Por Gerson Nogueira
Foi um jogo vibrante, de duas torcidas alegres e entusiasmadas nas arquibancadas da Arena Castelão, em Fortaleza. Pena que só em raros momentos os times corresponderam a essa vibração. O duelo entre brasileiros e mexicanos foi marcado por muitos passes errados, poucas jogadas de área no primeiro tempo e uma profusão de chuveirinhos. Jogadas isoladas deram uma pitada de emoção na reta final.
De maneira geral, porém, faltou criatividade e sobrou correria.
Os mexicanos, que não paravam de pular e incentivar seu time, saíram comemorando o 0 a 0, mas na verdade o placar representou uma nota para os dois lados, que atuaram de maneira apática e tomando excessivos cuidados. Com Ramires no lugar de Hulk, o Brasil tinha três volantes à frente dos zagueiros e ainda assim permitia ousadias do adversário.
Por não conseguir marchar até a grande área, o México optava por um expediente mais inteligente. Arriscava chutes de média e longa distância, com Herrera (o melhor chutador), Guardado e Vásquez. Seus homens de frente, Giovani e Peralta, pouco apareciam, mas quando partiam com a bola dominada criavam bons momentos.
Do lado brasileiro, pouquíssimas tentativas de fora da área. Organizador do time, Oscar se viu restrito à faixa esquerda do campo, jogando com Marcelo e tentando aproximação com Ramires, o mais avançado dos volantes. Não deu certo. Ao contrário dos croatas, que saíam ao ataque e abriam brechas atrás, o México ia com parcimônia e raramente deixava seu campo de defesa desprotegido.
Sem Oscar para abastecer o ataque, Neymar viu-se novamente sobrecarregado. Tinha que buscar bola no meio-campo, pois lá na frente os cruzamentos raramente chegavam em boas condições de aproveitamento.
Incumbido da dupla missão de ser arco e flecha, o atacante cansou cedo, sem conseguir vencer a duríssima muralha de defensores mexicanos. Ainda assim, foi o mais ativo dos dianteiros brasileiros. Seu cabeceio, aos 22 minutos, quase abriu caminho para a vitória, mas Ochoa estava lá. Nos instantes finais, Neymar partiu com a bola dominada tentando dribles, mas parava em três, até quatro mexicanos.
A atuação de Ochoa, por sinal, merece registro. Espalhafatoso, como manda a tradição azteca, saiu-se muito bem no jogo em situações pontuais. Estava no lugar certo na bola cruzada na área que Fred não conseguiu acompanhar, aos 26 minutos, e no cabeceio fulminante de Tiago Silva nos minutos finais do jogo.
Júlio César apareceu bem em dois chutes cruzados de Herrera e viu passar muito próximo ao travessão pelo menos cinco disparos de meio-campistas mexicanos.
Felipão certamente vai lamentar a ausência de Hulk, o que já é absurdo, mas a verdade é que o Brasil depende hoje excessivamente do talento de Neymar. As mexidas inócuas (Bernard, Jô e William) comprovam que nenhum outro jogador, nem mesmo Oscar, consegue dar sequência às jogadas com a confiança que o camisa 10 tem. Não há um parceiro para dividir responsabilidades. Os adversários percebem isso e tratam de fechar os caminhos, tarefa facilitada porque só é preciso cuidar de um craque.
As dificuldades atuais, conhecidas há tempos, estão muito mais fincadas na safra ruim de boleiros do que no esquema confuso que Felipão idealizou para o time. Fazia muito tempo que o Brasil não tinha um time tão carente de craques. Em função disso, os adversários mais modestos (como o México) perdem o respeito e jogam de igual para igual, mesmo em território brasileiro. É a dura realidade.
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Felipão e sua limitação de trunfos
Todo mundo já sabia que o México iria jogar fechado e saindo só nas boas para tentar matar o jogo. Apesar desse projeto anunciado, o Brasil se descuidou demais na cobertura e quase entregou a rapadura ainda no primeiro tempo. Peralta e Giovani apareceram pouco, mas sempre com perigo.
A incapacidade brasileira de articular jogadas em profundidade, como se viu na Copa das Confederações, talvez tenha como causa os cuidados que os adversários passaram a ter em relação à Seleção. Ninguém sai afoitamente para brigar pela bola no meio ou no ataque.
O México deixava sempre oito jogadores antes da linha média, resguardando-se ao máximo. A Croácia foi apenas um pouco mais ousada na estreia, mas o Brasil deve se preparar para encarar oponentes cada vez mais dispostos a impedir que o jogo de movimentação intensa não seja executado.
Resta saber se, além de saídas rápidas e velocidade no ataque, Felipão tem alguma outra carta na manga para usar no Mundial. Do atual grupo de jogadores será difícil extrair mais do que transpiração e boa vontade, virtudes maravilhosas, mas insuficientes para ganhar uma Copa.
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Um show de participação da torcida
O público de Fortaleza merece um capítulo à parte no quesito participação e incentivo. Superou a animação paulista no Itaquerão, com a vantagem extra de não se preocupar em xingar a presidente – que aqui não estava. Apoiou apaixonadamente a Seleção, antes e durante a partida. Enfeitou suas casas, desfilou com a camisa canarinho e embandeirou carros.
Fez um barulho infernal na Arena Castelão, sustentando um duelo intenso com os mexicanos. Brilhou ao entoar o hino nacional à capela, como já virou tradição depois que a torcida paraense inaugurou a prática, no Super Clássico das Américas, no Mangueirão.
Enfim, a galera cearense fez tudo aquilo que está ao alcance de uma torcida. Em determinados momentos, parecia a pique de entrar no campo para resolver um jogo enjoado e complicado.
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Brasil pode lucrar com o mau passo
Há resultados que podem ser muito educativos. Depois de exibições primorosas de Holanda e Alemanha, boa atuação da Itália e pouco convincente estreia da Argentina, pode-se considerar que somente a Espanha fracassou entre os favoritos destacados. Mas, por outro lado, o tropeço brasileiro de hoje tem um impacto significativo, pois expôs as fragilidades dos donos da casa.
Deve semear entre os adversários a convicção de que o bicho não é tão feio assim. E é justamente essa sensação que pode terminar beneficiando o Brasil, que terá mais um jogo (contra Camarões) para tentar ajustar suas linhas e reorganizar suas valências ofensivas.
Ainda dependendo apenas de suas forças para se classificar, o Brasil terá que passar pelo time africano já atento ao cruzamento seguinte, provavelmente contra Espanha ou Chile. Aí, sim, nenhum erro será permitido.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 18)

Várias peças do Brasil são inteiramente nulas, quase meio time. Via-se que os jogadores estavam inteiramente perdidos em campo pois o Brasil não tem técnico.
Felipão já começa a dar sinais de intranquilidade, tentando provocar a imprensa na coletiva. Estava ansioso para provocar um bate-boca e, com isso, inflamar seus jogadores dizendo que “estão todos contra nós”. O ridículo “pronunciamento” do Fred, jurando de pés juntos que sofrera penal tinha o mesmo objetivo. Visava gerar críticas da mídia, que felipão usaria para mexer com os brios de seus jogadores, tática que ele vem empregando há dez anos e já não funciona mais de tão manjada. Como já está mais do que claro, felipão é apenas um motivador, não um técnico. Mas agora, com o peso da idade e o elenco fraco que tem na mão, só resta a ele esse artifício mequetrefe e batido.
Convocou atletas que não têm a mínima condição, como Daniel Alves, e Fred (gratidão pela copa das conf.) Paulinho (pegou corda da mídia paulista). Marcelo é outra enganação – tentou simular um penal ontem ainda mais patético que o do Fred. Oscar se escondeu, claramente fugiu do jogo. Neymar se perdeu no eterno individualismo. A coisa está pretíssima, pois a equipe é fraca e a maioria não tem rodagem para uma copa do mundo.
Depois da enganosa copa das conf., a mídia disse que eles eram craques e parece que de tanto ouvir eles acreditaram. Não se leva a sério um torneio daqueles, onde os adversários estão de férias, andando em campo e torcendo para que a competição acabe logo. Na copa, os times jogam sério e vemos a dura realidade. O brasil preso na marcação, com jogadores bisonhos, que não esperavam pela resistência dos adversários. Pensaram que seria a moleza de um ano atrás.
A mídia distorceu muito do que foi a partida, focando no goleiro mexicano, e ignorou as defesas de Júlio César, bastante exigido também. Não foi uma partida de um time só, como deram a entender. O méxico poderia ter ganho também, pois criou suas chances.
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Eu disse antes que precisariamos observar esse jogo contra o Mexico para se ter uma dimensão quanto à qualidade e o padrão de jogo do nosso escrete. Pois bem, ficamos atentos e ao final do jogo só nos resta dizer na minha humilde opinião, que vendo o desempenho de outras seleções acho dificil o Brasil conseguir o almejado hexacampeonato nesse mundial. Esse jogo só evidenciou os erros táticos dessa seleção, centroavante que não aparece no jogo inteiro, já demonstra o erro tático implantado, três jogadores de contenção que não se entendem e não preenchem os espaços do meio campo, dando condições para que o mexico chegasse com bastante perigo em nossa área, e pra finalizar o deslocamento do jogador mais criativo, o oscar, pra jogar praticamente na direita do ataque sem produzir grande coisa. MInha empolgação em torcer está minando, espero que tudo previsto por mim neste comentário, seja apenas delírio de um torcedor apaixonado pela minha seleção, sonhando que no próximo jogo a seleção se acerte em campo, assim nos enchendo de otimismo para às partidas seguintes.
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Vai se acertar – contra camarões até o time da minha rua. Agora, no mata-mata, será dificílimo! Tanto chile quanto holanda tem equipes superiores à nossa.
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