Os limites da liberdade

Por Carlos Brickmann

A história circulava há muitos anos, mas sempre como fofoca: como o hoje governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tem certa semelhança com o compositor Chico Buarque de Holanda, comentava-se que seria filho dele. Como a história nunca foi publicada, era tratada como lenda urbana. Havia até, imagina-se, quem acreditasse nela.

Mas agora a coisa esquentou: um site editado em Taquaritinga do Norte, Pernambuco, publicou a fofoca como se fosse comprovadamente verdadeira. E a mãe de Eduardo Campos, a deputada federal Ana Arraes, do PSB pernambucano, reagiu duro: desmentiu a história, confirmou que Campos é filho dela e de seu falecido marido, o escritor Maximiano Campos, e deu queixa à polícia. Três dos responsáveis pelo site, segundo a polícia, já foram identificados, mas sua identidade não foi revelada. O advogado Antônio Campos, filho de Ana Arraes e irmão de Eduardo Campos, levanta a possibilidade de processá-los por calúnia, injúria e difamação. O Google foi notificado para retirar do ar as referências ao caso. Chico Buarque não quis comentar a notícia. Segundo sua assessoria, não deu importância ao caso, considerando-o “uma piada de internet”.

É um acontecimento importante: “território livre da internet” não significa que na web se possa escrever qualquer coisa, sem qualquer embasamento, apenas pelo prazer de ferir outra pessoa. Como em qualquer meio de comunicação, quem relata um fato deve estar em condições de responsabilizar-se por ele.

Começam as dispensas no Paissandu

O presidente do Paissandu confirmou a saída de Ney, Hebert, Alisson e Zeziel. Vânderson e Ari devem ser os próximos. O cartola teria se irritado com declarações do atacante Mendes e dispensado o jogador em função disso. Os jogadores Paulo Wanzeler e Billy negociam com o Independente para disputar a Série D. Ao mesmo tempo, Diogo Galvão não vem mais e o Paissandu sai à procura de Tatu, que defendeu o Ceará até o começo do ano.

A seleção do Troféu Camisa 13

Seleção do Campeonato Paraense, eleita por voto popular, no Troféu Camisa 13: Alexandre Fávaro; Sidny, Ari, Morisco e Fábio Gaúcho; San, Billy, Robinho e Gian; Rafael Oliveira e Leandro Cearense (foto). Técnico: Sinomar Naves. A lamentar as ausências de Marçal e Adson, do Independente. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Orgulho de ser jornalista

Sheyla Faro, presidente, e Daely Cunha e Nara Bandeira, integrantes da diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Pará, visitaram a redação do DIÁRIO nesta quarta-feira para divulgar as eleições na entidade, marcadas para o próximo dia 12 de julho, das 8h às 18h. Elas representam a única chapa inscrita, denominada “Orgulho de ser Jornalista”. Ao mesmo tempo, reforçaram os temas da campanha em favor da obrigatoriedade do diploma, cuja PEC está em fase de tramitação no Congresso Nacional. No registro de Ney Marcondes, na redação, Márcia Carvalho, este escriba baionense, Sheyla Faro, Aline Brelaz, Bruno, Nara Bandeira, Syanne Neno, Daely Cunha, Luiz Flávio e Esperança Bessa.

Coluna: A ciranda dos reforços

O fenômeno é tão manjado como a piracema ou a pororoca. A cada fim de campeonato paraense, os grandes da capital partem para o ritual do desmanche imediato. Normalmente, dispensam 10 a 15 jogadores e trazem quantidade igual ou superior para recompor o elenco. Por tão repetida, a providência nem surpreende ninguém. Causa, no máximo, comentários desolados, por parte dos torcedores mais conscientes e esclarecidos.
Fica óbvio que, ao montar o plantel para a disputa do torneio estadual no começo do ano, os dirigentes já trabalham com a idéia de desmontar tudo em junho, para logo em seguida ir às compras de novo e trazer “reforços” para a competição nacional (séries C ou D) que começa em julho.
Soa incrível que todos já não saibam os custos desse tipo de operação e as dificuldades óbvias que surgirão pelo caminho quanto à garimpagem de atletas realmente qualificados para reestruturar o time. E, quando a mudança envolve o comando técnico, as despesas são praticamente duplicadas, pois incluem salários e hospedagem dos auxiliares do novo treinador.
Foi precisamente o que sucedeu desta vez com o Paissandu. Depois de segurar Sérgio Cosme até os 46 do segundo tempo, resistindo à aberta hostilidade da torcida e aos maus resultados no segundo turno, a diretoria só despachou o treinador em maio.
Era de conhecimento até do reino mineral que Cosme não seria mantido para a disputa da Série C, mas o clube teimosamente prolongou sua permanência. Com isso, perdeu pelo menos dois meses antes da escolha do novo técnico. Esse tempo podia ter sido aproveitado para mudanças mais consistentes no time para disputar a final do campeonato e para a montagem do novo grupo para o torneio nacional.
A verdadeira legião que desembarca na Curuzu desde ontem é justificada pela necessidade de dar mais competitividade ao Paissandu na campanha em busca do acesso à Série B. De fato, a equipe vice-campeã estadual de fato não tinha a menor condição de representar o clube na Terceirona. Mas a falta de critério para escolher reforços faz a torcida mergulhar em dúvidas quanto às reais chances desse time na competição. 
Sobre os novos atletas pouco se sabe. Trata-se de uma aposta no escuro. Não há sequer um nome relevante no grupo. A única referência é que a maioria passou pelo Náutico (PE), ex-clube de Roberto Fernandes, o que não é tão animador assim, se levarmos em conta a desalentadora campanha do alvirrubro pernambucano na Série B. 
 
 
Seria bem mais simples se, a cada começo de temporada, os clubes se preparassem adequadamente para todas as competições previstas. O certame regional seria utilizado para dar consistência e preparo ao time para os torneios de âmbito nacional. Todos seriam mais felizes, principalmente o torcedor, livre dessa angústia cruel que se abate sobre o futebol paraense sempre na metade do ano.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 29)

IBGE: Marituba é a terceira cidade gay do país

Ranking atualizado pelo IBGE das cidades mais gays do Brasil: 

1º São José (SC) 

2º Balneário Camboriú (SC)

3º Marituba (PA)

4º Praia Grande (SP)

5º Niterói (RJ) 

6º Parnamirim (RN)

7º Florianópolis (SP)

8º Porto Alegre (RS)

9º Rio de Janeiro (RJ) 

10º Maricá (RJ)

Dona da maior parada gay do planeta, São Paulo está bem posicionada no ranking, aparecendo em 13º lugar. 

Antes que alguém pergunte, informo que Baião não aparece no tal ranking. Deve ser por causa da rampa.