Tinha a convicção de que o Santos bateria o Peñarol com facilidade, talvez até por goleada. Dei palpite folgado e estava tranqüilo quanto à vitória, que acabou parecendo mais árdua do que realmente foi. Quem acompanhou as campanhas dos dois finalistas na Libertadores sabia que os uruguaios haviam chegado ao limite e que o respeito em relação a eles tinha mais a ver com o passado do que com o presente.
O esquadrão quase imbatível que pontificava no continente nos anos 60 e 70 já não existe mais. Permanece, porém, a camisa fortíssima e a velha fibra. E, claro, a eterna mania de confundir futebol com vale-tudo.
Quase todo mundo já falou da importância desse tricampeonato do Santos, com ênfase ao papel desempenhado por Neymar, Ganso e Arouca. Os mais empolgados ainda apontam Muricy Ramalho como genial timoneiro. Tenho cá minhas reservas quanto a isso, mas campeões sempre merecem respeito.
Sobre os jogadores, a conquista da América, além de tudo o que representa de positivo para o Brasil (e até para o Pará), serve para evidenciar o que já sabíamos, mas o resto do mundo ignorava. Neymar e Ganso estão prontos para brilhar intensamente em qualquer lugar.
Na verdade, ambos já estavam em ponto de bala desde o ano passado, quando foram alijados da Copa do Mundo pela ignorância sacrossanta da dupla fundamentalista Dunga-Jorginho. Quem esteve na África do Sul, como este escriba baionense, sabe a falta que eles fizeram.
Ambos jogam, de fato, o fino da bola. Pertencem hoje a um clube seletíssimo de craques formado por Messi, Cristiano Ronaldo, Xavi, Iniesta, Ibrahimovic e alguns poucos mais. Claro que a evolução dependerá dos caminhos que irão percorrer a partir de agora, mas é certo que os novos meninos da Vila são tecnicamente superiores aos anteriores, Robinho e Diego. E devem lutar para não repetir as mesmas escolhas ruins.
Resta o desafio prático na Seleção Brasileira, onde Ganso e Neymar estiveram juntos somente uma vez – e muito bem –, no amistoso contra os Estados Unidos, em Nova Jérsei. Na Copa América que se aproxima ambos terão espaço e oportunidade para confirmar o que se espera deles para 2014. Confio que darão conta do recado, com sobras.
Além de ver seu melhor representante no futebol coroado campeão continental, o Pará ganhou com a vitória santista uma tremenda homenagem em âmbito nacional e um poderoso defensor da preservação do Estado. Ganso repetiu o gesto da conquista da Copa do Brasil do ano passado, sem que ninguém pedisse para botar a camisa com as cores paraenses. E, como se sabe, atitudes espontâneas e sinceras têm muito mais valor. O meia, de origem interiorana, cresceu ainda mais no conceito de todos os que se opõem ao projeto separatista.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 24)
De fato Gerson seu comentário está a luz da verdade. O Santos é o melhor time do Brasil na atualidade e a dupla Ganso e Neymar a melhor dos últimos tempo, só não do Santos como de todos os clubes brasileiros. Ganso merece todas as homenagem e fico feliz em ve-lo na humildade fazer questão de lembrar que é do Pará. Muitos atletas paraenses já tiveram essa oportunidade e faziam questão de omitir sua origem.
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É verdade, Berlli. Não só jogadores, diga-se. Lembra daquele período que uma certa cantora, ávida por obter patrocínios manauaras, teve a pachorra de tirar o “Belém” do nome? Pois é. Por tudo isso, o nosso Ganso merece todos os aplausos e a nossa torcida para que se consolide como grande craque.
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Gerson e amigos teve um jornal(zinho) daqui de Belém que no afã de antecipar o grande confronto do final do ano entre Santos e Barcelona, colocou grandes craques da história de cada clube.
No caso dos Santos, estou longe e nem quero ser dono da verdade mas em qualquer lista do peixe que não constar o nosso Giovani é brincadeira, principalmente quando nessa relação tem o Diego.
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Gerson,já estava mais que na hora dos deputados paraenses que estão mais enrrolados que papel higienico(e olha que eles estão precisando na ALEPA),nas esteiras dos escândalos e rombos nos cofres público,tentarem se limpar com o nosso povo e instituir o titulo honorário de cidadão paraense para o nosso Ganso.
Pois ele vem levando o nome do nosso estado do Pará a nivel nacional e mundial,o que esta faltando para essa turma do mal da ALEPA,verem isso.
Poia eles vivem se homenageando por lá,acho que é disputa de quem mete mais a mãos no dinheiro público,e ganha uma homenagem.
Valeu por mais essa prova de amor pelo Pará Ganso.
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Pois…
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Concordo e assino embaixo.
Eu estava ,sr.gerson me lembrando do ROnaldinho GAUCHO na Copa de 2002,onde o jogador devia ter uns 20,21 anos.Ele jogou o fino,além da técnica apurada ,comprovada no jogo contra os ingleses com aquela arracanda espetacular derrubando com um drible o marcador e deixando o Rivaldo na cara do gol tbm depois com aquela cobrança de falta inesperada ,mas consciente.Fico imaginando que se fosse o Dunga ou seus simpatizantes não o teriam levado por pura teimosia.Diriam que deveria se esperar o jogador amadurecer .Tái o jogador tá maduro e futebol que é bom.
Por isso tenho certeza que se Ganso e neymar estivessem na Copa ,teriamos tido chances de empatar e virar contra a Holanda.Com o Melo e Bastos ficamos apenas fazendo faltas ,inclusive com o Melo sendo expulso.E tem gente que não concorda. Que não craques,craque é quem então? ÉRAS.
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Considero como esclarecedora a entrevista que ontem o Pte. do Santos concedeu a um canal de tv (fechado) mostrando o animo do clube e as possibilidades do jogador permanecer na Vila pelo menos até o final do ano. Evitando as cifras, o dirigentes santista referenciou exemplos que permitem a qualquer um ter ideia dos depositos bancários que mensalmente caem na conta do jogador. A melhor e mais importante irevelação foi o anuncio do estádio que o Santos construirá em Cubatão e que será o maior do Estado. Para ser grande um clube precisa ter patrimonio , grande também.
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Na postagem acima falei dos milagres e esqueci o miagroso, Trata-se de Neymar, no momento o xodó do torcedor brasileiro.
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Dr Alonso ao conversar ontem comigo em breves palavras por telefone me disse que no país dele falam o seguinte de GANSO.
” Todos falam mais de Neymar que de fato tem futuro promissor,podendo ser mesmo brevemente um dos melhores do mundo,mas há um jogador chamado de Ganso que além de possuir dribles finos e envolventes,tem uma visão de jogo dos grandes magos da bola ,joga altivo,gruda a bola no pé,não faz firulas á toa,não fala bobagem,não é polemico e o melhor pensa rápido e objetivamente” .Pois é sr.Gerson ,não é patriotada não, até os “hermanos’ estão vendo e dando a mão á palmatória em relação as qualidades de nosso Ganso.
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Acho sr.Gerson que sendo jornalista perito e titular desse blog o sr. deveria esclarecer as condições em que foi a vitoria do Paissandu sobre o Peñarol em 1965.O time Uruguayo era campeão do mundo ,base da seleção deles e havia derrotado times brasileiros em amistosos.E perderam em BELÉM DUAS VEZES.o FEITO é digno sim de constar nos anais da história e no hino do PAPÃO. A comparação com a vitoria do Remo sobre o Flamengo não pode e nem deve existir ,mesmo tendo sido uma vitoria inesquecivel para a torcida azulina.O PENAROL era sem diferença nenhuma tal qual o BARCELONA DE HOJE.O time do Flamengo era de garotos ,Zico contava com 19 anos e outros tbm eram muito jovens. Não haviam ganho nada ainda e nem eram temidos .O time do FLAMENGO QUE JOGOU O FINO só apareceu depois de 1980 ,conquistando titulos brasileiros.O PENAROL já era realidade e melhor do mundo na ocasião em perdeu para o papão.A vitoria do Remo no Maracanã é dessas raras ,zebras como a do PAISSANDU sobre o SÃO PAULO em pleno Morumbi EM 1994 ,ZEBRA.Ms o São PAULO NAQUELA ÉPOCA JÁ ERA TRI brasileiro,campeão mundial,alia´s Bi e tinha um timaço.Portanto que fique bem claro as circunstancias para os mais jovens .
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A vitória do Paissandu sobre o Peñarol é fato de conhecimento público, pastor Rodrigues. Só o torcedor mais alienado desconhece as circunstâncias daquele amistoso. Gozações entre torcedores não devem ser levadas tão a sério, meu caro.
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Pira paz!
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Pelos registros os clubes campeoes da Libertadores e que foram ao titulo mundial inter-clubes seguiram -se assim :
1960 – Penarol
1961 – Penarol
1962 – Santos
1963 – Santos
1964 – Independientes
1965 – Independientes
1966 – Penarol
O Penarol aqui esteve em Julho de 65. Trabalhei como reporter e perguntei ao técnico Maspoli : Com Pelé no time o Brasil perderia em 50 no Maracanã. Educamente Maspoli sorriu à irreverencia da pergunta do reporter então iumberbe
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Em 51 o América do Rio silenciou o lotado Centenário vencendo de 3 a 1 o Penarol cujo time possuia 7 jogadores da seleção charrua que em 50, no Maracanã, fez-nos chorar. Eu era apenas um garoto que ainda não chegara aos 8 anos..
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