Açaí-do-Amazonas e… castanha-do-Brasil

Por Marina Franco – National Geographic

Para disseminar o conhecimento acerca dos frutos originários da Floresta Amazônica, o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) publicou um livro em que lista 38 frutos nativos da região. Eles foram catalogados em 10 feiras livres de Manaus e aparecem na publicação em aproximadamente 600 fotografias. Frutos Nativos da Amazônia comercializados nas feiras de Manaus-AM é resultado de dois anos de pesquisa do especialista em sistemática de palmeiras e fruteiras nativas da Amazônia, Afonso Rabelo. Rabelo, que faz parte da Coordenação de biodiversidade do Instituto, fez a caracterização botânica de cada espécie, com destaque para a descrição das plantas, o hábito de crescimento, as flores, folhas, os frutos e as sementes. Também háindicações sobre a época de comércio dos frutos, os preços cobrados nas feiras regionais e as principais formas de consumo. Geralmente as espécies são consumidas in natura, mas há também aquelas com potencial para uso na culinária e na agroindústria.

Os textos foram produzidos com linguagem simples e objetiva, para alcançar público diverso, como agricultores, pesquisadores e estudantes do ensino fundamental, médio ou universitário. De acordo com seu autor, além de disseminar o conhecimento científico, o livro pode servir de fonte para pesquisas que visam incorporar as árvores fruteiras da Amazônia ao agronegócio ou criar leis para proteger as espécies raras.

A obraainda ajuda a resgatar a cultura amazonense. Segundo Rabelo, a maioria das fruteiras da região não apresenta potencial para o comércio da madeira. No entanto, algumas espécies tornaram-se escassas nas feiras de Manaus por conta do desmatamento para abertura de estradas e para a expansão da agropecuária, além do desenvolvimento sócio-econômico próximo das zonas urbanas. É o caso dos seguintes frutos: Piquiá, Pajurá, Sorvinha, Uxi, Jatobá, Bacaba, Patauá e Sapota-do-Solimões. O livro publicado pelo Inpa também cita as espécies amazônicas que têm boa aceitação nos mercados nacionais e, até, internacionais. São produtos que geram oportunidades de geração de emprego, renda e melhoria da qualidade de vida, como: açaí-do-Amazonas, açaí-do-Pará, buriti, bacaba, patauá, castanha-do-Brasil, camu-camu, cubiu, cupuaçu, guaraná, murici-amarelo, pupunha, sorvinha, taperebá e tucumã.

Cara-de-pau sem limites. Te contar…

25 comentários em “Açaí-do-Amazonas e… castanha-do-Brasil

  1. Gerson, depois do que vi ontem no Olimpico, com paraenses (?) torcendo contra um time local, essas frutas podem ir no mesmo caminho…rsrsrs…sabemos que muitos torcedores, inclusive eu, torcemos por equipes de fora do Estado, mas ontem foi triste ver 90% do mangueirao torcendo contra o Independente…coitado do Cametá em 2013…ainda bem que no final essa maioria nao gostou do que viu..he he he ….e escalar arbitro assistente onde o futebol quase nao existe, dá no que deu….com todo respeito aos arbitros macapaenses….

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  2. Primeiro sobre o Açaí do Amazonas: bem até que o colega biólogo, como eu, prove que são espécies distintas ele deve denominar apenas de açaí, afinal o açaí nem do Pará é.

    Quanto aos torcedores de ontem… Bem não tem comentários… Foi um vexame ver o mangueirão lotado para torcer por um time (de um local) que deseja e conseguiu monopolizar o futebol brasileiro quase que exclusivamente em dois eixos (rio-são paulo).

    Monopolizar o futebol, e como todos sabem, o próprio conceito de Brasil (nós não somos Brasil para esse povo somos do norte)…

    A única coisa que fica é que Paraense é apaixonado por futebol…

    Nessas horas que penso: como seria bom se a Amazônia fosse um país… Isto com certeza não aconteceria se assim o fosse…

    Diferentemente de você Edmundo, EU SÓ TORÇO PARA O PAYSANDU… ONDE ESTIVER…

    Hoje, não assisto, para se ter uma ideia, a nenhum jogo de clubes nacionais e internacionais… Para para assistir a finais… Exclusivamente finais…

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  3. Caros do Blog, o que o estudo não relata como escasso nas feiras daquela cidade, é o famoso e muito bem aplicado nesse caso, ÓLEO DE PEROBA, tá dito é só continuar fazendo o devido bom uso.
    Quanto ao jogo de ontem postei meu placar que era Galo elétrico 2 X 0 S. Paulo, quase acerto, mas o nobre bandeira não permitiu, quanto à torcida, o que lamento é tanto torcedor que se diz Paraense, gozando com o p.. dos outros, podem ir…

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  4. “o livro pode servir de fonte para pesquisas que visam incorporar as árvores fruteiras da Amazônia ao agronegócio ou criar leis para proteger as espécies raras.” Uma coisa exclui a outra não!? Além da evidente desfaçatez (Açaí do Amazonas? Castanha do Brasil?), os caras falam em agronegócio e depois dizem que têm como intenção criar leis de proteção às espécies vegetais e resgatar a cultura amazonense (onde caberia melhor o termo amazônida). Tá bom…

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  5. Temos que contra-atacar. Lançaremos um livro que bote os pingos nos is. Assim poderemos pegar algo daquela região e chamar de paraense, tipo…. tipo… tipo…

    Ah sei lá, lá não tem nada de original, tudo o que tem lá, tem mais por aqui, oras…

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  6. Aí depois o ladrão somos nós.

    Meu caro Edmundo não estou colocando a carapuça até porque ontem estava em casa e jamais iria a um estádio torcer ainda que fosse contra o remo por um time de fora, mesmo que esse time fosse o Botafogo ou Santos.

    O detalhe é que ninguém pensa igual ao outro.
    Portanto as pessoas que foram torcer pelo São Paulo são livres pra isso, assim como os santarenos usaram da liberdade pra torcerem por manaus a quando da escolha da sede da copa.

    Eu fiquei rigorosamente em cima do muro tanto que quando terminou o jogo do papão eu dormir, e quando acordei perguntei pra madame o resultado do jogo, e quando ela disse que o Galo só perdeu de 1X0 eu fiquei satisfeito.

    Edmundo não estou me desfazendo da sua opinião que por ser sua é muito importante, só quero salientar que é normalissímo num jogo como esse de ontem haver pessoas torcendo p/ o time que elas quiserem.

    Isso acontece em qualquer lugar do mundo.

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  7. Puro preconceito contra um estado vizinho. Não devemos seguir esse exemplo.
    Estava em casa vendo pela tevê o jogo e torci muito a favor do Independente, que foi garfado pelo assistente. Prejuízo irreversível, creio.

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  8. Açai do Amazonas, também chamado de “Açai The Flash”!!

    Pois quando morava em manaus, comprava o açai e corria pra casa tomar rapidamente, senão azedava…!!..rsrsr!

    A verade é que os caras de lá querem ter o que temos de bom …mas não têm!!..essa é a verdade!

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  9. Edy Portela,

    Você tem de evitar falar inverdades, aqui em Belém, ninguém é separatista. Amamos o fato de Santarém ser PARÁ, amamos o fato de Marabá ser PARÁ. Ninguém quer vocês fora deste maravilhoso gigante que é o PARÁ. Isso foi refletido no próprio plebiscito.

    Não há por quê libertá-los, pois nunca estiveram presos. Vocês são privilegiados por serem paraenses. E sob esta bandeira somos todos livres!

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  10. Caro Edmundo, eu que torço exclusivamente pelo Clube do Remo, nessa, respeitosamente, deixo de lhe acompanhar. Acho que todo mundo tem o direito de tomar partido; no futebol, principalmente, que tem natureza universal e que a galera paga para assistir. Ademais, foi bom para o Independente, seja porque pôde arrecadar um valor razoabilíssimo, seja porque vai poder colocar no seu currículo este grande público mesmo que ele tenha sido proporcionado pela torcida do sampaulina.

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  11. Fato é que nossos amigos manauaras têm uma dor de corno crônica em relação aos paraenses… A razão deste recalque, sinceramente, não faço a mínima ideia, uma vez que nós “nem tchum” pra eles, tô mentindo?
    Apesar disso gosto dos amazonenses, principalmente das mulheres. Tive uma namoradinha amazonense inesquecível. Nunca vi neguinha pra gostar tanto de fazer saliência… Daquelas que “choram quando escapole”.

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  12. Realmente o que o Edmundo disse no post número 1, sem dúvida e a mais pura verdade. Mais não existe o menor cabimento tirar tudo que nos pertence, praticamente na marra, como se já não bastasse levarem os nossos minerios, ainda querem “roubar” as nossa frutas.

    Porque não levam do nosso estado os nossos politicos, assim como todos os bandidos, ladões, estupradores, viciados e traficantes para bem longe daqui, querem nos levar tudo menos esse estrumo, essa escória, essas vasilhas ordinarissimas. Te contar!

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  13. Morei em Manaus e gostei. Nunca me atrevi a tomar açai muito menos provar do tucupi vendido na Escadaria dos Remédios.
    Desse açai e desse tucupi até o Ajuricaba saia de perto.

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  14. Amigos, um ex-colega meu da faculdade Letras da UFRR certa vez questionu o fato da nossa castanha ser chamada de castanha-do- Pará. Eu me senti mal e já me preparava para rebatê-lo quando o nosso professor lhe falou exatamente o que eu ia lhe dizer, que a orígem etimológica do nome da castanha vem da época em que Amazônia inteira era uma colônia portuguesa, que não pertencia ao Brasil e que se chamava Grão-Pará. Talvez a nossa Taça Açaí que na minha opinião devia ser Taça Cabanagem sirva para alguma coisa.

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  15. 20. jonh | 08/03/2012 às 18:11

    o açaí do pará é muito ladrão, rouba muito açúcar…rsrsrsrsr

    resposta:

    HEHEHE!!!

    É verdade!!..rsrsr!

    Mas pior é o tucumã preguiçoso de Manaus…!! Dá um trabalho descascar que agente até desiste de comer!!

    kakaka!

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  16. Morei em Manaus toda a década de 70 e deixei um pedaço do meu coração lá. Durante todos esses anos, tomava açaí e comia maniçoba quando uma irmã me enviava daqui de Belém. Naquela época não se encontrava o acaí nem na Escadaria dos Remédios, nem na beirada dos Educandos. No interior – pelo menos em Mancapurú, Manicore, Itacoatiara e Parintins – também não se encontrava o delicioso fruto.

    Não faz parte da cultura amazonense o hábito de tomar açaí, até porque lá praticamente a fruta não existe, pelo menos àquela época. No Amazonas, Acre e Rondônia (não falo de Roraima porque não conheço) eles usam fazer o tacacá, mas com uma diferença, além do alho usam , a cebola e em algumas localidades o tomate;

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  17. Gostaria, camarada Gerson, que o povo brasileiro tivesse esse mesmo zelo (digamos assim, polidamente) contra marcas e expressões estrangeiras (diga-se, inglesas e americanas principalmente), que invadem o nosso dia a dia. Esperar o que de um estado, cuja capital insiste em imitar as coisas do Rio de Janeiro. Por isso combato tanto isso do nosso povo, como o fato de torcerem descaradamente por São Paulo contra o humilde Independente paraense.

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  18. Se este jogo fosse contra um America MG ou uma Ponte Preta, daria 22 mil pagantes?
    Tá na cara que a atração da noite era o São Paulo, que por ser 5 vezes campeão brasileiro, 3 da América e 3 do mundo tem uma grande torcida espalhada pelo mundo, logo dos 22 mil, pelo menos 15 mil foram ver e torcer pelo seu São Paulo.
    O remista quando torce contra o Paysandu, o que é natural, continua sendo paraense.

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