Vou ao Cosanostra Café há mais de vinte anos, desde os meus tempos de TV Cultura, embora sem a assiduidade desejada. Aprendi com o tempo a gostar do ambiente meio claro, meio escuro, às vezes enfumaçado como aqueles ambientes de filme noir, atmosfera que empresta ao lugar um aconchego de pub irlandês. Poucas casas em Belém me são tão agradáveis quanto o simpático e aprazível bar encravado em Nazaré, onde na véspera do Círio é possível apreciar as cantorias (nem sempre afinadas) do amigo Paulo Santos, puxando o Lírio Mimoso em homenagem à padroeira, já com uns dez chopes na cabeça – cabe dizer que o chope da casa desce fácil, sempre gelado no tom certo. Ali presenciei performances inesquecíveis de Walter Bandeira, Nego Nelson, Carlos Reimão, Calibre, Maizena, Pedrinho Cavaléro, Minni Paulo, Juliana Sinimbu e Beatles Forever, dentre outros craques (na foto acima, Beto Netuno e a banda Os Queridinhos no palco iluminado da casa, em registro postado pelo poeta Ronaldo Franco). Há no cardápio um prato simples e imperdível. É a panqueca gratinada de frango. Já perdi a conta das vezes que fui até lá exclusivamente para matar a saudade da iguaria.
Gosto principalmente do fato de o bar ser imune a mudanças visuais e de espaço. Tudo é familiar aos olhos, e eu aprecio a permanência. Quando voltei de duas Copas do Mundo (Alemanha e África do Sul), o primeiro lugar que procurei para exorcizar o banzo de Belém foi o Cosa. Ainda foca de Redação, fui apresentado à casa pelos amigos Regina Alves, Edgar Augusto Proença e Afonso Klautau. A partir daí, não errei mais o caminho e sempre que posso apareço por lá. Para reencontrar amigos, conhecer camaradas virtuais e botar a prosa em dia. Lá, sinto-me em casa, conheço os garçons. Enfim, acho que sou amigo do rei. Tom (ou Vinícius) dizia sermos todos donos do nosso bar preferido. Concordo. E há muito que precisava, por justiça, fazer esse registro público sobre o velho Cosa.

Sou abstêmio , mas gostaria de conhecer o local quando for aí brevemente. E provar a iguaria que minha esposa também sabe preparar com pequenas diferenças.Qual o endereço amigo Gerson Nogueira?
CurtirCurtir
O fumação,ops, Cosanostra está entre os melhores do NNE…
CurtirCurtir
A madame é fã do bar, mas faz um tempinho que não passamos por lá, quem sabe a lembrança faça eu dá um pulo lá essa semana.
CurtirCurtir
Amigo Pastor, o Cosa Nostra fica na Benjamin Constant, quase esquina com a Braz de Aguiar.
CurtirCurtir
Amigos Edmundo e Maciel, tinha aquela fumaceira toda, mas não conheço outro lugar em Belém que sirva um chope tão decente quanto o Cosa.
CurtirCurtir
Vou conhecer qualquer dia desses. Égua, mas depois do Gerson falar desse chope, deu até vontade… hehe.
CurtirCurtir
É do Cosanostra o melhor chope da cidade, amigo Cláudio. Eu garanto. Vale uma passadinha lá, sim.
CurtirCurtir
Fumante que sou, quando vou no Cosa me sinto no meu habitat natural. O Gerson tem razão: possivelmente seja o melhor chopp de Belém e normalmente tem um pessoal bem azeitado tocando blues. Pra acompanhar, eu prefiro aquela tábua de frios com destaque para as fatias de copa. Sensacional. Como senão, estacionar pelas redondezas se tornou um parto.
CurtirCurtir
Tem razão, amigo Ivan. A busca por vaga pra estacionar é normalmente um suplício.
CurtirCurtir
Realmente. O melhor choop da cidade. Além das pessoas que frequentam, só gente boa. Um abraço no Mário Alberto SP.
CurtirCurtir
Bateu saudade do COSA … sem duvida o MELHOR CHOPP de Belém…
CurtirCurtir
Faz tempo que não pinto por lá, lembro-me de um concorrente do Cosa que ficava parede com parede, o Manga café.
CurtirCurtir