Coluna: A primeira batalha

Ao longo do campeonato, todas as decisões em ida-e-volta foram definidas na primeira partida – e em favor do time visitante. No turno, o Paissandu foi a Cametá e venceu por 2 a 1, ampliando a vantagem que já tinha para efeito de desempate. Na volta, na Curuzu, jogava até por uma derrota simples, mas acabou ganhando por 3 a 1. No returno, o Independente repetiu (até no placar) a vitória que o Paissandu havia obtido no Parque do Bacurau. Em casa, domingo passado, empatou e levou o título.
Nada impede que a escrita se repita neste domingo. Apesar do equilíbrio entre as equipes, é inegável que o Paissandu parece melhor preparado, até pelo tempo que passou treinando exclusivamente para a decisão. Ao contrário, o Independente traz as marcas do duelo recente contra o Cametá. Além do natural desgaste físico, tem o desfalque de jogadores importantes – Wegno e Lima, principalmente.
O entusiasmo é talvez o principal combustível do Independente. Jogadores e comissão técnica ainda comemoram, com razão, a importante conquista. Os torcedores seguem no mesmo embalo. Tucuruí só pensa na decisão, justificadamente empolgada com o feito de seu representante. 
Ocorre que tudo muda quando a bola rola. Esta é a essência do jogo, marcado desde os primórdios pela capacidade de surpreender. A imprevisibilidade é o que torna o futebol apaixonante, mesmo quando o confronto envolve forças desiguais – o que não é o caso deste duelo no Navegantão, no qual a situação é parelha.
O ligeiro favoritismo do Paissandu vem naturalmente da qualidade do elenco. Não é um grupo de altíssimo nível, está longe disso, mas tem bons valores individuais e supera o oponente quanto às peças de reposição. Outro fator, menos tangível, conspira em favor do time de Roberto Fernandes: o peso da tradição.
Nos últimos anos, esse aspecto influiu bastante na decisão. O Paissandu levou a melhor sobre S. Raimundo e Águia mesmo sem ser tão superior. Camisa, história e torcida pesaram na balança, levando os emergentes a se comportarem de maneira até acovardada nos embates finais.
O Independente tem condições de fazer uma caminhada diferente das de santarenos e marabaenses. Tem um treinador, Sinomar Naves, acostumado a dirigir os grandes da capital e baseia seu poder de fogo em dois armadores experientes, Gian e Marçal. Ainda assim, para ser o primeiro campeão vindo do interior, terá que mostrar em 180 minutos muito mais do que fez até agora na competição.
 
 
As desavenças que abalavam o S. Raimundo desde 2009 explodiram na atual crise institucional, que afastou diretores e ameaça o mandato do atual presidente. O pedido de liminar contra a diretoria, impetrado na justiça comum, já põe em risco a participação do time na Série D 2011. Ao longe, o Remo contempla a confusão, cada vez mais esperançoso. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 19)

22 comentários em “Coluna: A primeira batalha

  1. Thiago Potyguar depois de mais um empate, manda mensagem para os companheiros do Paisandu!!
    thiago:
    “so queria desejar boa sorte e fala que eu queria ta muito ai com eles pra mim ajuda eles . e tou vendo a hora de estar jogando de novo no paysandu”

    O time do Thiago empatou fora de casa por 1×1 com o Qingdao Zhongeng pela Liga Chinesa de Futebol. Com esse resultado soma-se um total de dez jogos com 6 empates e 4 derrotas, permanecendo na zona do rebaixamento!!

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  2. O Independente tem um grande time e precisa jogar muito hoje se quiser conquistar o título, porém eu acho que hoje vai dar empate e o paysandu ganha o próximo.

    OBS: Gerson, cadê os parabéns ao Centenário das Assembleias de Deus? Gostaria de pedir encarecidamente apenas um post mencionado a maior igreja pentecostal do mundo que nasceu aqui em Belém do Pará.

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  3. Gerson e amigos, 38 min do 1º tempo , já deu pra tirar algumas conclusões:
    1- O Paysandu joga com 2 alas, um volante na frente da zaga e, um volante no meio, com 2 homens(Andrey e Marquinhos) no meio, que não funcionam;
    2- Com a ligação sem funcionar, o Mendes e o Rafael, pouco pegam na bola e, quando pegam essa bola vem rifada;
    3- Vc jogar contra um time que tem Gian e Marçal em grande forma e, querer marcá-los por zona, é querer perder o jogo, devido ao pouco tempo de treinamento que o Papão teve;
    4- O Paysandu não rende no meio e, o que é pior prende lá atrás, quem poderia ajudar essa bola chegar com mais qualidade lá na frente: A. Carioca;
    5- Penso que, se tiver bem fisicamente, para aguentar pelo menos um tempo, entraria com o Sandro e o Bily, nos lugares de Andrey e Zeziel;
    – Não sei como estaria esse jogo, se o Independente estivesse completo e, o Papão com essa escalação.
    Vamos ao 2º tempo.

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  4. Gerson e amigos, 8 min do 2º tempo e, o Papão continua todo aberto deixando Gian, Marçal e Fábio livres e sem nenhuma organização tática. Tá pedindo pra levar gol.

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  5. 12 min, agora ele tirou o Andrey e coloca o Bily, no que penso que, pelo momento do jogo, tinha que ter enrado o Sandro também, pois o problema do Paysandu era de falta de mais um marcador e na ligação.

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  6. Gol do Independente e, nesse momento do jogo, o Paysandu precisa de velocidade na frente, além do ligador, caso contrário, vai levar mais gols.

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  7. 23 min, ele tira o Marquinhos e coloca o Cláudio Alax. Gostei, ele fica com 2 laterais, já que o Zeziel ficou e, passa o Sidny para a ligação, fazendo uma substituição e mudando taticamente em duas posições.

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  8. 34 min, se não foi por cansaço, penso que a saída do Gian e, a saída do Alisson para a entrada do Helinton, pode facilitar as coisas para o Papão.

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    1. Sai pra lá sofredor, ainda estás por aqui ? Vai curtir tuas férias de sete meses, some, desaparece, vira purpurina. Pega um par de chuteiras e vai ajudar teu time no interior. Xô urubú.

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  9. Camisa e tradição ainda pesam quando o time ´o PAPÃO.Depois da entrada de Wellington(?) e da mudança tática no segundo tempo o PAPÃO poderia até ter virado.No MANGUEIRÃO VAI SER MELHOR O JOGO E HAVERÁ MUITOS GOLS NA MINHA OPINIÃO.Detalhe tentei conectar a cultura on line ,mas cortava muito e resolvi ouvir pela radio clube e o narrador de Santa Maria cidade que andei muito fazendo pregações em igrejas ,e o comentarista ,juntos me passaram a impressão de que eu assistia in loco á partida.Parabens equipe da RBA.Não fui ao Morenão assistir a semi do Comercial,Depois posto alguma coisa.Outro detalhe um reporter disse que a impressão é que o estádio estava praticamente lotado.Ou seja mais de mil pessoas a amsi pelo menos ao noticiado de quase 5 mil pessoas.Assim minha opinião se justifica de que em 4 ou 5 anos haverá estádios cheios nos interiores do Pará com a ascensão desses times já conhecidos como o GALO,mAPARÁ,castanhal.Pantera e quem sabe outros virão.

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  10. Mais uma coisa o que os torcedores azulinos estão fazendo agora ?Acertou quem disse passando a mão no cotovelo.Pro Remo seria ótimo o Papão ser campeão ,mas a Biblia já ensina há muito tempo em PROVERBIOS “Retire os pés da casa de seu vizinho e cuide de si próprio’ e mais “Retira o sujo do teu olho antes de se preocupar com o cisco no olho do outro”Não são essas palavras literalmente direcionadas e atualizadas em todos os segmentos da vida ,inclusive a esportiva ?

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  11. Égua da pelada!!!
    Ponto positivo; esse tecnico não é sangue de barata como o anterior, sabe substituir, mas teve sorte pois o galo poderia ter ganho o jogo com diferença da dois gols.
    Fora isso, o mangueirão vai tremer domingo com a fiel bicolor comemorando o TRI CAMPEONATO!!!!

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  12. Com todo respeito sr Edson acho que ouvi outro jogo.O nivel não era essas coisas pelo que disseram o narrador ea reportagem o gramado é duro.Mas o jogo foi movimentado quase aberto e o PAPÃO mereceu o empate,o jogo não poderia ter vencedor ,até o comentarista falou isso e eu ouvindo apenas daqui de Campo GRANDE ,MS TBM ACHEI O MESMO.

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