Um retrato da decadência

Por Gerson Nogueira

Para onde vai o futebol paraense? Há quem ainda insista em vislumbrar luzes coloridas no futuro sombrio. Por vezes, por descuido, me incluo nessa corrente dos otimistas empedernidos. Mas, depois da goleada sem retoques que o São Paulo aplicou ontem sobre o Independente, até para os apóstolos do pensamento positivo fica difícil continuar a achar que as coisas podem um dia dar certo.
Os quatro gols de Luís Fabiano expressaram, com crueza, as abissais diferenças entre o futebol da Primeira Divisão e aquele praticado pelos clubes do Pará. Eventualmente, quase por acidente, meio assim na bacia das almas, nossos times arrancam resultados honrosos, como aquela derrota de 1 a 0 que o Independente sofreu no primeiro jogo.
A decadência, que se expressa nos rebaixamentos sucessivos da dupla Re-Pa, fica escancarada no conformismo de considerar bom negócio perder em casa. E é preciso levar em conta que o Independente não é um time qualquer. Trata-se, afinal, do campeão estadual.
Pois a satisfação pelo placar mínimo no Mangueirão cedeu lugar ao choque de realidade na capital paulista, não apenas pelos gols do outrora Fabuloso, alguns ridículos de tão fáceis, como o terceiro e o quarto. O massacre vai além do placar elástico. Começa pelo condicionamento físico e a estrutura atlética dos times. A cada tranco mais forte, os paraenses perdem a jogada.
Luís Fabiano, um veterano em processo de recuperação, corria mais que seus marcadores e ganhou praticamente todas as disputas diretas com a zaga do Independente. Lucas e Casemiro não tomaram conhecimento de Preto Barcarena, Tiago Floriano, Fidélis & cia.
Na verdade, o Independente exibiu em certos momentos a timidez própria dos visitantes matutos. Pareceu se impressionar com o ambiente e encabulado para jogar plenamente o pouco que sabe. Nas circunstâncias, o escore final saiu barato. Pela desigualdade de forças, o São Paulo desfrutou de facilidades para estabelecer uma goleada humilhante. 
A eliminação do Independente não deve ser vista como um problema exclusivo do time de Tucuruí. É o sintoma inequívoco do abismo técnico que domina o futebol do Pará, que há dez anos está mergulhado no atraso e na incompetência.  
 
 
No Baenão, diante de um adversário semi-amador, o Remo venceu por 3 a 0, mas perdeu preciosos 45 minutos, martelando sem achar o caminho do gol. O campo pesado atrapalhou bastante, mas o time demonstrou grandes dificuldades de finalização. Na etapa final, com três homens de frente – Fábio Oliveira, Joãozinho e Jaime –, os gols saíram naturalmente, embora o torcedor já se mostrasse aflito com a perspectiva de disputa nos penais.
A próxima fase reserva cruzamento com o Bahia de Paulo Roberto Falcão. Em 2011, o Tricolor baiano eliminou o Paissandu da competição. 
 
 
Dois jovens paraenses integram a lista de pré-convocados para a seleção olímpica do Brasil que disputará o torneio de futebol dos Jogos de Londres. Ao lado de outros 50 nomes, Paulo Henrique Ganso, do Santos, e Elkson, do Botafogo, aparecem entre os jogadores listados por Mano Menezes.
Ambos têm idade olímpica, o que aumenta as chances de convocação. Ganso, porém, é presença mais do que garantida no time titular. Será a chance de agarrar de vez o papel de maestro da Seleção, já com os olhos postos em 2014. 
 
 
O fascículo do SuperBola de ontem, dedicado ao Paissandu, cometeu um pecado imperdoável. Não fez referência a uma das maiores façanhas do clube de Suíço: a goleada de 7 a 0 aplicada sobre o Remo na tarde de 22 de julho de 1945. Para corrigir a omissão, o caderno Bola publicará domingo matéria especial sobre a proeza histórica.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 15)

31 comentários em “Um retrato da decadência

  1. Volta aí, Gerson e amigos, a famosa frase do Nasareno, ex técnico do Paysandu, quando perguntado se o Papão era time grande. Disse ele: ” Time grande, tem técnico de 200 mil pra cima”. Por aqui, a todo ano, ainda se fala em aproveitar técnicos locais, por serem mais baratos,…, ou seja, vão na contramão do que seria o correto. Quando se fala que um Edson Gaúcho quer 40 mil(imagine), já se fala que é melhor pegar um daqui que é bem mais barato, não vai ter despesas com moradia, pois já é daqui, coisas que se ouvia e, pasmem, ainda se ouve muito, por aqui.Acredito, que, em clubes de massa, ter um bom técnico do cenário brasileiro, é o primeiro passo, para se ter sucesso, o que não ocorre, no nosso futebol, há muito tempo.
    – Ontem, não assisti ao jogo do Remo, mas não foi difícil, perceber, que o Flávio Lopes, de novo, ganhou nas mexidas que fez. Realmente é um técnico que enxerga o jogo, com muita rapidez e competência.
    – É a minha opinião.

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  2. Remo x Bahia, Paysandu x Sport Recife, são os jogos de Leão e Papão, todos, em Belém, primeiramente, pela Copa do Brasil, nos dias 04/04 e 11/04, faltando a CBF definir quem jogará primeiro.
    – Acredito que só agora o Paysandu irá ver o quanto precisa de um bom técnico e, o Remo, terá que se segurar no bom técnico que possui, pois o elenco, é fraco. Seja o que Deus quiser.

    Quanto a derrota do Galo, ontem, o menos culpado, é o técnico Válter Lima, que penso ser a melhor coisa, depois do Gian e do thiago Floriano, que já estão no Galo, há tempo, que o Independente tem, hoje.

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    1. Amigo Cláudio, vou atender sua solicitação de liberação dos comentários, apostando no alto nível e na civilidade dos nossos comentaristas. Aos poucos, vamos extirpando as exceções danosas ao bom debate.

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  3. Amigo, Claudio, também não vi o jogo do Remo (graças). Mas na minha opinião, o time azulino é realmente triste (para seus torcedores, claro). Até entendo que a imprensa paraense tem que levantar a bola desses pernas de pau, porque se não for assim, os estádio já estariam vazios há muito tempo. E a profissão deles, também. Enfim… Outra coisa sobre o leão: não acho que esse técnico seja tão bom como você fala. Não acho que seja porque o cara é de fora que ele seja melhor. Esse técnico é só aquele que vendeu o seu time para o Fortaleza. Só isso.

    Quanto ao futebol paraense e sua decadência, o Gerson (mais uma vez) matou a pau. Nós, torcedores, não temos razão alguma para torcer pelos nossos times. A única coisa é porque somos daqui. Ou seja, não tem outro jeito. A questão é: continuaremos a torcer até quando nos limitarmos a futebol amador? (hoje já somos semi-amador).

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  4. É amigos, como se pode almejar subir de série (quem pode) e outro conseguir série, se o nosso atual campeão toma de 4 do SPFC (e foi pouco), estamos indo pro buraco neste cenário brasileiro. Quando jogamos entre nós penamos pra vencer de 1×0. Desanima qualquer torcedor mais fanático.

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  5. O pessoal adora falar mal do mais amado do Norte. Atenham-se ao clube de vocês que não está tão melhor assim. Um abraço pro Luís Omar, o mais azulino dos bicolores.

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  6. Bom dia Gerson Nogueira e Amigos do Blog;

    A proeza do independente, de ser o 1º interiorano a conquistar o título máximo do Paraense, refletiu além da desordem, o desleixo administrativo (prá não falarmos de desvios etc…) que apoderou-se dos grandes da capital, mas, para muitos, refletia o surgimento da força do interior, pelo que torço e entendo muito bem-vinda; no entanto, percebe-se que “vento que venta cá, venta lá”, a administração dos emergentes é mais arcaica ainda, que a dos clubes da capital, pois é lastreada no fisiologismo político, ou alguém duvida das pretensões dos presidentes do Independente em continuar se elegendo deputado, ou, prefeito quem sabe, e o do Águia de marabá; alguém entende como amor ao clube a briga policialesca e de gangster’s que acontece em Santarém, pela presidencia do Panterão?, o Santa Cruz de Cuiarana, vem aí, entenda-se, senador Mário Couto e por aí vai, é muito por isso que o nosso futebol está ladeira abaixo;
    Penso, porém, que as mudanças devem sempre iniciar pela cabeça, senão, as revoluções as retiram, na marra.
    Acostumamo-nos a creditar todo insucesso aos dirigentes de clubes e deixamos passar, incólume, o presidente da FPF, que é a gestora, ou deveria ser.
    Quanta inércia
    Por quê, poupá-lo?

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  7. Gerson Nogueira,
    Ótima coluna, grandes obeservações sobre o futebol paraense, mostrastes ser um conhecedor profundo do nosso futebol além de ser ético e imparcial. Em relação aos 7×0 não divulgado no superbola vou considerar essa falha clamorosa do autor os dos autores como um erro humano e não intencional ja qua vai ser divulgado nas proximas edições. Além disso nos temos de ressalvar essas falhas porque entendemos que é muito difícil lembrar e relatar apenas em algumas folhas do encarte, todas as imensas glárias e títulos do Paysandu, as quais colocam o Paysandu como o clube mais glorioso do norte em todos os tempos. indiscutivelmente. So gostaria muito é de que tivessem so um pouquinho mais de atenção ao divulgarem essas conquistas do Papão porque esses 7×0 é o tabu mais longo sobre o maior rival e ja dura mais de 50 anos. Se não for pedir muito, gostaria que fosse lembrados também o primeiro título paraense 100% do Papão com duas vitórias sobre o rival e os recordes de públicos pagantes no Mangueirão de um clube de Belém jogando contra os de fora, cujos recordes pertencem ao Paysandu e são eternos em virtude da capacidade do Mangueirão hoje so comportar 43 mil pagantes. Em relação a decadência do nosso futebol, os motivos na minha opinião é a falta de estrura física dos nossos clubes, os quais sempre perderam de goleada nessa parte até para muitos clubes da região nordeste e centro oeste, cujos clubes ate à década de 70 e meados de 80 eram iguais ou menores que os nossos. É so lembar as grandes campanhas de Remo e Paysandu na série A naqueles tempos. Ocorre é que pricipalmente hoje no dito futbeol moderno a força fisíca tem levado vantagem sobre a técnica não sei se felismente ou infelismente mas um clube que não dispõe de um bom CT para treinar seus profissionais e suas bases está fadado ao fracasso ou viver na periferia da periferia do futebol brasileiro. Além disso é necessário um estádio particular bem estruturado para alguns jogos, afim de se evitar enormes despesas nos estádios estaduais. Tem de ter um ótimo departamento médico por causa do futebol de força física atual onde as contusões são constantes, muitas vezes até motivos pelos sistemas de disputas e a enormidade de competições. É necessário um bom departamento jurídico para lidar com “as cobras criadas” de fora, as quais ja tiraram injustamente 8 pontos e series dos nossos times no tapetão. Uma assessoria de imprensa que funcione e um ótimo departamento de marketing também é indespensável para um time quer crescer a nível nacional e até mundial. E por isso muitos clubes do nordeste e centro oeste ja começaram muitas dessas estruturas e por isso estão crescendo e e alguns ja podem ser considerados grandes a nível nacional, iniando no nível mundial, são eles: Coritiba, Goiás, Bahia, Vitória, Sport Recife, Atlético do Paraná. Lembro ha bem pouco tempo que esse Atletico do Paraná não tinha nenhum título nacional e o Papão ja era campeão da segundona, hoje esse time ja tem titulos da primeirona, da segundona, ja foi vice da libertadores e é um dos mais estruturados do país. Que inveja!! Então tem de se ter estrutura. O curiosíssimo é que os dirigentes mais repudiados e mal vistos do futebol paraense em todos os tempos foram os únicos que visualizaram a necessidade dessas estruturas. Tourinho no Papão, que ainda iniciou projeto de CT, a ampliação e modernização da Curuzu e talvez por isso o Papão chegou a sentir o gostinho das grandes conquistas, mas depois o projeto freou. Amaro no Remo, talvez tenha usado o método errado mas pensou grande e muito bem ao querer uma arena um um CT de primeira qualidade para o Remo. Ninguém lhe deu apoio e o Remo taí capenga e desengoçado.

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  8. Há muito tempo estou afastado do nosso querido estado mas nem por isso deixei de acompanhar a saga do único orgulho do futebol que tínhamos no norte, o “Papa Títulos”, Papâo da Curuzu. Quando cheguei em João Pesoa em 2003, me surpreendi com torcida organizada e tudo quando na brilhante campanha da Libertadores.
    Cheguei a comentar com alguns paraibanos que tínhamos um projeto, triste engano, o que vi após a saída da Libertadores foi o clube de suíço despencar ladeira abaixo até o fundo do poço, na Série C; o fato é que não fomos para a série D no primeiro ano de participação na Série C porque esta ainda não havia sido criada.
    Então, são anos e anos sofrendo e caindo na descrença de que dias melhores virão, porque com isto que temos para disputar uma Série C que agora, mais do que nunca, tornou-se mais competitiva, e não vai perdoar as incompetências de clubes formados com restos das outras séries em cima da hora, vejo o meu Paysandú, não como sério candidato a Série B 2013 e sim como o provável rebaixado à Série D 2013.
    Será que com a ascenção de clubes como o Santa Cruz, Fortaleza , Vila Nova e mais uma outra equipe mais profissional qualquer, a CBF vai criar uma terceira vaga na série D 2013?
    Pensem bem no que estão fazendo diretores do Paysandú.
    Quero eu estar enganado e ver o meu Papâo na Série B 2013, mas a julgar pelos resultados do campeonato local não tenho muito que esperar.
    Estarei torcendo aqui para dias melhores ao nosso futebol!

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  9. Caro Gerson, do seu comentario, vou me ater sòmente à questão citada do Independente “perder de pouco 1xo em Belém”. Essa denominada “cultura” ou pensamenro – como queiram – de achar bom perder em casa, no caso Indep. x São Paulo (Copa Brasil), acontece tambem no proprio paraense, quando o time visitante acha normal perder para o mandante do jogo. É o conformismo de que falas Gérson. Às vezes, por imposição e/ou medo, de um ou outro técnico (tentando manter o emprego), durante um jogo qdo. o visitante fica em superioridade numérica em campo – algum jogador expulso do adversario – estando o jogo empatado *Ex. 1×1) o responsavel técnico do visitante, embora com 1 jog. a mais em campo, ao invés de tentar vencer o jogo, prefere não arriscar e se contenta com o empate. Citei como exemplo. Acho que me fiz entender. Acho que esse tipo de pensamento e atitude, está prejudicando em muito o futebol brasileiro. Tanto que a nossa “Seleção”, hoje aí está ladeira abaixo no ranking internacional e com perspectivas pouco alvissareiras quanto à Copa de 2014. Em 15.03.12, Marabá-PA.

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  10. Tenho sentimentos diferenciados da maioria que aborda os problemas do futebol paraense.
    A falta de conquistas ou atuações desastrosas não podem e
    e nem devem causar desamor da torcida em relação ao seu clube.
    A imprensa não pode faltar com a verdade, mas não pode tam-
    bém ser coveira. A imprensa é um baluarte e como tal tem com-
    promissos com a defesa e salvaguarda de tudo que faz parte da
    vida de um povo.
    Quando o Corintians passou anos e anos sem titulos, a imprensa paulista não esquecia de exaltar o clube e a torcida , sendo esta batizada com o merecido e apropriado titulo de FIEL.
    Nunca joguei flores para as arquibancadas e também nunca atirei
    pedras nos clubes..
    Mentindo a imprensa torna-se venial, distorcendo ela é mortali.
    Os males que afligem o nossos futebol vem de muito tempo. Na ansia de titulos e de satisfações para com a torcida, nossos clu-
    bes (dirigentes) cometeram irresponsabilidades.
    Todos pensavam que Remo e Paysandu reinariam eternamente
    dentro dos nossos gramados e que jamais amargariam rebaixamen-
    tos nos cenários nacionais.
    Como diziam os romanos em relação a mulher de Cezar :não basta
    ser grende, é preciso parecer grande.
    O resto são veleidades.

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  11. Sinceramente,estamos luito longe de estar pelo menos na série B,pois os gestores do nosso futebol não tem estrategias de trabalho á longo prazo e as torcidas dos dois maiores desse Estado também não. Hoje por exemplo,é possível comprar um título do Paysandu por 3 mil reais,enquanto um da AP custa em torno de 20 mil,e quando digo isso é para se ter uma idéia da mentalidade dos administradores de Remo e Paysandu,pois com a torcida que tem e toda a sua história,penso eu,que ser sócio dessas duas instituições deveria ser para poucos,porém eles não oferecem nada de atrativos para que se tenha esse incremento de valor em seus títulos.Portanto enquanto nós torcedores e eles(gestores),pensarmos em imediatismo dificilmente sairemos do lugar,nossos clubes tem que ser empresas,que visem lucros e sejam marcas de expressão,e o principal temos que é história,torcida e tradição.

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  12. Na realidade são resultados que desmentem a história de que o futebol do interior cresceu que a mídia esportiva adora ressaltar. Na realidade o futebol do interior do estado continua a mesma coisa. São times cheios de refugos e veteranos sem maiores qualidades técnicas, que não tem espaço mais nos times da capital.
    A diferença é que antigamente Remo e Paysandú e até mesmo a Tuna tinha equipes mais qualificadas tecnicamente que sempre conseguiam impor a superioridade técnica e faziam valer o peso da camisa.
    Hoje em dia os grandes paraenses se apequenaram, formando times de péssima qualidade que não conseguem sequer impor o peso da tradição da camisa, não sendo mais respeitados por ninguém. Não houve evolução do futebol do interior e sim uma clara decadência dos times da capital.
    Basta ver que estes mesmos times que a imprensa adora rotular como “Forças do Interior” quando jogam contra times de outros estados na maioria das vezes são goleados ou mesmo nas séries menores e regionalizadas não conseguem ir longe. Exceção ao São Raimundo que ganhou Peladão Nacional (Série D) e foi apenas ser saco de pancadas na série C.
    sequer .

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  13. Não dá pra fazer análise do jogo de ontem. Não com aquele aguaceiro que caiu antes do início e durante o primeiro tempo. Qualquer pessoa mais lúcida sabe que com o gramado daquele jeito ocorre um nivelamento por baixo e neste tipo de jogo sobressai quem tem porte físico avantajado, menos técnica e mais “raça”, características que passam longe de Betinho, Reis e Cametazinho por exemplo.
    Tanto que, depois que o gramado secou um pouco e deu pra bola rolar, ficou bem fácil a construção da vitória, e não á toa, o Fabio Oliveira, por ser um jogador mais pesado e “cascudo”, foi o principal criador das jogadas, e não o finalizador.
    O vexame do Independente era previsível pela excesso de deslumbramento dos caboclos paraenses com a possibilidade de jogar no Morumbi.

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  14. Não sei qual ainda era a dúvida da decadência do futebo paraense. Quando esse blog fez uma “perguntinha do dia” sobre se os clubes “grandes” haviam piorado ou os “pequenos” melhoraram a maioria disse a mesma coisa… “o futebol do PA está nivelado por baixo”…
    Ainda assim, acredito que é possível uma mudança radical, tomando várias das medidas que os frequentadores desse espaço sugerem…mas a questão é:
    – Há algum interesse dos clubes do futebol paraense em “mudanças”?
    Se há não parece.

    Abraços

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  15. O Guardiola já deveria ser contratado para assumir a nossa seleção, ou nome muito bom e, o do holandez Guus Hiddink que hoje treina o time do Roberto Carlos no futebol Rússo. O mesmo tem bastante experiência em treinar seleções de outros paizes.

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    1. Bons nomes, amigo André. Gosto muito de Carlos Bianchi e Marcelo El Loco Bielsa, mas querer um argentino comandando o escrete já é um pouco demais rss.

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  16. Como ponte sobre águas turbulentas sua coluna amigo baionense.Perdi meu texto por conta de um pedido de cadastro.Se for possível recuperá-lo faça-o por favor.Q

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  17. Te dizer não consigo mais postar rsrsrsrsr como estou com indisponibilidade de tempo e raramente visitando o blog digo que concordo com seu argumento amigo escriba-roqueiro e com meu amigo Columbia.Boa tarde a todos e tenham excelente sexta e FDS.

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  18. Amigos do blog, permitam-me hj escrever um pouco a mais sobre a coluna de hoje.
    O claudio mendes, no comentario 13, foi correto na análise, os times do interior continuam a fazer a mesma coisa que faziam antes, ou seja, contratam jogadores da base ou que passaram pelos grandes e não deram certo. É verdade que alguns destes jogadores foram descartados muito cedo, sem grandes oportunidades, diferentes de alguns pernas de pau que veem de fora.
    Já o Pedro Paes, comentário 12, foi infeliz. Clube e clube social são coisas que não tem nada haver. Alguns clubes possuem as 2 coisas e outros não, simples assim. Para ser sócio de clube de futebol tem de ter vantagens que não sejam de clube social, se assim fosse o real madrid não teria nenhum sócio já que o único patrimônio físico, fora o estádio e o centro de treinamento que tem é a sede social. Para o clube ter sócios, tem de ter vantagens como ingressos marcados, compra de kits promocionais, camisas sem patrocinador, etc….
    Mas voltando ao tema central da coluna, e se o claudio está certo, o que os grandes estão fazendo de errado? Na verdade, os clubes continuam a fazer o que faziam antes, só que agora os treinadores são piores que os que vinham no passado assim como os jogadores também por conta do mercado inflacionado. Também é verdade que não mais estamos produzindo pencas de jogadores, nosso mercado está escasso, vide que o mercado europeu já não compra nossos jogadores e eles também não são os melhores destes clubes. E este processo se propaga, em larga escala, ai começa que a estrutura começa a diferenciar o grande do pequeno. O time do corinthians faz um jogo ruim de se ver, dá calo na vista, mas os jogadores jogam com muita intensidade, porque estão bem preparados e assim sempre sufocam o adversário. Quando isto não acontece, o nivelamento acontece, o jogo vira uma pelada, e um lance pode decidir o jogo que é o que acontece no futebol paraense.
    Estrutura é super importante, mas também temos que investir em formação de atletas, não adianta montar Centro de treinamento e trazer pernas de pau, eles não vão virar craques por conta disso, e assim tem que investir em formar atletas e contratar de forma cirúrgica, para a posição que infelizmente você não conseguiu formar a melhor peça.

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  19. Mas seria uma boa idéia , assim como aconteceu no Basquete.E muitos argentinos torceriam pela nossa seleção por conta de um desses nomes citados por vc amigo escriba-roqueiro.

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  20. É verdade Gerson, creio que o holandez aceitaria na hora treinar nossa seleção, já não se, se o espanhol aceitaria ser o treinador da nossa seleção, mesmo que pagassem uma fortuna ao mesmo.
    Uma coisa e certa, hoje em dia o Brasil so conta um treinador que ainda poderia, recolocar o sorrizo no rosto e fazer as pessoas bater no peito e dizer – essa seleção e boa e, eu sou brasileiro com orgulho! Este treinador poderia ser o Muricy Ramalho, mesmo que ele seja borçal, rancoroso, chato, aparentemente retranqueiro, mais não vejo nenhum outro com as qualidades dele. O mesmo e aluno do antigo mestre Têle Santana, este poderia ser o alento em tê-lo afrente da seleção, quanto ao resto, à o resto, poderiam coloca-los dentro de um CONTAINER lacrado e soltar no fundo do mar.

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  21. Gerson,
    Quanto ao jogo do Independente nota-se pelos termos da abordagem que você provavelmente experimentou uma enorme frustração pelo desempenho do nosso interiorano. Talvez a derrota de pouco em casa tenha desencadeado em você um acesso daquele descuido otimista que você refere na coluna. Ocorre que só mesmo por um descuido otimista alguém poderia esperar resultado diferente. Este jogo, pode-se dizer que era “a crônica da goleada anunciada”. Deveras, a lógica (inferioridade técnica, tática, física, econômica, financeira, administrativa etc) anunciava que de um jeito ou de outro o Independente seria goleado ontem.

    Quanto à enganosa (mas, importante) goleada do Leão. Hoje a coluna traduz com perfeição o estado de espírito do Fenômeno intem: AFLITO.

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  22. Um dia, o nosso pobre futebol paraense retornará as divisoes de elite…Um dia, nossos dirigentes deixarao os cargos de presidente de nossos clubes, com vergonha de nao conseguirem acabar com os mesmos…um dia Remo e Paissandu disputarão a 1ª divisao do Nacional..Um dia nao haverá mais jogo no Baenao ou Curuzu..só no Olimpico…os ”caldeiroes” serão apenas centro de treinamento…Um dia quem sabe…..

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  23. Quando se fala que os clubes do interior estão cheios de veteranos,não lembram que Biro Biro, Edson abrobrão, Alberto, João Santos,Luizinho das arábias, Pagani e outros que jogaram na dupla RExPA, chegaram aqui com idade avançada e brilharam nos nossos gramados e não se dizia que nosso futebol estava em decadência.

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  24. Gregório,

    Eram outros tempos. O futebol nacional era nivelado por cima e todos os citados por você eram muito bons jogadores, difíceis até mesmo de ser encontrar hoje em dia em times da Série A, pois hoje prevalecem os jogadores medianíssimos.

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