Parazão 2012 – Classificação do returno

POS TIMES PG J V E D GP GC SG AP
Remo 10 4 3 1 0 9 3 6 83.3
Independente 7 4 2 1 1 9 6 3 58.3
São Francisco 7 4 2 1 1 11 9 2 58.3
Paissandu 7 4 2 1 1 5 4 1 58.3
Cametá 4 4 1 1 2 6 8 -2 33.3
Águia 4 4 1 1 2 6 9 -3 33.3
Tuna Luso 3 4 1 0 3 5 9 -4 25.0
São Raimundo 2 4 0 2 2 4 7 -3 16.7

Público de 5,5 mil torcedores no Baenão

O jogo Remo x Cametá teve público pagante de 5.591 torcedores, proporcionando arrecadação de R$ 68.354,00. Tirando as despesas, coube ao Remo o valor líquido de R$ 38.550,99. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Jogo de um tempo só

Por Gerson Nogueira

O Remo dominou as ações no primeiro tempo porque foi mais organizado e rápido. Com três homens fixos na frente, acuou o Cametá em seu próprio campo e marcou a saída de bola adversária, impedindo o avanço dos alas. Os gols (de Joãozinho) vieram naturalmente. Duro de ver foi o segundo tempo, que foi excessivamente lento e sem vibração.
Um dos truques usados por Flávio Lopes para dominar o Cametá foi colocar sempre um jogador nas costas dos alas Américo e Souza. Joãozinho e Cassiano se revezaram nessa função, com o auxílio de Aldivan pelo lado esquerdo. Botou velocidade e anulou uma das fortes alternativas de Cacaio, que é o apoio dos alas aos atacantes Jailson e Rafael Paty.
Apesar de Reis não ter funcionado plenamente como meia de ligação, exagerando às vezes nas firulas, o Remo se instalou na meia-cancha e envolveu o Cametá, que em certos momentos pareceu surpreso com a postura tática do adversário.
Mais importante: Lopes posicionou os volantes André e Jhonnatan à frente dos zagueiros, com a missão de dar combate direto aos armadores Ratinho e Soares. Essa providência matou a ligação com os atacantes.
A força desse novo time do Remo vem, além da arrumação tática que o técnico tem conseguido dar, da movimentação de todos os jogadores. Todos marcam de perto, ninguém fica esperando pelo companheiro.


Acima de tudo, há uma preocupação em valorizar a posse de bola e em recuperar quando ela está com o adversário. Claro que essa dinâmica depende essencialmente de condicionamento físico, o que expõe o mau preparo da equipe no primeiro turno.
Lopes arriscou tudo escalando três atacantes – Fábio Oliveira, Joãozinho, Cassiano. Em determinados momentos, Reis se juntava ao grupo e o time chegava com uma linha de quatro, como nos velhos tempos do 4-2-4. O plano funcionou conforme previsto e o Cametá mostrou-se incapaz de sair da armadilha.
No segundo tempo, poucas mudanças de ordem tática, mas a partida perdeu a vibração. O Cametá insistia nas mesmas jogadas pelo meio, sem sucesso, e o Remo parecia acomodado e satisfeito com o resultado construído no primeiro tempo. Para aumentar a apatia remista, Soares foi expulso e o jogo ficou ainda mais desigual.
Reis corria muito pelo meio, acionava Cametazinho e Cassiano, mas a bola não chegava mais à área cametaense com a freqüência inicial. A torcida cobrava ação, vaiava, mas os jogadores não atendiam.


O Cametá ameaçou em duas arrancadas de Marcelo Maciel e uma chegada de Ratinho, mas ficou nisso. Lopes tirou Jhonnatan e lançou Juan Sosa, fechando ainda mais o setor defensivo. Tudo sob controle, vitória garantida, mas a pisada no freio deixou o torcedor meio cabreiro. 
 
 
O choque entre Jaime e Tonhão, que lesionou seriamente (fratura na perna) o zagueiro cametaense, foi o chamado acidente de trabalho. Na tentativa de alcançar a bola, Jaime chegou rapidamente e Tonhão lançou o corpo à frente para impedir a conclusão da jogada. Por triste ironia, o lance aconteceu quando os times visivelmente já tiravam o pé, esperando o apito final. O zagueiro só deve voltar a jogar no segundo semestre. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)
 
 
Em tom de mistério, a diretoria do Paissandu informa que vai se pronunciar hoje, às 8h30, na Curuzu, sobre novidades na comissão técnica. Como seria absolutamente insano imaginar uma troca de treinador em plena semana do Re-Pa, supõe-se que seja anunciada a efetivação de Lecheva para comandar o time até o fim do Parazão. Os bons resultados (três vitórias em três jogos) respaldariam essa decisão.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 20)

Tribuna do torcedor

Por Carlos Scardino (carlosscardino@gmail.com)

Eu não sei porque batem tanto na tecla de cobrar a presença da torcida bicolor ao estádio. A resposta é que enquanto esse incompetente do Luis Omar tiver na presidência a torcida vai perdendo o encanto e vai se afastando, principalmente quando ele diz que o Paysandu está no caminho certo. Há cinco anos ele vem falando isso. O time não tem esquema tático dentro de campo, quando vence é na vontade ou individualidade dos jogadores, a Série C tá chegando e ele deixando pra ultima hora. Copa do Brasil nem se fala, ele não tá nem aí em arranjar um técnico de prestígio, a desculpa é a mesma. Assim não dá, estamos sendo enganados há tempos. Por, favor Gerson, publiquem algo assim: o Paysandu não é de nenhum ditador. Hoje, na Linha de Passe (Rádio Clube) não leram isso que estou te escrevendo. Torcedor escreve pra tirar sarro com o adversário e com os setoristas, mas o que tem que fazer é isso cobrar dos dirigentes e parar de fazer bobagem, respeitar a torcida que gera receita.

Remo x Cametá (comentários on-line)

Parazão 2012 – Quarta rodada do returno.

Clube do Remo x Cametá – Estádio Baenão, 20h30.

Na Rádio Clube – Ronaldo Porto narra; Rui Guimarães comenta. Reportagens – Paulo Caxiado e Giuseppe Tommaso.

Papão pagou pra jogar contra o Águia

O jogo Paissandu x Águia teve público pagante de 3.073 torcedores, com arrecadação de 36.052,50. As despesas chegaram a R$ 51.361,00 (incluindo a famigerada taxa obrigatória, de 10% do valor bruto, para a FPF), o déficit para o Paissandu foi de R$ 15.308,50.

A bola puniu o Águia

Por Gerson Nogueira

O futebol às vezes pode ser desconcertante. O Paissandu foi inferior ao Águia durante praticamente todo o jogo. Desarrumado, errava muitos passes e não conseguia encaixar ataques planejados. Os velhos problemas do setor de meio-campo se refletiam na distância entre os jogadores. Apesar desses atropelos, criou quatro boas chances e aproveitou duas. Essa objetividade garantiu a vitória. 
E que ninguém diga que o resultado foi injusto. O Águia teve chances de matar a partida ainda no primeiro tempo. Abriu o placar aos 17 minutos, com Branco, e podia ter marcado mais gols, aproveitando os muitos buracos na defesa do Paissandu.
Bem armado, o Águia não se arriscava além do necessário, mas exercia o controle tocando a bola com inteligência e esperando o momento certo de dar o bote. Chegava ao ataque facilmente, usando às vezes até cinco jogadores, mas sentia a falta de ações mais aprofundadas. Branco deveria estar na área, mas saía constantemente para buscar jogo.
Até os 30 minutos, o Águia fez o que bem quis em campo e Flamel transitava com a liberdade que todos os adversários costumam lhe dar, apesar da conhecida categoria.
As coisas só começaram a mudar aos 32 minutos, quando Yago Pikachu quase fez um golaço aparando uma bola de meia-bicicleta. Dois minutos depois, acertaria o alvo, quase sem querer, em cobrança de falta que enganou toda a zaga do Águia e entrou direto no gol de Alan. 
O empate não deixou o Paissandu melhor, mas tornou o Águia mais cauteloso. Analdo, Diogo e Marquinhos não ultrapassavam mais a linha de meio-campo e até Flamel desapareceu por alguns instantes. Mesmo assim, as tentativas mais agudas continuaram com o time marabaense.
O lateral Léo Rosas, avançado pelo lado direito, era o jogador mais produtivo, levando vantagem quando partia para cima de Bryan, novamente um dos piores em campo. Léo, que barrou o bom Júlio Ferrari, é uma das gratas surpresas do campeonato e vem se destacando em todos os jogos do Águia. Seu maior mérito está no drible em velocidade e na qualidade dos cruzamentos.
Veio o segundo tempo e Lecheva, precavido, trocou peças. Por sorte ou visão, tanto faz, acertou em duas mudanças. Neto substituiu Robinho e Leandrinho passou a ter mais liberdade para armar. O time seguiu claudicante, mas pelo menos ficou mais rápido. Depois, Héliton entrou no lugar de Adriano Magrão, que a cada dia mostra-se mais lento e encabulado.
Surpreendentemente, João Galvão insistiu com o mesmo time até o final, embora seus volantes estivessem visivelmente cansados. Diogo e Analdo perdiam todas as divididas e antecipações. No ataque, a bola era tocada de pé em pé, mas faltava sempre um finalizador. Ainda assim, Charles perdeu um gol e Tiago espanou uma bola em cima da linha quando o goleiro Paulo Rafael já estava fora do lance.
Acontece que o futebol tem suas próprias leis e uma delas, instituída pelo filósofo Muricy Ramalho, diz que a bola pune quem não faz bom uso dela. Foi exatamente o que ocorreu cinco minutos do fim. Em rápida troca de passes na intermediária do Águia, Neto recebeu livre e mandou na gaveta. Chute indefensável, fatura liquidada. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)
 
 
Como previsto, o equilíbrio marca o returno do Parazão. Os quatro primeiros colocados estão com sete pontos e, em caso de triunfo do Cametá sobre o Remo hoje, cinco times ficariam com a mesma pontuação. É justamente para tentar se desgarrar na tabela de classificação que os remistas devem utilizar um esquema bem ousado. Flávio Lopes anuncia uma formação no 4-3-3, lançando Joãozinho no lugar de Betinho.
No Bola na Torre, ontem, Cacaio observou que nem sempre a quantidade de atacantes é garantia de sucesso. Diz isso com a autoridade de quem tem um dos times mais agressivos da competição (23 gols e o artilheiro, Paty, com 9). No fim das contas, as qualidades do Cametá só valorizam a corajosa proposta de Lopes. A conferir.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 19)

A bola que merecia entrar

Na sequência de Mário Quadros, Pikachu tenta a meia-bicicleta mesmo pressionado pelo zagueiro Charles, aos 32 minutos do primeiro tempo. A bola tinha endereço certo, mas Alan se esticou e desviou por cima do travessão, impedindo o gol certo.

Com golaço no fim, Papão derrota Águia

Depois de sofrer o primeiro gol logo aos 17 minutos, o Paissandu conseguiu a virada e obteve importante vitória sobre o Águia no segundo turno do Campeonato Estadual na tarde deste domingo, no estádio Mangueirão. O placar de 2 a 1 não espelhou o que foi jogo, que apresentou atuação tecnicamente superior do Águia, mas que foi equilibrado por ações individuais do Paissandu. Aparentando desentrosamento entre os setores, o time bicolor errava muitos passes e sofria com a falta de aproximação entre os jogadores. Cariri e Pikachu eram os mais efetivos, compensando a baixa produção dos companheiros. O time marabaense controlava a posse de bola e atacava sempre com mais qualidade, levando perigo ao gol de Paulo Rafael diversas vezes. O gol de Branco, aos 17 minutos, escorando de cabeça um cruzamento perfeito, premiou a boa atuação do Águia nos primeiros minutos.

Em desvantagem, o Paissandu tentava sair, mas não conseguia estabelecer a ligação entre meio-campo e ataque. Adriano Magrão limitava-se a fazer o papel de pivô entre os zagueiros, mas o ataque alviceleste era quase inexistente. Mas, depois de duas grandes chances desperdiçadas por Léo Rosas e Roberto, o Águia cedeu espaço na defesa e o Paissandu fez grande jogada com Cariri pela direita. O cruzamento foi aos pés de Pikachu, que bateu de voleio para grande intervenção do goleiro Alan. Na sequência, o próprio Pikachu cobrou falta pelo lado esquerdo do ataque e a bola enganou toda a defesa do Águia, passando também pelo goleiro Alan. Era o empate bicolor, aos 34 minutos.

Depois do intervalo, o técnico Lecheva tirou o apagado Robinho e colocou em campo o volante Neto, buscando melhorar a movimentação ofensiva, liberando Leandrinho para fazer a armação, ao lado de Cariri. O Águia, porém, continuava melhor, tocando a bola com consciência e fazendo manobras perigosas junto à área do Paissandu. Por duas ocasiões, depois dos 20minutos, o atacante Branco esteve perto de marcar. O lateral Léo Rosas também desperdiçou uma chance, batendo de fora da área rente ao travessão.

Preso ao setor defensivo, o Paissandu pouco pressionava a defensiva marabaense, permitindo até que o zagueiro Roberto ajudasse em jogadas de ataque. Flamel e Valdanes criavam jogadas seguidas pelo lado esquerdo, mas pecavam nas finalizações. Apesar do melhor volume de jogo, o Águia começou a cansar, pois João Galvão não fez nenhuma alteração na equipe. Aos 42 minutos, em boa triangulação que envolveu Héliton, Pikachu e Neto, o volante recebeu na entrada da área e acertou um belo chute no ângulo superior esquerdo de Alan. Um golaço que garantiu o triunfo do Papão por 2 a 1. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)