A patrulha fundamentalista

Por Gerson Nogueira

Queria entender o que leva alguns torcedores a defenderem, com ruidosa insistência, uma espécie de cruzada contra quem ousa ter sentimentos por clubes não paraenses. A campanha tem contornos ortodoxos, quase xiitas, pregando a torcida por um único clube como se o coração pudesse ser controlado de maneira tão automática. 
Diariamente, os programas de rádio e as redes sociais recebem manifestações intransigentes em favor da torcida única, como se a pretendida pureza fosse prova de superioridade ou amor mais extremado. De cara, a iniciativa discrimina milhares de aficionados de Remo ou Paissandu, que, por razões diversas, também nutrem paixão por Vasco, Flamengo, Botafogo, São Paulo, Corinthians, Santos ou qualquer outro time. Nada mais brasileiramente futebolístico do que essa generosidade na opção por bandeiras às vezes tão díspares.
Antigamente, as patrulhas eram tímidas, quase inexpressivas. Brotavam em conversas de rua, sem maiores conseqüências. Aos poucos, porém, turbinadas pela internet, ganharam ares fundamentalistas, que nas versões mais agressivas se traduzem em insultos e xingamentos ao inimigo da vez: o “torcedor misto”.   
Na origem das teses extremistas germinam razões de cunho regionalista, anabolizadas pelos repetidos fracassos de Remo e Paissandu nos torneios nacionais. A prolongada abstinência de conquistas, para quem já viveu fases vitoriosas, ajuda a compor o caldo de sentimentos de rejeição a times que simbolizam a dominação imposta pelo Sul e o Sudeste.
Nada que justifique tanta intolerância. A onda de hostilidades verbais contra o saudável hábito de torcer por um clube, seja de onde for, aponta para problemas mais sérios no futuro próximo e só por isso já mereceria reprovação das cabeças mais lúcidas.
A rigor, tal inquisição se revela de uma inutilidade atroz. Afinal, é impossível proibir o afeto ou legislar sobre a paixão. Quando os sentimentos entram em cena não há como impor regras, e isso vale tanto para o futebol como para a vida das pessoas.
Como dizer a um garoto que ele não pode torcer pelo Manchester United ou Barcelona, clubes estrangeiros? Na boa, que importa ao jovem amante do futebol a localização geográfica do time que escolheu para torcer? Quando os Torquemadas dos estádios encontrarem uma boa resposta para essas perguntas talvez o movimento xiita tenha algum futuro.
 
 
O Remo, decorridas muitas luas, vai finalmente usar neste campeonato três jogadores nativos no meio-de-campo. Jonathan, Betinho e Reis formam a chamada linha média para o jogo desta manhã contra o Independente, no Baenão. Na lateral-direita, Tiago Cametá, outro egresso das divisões de base. É o time mais caseiro que Flávio Lopes já levou a campo na competição e leva jeito de ser também o mais ofensivo. Fábio Oliveira e Cassiano formam o ataque, com a opção de Jaime no banco de reservas. 
Sem explicação lógica, a diretoria do Remo decidiu aumentar o preço do ingresso para R$ 20,00 (arquibancada), sendo que o time vem de dois tropeços seguidos – empates contra São Raimundo e Real.
A moderna estratégia financeira azulina talvez beneficie o Independente, que vem embalado pela boa apresentação contra o São Paulo e dificilmente terá pela frente um estádio lotado a empurrar o Leão.
 
 
Valter Lima, o mais estudioso dos nossos técnicos e arquiteto de times campeões (Remo 2005 e São Raimundo 2010), é o convidado de hoje no Bola na Torre (RBATV, 21h). Guerreirão comanda os trabalhos. 
 
 
Direto do blog

“Penso que enquanto o Remo não estiver na Série C o Paissandu não subirá para a Série B. Parece que a diretoria bicolor faz de propósito: sabota o time para não subir e se afastar do rival. É incrível!”.

De Dennis Oliveira, advogando teoria conspiratória acerca dos desacertos recentes na Curuzu. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 11)

55 comentários em “A patrulha fundamentalista

  1. Gerson, o pessoal das redes sociais em sua grande maioria, “abominam” o que eles chamam de mistos, defedendo até a morte dos torcedores que torcem por outros times que não sejam Remo ou Paysandu, pra vc ter uma coisa de como a intolerancia é grande, na comunidade do Paysandu foi criado um tópico com o seguinte título: Morte aos mistos.

    Acho isso uma tremenda ingnorância e porque não dizer violência pois nenhum torcedor é obrigado a torcer somente pelos dois maiores rivais do Pará.

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  2. Assino embaixo a coluna de hoje em relação a torcer por mais de um time.Eu mesmo cresci amando o PAPÃO e gostando do Botafogo.Quando conheci minha esposa ela vivia falando do palmeiras,do Remo e do Palmeiras e assim nos anos em que ela era feliz com o palestra passei a simpatizar com aquele Palmeiras que vencia todo mundo e jogava puro futebol.Vanderelei ,armava veradeiros arsenais em campo para triturar os adversários,era ainda quase iniciante e não fazia outra coisa senão ser técnico tanto que se chamava Vanderelei Silva .Depois virou ” Wanderley Luxemburgo “Minhas filhas nasceram em Rondônia,eu afastado do Pará ,foram torcendo pelo Palmeiras e eu alí do lado.Não sentia tanta paixão , mas por tabela ,por elas torcia pelo time palestrino também.Quando meu caçula nasceu,cresceu sob essa paixão.Depois que conheci o dr.Alonso então a paixão pelo verdão da família aumentou mais ainda ,fomentada por presentes generosos do palestrino argentino.
    Enfim meu coração bate pelo PAPÃO, se jogar contra a Seleção sou papão,se for contra o Botafogo sou papão,nA Copa do brasil torci pelo PAPÃO contra o time alvi-verde ,mas assim como amo meus filhos ,amo futebolisticamente, meus times também.

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  3. Virou uma utopia exigir do torcedor que só tenha um time. Com a derrocada de Remo e Paysandu, o torcedor naturalmente vai buscar outros times e é o que está acontecendo.

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  4. Respeito a opinião do ilustre escriba baionense. Eu confesso que, devido à tradição, devido à herança deixada pelo meu saudoso pai, que há um ano nos deixou, nutro alguma simpatia pelo Botafogo, no RJ, e pelo Corinthians em SP.
    Todavia, o coração sempre baterá mais forte pelo Pará, em especial o Clube do Remo, filho da glória e do triunfo.
    Para dar uma de advogado do diabo, registro as seguintes indagações:
    1) O carioca torcedor do Flamengo, do Flu, do Vasco ou do Botafogo vai torcer também pelo Cruzeiro ou pelo São Paulo?
    2) O paulista vai torcer também pelo Botafogo, pelo Bahia ou pelo Inter?
    3) O torcedor do Grêmio ou do Inter vai torcer ao mesmo tempo pelo Flu, Corinthians ou Atlético Mineiro?
    4) O torcedor mineiro, além de torcer pelo Atlético ou pelo Cruzeiro, também costuma torcer pelo Ceará, pelo Sport ou pelo Palmeiras?

    A resposta é NÃO, a não ser que qualquer um desses torcedores tenha raízes nortista, nordestinas, ou seja, ele more em qualquer um desses estados e seja oriundo do Pará, do Ceará etc, e isso seria a exceção.
    Devemos valorizar o que é nosso.

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  5. Gerson, sou ferrenho defensor da campanha anti-mistos por diversos motivos.

    Além de uma coisa típica de estados onde os times não lutam por títulos importantes -ou você vê um torcedor que nasceu e mora em SP e é fanático pelo Corinthians torcer pro Flamengo também?- essa pratica afasta os torcedores dos estadios, cria horarios de jogos ridículos para fugir da TV, deixa os estadios com um colorido horroroso, ja que as cores de Remo e psc sao misturadas com vermelho, preto, verde… e porque na minha cabeça futebol é sim coisa de um único amor… esteja ele na situação que estiver!
    Não moro em Belem, mas ja me irritei muito indo ao estádio e vendo o Remo perder e mesmo assim gente do meu lado tendo enfarto porque o flamengo havia feito um gol no maracana… enquanto no maracana ninguém ta nem ai pra gente!!!

    Falam muito em ter orgulho do Pará e das coisas que são do Pará, mas por algum motivo isso não se aplica ao futebol.

    O Remo pode ficar 50 anos sem jogar um brasileiro que mesmo assim eu estarei com ele, como meu único amor.

    Ainda bem que a cada dia vejo mais pessoas se concientizando disso e abandonando os clubes do sul, que so nos desrespeitam e diminuem, ou vai dizer que o SPFC nao diminuiu o Independente não aceitando jogar em Tucuruí?

    Deveria ser PROIBIDO entrar no estadio com camisa de outro clube senão dos 2 que estão jogando.

    Abraço

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  6. E com todo respeito, mas dizer que o Valter Lima arquitetou o time do Remo campeão em 2005 é, além de um exagero uma inverdade!

    O Roberval Davino trouxe: Osny, Capitão, Maurílio, Rafael (goleiro), Carlinhos (zagueiro), Emerson (meia), Carabina (pessimo), alem do LE que eu esqueci o nome. Tira esses caras do time (80% eram titulares) e não sobra quase ninguem!

    O time do Valtinho era péssimo… Tinha Jair e Marcio, Gerson! Davino, que não é nenhum gênio, leva absolutamente todo crédito!

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  7. Amigo Gerson…o PROBLEMA em torcer para um time de fora vai muito mais além dessa questão de sentimento que o senhor citou…por sinal só falou em sentimento…
    O problema também é financeiro…a cada dia os clubes de lá ganham milhões as custas de nossos torcedores nortistas e nordestinos por causa desse “amor” que o senhor e eles tem pelos clubes de lá.
    Se o cara torce pro Remo, por exemplo, vai a todos os jogos, é sócio…MAS SAI NA RUA COM UMA CAMISA DO FLAMENGO…é a propaganda do flamengo que ele está fazendo…como toda empresa, um clube vive da exposição de sua marca…e é justamente o que acontece quando o cidadão decide usar tal camisa do time de fora…
    Eu sempre uso essa frase: “QUER TORCER PRA OUTRO TIME TORÇA, MAS DENTRO DA SUA CASA E SEM CONTAR PRA NINGUÉM”, e sem precisar ficar falando em redes sociais como o senhor faz…fazendo propaganda desses caras que estão cagando e andando pra vocês, “torcedores” deles.
    Certa vez vi uma imagem de um torcedor flamenguista DO ACRE postando numa comunidade do flamengo palavras de força pro time…Imediatamente a massa flamenguista começou a detonar e avacalhar com o cara por ele ser do acre e ser flamenguista…isso pq é tudo flamenguista heim…
    Então pense bem antes de postar certas coisa para o GRANDE público…olhe exatamente pra quem o senhor vai estar fazendo propaganda!!!

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  8. Eu desde criancinha, sempre torci para dois clubes, Paysandu e Flamengo e, nada nem ninguém irá mudar o meu gosto.

    Gosto do Flamengo, por ter morado no Rio na decada de 80, além de ter cido o primeiro clube que eu vi jogar em um estádio de futebol, lá no bom e velho Maracanã! Aqui o Papão e outra paixão muito grande minha.

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  9. Orlando, o Carabina chegou antes do Roberval Davino, assisti a estreia do Remo no empate de 2×2 contra o São Raimundo-RR e esse cara cobrou umas cinco faltas frontais e mandou todas quase fora do estádio.

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  10. Vamos parte e devagar com a dor porque o santo é de barro:
    Em primeiro lugar eu sou um torcedor fanático do Paysandu, do fluzão, Santos é internacional nessa mesma ordem de paixão. Ou seja, para mim Paysandu está acima de todos esses em qualquer situação. Depois o fluzão sobre os demais, e por último o Santos sobre o Inter. Dessa forma qualquer tipo de interesse e disputa que houver entre estes o Papão se sobrepõe na minha paixão. e Assim por diante. Agora em relação à polêmica é necessário lembrar que tem muitos torcedores locais que dizem que são remistas ou Paysandu mas basta a presença de um Flamengo ou Corinthians para virarem casaqueiros.É isso que a gente reclama Eu não faço isso jamais. Num confronto Papão e fluzão eu sou Paysandu em qualquer lugar e em qualquer situação. Ja em relação ao que afirmou o Dennis Oliveira direto do blog, pode até não ser verídico o que ele falou mas tem sentido e tem no mínimo muita coincidência ao longo da história. Ou seja, em 1991 o Paysandu foi campeão brasileiro inédito porque o Remo estava a um passo da decisão da Copa do Brasil. Até 1992 o PAYSANDU tinha pelo menos uns seis títulos estaduais e um brasileiro a mais que o Remo. A distância era muito grande. Aí derrepente o Remo mesmo com time muitas vezes mediocres, sem nenhum craque, com Ageu Sabiá taxista que nem treinava, o Paysandu deixou facil facil o Remo formar aquele tabu de 5 anos e tirar um penta de quase 50 anos. Veio a temporada 2001,2002,2003 onde o Paysandu ganhou tudo que disputou:´foram muitos titulos, participação inedita na libertadores, conquista da Copa dos Campeões com direito a vaga na Libertadores super inédita no Norte e a distância aumentou novamente em favor do Papão. Aí vem 2004 e o Paysandu deixa o Remo novamente com time comun levantar titulo 100% do parazão depois de 50 anos e na qual competição o Paysandu sempre esteve na frente. Aí em 2004 ainda o Remo caiu para a terceira divisão em 2005 e em 2005 o Papão foi rebaixado para a segundona. Ja nos tempos atuais o Remo está capenga, desengonçado, ridiculamente sem divisão, sem conseguir vaga numa cadaverica quarta divisão e o Paysandu pelo visto está doidinho para disputar o seletivo do parazão. Parece que a diretoria através do jumento está trbalhando para isso. Então pode até ser teoria conspirátoria do Dennis mas respondam sinceramente se é muita coincidencia ou não0000????????

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  11. Eu não chego ao extremo de bradar “Morte aos mistos”, mas sou um dos que defende ferrenhamente a condição de se torcer para um clube da terrinha. Entendo que os mistões, na maioria dos casos, o são por influência familiar, cresceram sob essa realidade – até porque nas gerações anteriores esse tipo de conduta era comum – e então mantém essa condição. Estes, não têm mais jeito. Então tenho esperança nas gerações vindouras (o problema é que nossos clubes não ajudam muito).

    Acho que o fator preponderante nessa opção – como em tudo na vida – é a educação fundamental que se recebe dentro de casa. Tenho duas filhas, uma de 14 e outra de 1 ano; a mais velha é Remista e somente Remista – e não perde jogos do REMO junto comigo, a mais nova ainda não tem noção do futebol, mas já acorda apontando e mandando beijos pra bandeira do REMO que tem no nosso quarto.

    Respeito o direito que cada um tem de dar à sua vida o rumo que quiser, de torcer para os clubes que quiser. Mas não admito torcedor entrando nos jogos do CLUBE DO REMO com camisas de outros clubes; uma vez lá dentro, o jogo do REMO rolando, e o mistão uniformizado no radinho, comentando fervorosamente o jogo do seu clube de fora e ao mesmo tempo “cagando” pro jogo do REMO. Isso pra mim não é REMISTA. Considero uma falta de respeito tremenda nos dois casos (que muitas vezes se confundem). Um absurdo!!!

    Da mesma forma, considero absurdo alguns radialistas ficarem fazendo apologia a clubes de fora, demonstrando publicamente sentimentos que lhe são particulares. FALTA DE ÉTICA. Da mesma forma que fazem tudo para não revelarem o clube local para o qual torcem – em nome na ÉTICA – deveriam, também, agir da mesma forma sobre as suas paixões da TV e do Radinho. Dois pesos, duas medidas, incoerência total. Inclusive, aqui fica a crítica para o dono deste Blog, cronista da maior envergadura o do qual sou fã – mas que também padece desse pecado (incoerência).

    Sou de uma família 100% REMISTA. Quando mais novo, cheguei a “torcer” pra Palmeiras e Flamengo (culpa da Globo, falta de discernimento meu), até uns 10 anos de idade mais ou menos. Foi justamente quando comecei a frequentar os jogos do REMO, levado por um irmão… A partir de então, entrei num processo de abandono dessas (supostas) paixões longínquas, de TV, de Rádio e de Jornal. Hoje (e já há uns 20 anos), aos 35 anos, sou REMISTA e APENAS REMISTA. Apesar de não forçar nenhuma barra, as minhas filhas vão no mesmo caminho. Afinal, a educação preponderante e fundamental para o resto da vida de qualquer pessoa começa dentro de casa…

    Nesse processo, aprendi que o amor que vale à pena é aquele que pode ser vivido. Nos estádios, sofrendo, comemorando, sorrindo e chorando, mas nos estádios. Qualquer coisa fora disso, no máximo é amor platônico. E amores platônicos são vazios, porque só um lado ama, só um lado se dedica, só um lado se esforça enquanto o outro simplesmente nem sabe que o primeiro existe… Deprimente…

    Não sou melhor que ninguém, muito menos pior, mas o meu coração, o meu amor, o meu sofrimento, a minha alegria, as minhas camisas, as minhas bandeiras e principalmente os meus ingressos são do CLUBE DO REMO e apenas do CLUBE DO REMO. Com muito orgulho, com muito amor.

    SAUDAÇÕES AZULINAS!!!

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  12. Também torço exclusivamente pelo Clube do Remo. Todavia, não vejo nenhum problema naqueles que além do clube regional também torçam por clube de outro estado ou de outro pais eque usem as respectivas camisas onde quer que seja. Este é um direito deles que está garantido até pela Constituição.

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  13. Gerson, assim como você, abomino qualquer espécie de extremismo. Felizmente, todas as forças contrárias aos mistos não passaram de palavras e postagens em redes sociais. Mas, eu como Remista acima de tudo e simpatizante do Flamengo, tenho aversão à torcedores que se prestam a sair de casa para torcer para Remo e Paysandu uniformizado com camisa de outros clubes. Isso é uma vergonha e desrespeito ao seu próprio clube. Então, você acabou por exagerar em seus comentários ao comparar os torcedores anti-mistos aos guerrilheiros xiitas. E mais, vocês da imprensa deveriam ter o dever e se dá o exemplo como verdadeiros torcedores Paraenses. Cansei de ouvir gol do flamengo, corinthians no meio de uma transmissão da radio clube em pleno jogo dos clubes paraenses.

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  14. Amigo Gerson, há cerca de 5 anos me fiz os mesmos questionamentos que você está fazendo hoje no seu blog. Pensava quase que exatamente da mesma maneira como você colocou em seu post.
    Questionamentos são necessários e geralmente vem para o bem e para o enriquecimento intelectual. Depois de muito ler e avaliar as opiniões de ambos os lados (sempre descartando aquelas mais radicais, que nunca acrescentam nada), hoje posso dizer, com orgulho, que torço apenas para um time e que esse time é do meu estado e é o time que pra onde eu for no mundo, levarei comigo suas cores e suas histórias e seus gritos e suas glórias, porque eu descobri que esse time é verdadeiramente MEU, o time que eu sempre acompanhei desde criança indo aos estádios, o time que me ouviu gritar das arquibancadas.
    Espero que essa discussão possa fazer você pensar melhor também, não que isso signifique fazer você mudar de opinião, mas que você possa ao menos entender agora o porque de um grupo de pessoas estar fazendo o que está fazendo.
    Comigo foi assim, não deixei uma paixão de lado automaticamente, foi tudo um processo. Um processo de descobrir qual era realmente minha paixão, ou qual delas realmente merecia toda aquela devocão. A resposta fica clara, óbvia, depois de você refletir um pouco. É um ótimo exercício para a mente, eu recomendo.

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  15. O clube para quem torcemos e igual a nossa mãe, ela e única nao existe outra, apesar de existirem muitas mães por aí que nao merecem os filhos que tem.

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  16. Respeito demais sua opinião Gerson, mas como até algum amigo comentou acima, existe sim um fator econômico (o dinheiro que teoricamente seria dos clubes daqui vai embora) e até mesmo um interesse da CBF em estimular este comportamento.
    O que realmente me aborrece é ver esse tipo de torcedor frequentar o Baenão, local de grandes jornadas azulinas, o Mangueirão e até mesmo a Curuzú com camisas de times do sudeste. Mais irritante ainda é que várias vezes, dentro do Mangueirão e Baenão, com o Remo atrás no placar, existem torcedores capazes de comemorar efusivamente gols de outros clubes. Liberdade para todos, mas respeito ao Clube do Remo e ao futebol do Pará, que outrora já foi grande e com certeza retornará!

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  17. Acessando o BloG me deparei com esta instigante questão: por que paraenses têm que torcer para um único clube (Remo ou Paysandu?).

    Tendo atribuições profissionais em Manaus, há anos consigo acompanhar o desenrolar, ou melhor, o ENROSCO do futebol daquelas bandas. Hoje, o futebol “profissional” amazonense consegue com muito esforço a façanha de levar 350 torcedores em uma decisão de TÍTULO. Entretanto, quando o fronte é entre, por exemplo: Nacional X (Flamengo, Vasco, Botafogo ou Fluminense) , por qual time vocês acham que o AMAZONENSE vai torcer, gritar, passar mal e até desmaiar?? Claro. É pelos cariocas!!!

    A imprensa esportiva amazonense também contribui diretamente. Na Tv Rio Negro, que é a única que tem programa esportivo (Sr Chagas Barbosa) aos sábados, tem em seu painel de fundo, camisa de todos os clubes cariocas e de alguns paulistas, mas não há nenhuma de clubes amazonense.

    Inclusive, o Sr Omar aziz (governador do Amazonas) em um dado momento ameaçou retirar alguns benefícios desta emissora se o foco do programa não fosse os times locais. Ele, Omar, é um torcedor fanático do Nacional. Omar, na ocasião disse invejar os profissionais da imprensa esportiva paraense por não incentivar os paraenses a torcer por times do sul e/ou sudeste.

    Mas acho que ao ver o que aconteceu no Majestoso Mangueirão entre Independente X SP juntamente com a defesa do Sr Gerson Nogueira, em seu post, Omar Aziz perceberá que tanto lá quanto cá, as coisas caminham ombro a ombro. QUE PENA!!!!!!!!!!!

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  18. Eu mesmo já engrossei o coro regionalista. Hoje, penso que cada um faz o que achar melhor. Quem sou eu pra dizer pra quem alguém deve torcer? Eu torço somente para o clube do remo, entendi que valorizo mais minha região desa forma. Percebi que era incompatível torcer pelo Corinthians, por exemplo, e ficar com um nó na garganta com aquele gol contra do Castor.

    Não faz sentido algum PRA MIM. Mas defendo que cada um torça PRA QUEM BEM ENTENDER. Questão de gosto, de consciência, de paixão, seja lá o que for. O que vale pra mim não é obrigatório pra ninguém, isso é democracia. Se eu não concordo que alguém daqui torça pra times de fora (e não concordo), isso não me dá o direito de dizer que esse alguém não deve torcer.

    Às vezes o futebol é levado a sério demais. Isso geralmente dá em intolerância.

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  19. Ninguém é obrigado a gostar de apenas um time. Assim como não é, supostamente, obrigado a gostar apenas de uma pessoa. Mas assim como ocorre quando no amor entre as pessoas, o amor dividido traz prejuízos. Não significa que o snetimento é maior ou menor. Esse tipo de argumento é mesquinho e supõe que se possa medir o amor de um ou de outro, quando o amor é algo imensurável. Falemos de coisas práticas.

    O torcedor de mais de um time, o chamado “misto”, não apenas torce ou ama mais de um time. Ele consome mais de um time. Assim como um homem casado gasta seu tempo e seu dinheiro com uma amante quando trai a esposa, o “misto” gasta seu tempo e seu dinheiro com outro clube. Cada camisa que o torcedor do Paysandu compra do seu segundo time, digamos do São Paulo, é uma potencial camisa a menos do Paysandu que é vendida. Poderia esse dinheiro ser gasto com outro modelo de camisa do clube paraense, com outro produto do clube, com ingresso, com um produto do clube a um familiar ou amigo. Pelo contrário, esse dinheiro é depositado na conta de uym clube rival. Se não rival em campo, rival financeiro.

    Quando os clubes de fora – de Rio e São Paulo em maior proporção – recebem dinheiro na venda de seus produtos fora de seus estados, eles ganham não só o dinheiro direto da venda, mas o indireto, pois podem demonstrar em seus números o afeto de outras localidades a patrocinadores, que se tornam mais interessados em pagar mais a estes times, que recebendo mais aumentam o abismo financeiro entre eles e Paysandu e Remo.

    A cada jogo, notícia e derivados informativos, de comunicação e de entretenimento que um torcedor do Remo consome de seu segundo time, digamos do Flamengo, é mais espaço que aquele time recebe dos meios de comunicação. Assim, esse espaço que poderia ser recebido por Remo e Paysandu, é recebido pelos times do Eixo Rio-São Paulo. Ao negociar contratos com as Tvs e contratos de patrocínio, o time do Eixo poderá mostrar seus números maiores, aumentando ainda mais o abismo entre eles e a dupla paraense. Espaço e dinheiro que poderia estar sendo gasto nos clubes de Belém!

    Indiretamente, é mais dinheiro saindo do estado e indo pra outro estado. São empregos que este dinheiro poderia gerar no futebol paraense de forma direta e indireta e são gerados no Rio e em São Paulo. Afinal,com mais dinheiro, os grandes clubes contratam mais profissionais pra atender a demanda de marketing, de vendas… Mais investimento na base, com mais garotos tendo chances, com mais obras de construção de seus cts, sedes, lojas… Emprego e dinheiro no Rio e em São Paulo, enquanto os clubes passam o pires em Belém, brigando por migalhas. Enquanto um Flamengo receberá da TV dezenas de milhões, Remo e Paysandu brigam por dívidas que poderiam ser pagas com pequena parcela disso. Enquanto o Corinthians gasta milhões em seu novo CT, as condições dos estádios próprios do Pará não são o que o torcedor merece. Mas quem abastece os cofres destes clubes do Rio e São Paulo, em detrimento dos clubes locais? Apenas cariocas e paulistas?

    Enquanto o futebol paraense segue em divisões ridículas pela grandeza de seus clubes, culpa certamente da administração de ambos, mas também do menor investimento que conseguem reunir pra montar seus elencos, o futebol do eixo segue crescendo. O paraense segue pagando as festas de Ronaldinho Gaúcho enquanto não pode sequer ter seu campeonato estadual transmitido em PPV pois não há qualquer interesse da TV em vender este produto em um estado que consome também outros produtos já gerados sem qualquer custo, como os campeonatos paulistas e cariocas. Pra que contratar jornalistas, repórteres, câmeras, enfim… profissionais paraenses, se a um custo já pago podem vender pro paraense os campeonatos carioca e paulista? O mesmo em TV aberta.

    Assim, um estado com clubes gigantes acaba os deixando a míngua. Em parte pelas administrações desastrosas dos clubes, claro! E em parte pela postura do paraense que aceita consumir o que lhe é oferecido de fora sem sequer analisar por um segundo o que ele deixa de consumir com isso e qual o resultado de suas ações.

    Questionar amor? Amor não se mede. Cada um ama quem quer. Mas se a amante ganha do marido um colar de diamantes, talvez a esposa e os filhos não precisassem ficar sem ter o que comer… O amor do adúltero por ambas pode ser o maior do mundo. Puro, avassalador, sincero. Mas deixa de por a mesa em casa ainda assim. O futebol paraense é a família abandonada pelo misto, passando por um momento difícil. E se a família tem culpa por estar sendo abandonada, o marido adúltero, o que no final é o torcedor misto, também tem culpa por atirar suas pérolas aos porcos (e urubus, bacalhaus, sardinhas e outros animaizinhos do futebol do eixo).

    Rafael Castelo. Mineiro, Atleticano, porém casado com uma REMISTA.

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  20. É por isso que o futebol paraense não vai pra frente, os clubes já se atrapalham e ainda tem uma imprensa miserável dessas em que torcem pra times do eixo-sudeste. Essa discussão não tem nada a ver com defesas “ortodoxas e xiitas”, você sabe que paulistas, cariocas etc, em sua maioria só torcem pra um time né? sabe que a CBF e o clube dos 13 tem a grande meta de tornar esses times as unicas potencias tanto economicamente ( você morando em belém, assinando uma tv a cabo e só assistindo carioca jogar contribui pra isso) como no futebol, criando poucas chances pra times do Norde/Nordeste voltarem a ser grandes. Agora sabe o que me deixa com mais raiva de pessoas como você? que se diz “jornalista paraense”, “entendedor do futebol” e que tem como obrigação defender o futebol paraense? É QUE SABE DE TUDO ISSO E AINDA TORCE PRA TIME DE FORA NÉ? BOSTAFOGO? SABE PORQUE OS NOSSOS COMENTÁRIOS SOAM “XIITAS”? É POR PESSOAS COMO VOCÊ AINDA PERMENECEREM ATRASANDO NOSSO FUTEBOL, VOCE SABE QUE A CBF E OS CLUBES DO 13 QUEREM NOSSOS TORCEDORES SENTADOS VENDO FUTEBOL NA GLOBO, ACABANDO COM A MAGIA DO NOSSO FUTEBOL E AINDA ASSIM TORCE PRA TIME DE FORA. VERGONHA!

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    1. Leonardo, defenderei sempre que exponha seu pensamento, esculhambe à vontade, torça radicalmente por seu time preferido. Só não esqueça de respeitar as diferenças. Continuo convencido de que aprecio um esporte chamado futebol movido a paixão e sentimentos nobres. E, justamente por me considerar acima de tudo um desportista, respeitarei sua opinião, preferindo nem contrapor meu posicionamento ao seu. Vida que segue…

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  21. Olá Gerson Nogueira, sou torcedor somente do Paysandu, mas na minha infância torcia para Botafogo e Corinthians, por influência do meu pai e a TV serviu para sustentar isso por um bom tempo. Com o Paysandu na primeira divisão percebi o quanto é injusto e desigual o nosso campeonato brasileiro, onde alguns clubes recebem muito mais dinheiro de patrocínio e principalmente cotas de TV do que outros. Isso é fato e os torcedores daqui contribuem para isso, aumentando as estatísticas já imensas dos clubes de RIO-SAMPA, principalmente. Sou contra os mistos justamente por isso, por aumentarem ainda mais esse abismo financeiro que existe entre os ditos grandes e os pequenos, quando conseguem ascender a divisão maior do futebol nacional. Só para comparar os números de cotas de TV atuais que são baseados no número de torcedores (consumidores); o Flamengo e o Corinthians, por exemplo, estão recebendo cerca de R$ 84 milhões, logo abaixo vem São Paulo, Palmeiras, Vasco, Santos que recebem cerca de R$ 75 milhões; em seguida vem Botafogo, Grêmio, Internacional, Fluminense, Atlético-MG e Cruzeiro que recebem aproximadamente R$ 55 milhões; mais abaixo Bahia, Vitória, Sport, Atlético-PR, Coritiba, Portuguesa, Guarani e Góias recebem R$ 29 milhões. O resto, nem se sabe quanto recebe, mas é bem menos que o último escalão. Como pode clubes como Fortaleza, Ceará, Paysandu, Remo, Santa Cruz, Naútico… tentarem almejar algo a mais nesses campeonatos com essa diferença brutal de dinheiro?! Não te perguntas porque esses clubes no máximo passam 5 anos numa primeira divisão e depois voltam a série B?! Claro, esses clubes ainda insistem no amadorismo, mas a falta de dinheiro acentua e muito isso, um exemplo ao contrário disso é o Flamengo, como uma da piores gestões, senão a pior, do Brasil; o que mostra que amadorismo, apesar de contribuir para o insucesso em qualquer coisa na vida, não é fundamental, quando se tem essa disparidade.

    Vale acrescentar que o teu texto foi baseado totalmente em comentários os mais extremistas possíveis, como: morte aos mistos, são uma praga, deveriam ser extintos…

    Não pegaste e muito menos aprofundaste nada em relação ao que alguns realmente pensam sobre os mistos. A idéia não é proibir ninguém de torcer para dois ou mais times, até porque ninguém tem poder pra isso e todos tem o direito de fazer o que quiser, inclusive eu de discordar disso. O que queremos é fazer um debate, jogar os argumentos e mostrar que os mistos prejudicam somente aos clubes ditos pequenos. Infelizmente, alguns são intolerantes, mas rotular um grupo por causa da falta de argumentos de alguns é tão intolerante, quanto os que querem usar da violência para acabar com os mistos.

    Como um amigo meu disse, a questão não se trata de RG, de amor ao estado e sim de amor ao clube que tu vives o dia a dia, pois é só ele que acaba sendo prejudicado com os mistos.

    “Nada mais brasileiramente futebolístico do que essa generosidade na opção por bandeiras às vezes tão díspares.”

    Quer dizer, só nós nortistas e nordestinos devemos ser generosos na opção por bandeiras díspares; os Cariocas, Paulistas, Mineiros e Gaúchos, não?!

    Isso não tem nada a ver com generosidade, até porque esse fenômeno de mistos só ocorre em alguns estados que ainda resistem com o futebol local. No Amazonas, por exemplo, se escolheu ser carioca; pergunte a algum Manauara se torce, acompanha ou ao menos escuta nas rádios os jogos dos times locais. Simplesmente falam que os times de lá são uns lixos e só torcem PARA UM TIME: Flamengo ou Vasco, dizendo só os mais populares.

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  22. Outra coisa, a CBF nao precisa dar grandes ajudas pros times do N/Ne, ate pq ela pode se concentrar so no que importa pra ela mesmo.

    O Remo ja foi vitima (1999) de uma virada de mesa pra beneficiar esses times do sul… o time conseguiu a vaga pra serie A, AAAA, no campo e a CBF ignorou tudo. Ainda vou la torcer pra essas porras??? Eu quero mais eh q se fodam!

    Claro que vao perguntar: “E viraram a mesa por causa dos torcedores mistos?”. A resposta eh nao… mas com certeza se eles percebessem que nao ha mercado pra transmitir campeonato carioca e paulista num estado com 7 milhoes de pessoas e com 2 times tao fortes, respeitariam mais os clubes do Pará e jamais teriam feito oq fizeram.

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  23. Peço desculpas pelo palavrao que eu soltei acima… havia copiado o texto que eu postei na comunidade onde se discute o mesmo tema mas la o vocabulario eh mais aberto. Tentei editar o comentario depois de enviado mas nao tem como.

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  24. Havia prometido pra mim mesmo, nao postar mais no blog, mas depoios de tantos comentários absurdos, resolvi dar uma chegada aki e dizer….SOU MENGAO, SOU REMISTA, SOU SPORT, SOU MADUREIRA, E SOU BRASILEIRA….E TAMBEM CURTO O BARÇA,…Pelo amor de nossos filhinhos…..isso é futebol, paixão!!!!

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  25. “Misto” = torcedor modinha, torce para os clubes do eixo RJ-SP assim como você única e exclusivamente por estarem na primeira divisão e possivelmente darem mais alegrias que os nossos clubes, aliás alegria no sentido de fazer contratações astronômicas e jogos transmitidos por TV’s abertas e fechadas. O verdadeiro torcedor, o que ama o seu clube seja REMO ou PAYSANDÚ é aquele que faz de tudo para ir ao estádio acompanhar-lo, mesmo sabendo de suas limitações. Esse é o verdadeiro torcedor Paraense e não, assim com você, defensor ferrenho de clubes do sudestes, que estão “CAGANDO E ANDANDO” para o povo Pará, esse mesmo torcedor que faz dos clubes deles uma idolatria. “MISTOS” É ABOMINÁVEL, É TORCEDOR SEM AMOR, QUE NUNCA CONSEGUIU AMAR UM CLUBE NA VIDA!

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  26. Se REMO E PSC estao lascados, EH SIM por causa dos mistos, pq se os estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste nao comprassem oq enfiam goela abaixo (campeonatos paulista e carioca) os times do sul nao teriam essas cotas de TV exorbitantes e patrocinadores de 50 milhoes por ano!!!

    A diferenca eh enorme e os times de la estao cada vez mais ricos… os daqui cada vez mais pobres!

    Alguem pagaria 50 milhoes de patrocinio pro corinthians se so vendesse camisa em SP?

    A globo pagaria oq paga pro flamengo se so comprassem pay-per-view no Rio de Janeiro?

    NUNCA!

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  27. Meu coração bate forte pelo Papão e pelo Mengão. Não vejo nada demais. Esse fundamentalismo é triste e parte de pessoas que difundem o preconceito contra o outro. Não tenho nada contra as outras regiões brasileiras. Isso é coisa de mente atrasada. Esse negócio de raça pura (torcida pura, time puro) é coisa de nazista.

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  28. Caro Gerson, com todo respeito a sua opinião, e vale ressaltar que você é do tempo que se alimentava paixão pelos clubes do eixo Rio-São Paulo, mas o momento é de valorizarmos apenas nossas agremiações, a fim de que estes não se tornem os clubes amazonenses.

    Outra coisa, por mais que diga o contrário, você, que com toda certeza viaja mais do que eu, sabe o quanto o sul e sudeste brasileiro entende que carregam o Brasil nos ombros.

    Tal perspectiva, que envolve política e econômia, reflete na microfísica do futebol, como se a qualidade do futebol brasileiro deve-se apenas a estes locais, por isso, eles jamais torceriam pela ascensão de um clube do norte… Engolem a Bahia, mas Salvador foi a primeira capital, é a quarta maior cidade do País…

    Meu Caro Escriba, de quem admiro o textos, creio que para nos fazermos grande, enquanto clubes, cidade e estado, devemos primeiro amar e cuidar do que é nosso e esquecemos um pouco o quintal dos outros.

    Como posso cuidar do que é meu, se tenho o coração dividido? Como posso cuidar de minha família com um coração aqui e outro lá?

    Apesar da defesa de uma única paixão futebolistica, devo destacar que qualquer forma de exagero (em atos e palavras) deve ser considerado burro, afinal o respeito as diferenças deve sempre prevalecer… Qual seria a graça de um mundo onde as opiniões fossem sempre a mesma? Graça a muitos ja saímos da ditadura das ideias…

    Por fim, pode parecer exagero, mas prefiria que a Amazônia fosse um País a parte do Brasil, talvez assim teriamos o desenvolvimento político e econômico que tanto almejamos. Mas esta é apenas uma opinião de quem se encontra desgostosa com a gritante desigualdade deste gigante chamado Brasil…

    Abraço!

    Carlos Lira

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  29. Só me responda uma coisa e prometo que vou ficar calado. Você conhece algum torcedor do RJ, SP, MG ou de qualquer estado do eixo sul-sudeste que torce para algum time do Pará? Eu, não! Você conhece algum JORNALISTA como você lá de fora que torce para algum time do Pará? Eu, não! É fácil você crucificar e vir com esse papo de fundamentalista, pois mexe diretamente contigo isso, afinal, tu torce para um time de fora!

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    1. Não me baseio em comparações com torcedores de outros Estados, camarada. Defendo algo que me diz respeito, obviamente. Virei torcedor do Botafogo ainda criança lá em Baião e não há crime (ou você acha que há?) nisso. O futebol que aprendi a amar é, acima de tudo, um esporte apaixonante. E, que eu saiba, não há explicação para a paixão. Ou você gosta ou não. Lamento lhe dizer que não vejo futuro em nenhuma campanha contra os “mistos”, pelo simples fato de que são movimentos extremistas e intolerantes.

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  30. Vamos valorizar o que é nosso!! Não é isso que prega a campanha do Diário do Pará?? Vamos valorizar nossas marcas! Sempre que viajo para fora do Pará, levo minha camisa e bandeira do Remo. Eu gosto de futebol e assisto jogos dos times de fora do Pará, mas meu único amor e camisa são do Clube do Remo!

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    1. Camarada, torcer por qualquer clube que não seja paraense não significa trair nossas origens. É apenas um jeito de amar o futebol, que está acima de qualquer bobagem segregacionista.

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  31. “Meu coração bate forte pelo Papão e pelo Mengão. Não vejo nada demais. Esse fundamentalismo é triste e parte de pessoas que difundem o preconceito contra o outro. Não tenho nada contra as outras regiões brasileiras. Isso é coisa de mente atrasada. Esse negócio de raça pura (torcida pura, time puro) é coisa de nazista.”

    Olá Fátima Gonçalves precisas conhecer melhor os pensamentos de algumas pessoas, antes de sair julgando e generalizando tudo. Não tenho nada contra quem gosta de outros times, só acho que ser misto prejudica o clube “menor” no caso Paysandu e Remo. Meu pai e meus amigos em sua grande maioria são mistos, nunca briguei com nenhum deles e nem discuto sobre isso . Se achas que colocar opiniões diferentes das tuas é ser fundamentalista, acho que precisas rever melhor teus conceitos. Nem todos que pregam contra os mistos bradam: morte aos mistos, eles tem que morrer, são uns idiotas….

    A intenção verdadeira é mostrar pra quem torce para Paysandu e Remo que torcendo e comprando produtos de outros times acabam prejudicando e sim esses clubes de menor expressão e isso posso te mostrar com números. Se vais concordar ou não é outra coisa; e tens todo direito de discordar e torcer pra quantos e quais times quiser.

    Muitos que chamaram os outros de fundamentalista, xiita, nazista, são tão fechados em suas convicções que simplesmente tentam desqualificar o outro com ofensas como essas e não contra argumentando.

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  32. Gerson,

    Há uma série de pontos controversos na defesa de torcidas unica e exclusivamente voltadas para os times locais. Dentre estes pontos um que é deveras importante é a origem de tal defesa e a sua natureza.
    Nascida, sobretudo, nos meios virtuais, ela tem se mostrado ardorosa e canina, chegando às raias da ofensa pessoal, do achincalhe e do puro preconceito em nome de paixões exclusivistas. Está se criando de forma enviesada a figura do “super-torcedor”, aquele que, por torcer apenas por um clube papa-chibé, se arvora na condição de legítimo arauto e defensor ferrenho das cores do pavilhão por ele amado. O discurso mais difundido nas redes sociais (orkut e facebook, principalmente) que justificam tal postura ou visão acerca da torcida por um único clube é a de que as regiões norte e nordeste do país sempre foram prejudicadas em termos futebolísticos pelos homens do futebol encastelados no “Sul Maravilha”. Some-se a isto questões de ordem econômica que reafirmam a hegemonia dos de baixo no mapa em relação aos cá de cima. Argumenta-se que ao se comprar uma camisa ou um produto de qualquer time não-local, este se enfraquece e o torcedor “misto” (o que torce por times locais e não-locais) reproduz processos de dominação e fortalecem suas teias.
    Percebe-se que o discurso é mesmo o de resistência às forças futebolísticamente hegemônicas (Eixo Rio-São Paulo, principalmente) do Brasil. O mais curioso, e até preocupante, é que tais discursos – que não deixam de ter conteúdos verdadeiros – partem de setores via de regra muito jovens, de gente que começou a frequentar os estádios há pouco tempo e que acredita piamente que Cristiano Ronaldo, por exemplo, é o melhor jogador que o mundo já viu. Ou seja, o desconhecimento da própria história do esporte bretão, da torcida de seu clube local e até da própria história do mesmo joga tudo num saco de gatos. Quem pode aferir que ao torcer por Paysandu e Flamengo, Remo e Corinthians e Tuna Luso e Santos, este torcedor pode ser desqualificado, classificado como ilegítimo e considerado “menos apaixonado” que o torcedor exclusivamente local? Ademais, estes setores que defendem essa tese instransigente no ciberespaço são os mesmos que fazem moções de apoio às violentas torcidas organizadas, cada vez mais identificadas como torcidas de si mesmas (das próprias falanges) e que infernizam a vida do torcedor ordeiro nos estádios. Quer dizer então que o meu pai, que frequentava os estádios nos anos 60, 70 e 80 (e acreditem, era bem pior do que é hoje), sob sol e chuva para torcer pelo Paysandu não pode ser mais considerado um legítimo torcedor do clube pelo fato de também torcer pelo Santos, que passou a gostar e admirar por conta de Pelé, ladeado ainda por aquela magistral linha de frente? Façam o favor.
    Além disso, torcidas de caráter nacional não são fenômenos exclusivos do Brasil. Argentina (Boca Juniors e River Plate), Uruguai (Peñarol e Nacional), Chile (Universidad de Chile, Universidad Católica e Colo-Colo), Inglaterra (Manchester United e Liverpool), Itália (Juventus, Milan e Internazionale), Espanha (Real Madrid e Barcelona), Alemanha (Borússia Dortmund e Bayern de Munique) e Portugal (Benfica, Porto e Sporting) são exemplos de que a formação de grandes equipes sedimentou a formação de grandes torcidas. Faz parte inclusive do processo histórico da formação de cada país e reflete modelos e concentrações do desenvolvimento econômico nos mesmos ao longo do tempo. A globalização alçou tais equipes não mais à mera condição de equipes nacionais, mas também de times e marcas globais reconhecidas nos quatro quadrantes. E no Brasil, como se vê, não poderia ser diferente.

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  33. Orlando Miranda,

    Acreditar que a culpa de Remo e Paysandu estarem onde estão hoje deve ser apenas debitada na conta dos ditos “mistos” é, no mínimo, não ser razoável. E os presidentes, e as administrações dos clubes, onde ficam nessa história? Além disso, como Remo e Paysandu querem competir com clubes mais estruturados se não são clubes profissionais na plena acepção da palavra? Já ouvistes falar no marketing azulino ou no marketing bicolor? Em que pé anda o Sócio-Torcedor dos clubes? Quais os espaços diferenciados com serviços que Baenão e Curuzú reservam aos que os frequentam? É por aí também…

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  34. Caro Daniel Malcher, existe de fato gente que se acha mais torcedor por conta de torcer somente pelo clube local e que tenta desqualificar o misto como menos torcedor, isso é fato e sou totalmente contra. Quanto ao discurso sobre um misto comprar produtos de outro clube e assim prejudicar o clube local é também fato, e nisso concordo; ou achas que isso não acontece?!

    Desqualificar o argumento de alguém só porque começou a ir aos estádios recentemente ou então porque acha o Cristiano Ronaldo o melhor do mundo e achar que por isso desconhece a história do futebol é no mínimo estranho, já que ninguém precisa ter vivido um mundo de coisas para ter conhecimento sobre o assunto; a história está aí pra isso..

    Dizer que quem é contra os mistos defende as organizadas é outro absurdo sem tamanho, até porque as torcidas organizadas carregam bandeiras de outras torcidas aliadas e se desconheces, nas torcidas organizadas a grande maioria é de mistos que torce pros times dessas aliadas. Acredite os radicais são contra essas organizadas por isso.

    O teu pai, meu pai ou qualquer outro torcedor que escolhe e ama diversos times não é menos torcedor que ninguém e muito menos deixa de ser legítimo, só porque alguém diz que não. Não existe um concurso sobre quem é mais torcedor, cada um tem o direito de torcer da maneira que quer e pra quantos times quiser.

    O que de fato existe são argumentos contrários aos mistos. Eu e muitos pensamos que quem torce pra dois clubes prejudica e sim o clube de menor expressão, no caso Paysandu e Remo. E independente do fator histórico, da questão cultural, do poder da mídia… a discussão não é sobre o porque alguém torce para dois times, até porque as possíveis causas são conhecidas e são inúmeras.

    A questão é simplesmente jogar os argumentos e ao menos tentar debater o assunto. Infelizmente alguns bradam pela internet dizendo que vão fazer isso contra os mistos e bla bla bla, mas esses são como os protestos que formam na internet, só fica por lá.

    Quanto ao times de maior torcida no Brasil e no mundo de fato eles existem, por diversos fatores, mas quanto a “mistarada” é exclusiva de alguns lugares. Misto não é aquele que nasce no Pará e torce somente para o Botafogo, como o Gerson, ou como os Amazonenses que torcem somente para um time, principalmente Flamengo ou Vasco. Alguns criticam quem torce somente para os times de fora eu discordo apenas dos mistos.

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  35. Daniel Malcher, se o Orlando Miranda colocou exclusivamente a culpa sobre os insucessos de Paysandu e Remo ao mistos de fato está equivocado.

    Existe uma única diferença entre a maioria dos grandes clubes no Brasil e os maiores clubes de Belém. Dinheiro!! e olha que não é pouco. Ou vais me dizer que a maioria dos grandes clubes são exemplos de gestão?!! Sócio torcedor?! Qual clube no Brasil tem um que presta?! Somente uns 2!

    Os times cariocas tem as piores administrações do Brasil. As dividas desses “grandes times” são absurdas. O time de maior torcida do Brasil é uma piada. Só consegue sobreviver mesmo por conta da enorme quantidade de patrocínios (nem isso atualmente) e cotas de TV, que é absurdamente maior que a dos outros clubes, e claro consegue tudo isso por conta de sua grande torcida!!

    Digo mais, mesmo se Paysandu e Remo fossem um exemplo de gestão dificilmente conseguiriam figurar entre os maiores do Brasil, simplesmente porque uns recebem R$ 84 milhões de cotas de TV + R$ 20 milhões em patrocínios e os daqui no máximo receberiam R$ 10 milhões juntando os dois.

    Não existe competitividade desse jeito, infelizmente!

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  36. Gerson, o “torcedor misto” enfraquece de maneira que ele nem imagina o futebol local, principalmente economicamente, motivos os quais não me estenderei a dizer, pois você facilmente os achará pela internet e mesmo aqui em seus comentários.

    Mas pra ser bem básico, vai um exemplo dito de modo superficial: qual empresa, rede de televisão e etc irá se propor a pagar valores de patrocinio (bem) mais altos numa terra onde o povo compra enxurradas de camisas de Flamengo, Corinthians, Santos e etc, compra o sistema PPV do campeonato Carioca, Paulista, entre outros muitos produtos? É óbvio que nenhuma, é muito melhor pra elas investirem seu dinheirinho nos times do eixo Sul-Sudeste pra estampar suas marcas nas camisas desses times, nos campeonatos que esses times disputam, e por ai vai…agora imagina se todo esse povo (público) resolva “valorizar” os times e o campeonato daqui…você não é burro, sabe o que irá acontecer, não é? Ainda mais com a paixão, o fanatismo que o povo paraense tem, revertido integralmente para nossos times.

    Além do mais, um “torcedor” que se propõe a torcer por um time de fora do estado por causa da derrocada da dupla Re – Pa, não é torcedor propriamente dito, é simpatizante, e este não tem paixão.

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  37. Daniel Malcher,
    Exageros a parte, me responda se voce acha coincidencia que na novela das 18h mostraram uma cena do ver-o-peso com duas bandeiras de futebol de fundo… uma do VASCO e uma do FLAMENGO?

    Claro que os dirigentes sao amadores, fraquissimos… mas sem dinheiro eh mais dificil mesmo.

    Como um time do litoral paulista consegue arrumar patrocinadores pra bancar 3 milhoes por mes de salarios pro Neymar e ainda ter Ganso, Arouca e cia no time?

    Com 7 milhoes de pessoas no estado, a globo venderia pra gente oq a gente comprar, pq somos muito grandes pra sermos ignorados. Mas o povo compra oq ela enfia goela abaixo dai que se dane a dupla re-pa… parte da fortuna que SPFC, corinthians, flamengo, vasco, fluminense, recebem de TV e patrocinadores vem sim do bolso do misto, pq se esses times so tivessem mercado nos seus estados, a coisa seria muito mais equilibrada entre os clubes.

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  38. “Dizer que quem é contra os mistos defende as organizadas é outro absurdo sem tamanho, até porque as torcidas organizadas carregam bandeiras de outras torcidas aliadas e se desconheces, nas torcidas organizadas a grande maioria é de mistos que torce pros times dessas aliadas. Acredite os radicais são contra essas organizadas por isso.”

    Tens certeza Márcio Cabral? Acesse a comunidade oficial do Paysandu no orkut e veja com seus próprios olhos. Ademais, quando me refiro a estes setores, é de forma geral, claro que há quem não concorde, mas em sua maioria, existe sim tal apoio.

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  39. É curioso mesmo a opinião de cada pessoa sobre assuntos polêmicos como no texto da coluna. Eu escrevi que sou torcedor fanático ( num ótimo sentido) do Paysandu em Belém, mas tenho outras paixões clubísticas fora de Belém as quais cito em ordem Fluzão, Santos e Internacional porém colocando a Paixão pelo Paisandu acima de todos essses em qualquer competição ou situação. Concordo com o Gerson e afirmo que o futebol permite sim essas divisões de paixões clubísticas diferentemente de outros tipos de paixões que são mais radicais. Também afirmo que a minha Paixão pelo Paysandu é avassaladora e verdadeira diferentemente do que muitos aqui afirmaram que quem torce por outros times de fora não tem amor por nenhum clube de Belém. Mas so para polemizar ainda mais, tenho certeza que muitos dos que criticaram o Gerson e torcedores que torcem por clubes de outros Estados, são os que tem paixões por outras torcidas de clubes fora de Belém chegando até a fazerem confraternizações, servirem de guias de turismo, efetivarem banquetes para essas torcidas em visita a nossa capital. Exemplo disso é a tal remoçada pela tuf do fortaleza e terror bicolor pela ceramosr do ceará. Além de outras. E isso eu não faço. Torço por outros times de fora, mas com as torcidas de lá não quero nem conversa.

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  40. Poucas vezes ví, neste blog, postagem motivar tantas outras. Sôbre as opiniões manifestadas não ouso meter o bedelho,
    por entende-las de foro intimo, indiscutiveis.
    Confesso ter desejado o sucesso do Independente diante de um clube pelo qual tenho admiração (São Paulo)
    Não esqueçamos que em outros campos há quem só encontre pra-
    zer onde o sentimento é o que menos conta.
    Parece ter sido o grande RB que nos ensisnou : um sentimento radical prende o homem à terra em que nasceu ” .

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  41. Gerson, respeito a sua opinião, mas acredito que a torcida por times fora do estado representam sim um enfraquecimento do futebol local, ao passo que, como dito acima, o cidadão rivaliza com o clube local na aquisição de material do clube de fora (o cara deixa de comprar uma camisa do clube daqui pq de fora lançou material novo), e as vezes deixando até de ir ao estádio para assistir, pela TV, os jogos desses times.

    Eu, particularmente, até 2001, ainda nutria simpatia pelo Flamengo, também fruto da influência paterna e por ainda ter visto o Zico, Jr. e cia. jogar.

    Porém, quando o Paysandu subiu em 2001 para a Série A, e como já tinha ocorrido entre 92/95, a simpatia ficou de lado pq os times se tornaram rivais de um mesmo campeonato. E em especial entre 2002/2005, quando pude perceber o quanto que os nossos clubes locais são prejudicados (roubados em campo e no tapetão) em prol dos clubes de lá.

    Logo, quando vc se diz torcedor de um clube de fora, mas torce contra ele quando joga com Remo e Paysandu, é inegável que não se está diante de amor, quando muito uma simpatia.

    Entretanto, esse quadro de torcedores mistos teve sobremaneira queda na torcida bicolor quando o Paysandu estava na Série A, e também fruto das conquistas que começaram no ano 2000 e culminaram com a Libertadores em 2003. Praticamente não se via mais torcedor misto na torcida do Paysandu, pois o time estava jogando competitivamente e disputando títulos.

    Infelizmente, esse quadro vai retornando novamente na medida em que os clubes locais patinam em campo. Portanto, o antidoto contra isto passa inevitavelmente pelo retorno dos times locais às grandes competições, no caso do Paysandu à Série B pelo menos.

    E até lá, eu continuarei apenas com a torcida única, já que considero o caminho trilhado em 2001 irreversível!

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  42. Camaradas do Blog, bom dia;

    De volta à terra, (após viagem à serviço) deparo-me com esta polêmica e, que assunto polêmico esse, de torcer por clubes de outras plagas. Pessoalmente sou contra, por isso, só torço pelo Grande Bicolor Amazônico, afinal, esse tem expressão Nacional e Internacional, então, não preciso torcer pelos “difora”, não tenho motivos para ufanar-me das coisas alheias, apesar de reconhecer-lhes algum mérito, e penso que isso é característica do ser humano; tanto que, sulistas, centro sulistas, nordestinos e europeus, jamais torcem por clubes daqui, então, em meu entendimento, não torcer pelos “difora” é reciprocidade, apenas.
    Não me enquadro nos xiítas citados, não ´pertenço à comunidades virtuais, nem sou de apregoar morte aos mistos, nem sabia que eram assim denominados, prá mim é torcida camaleão, a todo jogo mudam de cor, só pode!
    Falconi, por qual time tu torces aí em manaus? libermorro, princesa do solimões, sul américa, fast? tems que dar uma força pro Aziz.

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  43. Daniel Malcher, sou um membro assíduo na comunidade do Paysandu no orkut e sei como são as coisas por lá. Posso te afirmar que as torcidas organizadas não são contra mistos e muito menos os que são contra os mistos apoiam as organizadas. É claro, tem uns poucos membros dessas organizadas que devem partilhar de ser contra mistos e a favor das organizadas.

    No mais alguns membros de algumas organizadas agem com violência quando vêem torcedores do Paysandu com camisa de outra torcida organizada que não é sua aliada.

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  44. O problema, Prof. Gil Matos, é que nos tempos atuais chega a ser uma irresponsabilidade ir num RE X PA usando uma camisa de algum deles (nem cabe relatar aqui tantos exemplos de gente que sofreu violência das “organizadas” somente por estar trajando um dos uniformes), por essa razão é que quando o jogo é de uma só torcida eu vou com o uniforme do Remo, quando é RE X PA vou com a camisa do meu segundo time.
    Minha opinião sobre isso é a seguinte: quem acha que paixão é indivisível não pode nem sonhar em ter mais de um filho.

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  45. Dicordo, há sim a paixão por um clube, e acho legal a iniciativa de torcer por times da terra, o Norte e Nordeste são constantemente prejudicados em alguns dos fatores que envolvem nosso futebol como: repasse de dinheiro, privilegios, cotas, arbitragem, competições, justiça desportiva…tudo no decorrer da história do futebol nacional, desde os campeonato brasileiro de sleleções estaduais. Em Manaus sou Fast Clube, e não possuo outro clube, há uma pequena onda se manifestanto em favor da unitariedade de clubes em Manaus.
    Sou contra exigir que uma pessoa que torce por dois clubes torça somente para um por capricho de um amigo ou torcedor mais fanático, mas explanar, que valorizar a terra é valorizar seu clube, isso concordo. Se há discriminação contra o Norte e Nordeste, esta discriminação já começa pelos prórpios torcedores que não apoiam ou desprezam o esforço de clubes de sua terra, qualificando como sem expressão. Meu clube pôs em 1980 60 mil pessoas para ver um amistoso em Manaus contra o Cosmos NY, isso foi lindo. foi diferente. Sou Fast Clube e sempre serei. Grato pelo espaço.

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