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O presidente candidato utilizou muito bem o palanque. Defendeu, aliás, posições que eu defendo aqui desde o tempo em que ele, o presidente candidato, ainda era apaixonadamente vinculado ao São Raimundo mocorongo, sendo
a principal delas, a defesa de uma gestão de austeridade, marcada pelos pés no chão, com o intento de não aumentar mais ainda o já dilatado passivo do Clube, evitando jogadores com salários astronômicos, e com contratos extensos.
Isso sem falar no reconhecimento de que o potencial do Clube não está neste, naquele, ou naquele outro dirigente, mas, sim, na torcida, que cresceu, e continua crescendo, mesmo com o Clube, estando sob esta crônica situação de crise.
A propósito, deixou dito, bem claramente, que os problemas azulinos, todos eles, decorrem das péssimas gestões anteriores, todas incompententes, personalistas, amadores, passionais e possessivas.
Disse ainda outra verdade: que nove meses são insuficientes para reverter os prejuízos de décadas de desmandos. Afora outras afirmativas e considerações típicas dos modernos discursos políticos eleitorais e eleitoreiros, como por exemplo o soerguimento do Baenão (com estrutura móvel), inclusive, com área vip e tudo, já para o estadual de 2017.
Ocorre que a prática, em nove meses, refuta muita coisa daquilo que foi política e marqueteiramente bem discursado. E o principal refute vem dos atrasos de pagamento dos muitos jogadores contratados, alguns nada baratos, mesmo a torcida tendo comparecido em massa nos jogos.
Enfim, proporcionalmente, me parece que os nove meses de dívidas e desventuras acumuladas, guardadas as devidas proporções, restam compatíveis com o que ocorreu no complicado período anterior.
Enfim, me parece uma jovem retórica revestindo a vetusta afeição pelas potencialidades do Fenômeno azul.
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Causa perdida, esse clube não tem remendo.
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