O técnico Lecheva ainda tem dúvidas para definir o time do Paissandu para enfrentar o Remo no próximo domingo. O principal problema é Vânderson, que se recupera de contusão e pode desfalcar a equipe. Caso não posso jogar, o candidato à vaga é Neto, que marcou um golaço contra o Águia no último domingo. A mais provável formação é a seguinte: Paulo Rafael; Pikachu, Douglas Silva, Tiago Costa e Bryan (Jairinho); Billy, Vânderson (Neto), Cariri e Robinho; Adriano Magrão e Héliton (Tiago Potiguar). Na foto acima, a comemoração de Héliton na vitória do Papão sobre o Leão no primeiro turno (foto: Mário Quadros/Bola).
Mês: março 2012
Leão já está escalado para o clássico
O Remo está praticamente definido para o clássico contra o Paissandu, domingo. Flávio Lopes deve escalar a seguinte equipe: Adriano; Tiago Cametá, Diego Barros, Edinho e Aldivan; André, Jhonnatan, Betinho e Reis; Fábio Oliveira e Cassiano. Joãozinho e Marciano são opções para o ataque. Na foto acima (de Mário Quadros/Bola), Diego Barros e Jhonnatan, confirmados na equipe titular.
A frase do dia
“O Ronaldo fala isso porque ganha comissão do Real Madrid [se Neymar for vendido para o time espanhol]. E quando você pensa em encher o bolso fala qualquer coisa. Já o Andrés, quando fala que teria vendido Neymar na primeira oportunidade, mostra bem as diferenças entre nos dois, não que eu seja melhor. Mas ele fica com o Adriano, eu fico com o Neymar. Se o pensamento deles está certo, como explicar Pelé, Pepe e Zito que não precisaram ser vendidos para chegar ao auge? Então, de um lado dessas opiniões tem interesse econômico. Do outro, tem dor de cotovelo. Não me incomodo, esse tipo de declaração pega mal para eles. Eu dou risada. Os cães ladram e a caravana passa.”
Do presidente Luiz Álvaro de Oliveira Rabelo, do Santos, sobre as opiniões de Ronaldo Fenômeno e Andrés Sanchez sobre Neymar.
Para reinventar o futebol brasileiro
O diário Lance! apresentou uma proposta para repaginar o futebol brasileiro atual, a partir das mudanças na CBF. Confira os nove pontos:
1- UMA NOVA GESTÃO
Mudança estatutária criando o Conselho de Administração(CA), abaixo do qual se situaria a diretoria executiva, profissional, responsável pela gestão cotidiana. O CA, formado por brasileiros de alta reputação e compaixão pelo futebol, não tem remuneração e tem a responsabilidade de contratar e demitir a diretoria, além da condução das grandes estratégias para o crescimento do futebol do Brasil. A eleição do próximo presidente da CBF seria a última de um só nome. Nas próximas, se candidatariam chapas, já com os nomes dos conselheiros. O número de conselheiros deve ser de 6 a 8, sendo que o presidente do CA tem o voto de desempate.
Este primeiro CA teria um mandato “Constituinte”, absolutamente alinhado com necessidade de revisão dos estatutos no sentido de, democraticamente apontar caminhos para o desenvolvimento do futebol brasileiro. Ao contrário do sistema atual, os clubes que disputarem no ano da eleição da CBF uma das quatro séries do Campeonato Brasileiro terão direito a voto e a indicação de nomes para a composição das chapas que disputarem as eleições.
2 – O USO DAS RECEITAS
Parcela importante da receita bruta da CBF (no mínimo 50%) passará a ser direcionada pelo seu estatuto, sem passar pelos cofres da entidade, para um FUNDO DE FOMENTO AO FUTEBOL que financie clubes e competições entre clubes promovidas pela CBF. O FFF teria uma forma de gestão compartilhada entre a confederação e os clubes, a ser definida em norma. Seria tarefa deste FFF contribuir com a contrapartida que alguns clubes possam necessitar para viabilizar a construção de Centros de Treinamento, a estruturação das divisões de base e a construção ou reforma de estádios de modo a atender às novas exigencias legais e às demandas de conforto e segurança. Parte dos recursos seria empregada, ainda, no pagamento integral de despesas de passagens, hospedagem e arbitragem das terceira e quarta divisões do Campeonato Brasileiro, o que vai significar economia para os clubes e aumentar a competitividade destas divisões de acesso.
A CBF estaria limitada em seus gastos de administração e operação a, no máximo, a parcela de receitas que entrasse nos seus cofres, sendo vetado aos seus executivos a realização de deficit orçamentário. A entidade deve apresentar e fazer publicar, trimestralmente, o seu balanço econômico/financeiro, como o fazem as maiores empresas – inclusive no site da entidade.
3- O PAPEL SOCIAL
Às atividades profissionais da CBF, prioritárias, deve ser agregada uma forte atuação social, usando o futebol como ferramenta de inclusão, especialmente voltada para crianças e adolescentes e de acordo com políticas nacionais de incentivo à prática esportiva. Deve também viabilizar a presença nos estádios, formando os torcedores do futuro. Será obrigação da entidade a publicação regular do balanço social, como é norma das empresas mais modernas do país.
4- A MUDANÇA DO CALENDÁRIO
Mudança no calendário para adaptá-lo ao dos grandes eventos de clubes e seleções e ao modelo praticado na maior parte do mundo é tarefa urgente. O aproveitamento ideal do calendário atual está comprometido por não termos férias no meio do ano, pela realização das competições continentais (Libertadores e Copa Sul-Americana) simultaneamente no mesmo semestre e pela ausência de clubes importantes da primeira divisão na Copa do Brasil. Além disso, o fato de que a Copa do Mundo, a Copa América e os Jogos Olímpicos serem disputados no meio do ano impõe que se paralise as competições mais importantes do país, perdendo os clubes importante período de atividade e compromentendo sua saúde econômica.
Esse novo calendário deve ter um período de pré-temporada, aliado com os países europeus permitindo aos times brasileiros excursionarem e, com isso, propagarem suas marcas globalmente, valorizando-as. Medida que terá efeito imediato no aumento de patrocínios e estimulará o consumo de produtos brasileiros em todo o mundo. Os estaduais e/ou regionais serão realizados no início de temporada e não poderão exceder a dez datas, livrando assim os clubes de primeira e segunda divisão de disputarem um excessivo número de jogos com prejuízos econômicos, fruto do desinteresse crescente dos torcedores.
5- A FORMAÇÃO DAS LIGAS
A CBF deve ter o compromisso de fomentar a criação e de atuar em harmonia com uma Liga Nacional de clubes, nos moldes dos países europeus. É a única maneira de termos no futuro os nossos clubes entre os maiores do mundo. Para tanto, o calendário e o sistema de disputa são peças essenciais mas não suficientes para globalizar os times do Brasil. Com a Liga, poderemos ampliar a nossa fatia nas fortunas do futebol mundial, fortalecendo as marcas dos clubes e arrecadando receitas de televisionamento e merchandising por todo o planeta. Os nossos campeonatos não são exibidos no exterior da forma como deveriam ser por que nunca foram pensados de fato para tal objetivo.
O futebol de clubes gera muito mais recursos que o de Seleções, que tem na Copa do Mundo sua maior atração, de quatro em quatro anos. A Champions League, só de TV, fatura quase o dobro que a Copa do Mundo, medindo-se períodos de quatro anos. Somente teremos condições de manter aqui uma parcela significativa dos nossos craques se passarmos a rivalizar em importância com as competições mais bem-sucedidas do mundo e com os clubes mais fortes. Este talvez deva ser o maior gol que a CBF pode marcar num cenário de cinco anos.
6- SEGURANÇA NOS ESTÁDIOS
A falta de proteção e conforto é o maior entrave para o aumento de público nos estádios. A CBF deve ser a maior articuladora e cobradora da implementação das novas políticas de segurança para o torcedor, seja cobrando do Judiciário o bom funcionamento dos tribunais de rito sumário para os estádios, seja articulando nacionalmente, com reduções de custos, itens como seguro de acidentes, assistência médica nos eventos, entre outras medidas. O resultado disso será a maior presença de famílias e um verdadeiro espetáculo de entretenimento, como deve ser o futebol.
7- NOVA ARBITRAGEM
A CBF deve trabalhar para criar a profissão de árbitro no país. Todos os que gravitam no futebol são profissionais, hoje em dia, menos os árbitros. Deve-se ampliar os investimentos na capacitação desses profissionais. Há de se garantir, ainda, a plena independência da comissão de arbitragem da entidade, submetendo o seu dirigente à aprovação do Conselho de Administração e criando mecanismos que impeçam formas de pressão e garantam a lisura do processo.
8- A JUSTIÇA DESPORTIVA
A Justiça Desportiva deve ser um braço do Judiciário Federal, remunerada em orçamento, e autonôma em relação às Federações e Confederações.
9- COMBATE À PIRATARIA
A CBF deve ter o compromisso prioritário de combater a pirataria dos produtos oficiais dos clubes, por meio de gestão política para se estabelecer convênios com a Secretaria da Receita Federal e com o Confaz visando a um aumento da arrecadação dos Estados e da União. Poderia se estabelecer um percentual de contribuição dos clubes/fabricantes para programas sociais, assim gerando um incentivo.
Capa do DIÁRIO, edição de quinta-feira, 22
Capa do Bola, edição de quinta-feira, 22
Começa a venda de ingressos para o Re-Pa
Os ingressos para o Re-Pa de domingo começam a ser vendidos nesta quinta-feira, das 9h às 16h, nas bilheterias de Baenão e Curuzu, nas sedes do Paissandu e da FPF, e no ginásio Serra Freire (Braz de Aguiar). Os preços são os seguintes: arquibancada, R$ 20,00; cadeira, R$ 50,00; e meia-entrada, R$ 10,00. Ao todo, serão disponibilizados 38.600 ingressos. Com os ingressos para credenciados (3.400), o público total previsto é de 42 mil ingressos. As gratuidades e ingressos de meia-entrada serão disponibilizados no sábado, a partir das 9h, na Curuzu e no Baenão. No domingo, haverá venda de ingressos a partir das 9h no Ceju e no Detran.
Botafogo passa pelo Treze nos pênaltis
Na decisão por pênaltis, o Botafogo venceu por 3 a 2. Foi um sufoco dos diabos.
Messi bate mais um recorde
Afinal, quem tem a maior torcida?
O futebol, fonte de paixão para milhões de brasileiros, nem sempre consegue ter uma tabulação precisa do tamanho das torcidas no Brasil. Na semana passada, o Ibope e o Lance! publicaram novo levantamento apontando resultados surpreendentes, principalmente por destacar o crescimento de clubes do Nordeste. Há, ainda, uma pesquisa (de janeiro de 2012) do IBGE, que não deixa de ser polêmica pois inclui Portuguesa, Guarani, Vila Nova (?), Goiás (??), Paraná (???), Avaí (????) e Figueirense como clubes mais populares que a dupla Re-Pa, por exemplo. Abaixo, os gráficos das duas pesquisas para discussão dos comentaristas do blog.
Outono dos poderosos
Por Juca Kfouri
Aos 95 anos e depois de ter renunciado ao COI para dele não ser expulso por corrupção, João Havelange está em estado grave no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. Seu ex-genro, Ricardo Teixeira, depois de 23 anos no poder, renunciou ontem também na Fifa, como já havia feito uma semana atrás na CBF e no COL. E são cada vez mais fortes os rumores de que Joana Havelange, neta de João e filha de Ricardo, não resistirá muito tempo no cargo que ganhou de presente do pai no COL. São as agruras de março fechando o verão e antecipando o outono do patriarca e seus protegidos. Nem a literatura fantástica latino-americana imaginaria um final tão inglório.







