Campeão paraense, Independente faz história

O Independente Tucuruí é o primeiro campeão estadual vindo do interior do Pará. O time derrotou o Paissandu nos pênaltis, por 3 a 0, na tarde deste domingo, no estádio Edgard Proença e levantou o título paraense da temporada. Os primeiros movimentos indicavam um Paissandu mais agressivo. Sidny avançava pela esquerda e movimentava os atacantes Rafael Oliveira e Mendes. A pressão surtiu efeito. Aos 13 minutos, a defesa do Independente parou o centroavante Mendes com falta na entrada da área. Sidny cobrou à meia altura. A bola desviou na barreira e enganou o goleiro Osmair, que substituía o titular Dida, barrado a poucos minutos do começo do jogo.

O Independente, que estava muito recuado até sofrer o gol, resolveu sair para o ataque e começou a criar oportunidades. Wegno e Joãozinho perderam duas grandes chances, aos 16 e 25 minutos, respectivamente. O Paissandu se fechou na defesa, tentando explorar os contra-ataques, mas passou a ser sufocado pela equipe de Tucuruí. Alexandre Carioca, que marcava Gian, levou cartão amarelo. O time parecia nervoso apesar da vantagem no placar. Aos 38 minutos, uma trama do ataque resultou no empate do Independente: Gian tocou bola para Marçal, este passou para Fábio, que devolveu para o meia dentro da área. Ele bateu de curva, fora do alcance de Alexandre Fávaro. Golaço de Marçal. Três minutos depois, Wegno aproveitou cruzamento de Marçal para a pequena área e desviou para as redes, depois de falha do zagueiro Diguinho. Aos 46 minutos, veio o terceiro gol: Joãozinho recebeu passe diante dos zagueiros e chutou rasteiro no canto de Fávaro.

No intervalo, Roberto Fernandes tirou Alisson e botou Sandro no time e substituiu Andrei por Héliton. E foi o atacante que descontou, logo aos 9 minutos, aproveitando rebote do goleiro Osmair em cobrança de falta de Mendes. O Independente se mantinha cauteloso, esperando oportunidades para contragolpear. Aos 32 minutos, Gian cabeceou bola no travessão de Fávaro. Logo em seguida, Sinomar decidiu fechar ainda mais a defesa, trocando o atacante Wegno pelo volante Moisés. Aos 41, em perfeito lançamento de Marçal, Joãozinho invadiu a área e bateu na saída de Fávaro, que desviou a bola com o braço. Sinomar partiu então para a segunda mudança defensiva: tirou Gian e pôs o zagueiro Marraqueti no time. O castigo veio a galope: aos 44, após confusão na intermediária do Independente, a bola sobrou para Sandro chutar forte e empatar novamente a partida.

Com o empate no tempo normal, a decisão foi para os penais e aí veio nova surpresa. O Paissandu desperdiçou todas as três cobranças iniciais. Sidny, Rafael Oliveira e Mendes mandaram a bola por cima do gol. Os batedores do Independente, ao contrário, foram certeiros: Fábio Gaúcho, Lima e Adson converteram as suas cobranças e garantiram o título histórico. (Fotos 1 e 2: MÁRIO QUADROS; foto 3: NEY MARCONDES/Bola)

Leandro Cearense, o melhor?

Faltam 90 minutos para definir o campeão paraense da temporada. Ao longo do torneio, poucos jogadores conseguiram manter um nível técnico destacado. Robinho foi o craque do primeiro turno. Rafael Oliveira, Fábio Gaúcho e Leandro Cearense também tiveram grande desempenho. Na segunda metade da competição, Leandro Cearense se sobressaiu, assumindo a artilharia da competição (21 gols). Fábio, Marçal e Gian apareceram bem, mas Rafael e Robinho caíram de produção. Por tudo o que ocorreu até agora, Leandro é o melhor do campeonato, mas Rafael, Fábio, Marçal e Gian ainda podem virar esse jogo.

Pensata: Carona

Por André Kfouri, do Lance!

Na quinta-feira passada, dia seguinte ao tri do Santos na Copa Libertadores, vários anúncios comemorativos apareceram nas páginas esportivas dos jornais. Mensagens pagas de patrocinadores e parceiros, associando-se ao momento histórico. Um deles chamou especial atenção. Trazia a foto do ex-presidente santista Marcelo Teixeira, ao lado de uma garrava de vinho com o distintivo do clube no rótulo. Um texto curto, em português mal empregado, fazia a relação entre boas uvas, bons vinhos, boa base, bons times e títulos. Na parte de cima do anúncio, pequenas fotos de jogadores produzidos no Santos. Especialmente, claro, Ganso e Neymar.

A peça publicitária se apresentou ao leitor como uma homenagem de torcedores ao dirigente, uma evidente tentativa de parabenizá-lo pela conquista. Um fato: Marcelo Teixeira foi o presidente do Santos que contratou e investiu em Neymar, quando o astro era um pré-adolescente que povoava a imaginação dos torcedores. O percentual de participação do ex-cartola numa noite como a da última quarta-feira é uma questão de opinião. É mais ou menos como calcular o mérito do primeiro patrocinador de um tenista que, anos depois, prova-se um campeão. Entre um momento e outro, a distância é longa.

Principalmente porque Neymar poderia ter saído do Santos há coisa de um ano, rumo ao futebol inglês. O Chelsea tinha a transferência bancária de 35 milhões de euros a um clique no mouse. Só não aconteceu porque Neymar não quis ir. Porque a atual diretoria lhe mostrou uma alternativa. Se a questão aqui é identificar uma decisão diretamente relacionada à terceira estrela da Libertadores, ela aconteceu em agosto do ano passado. E foi uma decisão muito mais complicada, muito mais exigente, do que contratar uma promessa. Marcelo Teixeira também era o presidente do Santos na época da penúltima versão dos “meninos da Vila”, simbolizada por Diego e Robinho. Sobre aquele time (campeão brasileiro em 2002 e 2004, vice da Libertadores em 2003), lamenta-se o fato de ter durado pouco. Diego, Elano, Alex e Renato foram embora em 2004. Léo e Robinho, no ano seguinte. Se pode-se dizer que Teixeira os revelou, deve-se dizer que ele os negociou.

O futebol de um país exportador de jogadores só atingirá seu verdadeiro potencial quando inverter a mão de direção. Para isso, a manutenção de ídolos (ou candidatos a) em nossos gramados é crucial. Que seja por um ano, ou por seis meses. No cenário atual, não vender é muito, muito mais difícil do que vender pelo preço certo. O plano elaborado para convencer Neymar a não ir para o aeroporto talvez seja o ponto mais alto da gestão de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. Mesmo que você pense que o Santos seria campeão da América sem ele.

Clubes de futebol servem para uma coisa: ganhar títulos, mantendo-se no limite da insolvência. O dinheiro gerado deve ser reinvestido no time, para que seja mais forte, mais vencedor e mais valioso. Há jogadores que valem qualquer esforço, como a operação para manter Neymar provou.

A frase do dia

“A maioria dos jogadores da base ganham um salário mínimo. O Betinho ganha mil reais. Ele é um futuro tremendo. Quando você vê, esses jogadores que chegam de fora têm tudo por conta do clube e um atleta que está começando e precisa, não tem condições”.

De Carlinhos Dornelles, coordenador das divisões de base do Remo.

Copa 2014: Seleção só jogará nas grandes arenas

A Fifa já bateu o martelo: a Seleção Brasileira só jogará nos maiores estádios da Copa-2014. Assim, caso o time chegue até a final, somente Rio, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte vão receber o escrete. Fortaleza, Salvador e Porto Alegre disputam as últimas vagas para abrigar os jogos da equipe nacional. A informação está em reportagem publicada neste domingo pela Folha, assinada por Martín Fernandez e Sérgio Rangel, enviados especiais a Los Cardales (Argentina). A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL.  O Brasil deve jogar em, no máximo, seis cidades. Os finalistas farão sete partidas ao todo na Copa. Dos estádios do Rio, de São Paulo, de Brasília e de Belo Horizonte, o menor (o Mineirão) terá capacidade para 65 mil torcedores. Os outros dois estádios, que poderão receber os jogos do Brasil, ainda não foram definidos. Fortaleza, Salvador e Porto Alegre levantam arenas para aproximadamente 60 mil torcedores e são as opções. Manaus, Cuiabá, Curitiba, Recife e Natal estão definitivamente fora do roteiro da Seleção. As arenas dessas cidades abrigarão cerca de 40 mil torcedores.

River joga hoje por 110 anos de história

Da Folha SP

Restam 90 minutos para salvar 110 anos de história. Neste domingo, às 15h, o tradicional e outrora poderoso River Plate precisa vencer o modesto Belgrano de Córdoba por dois gols de diferença para evitar seu primeiro descenso. Trata-se do jogo de volta do mata-mata que define quem cai e quem fica na primeira divisão na próxima temporada. No primeiro, o River perdeu por 2 a 0. Não há outro assunto na Argentina. A Copa América, o aniversário de Messi, o Boca Juniors, os argentinos em Wimbledon, nada importa. A derrota em Córdoba no jogo de ida, quarta-feira, teve invasão da torcida e ameaças a jogadores e dirigentes.

Por isso, ao voltar para Buenos Aires, o time se escondeu de torcida e imprensa. O rebaixamento na Argentina se dá pela média de pontos nos últimos três anos. Por isso a responsabilidade pela situação é dividida entre a atual e a antiga diretoria. As acusações recaem igualmente sobre o ex-presidente José Aguilar e o atual, Daniel Passarella, ex-capitão, ex-técnico e cada vez menos ídolo e mais vilão. O River já é alvo de todo tipo de piada. A torcida do Boca, seu maior rival, tem um repertório infinito de trocadilhos e slogans pejorativos para desfrutar da crise do rival. Para piorar, há um time chamado Boca Unidos na Segundona, o que geraria um “superclássico genérico”.

NA TV
River Plate x Belgrano
16h – Esporte Interativo e Sportv 2