Coluna: Favoritismo justificado

O Paissandu está tranqüilo e descansado, sem desfalques no time, para enfrentar o Independente nas finais do campeonato. Em situação normal, é favoritíssimo para levantar o título e festejar o tri estadual. Nem a recente troca de técnico criou abalos na Curuzu. Roberto Fernandes substituiu a Sérgio Cosme e vem impondo um estilo próprio, com palavras seguras e um plano de trabalho apoiado por todos no clube.
O novo comandante neutralizou até a compreensível reação negativa dos jogadores do atual elenco diante das especulações sobre contratações para a disputa da Série C. Deu uma tacada de mestre ao vetar a vinda imediata de reforços e, com isso, preservou o ambiente às vésperas das finais.
Outro ponto a considerar é o estímulo que foi dado a gente que andava pelos cantos no clube, entregue à desmotivação. Héliton, Marquinhos, Bryan, Zeziel e até Sandro já demonstram novo ânimo, cientes de que podem vir a ser utilizados nos dois jogos contra o Independente.
Pode não ser suficiente para levantar o caneco, afinal o futebol tem lá seus próprios desígnios, mas a lógica indica que o Paissandu está mais aprumado para o confronto final, mesmo sem levar em consideração os muitos desfalques do Independente para a primeira partida. Caso resista à tentação natural de inventar (e mexer muito na estrutura da equipe), Fernandes tem boas possibilidades de ser campeão em dois jogos.
 
 
Em meio a tantos insucessos, o Remo tem algo a festejar. Dos 105 processos consolidados, a maioria da gestão passada, restam 27 na 13ª Vara do TRT. A dívida original de R$ 9,5 milhões caiu para R$ 5,6 milhões. Produto direto do esforço de Ronaldo Passarinho e equipe, e da boa vontade da juíza Ida Selene em solucionar as pendências.    
 
 
São cenas impressionantes, algumas chocantes pelo hiper-realismo, as do documentário “Os dois Escobar”, exibido na TV a cabo. A promiscuidade da relação entre o futebol colombiano e os cartéis de Cáli e Medellín nos anos 80/90 é o tema central da narrativa. Nem o grande time montado por Francisco Maturana, que foi à Copa de 1994 como nova sensação sul-americana, escapou às garras dos barões da droga no país.
O filme trata da caçada ao maior traficante do mundo e da execução sumária do zagueiro e capitão Escobar – que não era parente do capo Pablo. O fato é que, com o desmanche dos cartéis, o futebol que gerou Rincón, Asprilla e Valderrama entrou em colapso e afundou de vez.
Os papéis se confundem nas ações contraditórias dos jogadores em relação aos bandidos. Higuita e outros astros eram regiamente pagos para disputar jogos no sítio de Pablo Escobar, que apostava alto com outros chefes. Sem dúvida, uma página negra da história do futebol passada a limpo em pinceladas de bom cinema e reconstituição histórica. Para entender melhor o mundo (e o submundo) do futebol no continente, vale a pena ver. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 14)  

16 comentários em “Coluna: Favoritismo justificado

  1. O bicolor amazônico tem faro de títulos e sempre está as oroximidades. Creio que a mudança da direção técnica foi a maior acertada do LOP na atualidade. O Independente é um bom time, mas não tem a pegada para tal frente o Campeão dos Campeões.

    No tocante ao Leãozinho, sabe-se que negociou dívidas e o pesadelo continua. A atual diretoria criticou em excesso AK e acabou fazendo as mesmas besteiras. A promessa de um novo projeto para 2012 é outro recomeço de engodos.

    Quantos aos colombianos que se virem nos 30, pois agora sabem a droga que são ou eram.

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    1. Berlli,

      É verdade que o Independente é menos perigoso que o Cametá e por isso as coisas ficaram mais fáceis para o time bicolor, mas é verdade também, que o Independente não vai enfrentar o elenco Campeão dos Campeões, nessa final.

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      1. Caro FALCONI.

        Nada é igual aos antes, mas a marca fica. O maior do norte
        tyem que provar em campo a sua soberania e é isso que esperamos. O galo pode cantar, por que não?

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  2. O Grande Bicolor Amazônico, é realmente o favorito para conquistar o Tri em 2011, falta-nos gestão administrativa profissional, no entanto, esse provincianismo do LOP, massacra a Fiel Nação Celeste, por isso, mesmo quando acerta, caso da contratação do Roberto Fernandes, a torcida continua com o pé atrás; aliás, a contratação da nova CT, penso que deveria haver ocorrido antes dos amistosos de Santana e Macapá, se assim o fosse, tanto Comissão Técnica, quanto atletas, estariam, mais confiantes e com menos dúvidas para essa decisão, que afirmo, somos favoritos sim, é só jogar o que sabe e correr em campo, suar a camisa mesmo, pois o time do Independente é muito bravo e não se entrega em nenhum momento, vide o tempo da marcação dos dois gols, contra o cametá.
    Em relação ao adversário, as notícias que de lá emanavam, tratavam de renovação, valorização da base, dispensa de todos os atletas profissionais do atual plantel e recomeçar da base, como forma de reduzir despesas e projetando auferir lucros com a negociação de jovens valores regionais, anteriormente, sempre desprezados; o que soava como alento até já que todos sabemos esse é o caminho, mas, isso é cantilena e antiga, bastou aventar-se a possibilidade do Independente desistir da vaga da série D, por falta de estrutura financeira, que o gatinho já se arvora em manter alguns profissionais, contratar outros para disputar a deficitária série D. Claro que essa possibilidade se concretizando, é a oportunidade para manter-se a linha delineada anteriormente, o clube teria uma competição nacional para se manter em atividades, auferindo rendas e ainda, uma vitrine para projetar seus valores de base e outros regionais, se reestruturando administrativa e financeiramente e por aí vai, mas, prá brasileiro não basta competir e se manter na mesma divisão, tem que entrar é para ser campeão; lá vem as carradas de bondes….de nôvo…..o planejamento alardeado, foi pro saco de novo, lá vem mais dívidas e a ciranda do endividamento volta a girar, mas nada disso me diz respeito, lamentos apenas.
    Reportando-me agora ao caso Escobar, a Colômbia, parece atuaqlmente, é aqui, aliás, bem alí, no Rio de Janeiro, qualquer semelhança com CBF, é de duvidar se será mera coincidência.

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    1. Mandou bem, Silas. Também acho que com uma eventual participação na D a leoa Elza só tende a afundar-se mais ainda e aumentar seu vexame. E lá estarão muitos lesos sofrendo.

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  3. Primeiro, é muito bom ter o amigo CB de volta e participando ativamente do blog, pois o mesmo faz falta, como todos aqui.
    – Gerson e amigos, está fazendo uns 4 dias que nem durmo(aliás o Passarinho está dormindo, agora com esse time que seus amigos montaram?), só pensando no PROJETO que o Sérgio Cabeça vai apresentar ao CONDEL, na quarta feira. Segundo o Dr. H. Gualberto, um dos ítens, é a venda do Baenão. Não, não, não é igual a venda que o Amaro queria fazer, até porque, com o Amaro, o dinheiro ía ficar com a Justiça. Ah, não pode. Dessa vez, sim é um verdadeiro projeto, onde por exemplo(dizendo ele) se vender o Baenão por 80 milhões, esse dinheiro ficará nas mãos de pessoas idôneas, corretas e, enumerou: Ronaldo Passarinho, Sérgio Cabeça….. . Hehehehe. Amigos, cara de pau, é muito pouco pra esses caras.
    – Anotem e, está gravado aqui no blog desde novembro de 2010: O Projeto deles, é o mesmo do Amaro. Só espero que tenham aprendido direitinho e, procurar perceber que, para nós torcedores, é melhor que esse dinheiro fique com a Justiça. Te contar…

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    1. Amigo Cláudio, voltei a Blumenau domingo dia 12 após 5 semanas de estada no território dominado pelos papa títulos e pouco foquei o futebol local, até porque o alvi-azul entrou de quarentena. Já distante, tenho mais tempo e disponibilidades de meios para participar deste bom espaço a mim cedido pelo amigo fora de série (no bom sentido) que é o Gerson, embora esteja na condição de escrever no escuro para depois ver minhas postagens vivas. Até parece Relâmpago, primeiro a claridade, depois a trovoada. Rsrsrs Um abraço….

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  4. A redução da dívida foi só no papel, quando os novos vencerem a dívida triplica, e aí os 80 milhôes serão usados para amortizá-las. Como alerta o Claudio, com esses gestores, é só enterrar o Caixão Roxo.

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    1. A redução é real, Otávio. Claro que qualquer acordo pressupõe respeito às cláusulas. E o histórico da atual diretoria é de pagamento de todas as parcelas até aqui.

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    1. O Dida além de ser um bom goleiro é daí da terra, mas se fizer alguma parecida como o que fazia o Higuita temo perder o amigo de ataque cardíaco.

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