Com golaço no fim, Papão derrota Águia

Depois de sofrer o primeiro gol logo aos 17 minutos, o Paissandu conseguiu a virada e obteve importante vitória sobre o Águia no segundo turno do Campeonato Estadual na tarde deste domingo, no estádio Mangueirão. O placar de 2 a 1 não espelhou o que foi jogo, que apresentou atuação tecnicamente superior do Águia, mas que foi equilibrado por ações individuais do Paissandu. Aparentando desentrosamento entre os setores, o time bicolor errava muitos passes e sofria com a falta de aproximação entre os jogadores. Cariri e Pikachu eram os mais efetivos, compensando a baixa produção dos companheiros. O time marabaense controlava a posse de bola e atacava sempre com mais qualidade, levando perigo ao gol de Paulo Rafael diversas vezes. O gol de Branco, aos 17 minutos, escorando de cabeça um cruzamento perfeito, premiou a boa atuação do Águia nos primeiros minutos.

Em desvantagem, o Paissandu tentava sair, mas não conseguia estabelecer a ligação entre meio-campo e ataque. Adriano Magrão limitava-se a fazer o papel de pivô entre os zagueiros, mas o ataque alviceleste era quase inexistente. Mas, depois de duas grandes chances desperdiçadas por Léo Rosas e Roberto, o Águia cedeu espaço na defesa e o Paissandu fez grande jogada com Cariri pela direita. O cruzamento foi aos pés de Pikachu, que bateu de voleio para grande intervenção do goleiro Alan. Na sequência, o próprio Pikachu cobrou falta pelo lado esquerdo do ataque e a bola enganou toda a defesa do Águia, passando também pelo goleiro Alan. Era o empate bicolor, aos 34 minutos.

Depois do intervalo, o técnico Lecheva tirou o apagado Robinho e colocou em campo o volante Neto, buscando melhorar a movimentação ofensiva, liberando Leandrinho para fazer a armação, ao lado de Cariri. O Águia, porém, continuava melhor, tocando a bola com consciência e fazendo manobras perigosas junto à área do Paissandu. Por duas ocasiões, depois dos 20minutos, o atacante Branco esteve perto de marcar. O lateral Léo Rosas também desperdiçou uma chance, batendo de fora da área rente ao travessão.

Preso ao setor defensivo, o Paissandu pouco pressionava a defensiva marabaense, permitindo até que o zagueiro Roberto ajudasse em jogadas de ataque. Flamel e Valdanes criavam jogadas seguidas pelo lado esquerdo, mas pecavam nas finalizações. Apesar do melhor volume de jogo, o Águia começou a cansar, pois João Galvão não fez nenhuma alteração na equipe. Aos 42 minutos, em boa triangulação que envolveu Héliton, Pikachu e Neto, o volante recebeu na entrada da área e acertou um belo chute no ângulo superior esquerdo de Alan. Um golaço que garantiu o triunfo do Papão por 2 a 1. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Tuna se recupera em cima do São Raimundo

A Tuna conquistou sua primeira vitória no returno, na manhã deste domingo, no Souza, superando o São Raimundo por 3 a 1. O time santareno começou melhor, impondo-se com bons contragolpes, mas aos poucos a Lusa foi equilibrando a partida. Curiosamente, quando já estava melhor, a equipe de Fernando Silva sofreu o gol. Zeziel escorou cruzamento de Amaral, aos 19 minutos, e abriu o placar no estádio cruzmaltino. A Tuna não se abalou e continuou atuando ofensivamente, mas desperdiçando boas chances. O primeiro tempo terminou com a vantagem do São Raimundo.

Para a etapa final, Fernando Silva trocou Lineker por Edilson a fim de dar mais força ao ataque e, de fato, a Tuna passou a ameaçar seguidamente o gol de Diego. Aos 14 minutos, veio o empate: Sinésio cobra falta na cabeça do zagueiro Bruno Oliveira, que desvia do goleiro alvinegro. Cinco minutos depois, em nova cobrança de falta, Sinésio desempata para a Águia Guerreira. A partir dos 20 minutos, o jogo ficou confuso, com muitos erros de passe, mas o Pantera não conseguia reagir. Já nos acréscimos, aos47, aproveitando rebote na área, o lateral Sinésio ampliou para 3 a 1, marcando seu segundo gol dando números finais à partida.

A renda foi uma das menores do campeonato: R$ 1.910,00, com público pagante de apenas 214 torcedores.

Dez “gostosas de verdade” do cinema

Por Xico Sá

Uma gostosa é uma gostosa é uma gostosa, como diria a sábia comadre Gertrude Stein. Todos sabem, porém, da preferência deste blog pelas ditas “gostosas de verdades”. Fêmeas mais fartas etc. Em um plá com o especialista Marcelo Mendez, do Pastilhas Coloridas, estino do ABC paulista, saiu esta generosa lista de grandes mulheres do cinema sem vergonha do desejo e do tesão. Gracias, Mendez, amigo basco-nordestino do ABC.  Óbvio que o diretor italiano Tinto Brass dominaria qualquer lista do gênero. Ainda mais com a cena da bicicleta que você vê aí acima. Só empata com uma farta moça que vi ontem na manifestação dos pelados de bike em SP.  Coisa linda, linda, linda. Por ela, forço o Kassab a construir ciclovias no muque, no braço. E vamos a elas:

Monella, a travessa – Das coisas do mestre Tinto Brass, Monella é uma das mais significativas por tudo que há de encanto. E o que pode ser mais encantador do que Anna Ammirati interpretando uma ninfeta safada, cheia de amor pra dar, em uma cidadezinha do interior da Italia?

A pervertida– Dos méritos do mestre Tinto, consta o radar para as beldades do mundo. Aqui ele encontra a russa  Yuliya Mayarchuk para fazer uma pobre mocinha que padece da alergia a calcinhas. E sem elas, por questões de saúde, se aventura pelas ruas de Londres. Chato.

Todas as mulheres fazem –  Agora o Tinto nos revela Claudia Koll! Diana, uma mulher casada, feliz, mas em uma vida certinha demais. Até que resolve promover filantropias carnais à italiana.

O Voyeur – Se Tinto é gênio, imagina com a ajuda de Alberto Moravia, autor da novela que deu nesta fita. Mas o que interessa quando lembro da película são as cenas da empregada Fausta, na pele de Cristina Garavaglia. Com a anca que essa moça tem, ela é capaz de parar pagode em boteco e briga em velório de pobre!

Supervixens – Russ Meyer, mestre supremo dos chamados Explotation Movies, trata basicamente das protuberâncias. E por falar nelas, o colo de Christy Hartburg, no papel de Superlorna, é fundamental. Todos os seus pimpolhos devem ter mamado até os 40 anos…

Noite das Taras – Ah mas não da pra listar essas gostosas sem citar Matilde Mastrangi. A musa fez trabalhos geniais com Ody Fraga. Neste filme, toda uma geração de garotos até decorou o episódio “Dominatrix do SP II turbinado”.

Emanuelle – E por falar em gerações adolescentes, como não homenagear a Silvia Cristel e sua deliciosa personagem Emanuelle? Lembram da transa no avião? Digna da literatura de Anais Nin ou D.H Lawrence.

Sob o domínio do medo – Sim, quem me conhece sabe de meu amor supremo por Sam Peckinpah. Óbvio que sei que ele tem dezenas de filmes melhores que este, mas em enhum deles tem essa a Susan George e aquela boca letal! Eu dava meu fígado para ser o Dustin Hoffman nessa hora.

O segredo das massagistas – Que gaúcha essa Aldine Muller! Melhor ainda neste filme de Antonio Bonacin Thome, de 1977. Viva Aldine!

Bambola – O rebolado de Valeria Marini, nesta película de Bigas Luna, é a maior prova que Deus Existe!

Quem você acha que ficou fora da lista, amigo? Hora de fazer justiças com as próprias mãos aí nos comentários.

O passado é uma parada

Por Gerson Nogueira

A rivalidade entre azulinos e bicolores está mais viva do que nunca. É o que se pode concluir das acirradas discussões em torno dos suplementos da série SuperBola 2012, do DIÁRIO, que homenagearam nesta semana os dois tradicionais clubes. Temas que pareciam amortecidos voltaram com vigor à mesa dos debates e provocaram intensa repercussão nas redes sociais e nas ruas.
Do lado alviceleste, ênfase total na célebre goleada de 7 a 0, o mais elástico placar registrado entre os dois titãs. Entre os remistas, brados de orgulho pela posição no ranking de clubes da CBF e a conquista invicta do Parazão 2007. Curiosamente, esses assuntos vieram à tona justamente porque não foram destacados nos cadernos especiais da série.
A paixão das torcidas, defendendo com unhas e dentes suas conquistas mais memoráveis, reafirma a fabulosa força popular por trás de Remo e Paissandu. Pouco importa que as façanhas não sejam recentes – o clássico dos 7 a 0 ocorreu há 67 anos. Para a alma bicolor, baseada no calendário particular do valor afetivo, é como se tivesse acontecido ontem.
Da mesma forma, revela-se comovente a cruzada dos azulinos em enaltecer proezas como a participação no torneio internacional de Paris, nos anos 60, e a série invicta de 33 jogos (de 1993 a 1997) sobre o maior oponente.
Na ausência de grandes feitos no presente, nossas torcidas parecem ter entendido que o jeito é celebrar as glórias de antigamente, amplificadas e floreadas pela força de argumentação de cada torcedor.
A alegre manifestação desta semana serve também para derrubar aquela história de que só museus vivem de passado. Na verdade, todos cantam as vitórias como forma de manter vivas suas histórias.
Incomoda, porém, que a dupla Re-Pa tenha se acostumado a ficar tanto tempo sem produzir façanha digna de registro. É chegado o momento de reagir. Antes que seja muito tarde.    
 
 
Luís Fabiano disse aos repórteres que o goleiro Dida pediu sua camisa durante o jogo de quarta-feira, no Morumbi. A revelação espelhou a realidade do nosso futebol de forma até mais demolidora do que a goleada de 4 a 0. Para alguns, foi apenas mais um gesto de tietagem entre um fã e seu ídolo. Na prática, porém, além da inadequação, o pedido demonstra que há um fosso cada vez mais profundo entre os clubes da Série A e emergentes da Quarta Divisão. E, queiram ou não, o Independente é a face contemporânea e atualizada do Pará no mapa da bola.
 
 
O Mundial de Pilotos começa neste fim de semana e a mídia se esmera em destacar os truques tecnológicos criados para melhorar as transmissões de corridas de Fórmula-1. Além das já conhecidas câmeras especiais no bico e na traseira dos carros, a TV vai dispor de imagens da parte inferior dos bólidos. É um respeitável arsenal de recursos com o objetivo de tornar o show sempre mais emocionante para os fãs. Nas pistas, os carros estão cada vez mais sofisticados, entregues às maravilhas da eletrônica.
Pena que os pilotos não possam ser melhorados com os espantosos meios da tecnologia disponível, embora seja inegável que quase todos já têm um ar robotizado. Talvez uma pitada de talento, mesmo que por impulso cibernético, ainda pudesse salvar a atual geração, aproximando-a dos tempos áureos de Stewart, Cévert, Lauda, Piquet, Senna, Villeneuve e Prost.  
A abertura de um novo campeonato não é suficiente para devolver à F-1 o fascínio perdido. Há, sim, a expectativa de velhos e novos fãs das corridas, mas sob um indisfarçado cheiro de nostalgia. A maioria demonstra compreensível dificuldade em eleger ídolos atuais diante de opções tão pobres.
Hamilton? Alonso? Vettel? Todos rápidos e habilidosos, mas nenhum em condição de ser visto como fora-de-série. Ficam muitos furos abaixo do maior nome da era recente, Michael Schumacher, que, por sinal, insiste em se manter no jogo, num processo tão corajoso quanto frustrante.
 
 
Cacaio, técnico do Cametá, é o convidado do Bola na Torre (RBATV, 21h) neste domingo. Guerreiro comanda.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 18)

Parazão 2012 – Classificação geral

POS TIMES PG J V E D GP GC SG AP
Águia 23 14 7 2 5 23 23 0 54.8
Cametá 21 14 5 6 3 23 20 3 50.0
Remo 20 12 6 2 4 17 15 2 55.6
São Francisco 15 10 4 3 3 18 16 2 50.0
Paissandu 13 10 4 1 5 12 12 0 43.3
Tuna 13 12 4 1 7 16 21 -5 36.1
Independente 11 10 3 2 5 13 13 0 36.7
São Raimundo 11 10 2 5 3 11 13 -2 36.7