O dia seguinte

Por Juca Kfouri

Hoje é o primeiro dia, depois de 23 anos, sem Ricardo Teixeira no comando da CBF.

Ele foi embora para Boca Raton e deixou sua carta de renúncia para ser lida por seu sucessor, José Maria Marin, ex-governador biônico de São Paulo e, agora, presidente também sem voto da CBF.

O governo federal festeja, as redes sociais bombam de contentamento, mas tem gente insatisfeita. Alguns presidentes de federações estaduais, por exemplo, que já ameaçam não aprovar as contas de Teixeira na reunião prevista para abril, porque querem eleição imediatamente.

Em sua carta, o ex-presidente se queixa de falta do devido reconhecimento por seus feitos. Um deles ao menos de maneira indevida, porque quando se jacta do Campeonato Brasileiro por pontos corridos parece se esquecer de que liderou um boicote, com ameaça de lockout, ao Estatuto do Torcedor, exatamente o texto que tornou obrigatório o campeonato ao longo da temporada e com datas conhecidas pelos participantes do começo ao fim.

Os próximos dias prometem tensão e, por enquanto, chama atenção o silêncio sepucral dos grandes clubes do país. Não se sabe se por respeito ao clima de velório na CBF ou se por absoluta desarticulação, incapacidade mesmo de impor a autoridade que a massa torcedora deveria lhes conferir.

3 comentários em “O dia seguinte

  1. HOJE, também é o primeiro dia que povo brasileiro do futebol acorda com uma felicidade que não tinha desdes a Copa de 2002, nossa última alegria no futebol. Após essa copa , iniciou-se uma decadência generalizada no futebol, brasileiro o qual deixou de ser um futebol vistoso, competitivo que lhe rendeu o título de melhor do mundo. Nossa poderosa seleção canarinho, começou a sofrer revés em queda livre, até despencar no ranking que liderou por dezenas de anos, apresentando equipe e futebol sofrível nas Copas 2006 e 2010 chegando ao baixo nível de efetivar amistosos preparatórios com seleções que nunca tiveram condições de testarem capacidade de ninguém. Muito menos da Seleção Canarinho. Os nossos campionatos nacionais se tornaram competições de baixa qualidade técnica e deficiência financeira apesar do sistema mais justo de pontos corridos. Muitos clubes de porte médio é pequeno que brilharam no passado ou estão entrando em processo de falência motivado pelos critérios absurdos da CBF para participarem das competições, cujos critérios so beneficiam tecnicamente e finaceiramente os times grandes, os quais ja são beneficiados pelas maiores cotas da CBF numa verdadeira aristocracia na divisão de rendas. A corrupção impera no futebol onde são constantes as denúncias de fabricação de resultado e até arbitro e e presidente da Confederação Brasileira de Arbitragem expulsos por corrupção. Nós paraenses temos motivos de sobra para comemorar essa saída porque deixar de fora da Copa 2014 uma torcida, um estádio, uma cidade Metropole da Amazônia foi muita crueldade desse Teixeira, cujo mesmo fez isso somente por pirraça à nossa fraca governadora que denunciara em antiga CPI, e aos nosso fraquissímos políticos, os quais ele sabia que não iriam tomar nenhuma providência. Dessa forma e por tudo isso, espero novos rumos para o nossa futebol. E para quem pensa que ainda tem muito o que ajeitar, é sempre bom lembrar que uma laranja podre fora do cento e menos pior que duas, três…

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  2. Não sei porque tanta festa em relação a CBF, lá não era dinheiro público, a intervenção do governo que desvia focos da malandragem política, fazendo o povo esquecer das verdadeiras roubalheiras, este é um governo à moda do antigo império romano: “a Política do Pão e Circo” ,.Porque não se indignar com tantos assaltos na política brasileira onde verbas da saúde, escolas hospitais e tantos outros são desviados para alguns, aliás muitos até bem conhecidos na política brasileira, porque não se indignar com estádios de futebol que vão custar bilhões de reais para 2 ou 3 jogos, e depois virar elefante branco, porque não se indignar que o mesmo grupo que comanda a organização das olimpíadas no Rio de Janeiro foi o mesmo que foi envolvidos no desvio de verbas do PAN do RJ,porque não se indignar quando se vê pessoas morrendo na porta de hospitais, falta de escolas, um salário mínimo de miséria enquanto uns poucos que são beneficiados por mandatos políticos são bem aposentados, porque não se indignar quando um político é apanhado e com vários processos na justiça e não pode ser levado à julgamento por ter “imunidade parlamentar” com isto seus processos acabam prescrevendo. Meus caros todos os dias vemos a verdadeira roubalheira e nem por isso vejo tanta festa quando alguém é pego, o que dizer de um governo que em pouco tempo trocou vários ministros e assessores por diversas falcatruas, o que dizer da privatização do poder por dois partidos políticos que resolveram mandar no país??Quando será que podemos realmente fazer festa à alguém (ou centenas deles) que verdadeiramente merecem ser punidos???

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