Por Juca Kfouri
Sim, Lionel Messi pode até ficar maior que Pelé. Mas terá uma longa caminhada pela frente.
PELÉ É AINDA incomparável.
Por mais que seja uma tendência quase invencível não há como comparar o extraordinário Lionel Messi, candidato a Atleta do Século 21, com o Atleta do Século 20. Basta dizer que, aos 24 anos, em sua oitava temporada, Pelé já havia marcado 675 gols, contra 252 do argentino com a mesma idade e o mesmo número de temporadas.
O Rei ganhara 21 títulos contra 19 do craque do Barcelona e havia marcado seis gols em duas Copas do Mundo, das quais saiu campeão, contra as mesmas duas de Messi, com apenas um gol e nenhum pódio. Mas o que importa aqui é menos comparar aquilo que é coletivo. Porque, se o Barcelona de Messi já está no mesmo patamar do Santos de Pelé -e em matéria de títulos em clubes é bem possível que o hermano ultrapasse o Rei-, a seleção brasileira de 1958/62 era muito superior à argentina defendida pelo Pulga.
Veja, no entanto, que a diferença no número de gols é abissal. Pelé marcou 675 gols em 571 jogos, média de 1,18, contra 252 em 379, média de 0,66. E que não se diga, por mentira histórica, que era mais fácil fazer gols nos tempos de Pelé e que mais fácil ainda era marcá-los no Campeonato Paulista, não só porque times como os da Ferroviária, do Guarani, da Ponte Preta, eram melhores que os atuais do Racing Santander, do Zaragoza, do Villarreal, como porque Pelé vivia fazendo gols nos campeões europeus nas estrepitosas excursões do Santos, assim como os fez na Copa do Mundo.
Basta dizer que, só no Benfica, nos dois jogos que decidiram o Mundial de Clubes de 1962, ele fez cinco dos oito gols praianos nas vitórias por 3 a 2, no Maracanã, e por 5 a 2, no Estádio da Luz. E que, três anos antes, fizera dois na goleada (5 a 1) sobre o Barcelona, campeão espanhol, no Camp Nou.
E que fique claro que nenhum saudosismo move tais constatações, até porque aqui se dá de barato que Messi poderá superar Pelé. E que nem precisará ser mais campeão que ele para tanto, mas, apenas (?!!!) manter por mais 13 anos este pique admirável, além de crescer em sua já fabulosa eficácia.
No quesito títulos, Messi já deixou para trás Maradona, que não ganhou nada de importante até os 24 anos. E já quase empata com ele na média de gols, que é de 0,68, fruto de 182 gols em 264 jogos. Diego, como Garrincha, era mais espetacular. Mas todos ainda são súditos do Rei.
É exatamente essa a opinião da qual comungo.
Pelé ainda é incomparável.
Messi pode até chegar lá. Um dia. Quem sabe.
Mas precisa comer muito feijão.
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Kfouri não fala dos amistosos que o Santos fazia pelos confins do mundo, contra seleção de Hong Kong, de Zanzibar, de Cingapura, sem falar nos jogos pelo interior do Brasil. Essas partidas representaram mais de cinquenta por cento dos jogos do Santos, numa época em que havia espaço no calendário (o Brasileirão não existia) e o time santista aproveitava para correr o mundo em busca de amistosos. Pelé considerou até os gols que fez pela seleção do exército e amistosos tipo amigos de fulano contra amigos do cicrano.
Estratégia semelhante usou Romário, para também chegar aos mil gols. E igualmente o Túlio Maravilha, que sonha em atingir a marca.
Messi jamais chegará aos mil gols porque tem adversários muito mais qualificados.
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´Talvez mais importante do que até chegar no fim da carreira e ter conseguido pelo menos a metade de todas as coisas importantes que Édson Arantes do Nascimento conseguiu, como ganhar pelo menos duas copas p/ a Argentina, assinalar 650 gols ou até mesmo ir lá no iraque e parar uma guerra.
Mais importante seria ter o que nunca vai ter, a maestria, o carinho, a intimidade que até hoje nenhum ser humano conseguiu com a bola, como tinha Pelé.
Eu só tenho o prazer de ver em DVD e pra mim basta, mas os mais velhos como o meu pai por exemplo, afirmam que Pelé era um gênio, dentro e fora de campo, não é a toa que até hoje é considerado O REI DO FUTEBOL.
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Outra coisa importante que acho que o próprio Messi deve ficar muito orgulhoso com esta comparação, mas também meio que envergonhado, pois não me lembro dele já ter tocado neste assunto.
O único comentário feito pelo craque argentino, foi de que o Maradona pra ele foi melhor que do Pelé.
Parece que vão jogar Milan X Barcelona, eu vou torcer pro Milan.
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Pelé , o incomparável.Juca está certissimo, times espanhóis á exceção dos 3 ou 4 mais fortes não chegam nem perto dos nossos .E podem colocar o messi no exército marcarem 500 amistosos para ver se ele chega a mil gols.O problema de nós brasileiros é não cultuarmos nosso ídolos.Uma vez o meu patrão argentino me disse que se Pelé fosse argentino e Maradona Brasileiro, ou mesmo Messi , ninguém ousaria compará-los .Nelson Rodrigues ainda é atual , falta-nos vencer o complexo de vira-latas até quando somos superiores.
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Nunca vi Pelé jogar no ápice de sua carreira, ápice esse que durou longo 15 anos, coisa que parece inimaginável nos dias de hoje, pois até em esportes como automobilismo o ápice do atleta é menor do que isso (será que Messi conseguirá isso?)
Acredito que chega a ser absurda a comparação dos craques de hoje com o Pele, vejamos, nos dias de hoje, as arbitragens jogam, em sua grande maioria pelo craque, ja Pelé, diferentemente, jogou em uma época que a botinada era quase livre, basta lembrar que ele teve duas pernas quebradas em uma copa do nmundo (66), coisa inimaginável no Futebol de hoje.
Outra Coisa, para aqueles que dizem que Pelé conta gols contra até time do exercito, vale destacar que, Ele faz apenas três gols contra o Barcelona em jogo na Espanha…
Por fim, verdade seja dita, Pelé está para o Futebol como os The Beatles estão para o Rock. Podem tentar comparar, mas no final, bem lá no fundo… sabemos que foi o melhor…
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Acho o Messi sensacional, o melhor jogador do mundo na atualidade, mas se jogasse nos “tapetes verdes” no interior do Brasil ou num Baenão cheio de lama, não tocaria na bola.
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“Por fim, verdade seja dita, Pelé está para o Futebol como os The Beatles estão para o Rock. Podem tentar comparar, mas no final, bem lá no fundo… sabemos que foi o melhor…”. Comentário extremamente lúcido do camarada Carlos.
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Concordo plenamente com o Sr. Rogério Freitas. Na minha opinião Pelé foi fruto de uma exacerbada propaganda (era essa a palavra quando se falava português, hoje é marketing).
Ainda na minha modesta opinião, seu caráter como pessoa também não é (ou pelo menos não era à época) essa cocacola toda. É só lembrar como foi inistentemente solicitado para jogar pela seleção brasileira, e sempre recusou afirmando já ter pendurado as chuteiras mas, quando os gringos puseram a “grana” na mão dele, de imediato “despendurou”. Lembrar também a filha que tanto pedia seu carinho de pai e ele sempre recusou. Só lhe deu o nome porque foi obrigado pela justiça. Ela morreu sem ser abençoada pelo pai.
Concordo sim que ele foi um grande jogador de futebol mas, não tudo isso que falam.
Plagiando o técnico do Colúmbia, essa é a minha opinião.
PS.: Sou nascido em 1944.
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Marketing em uma época que não havia internet, nem aparelhos de tv em todo o Brasil.Te dizer…é cada opinião sem senso crítico.Tá certo o xará aí que disse PElé está para o futebol como The beatles para o rock’nroll.Quanto ao caráter dele não vi nada de errado na vida pessoal dele , mesmo assim se há alguns senões e há , claro é algo subjetivo,pessoal.E estamos falando da vida esportiva e não da vida pessoal dele.O jogador ainda com 16 anos estrear contra a Argentina lá no pais portenho, enfrentando pauladas e socos traiçoeiros e não se intimidar e ainda fazer o gol na derrota de 2×1 é tão marcante que NINGUém faria isso atualmente .Maradona só se tornou audacioso querendo se comparar com Pelé pelo golaço na Copa de 86.Ora muitos fizeram golaços em Copas também.Até para opinar é preciso conhecer os objetos em seu todo e em sua particularidade.Só opinar puramente é apenas um direito legal sem validade cientifica.Quem viu os jogadores desde aquela época até hoje opinam de forma cientifica,atrvés de dados e são praticamente unânimes.Pelé é incomparável.Ponto .
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