“É chique ser blogueiro, ainda mais progressista e ainda por cima “sujo”, mas na verdade, sujos são aqueles que vocês enfrentaram, evitando com que a sociedade brasileira fosse manipulada, como durante muito tempo aconteceu no Brasil. Vocês evitaram com que os falsos formadores de opinião pública, que às vezes não convencem nem quem tá dentro de suas casas, assistindo, ditassem regras do que deveria acontecer com as pessoas… Nunca me preocupei com a crítica se ela for verdadeira, o que me preocupo é com as inverdades, com a má fé, com as difamações, como aquela pedra, aquele meteorito de papel que bateu na cabeça do candidato da oposição”.
De Lula, em discurso certeiro no encontro nacional de blogueiros.
Cabra bom. Te dizer…
E aí Gérson,o FHC está fazendo 80 anos hoje,podia dar os parabéns pro cara…
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Deixa disso, camarada. Está assim ó de demo-tucanos pra fazer isso. E Efeagá não curte gente diferenciada, hehe.
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Mais trechos da entrevista:
Lula critica mídia e agradece ‘blogueiros’
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação da imprensa e agradeceu a “blogueiros” por terem, nas suas palavras revelado “uma farsa que estava acontecendo” durante a campanha eleitoral do ano passado. Lula referia-se ao episódio em que o então candidato do PSDB, José Serra, teria sido atingido por um objeto durante uma passeata no Rio de Janeiro.
No II Encontro de Blogueiros Progressistas, em Brasília, o ex-presidente disse ter viajado por 16 países desde que saiu do governo e afirmou que o comportamento da mídia, especialmente na América Latina, “é quase lamentável”. “Eu nunca me preocupei com a crítica se ela é verdadeira, o que me preocupa são as inverdades, a má-fé, as difamações, como aquela pedra, aquele meteorito de papel que caiu na cabeça de um candidato no ano passado”, afirmou Lula.
“Foi quando eu disse que nosso adversário tinha que ter a coragem de pedir desculpa ao povo brasileiro”, acrescentou. “É o único momento em que um candidato sai mais fraco do que quando entrou (na campanha eleitoral)”, disse.
Lula afirmou que foram os “blogueiros” que impediram que esse episódio gerasse prejuízo eleitoral para a então candidata Dilma Rousseff. “Vocês tiveram papel extraordinário. Vocês demonstraram uma coisa fantástica: o povo não precisa mais de intermediários”, afirmou sob aplausos dos participantes do encontro.
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Politico bom é aquele que consegue governar por dois mandatos consecutivos e de birra sai e ainda emplaca uma mulher pra lhe suceder.
Politico bom é aquele que se senta numa mesinha e a galera se amontoa pra participar desse bate papo só pra pra ouvir suas estórias.
Nunca votei no Lula e não aceitei votar na sua candidata, mas se hoje ele precisar do meu voto TERÁ!!!
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Parabéns, grande Édson. Assim é que se fala. Quem enxerga um pouquinho mais neste país sabe que Lula foi nosso melhor presidente – imperfeito, como qualquer ser humano, mas ainda assim muito superior a todos os seus antecessores. Cabra bom.
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Votei duas vezes em Lula e votaria a terceira.Muitas vezes eu dividi meu paão ,literalmente com pessoas pobres ,esfomeadas ,levava meio kg de arroz,pra um,um pacote de macarrão pra outro,pessoas humildes ,desempregadas que buscavam na igreja e através da fé saciar suas fomes.Muitas vezes eu tinha dez reais no bolso e trocava dividia 3 para um 3 para outro,2 para outra pessoa e muitas vezes ficava sem nada.Aí aparecia um amigo ,um outro pastor que me arrumava mais uma quantia similar e eu comprava meu almoço.Foi com o Lula que isso diminuiu.A partir de suas implementações sociais eu fui observando que as pessoas já tinham um dinheirnho pro almoço.Isso é inegável.Senti no meu bolso a diferença.Hoje mesmo aquele caboclinho preguiçoso(desaprovo a indolencia)pode se dar ao luxoi de ter uma grana na conta pra comprar feijão.O certo seria o govrno federal criar mecanismo para a pessoa pescar muitos peixes e não dar um peixinho,mas antes do Lula até essa doação de um peixinho era rara ou quase inexistente.
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Egua Gerson, acho que o FHC e quem tem problema psicologico, ele nao aceita que o metalurgico barbudo e sem diploma, formado na universidade da vida seja melhor do que ele. E muito ciume da viuva. Te contar.
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Os brasileiros em geral agradecem a FHC a abertura da trilha da economia que por ela hoje muitos se alto consideram donos. Parabéns FHC pelos 80 anos, sem essa de incentivo aos maconhas.
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As inverdades dos outros incomodam, e as de LULA Lá? Cabra bom de pao.
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Digo, papo.
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Aos 80 anos, FHC tem legado revisto
Alberto Bombig e Lucas de Abreu Maia – O Estado de S.Paulo
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso completa 80 anos hoje em meio a uma onda revisionista de seu legado político, administrativo e intelectual, motivada pela declaração da presidente Dilma Rousseff de que o tucano deu “contribuição decisiva” ao desenvolvimento do País.
Na última década, FHC teve sua gestão (1995-2002) sob fogo do PT, em especial do sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que, empenhado em enfraquecer a oposição, decidiu “desconstruir” a imagem e o legado de FHC.
Com Lula fora do poder, cientistas políticos, sociólogos e historiadores ouvidos pelo Estado acreditam que FHC terá sua obra devidamente reconhecida e respaldada pela História.
“As críticas ao governo FHC são retórica. Os presidentes que o sucederam copiaram mais do que inovaram. Por exemplo, a presidente Dilma Rousseff, ao propor a privatização dos aeroportos do país, vai pôr em prática uma das lições de liberalismo econômico ensinadas por Fernando Henrique” diz Celso Roma, cientista político da USP.
“O Lula não encontrou nenhuma herança maldita. É um legado que só está sendo redescoberto agora, até mesmo com a carta de felicitações da presidente Dilma Rousseff”, afirma o historiador Marco Antonio Villa.
Foi no exílio no Chile, em 1967, que FHC publicou seu livro mais famoso: Dependência e Desenvolvimento na América Latina. “Houve um momento em que o mundo inteiro debatia a teoria da dependência”, diz o cientista político José Arthur Gianotti. “Um legado indiscutível.”
“O Fernando sempre teve uma habilidade política muito grande, mesmo na academia. Eu me lembro de dizer: “Fernando, você é um homo politicus”. Ele conseguia aglutinar e organizar os colegas”, diz Leônico Martins Rodrigues, sociólogo da USP e amigo de FHC. Para José Augusto Guilhon de Albuquerque, a maior qualidade de FHC foi a capacidade de agregar pensamento acadêmico ao ativismo partidário: “Essa confluência fez com que ele trouxesse para a política a elite intelectual”.
Os cientistas políticos veem no fortalecimento das instituições democráticas um legado que só agora está sendo revisitado. “Os primeiros cinco anos depois da Constituição de 1988 foram muito caóticos. Com o impeachment do ex-presidente (Fernando) Collor em 1992, a fragmentação dos partidos e a posse de Itamar Franco, que não era filiado a nenhuma sigla quando assumiu, parecia que o Brasil tinha fracassado novamente”, afirma Jairo Nicolau, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
“O FHC fez uma coisa extraordinária: não apenas deu a posse ao Lula, seu grande rival político, quanto criou uma estrutura para a transição, coisa que nunca tinha acontecido na história do Brasil”, diz Rodrigues.
“FHC é responsável pela recuperação da dignidade da política na forma aberta e tolerante com que tratou aliados e adversários e pela demonstração, com o Plano Real, de que a vontade política, se bem embasada na realidade, pode sim transformar a sociedade para melhor”, afirma José Álvaro Moysés, também da USP.
Jairo Nicolau resume: “FHC nos deixou dois legados: um país tem que ter moeda e tem que ter democracia”.
heheheh ,paidegua essa duplinha!!! J. Bonifacio deve ficar p..da vida
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Leia a íntegra da carta da presidente Dilma Rousseff a Fernado Henrique Cardoso:
Em seus 80 anos há muitas características do senhor Fernando Henrique Cardoso a homenagear.
O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica.
Mas quero aqui destacar também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje.
Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidaçãoo da democracia brasileira em seus oito anos de mandato.
Fernando Henrique foi o primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito. Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias.
Querido presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!
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