Galeria do rock

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Capa do LP Ummagumma, do Pink Floyd, lançado em 1969. Em primeiro plano, o guitarrista David Gilmour. Roger Waters aparece logo atrás, sentado no chão.

Leão dá adeus à Copa Verde

POR GERSON NOGUEIRA

O Manaus veio ao Mangueirão com o regulamento embaixo do braço (2 a 0 de vantagem no placar), um esquema bem fechado e boa dose de malandragem. Sem precisar jogar muito, fez o suficiente para conquistar a classificação à próxima fase da Copa Verde em cima de um Remo confuso, nervoso e afobado ao extremo, revelando sérios erros de posicionamento a partir das ações no meio-campo.

Diante do antijogo que prevaleceu durante todo o primeiro tempo – mais de dez paralisações para atendimento a jogadores do Manaus –, graças à conivência do fraco árbitro sul-mato-grossense, o Remo entrou ingenuamente na pilha e não conseguiu sequer seu melhor momento na partida.

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Aos 37’, Jayme foi atropelado por Hamilton dentro da área, mas o pênalti foi perdido por Isac, que bateu no centro da trave, facilitando a defesa do goleiro Milton, que mandou a escanteio com a ponta dos dedos. Um gol ali teria dado tranquilidade para a tentativa de igualar o placar agregado, tirando o visitante da chamada zona de conforto.

Vale dizer que após a marcação da penalidade o árbitro foi cercado pelo time baré, ficando o jogo parado por vários minutos, catimbando e provocando os remistas. O empurra-empurra e a clara intenção de tumultuar lembraram gloriosamente os tempos de várzea.

Ainda nos acréscimos, Jayme quase abriu o placar cabeceando no canto, após cruzamento de Levy. A bola não entrou em função da perícia do goleiro Milton, que já despontava como a grande figura em campo.

No 2º tempo, mesmo com o baixo rendimento de alguns jogadores (Felipe Marques, Fernandes e Isac, principalmente), Ney da Matta custou a trocar peças. E, mesmo quando mudou, acertou apenas parcialmente. Elielton entrou e levou o time à frente, buscando jogadas pelo lado direito, apoiado por Levy, mas Adenilson voltou a decepcionar e não acrescentou rigorosamente nada à produção do meio-de-campo.

Apesar de atacar muito, o Remo precipitava passes e chegou a insistir em chutes descalibrados de média distância. Tinha volume, mas não construía chances agudas na área. Chegou ao gol aos 19’, em lance que Jayme tocou de cabeça para Elielton finalizar, mas o árbitro apontou falta inexistente sobre o zagueiro Paulão.

A vontade de ir ao ataque não tinha sustentação no trabalho dos homens da meia-cancha, lentos e pouco participativos. Contra um time bem postado, com peças que sabiam distribuir o jogo e encaixar contragolpes, o Remo foi se desgastando pelo excesso de pressa e insegurança crescente.

Isac, acabrunhado com a perda do pênalti, não acertou mais nada. Recebia a bola em condições de arremate ou tabela, mas batia errado. Aos 21’, quando devia ter cruzado na pequena área, onde Jayme fechava livre, mas o chute saiu direto pela linha de fundo.

Numa bola isolada, o Manaus fez aquilo que pregam os manuais de times visitantes. Recuperou a bola na intermediária e saiu em três toques, de Hamilton a Nena e deste para a finalização perfeita de Vander, aos 26’.

Rodriguinho entrou quase ao final, depois que Negueba foi expulso e a marcação amazonense afrouxou. Só não havia muito a ambicionar quanto à vaga, pois o Remo passou a precisar de quatro gols. Continuou lutando e conseguiu empatar, com Mimica aproveitando cobrança de escanteio.

É fato que a eliminação se desenhou em Manaus, mas o Remo teve condições de reverter em casa e fracassou por erros de estratégia de jogo e ausência de objetividade. Sobrou empenho, mas faltou intensidade para superar um adversário que soube garantir o resultado que lhe convinha.

A queda precoce na CV não estava nos planos do Remo, mas o resultado de ontem serviu para expor as muitas carências do elenco, principalmente no setor criativo. Sem um organizador no meio, o time sempre enfrentará muitas dificuldades diante de qualquer adversário.

Felipe Recife, Levy e Jayme foram os melhores da equipe.

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Antijogo amazonense permitido pela fraca arbitragem

O árbitro Paulo Henrique de Melo Salmazio (MS) não se mostrou à altura da importância do jogo que decidia classificação na Copa Verde. Foi pouco enérgico no começo, deixando de aplicar advertências quando ficou evidente que o Manaus iria abusar da cartimba e das paralisações.

Vulnerável à pressão dos amazonenses, permitiu que os jogadores retardassem a cobrança do pênalti. Ironicamente, só mostrou cartão para Isac, que tentava a todo custo botar a bola na marca penal.

O goleiro Milton, a exemplo do titular Jonathan na primeira partida, abusou da cera, caindo várias vezes sem qualquer motivo. Provocou tumulto entre os suplentes, forçando a entrada em cena do 4º árbitro, que só denunciou o lado remista, gerando cartão amarelo para Adenilson.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 15)

Rock na madrugada – U2, Walk On

Filmado no Brasil, o belo clip não alivia nas imagens das desigualdades, estampadas nas favelas e moradores de rua.

Bate-papo no boteco virtual – Remo x Manaus

Copa Verde 2018 – 1ª fase

Remo x Manaus-AM – estádio Jornalista Edgar Proença, às 20h30

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Na Rádio Clube, Jones Tavares narra; João Cunha comenta. Reportagens – Paulo Caxiado, Paulo Fernando, Mauro Borges. Banco de Informações – Jerônimo Bezerra 

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Estação Primeira de Mangueira parabeniza a campeã moral

Logo após o fim da apuração que definiu a Beija-Flor como campeã entre as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Estação Primeira de Mangueira, uma das mais tradicionais do carnaval carioca, divulgou uma nota parabenizando o desfile da segunda colocada, a Paraíso do Tuiuti. Na nota, a Mangueira lembrou que em 1988, com um enredo também sobre a escravidão, conquistou o vice-campeonato. “Repete-se a história”, escreveu a agremiação, que este ano ficou em 5º lugar.

A Paraíso do Tuiuti, por sua vez, surpreendeu e ousou ao representar Michel Temer como um vampiro e ironizar os “paneleiros” que, manipulados, saíram às ruas para protestar pelo impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Também marcou no desfile a crítica à “nova escravidão” através da retirada de direitos trabalhistas.

O enredo da Tuiuti, “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, que tratava sobre os 130 anos da Lei Áurea, foi praticamente uma aula de história sobre a escravidão no Brasil, as relações de trabalho e poder e como a elite continua escravizando trabalhadores no país.

Confira, abaixo, a íntegra da nota da Mangueira sobre a Tuiuti.

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Huck faz “ação social” com verba pública

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Só santinho do pau oco, moralistas sem moral. 

Mesmo sem a mídia, as notícias voam

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A Folha, mais pudica, deu um registro, reproduzido em alguns sites e jornais. No O Globo e no Estadão, o financiamento público subsidiado de  R$ 17,7 milhões para o avião particular de Luciano Huck, nem veio ao caso.

Caso por caso, o do João Doria, até agora, nem isso. Só o Poder360 registrou, confirmou com o BNDES o crédito de R$ 44 milhões para a empresa do prefeito de São Paulo comprar o Legacy com que ele diz viajar  o país inteiro “com o meu avião, com o meu dinheiro”.

Doce ilusão.

Nos tempos de internet, mesmo com o algoritmo amigo do Facebook, as notícias voam mais rápido que os jatinhos subsidiados. Depois, os jornais arrotam que fazem “jornalismo profissional” e os blogueiros, devidamente “sujos”, produzem fake news.

Tijolaço não tem, como já disse, nenhum orgulho em “furar” a grande imprensa.

Tem é vergonha em ver que só a fórceps se publicam fatos, enquanto, contra outros, se dão manchetes e até sentenças por suposições.

Minha profissão sempre foi mais importante que meu emprego. E como, “maldito”por ter escolhido um lado – o outro lado – creio cada vez mais acreditando nela. A notícia é mais importante que a imprensa e ela voa, mesmo quando se abafam os jatinhos. (Do Tijolaço)