRA
Contra o América-MG, hoje, em Belo Horizonte, o Papão defende a liderança da Série B e um sistema de jogo que tem se mostrado adequado às circunstâncias. Em competição que prioriza a marcação e a defesa, o técnico Marcelo Chamusca acertou a mão ao utilizar sempre três volantes e um armador que volta para fechar o meio.
Nos três primeiros jogos, essa estratégia resultou em sete pontos conquistados, três gols marcados e nenhum sofrido. O time alviceleste faz a melhor campanha deste começo de Brasileiro, mesmo sem ter realizado exibições brilhantes.
A regularidade é o principal mérito da equipe. Atua buscando neutralizar os pontos fortes dos adversários e se movimenta bem quando não tem a posse de bola. Os problemas aparecem quando propõe o jogo, precisando superar a marcação inimiga. Nota-se então a falta de um meio-campo mais qualificado na construção de jogadas.
Por enquanto, porém, o jeito mais ou menos simplório encontrado por Chamusca para estruturar o PSC na Série B vem funcionando com precisão. O auge desse plano de jogo foi mostrado contra o Internacional. Diante do time mais qualificado do campeonato, a força de marcação prevaleceu e disfarçou a pouca agressividade nas ações ofensivas.
O adversário desta noite também está invicto e cumpre uma campanha razoável, com cinco pontos ganhos (uma vitória e dois empates), mas não demonstrou ser uma equipe tecnicamente superior ao Papão. Gerson Magrão, Felipe Amorim, Bill e Hugo Almeida são as peças mais conhecidas do time de Enderson Moreira.
Com a empolgação natural advinda da condição de líder, o time passa a ter força mental para encarar adversários de seu porte mesmo jogando fora de casa. Há, inclusive, um fator a tornar mais interessante para o Papão a partida desta noite. Como Chamusca se preocupa primeiro em não tomar gols, brigando pelo menos pelo empate, pode fazer um jogo de espera, à espreita de uma oportunidade para contra-atacar. Boas perspectivas.
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Pouco interesse do público ameaça Re-Pa baré
Como já se especulava, o Re-Pa programado para a Arena da Amazônia, em Manaus, sofreu adiamento para 30 de julho. Na prática, a iniciativa parece ter subido no telhado. O promotor do evento queixou-se ontem da baixa procura por ingressos na capital amazonense para justificar o adiamento.
Menos de 200 ingressos teriam sido comercializados até o momento. Os clubes ainda não receberam as parcelas prometidas da cota de R$ 250 mil. Pelo andar da carruagem, o alto custo do evento deve mesmo impossibilitar a inédita realização do clássico fora do Pará.
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João se vai e o Remo perde outra joia da base
Os maus modos da diretoria do Remo em conduzir a renovação de contrato do atacante João Victor ficaram evidenciados na demora em procurar o atleta para negociar. E, quando isso ocorreu, alguém ainda teve a infeliz ideia de propor uma redução salarial.
Na reunião realizada ontem, o jogador já não tinha mais interesse em permanecer. Oferta melhor foi apresentada, mas João planeja buscar espaço no futebol português, de olho no sucesso do também ex-azulino Welthon.
Que João tenha sorte e condição de mostrar o bom futebol que o torcedor do Remo viu poucas vezes em ação, como é mais ou menos rotineiro quanto às chamadas pratas da casa.
O próximo atleta da casa a negociar – ou sair – é o meia-armador Rodrigo, aquele que foi preterido para que Danilinho, Rony, Kaio Wilker e Mikael pudessem mostrar seus “talentos” por aqui.
(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 02)
Sobre o ReXPa…
Particularmente, acho o valor de 250 mil alto para os padrões locais. Penso que 150 mil já tava de bom tamanho com todas a despesas paga. Remo e PSC, apesar de serem grandes na região, não tem apelo como os badalos times do sudeste (muito em virtude da TV).
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Olhando pelo lado bom, é augurar que o jogador tenha muito boa sorte nesta nova investida. Futebol para tal não lhe falta.
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João Vitor seria muito bem recebido no maior clube da Amazônia… Vacilou o Serra…
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Mas, Celira, pela pista dada hoje pelo Claudio Guimarães em sua coluna, essa atravessada é uma possibilidade real.
Caso ocorra, seguirá os passos de Oberdan, Velber, Raul e quem mais veio e não recordo. Já o Remo, lamentavelmente, optou pelo Nino Guerreiro, de quem repito o que disse ontem cá neste espaço: está mais pra pajé aposentado que pra guerreiro. Introspectivo, isolado e já sem poder de operar curas, recebendo por isso apenas a indiferença do restante da tribo.
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Tomara Jorge. Seria muito bem-vindo este jogador no PSC.
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Não sei se você lembra, mas, há umas semanas, eu e o parceiro Antonio Oliveira especulamos a respeito da remota possibilidade de uma troca de Djalma por João Vitor. Parece que não estávamos muito longe da realidade
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