Águia surpreende, Cametá e Pantera tropeçam

O Águia conquistou importante resultado na noite desta quarta-feira ao derrotar o São Francisco por 2 a 1, no estádio Barbalhão, em Santarém. Alcançou o terceiro lugar na classificação, aproximando-se do próprio São Francisco, que é o 2º colocado. Depois de empate sem gols no primeiro tempo, o Águia marcou aos 23 minutos da segunda etapa, através do meia Flamel. Aos 25, o atacante Branco invadiu a área e bateu forte na saída do goleiro Jader. O São Francisco diminuiu através de pênalti cobrado por Emerson Bala aos 43 minutos. No próximo domingo (01/04), o São Francisco encerra sua participação na fase classificatória do returno enfrentando o Remo em Belém. O Águia joga contra o Independente em Tucuruí.

No estádio Parque do Bacurau, Cametá e São Raimundo empataram em 1 a 1, complicando a situação de ambos no returno. O São Raimundo fez o primeiro gol aos 22 minutos, através de Fernando Caranga. O Cametá, que estreava o técnico Sinomar Naves, empatou aos 26, em cobrança de pênalti (cometido por Wilson) de Rafael Paty, artilheiro do campeonato com 10 gols.

A falsa superioridade

Por Gerson Nogueira

Sem organização tática, repetindo erros de posicionamento e se ressentindo da fraca atuação de seus principais jogadores, o Paissandu amargou um tropeço inesperado, ontem, diante do Independente. A surpresa vem do fato de que a vantagem construída no 1º tempo e os problemas do adversário sinalizavam para uma tranqüila vitória bicolor. Mas, desarrumado e instável, o time não soube aproveitar as facilidades. O empate terminou fazendo justiça ao esforço final do Independente.
No começo, tudo parecia fácil para o Paissandu. Abriu o placar logo aos 14 minutos em belo chute de Pikachu. Mesmo depois de sofrer o empate aos 19, em cochilo da zaga, retomou o controle da partida antes dos 30 minutos. Em contra-ataque rápido, Vânderson deu passe açucarado para Héliton tocar para o gol vazio.


O panorama era inteiramente favorável, a zaga do Independente chegava sempre com atraso e uma goleada se desenhava. Héliton e Tiago Potiguar, soltos pela esquerda, perderam a conta de jogadas fáceis que podiam ter resultado em gol. Quando cruzavam, Adriano Magrão não aproveitava. Quando tentavam fazer o gol, os chutes saíam errados.
Incomodado com a apatia de seus beques, Valter Lima aproveitou o intervalo para trocar de Alexandre. Tirou Recife e botou Goiano para reforçar a marcação no meio-de-campo. O time melhorou e Tiago Floriano passou a levar perigo em arrancadas pelas costas de Pikachu.
Apesar de ter feito o gol, Héliton era pouco explorado. Lecheva o posicionou bem aberto, mas Kariri não o lançava. Cansado, Kariri foi substituído por Robinho, mas a criação continuou falha. Bartola entrou no lugar de Héliton, mas Magrão seguiu perdendo bolas e irritando a torcida.
Até que, na reta final, o Independente deixou a timidez de lado e decidiu pressionar. Valtinho trocou Gian por Gegê para dar mais fôlego ao time. A estratégia funcionou. Os ataques se repetiram até que Tiago Floriano empatou aos 25.
O boqueirão no lado direito da zaga do Independente permanecia escancarado, mas Bartola e Potiguar não acertavam o pé. O Independente foi valente, superou o cansaço e soube reagir no momento certo, mas só a incompetência do Paissandu explica o empate. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

 
 
O Águia obteve o resultado mais surpreendente da noite. Foi a Santarém, bateu o São Francisco e assumiu o terceiro lugar na classificação do returno. Independente e Paissandu precisam vencer na última rodada. O São Raimundo, que empatou em Cametá, depende de uma combinação de resultados. O Remo, caso vença a Tuna hoje à noite, se classifica à semifinal em primeiro lugar. Como Independente e Águia ainda se enfrentam, o Leão já está classificado.
 
 
Até mesmo o melhor do mundo tem seu dia de peladeiro. O de Lionel Messi foi ontem, diante do Milan. Como sempre, o Barcelona teve mais posse de bola, mas não atacou com a voracidade habitual. Além da marcação firme dos italianos, especialistas nesse tipo de jogo, a esquadra de Pep Guardiola parecia pouco inspirada.
Como sempre se espera muito do Barcelona, o jogo pareceu chato, desinteressante até, apesar de um punhado de bons lances individuais. Robinho perdeu o gol mais feito da noite e a chance de derrotar o super Barça. Talvez não tenha tão cedo outra oportunidade.
 
 
Millôr Fernandes, que morreu aos 87 anos, disse certa vez que jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados. Sabia das coisas, como poucos. Vai fazer falta. Sua perda e a de Chico Anysio desfalcam brutalmente o humor nacional.   

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 29)