Contra o Peru, Tite pode alcançar marca história de Saldanha na Seleção

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Após muitos questionamentos no primeiro semestre e críticas no período pré-Olimpíadas, Neymar reencontrou a boa fase na Seleção Brasileira. Além dos gols, o craque ainda levou a melhor no duelo contra Messi na última quinta-feira (10) e ratificou o momento favorável com a camisa amarela. Na madrugada de quarta-feira (16), há nova chance de fazer história: o atacante lidera a equipe no duelo contra o Peru, no Estádio Nacional de Lima, de olho na marca de seis vitórias consecutivas pelas Eliminatórias.

A única vez que a seleção conseguiu tal sequência foi em agosto de 1969, rumo à Copa do México. O time que acabou sendo tricampeão mundial e era liderado por Pelé venceu Colômbia, Venezuela e Paraguai (duas vezes cada), sob o comando de João Saldanha.

O jogo desta terça é ainda um desafio pessoal para Tite, que pode entrar em uma lista histórica com apenas seis jogos. E 100% de aproveitamento até aqui. “Mas não gosto de personalizar isso. Eu participei da engrenagem, mas o essencial é o trabalho dos atletas. Não quero personalizar isso. É a seleção brasileira. Ela que está vencendo e construindo essa situação. Grande parte do grupo que está aí é um legado de trabalhos anteriores”, disse, diplomático.

Tite tenta alcançar a marca de João Saldanha e deixar o time ainda mais perto da vaga na Rússia. Com 24 pontos e liderando as Eliminatórias, Tite acredita que pode carimbar o acesso com mais dois resultados positivos. Para chegar a mais uma vitória, não mudará o time que venceu a Argentina por 3 a 0 na última rodada. A única alteração será a entrada do lateral Filipe Luis na vaga do suspenso Marcelo.

Pelo lado do Peru, a geração que é considerada uma das melhores do país da história tenta confirmar o status. Embalada pela boa vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai, o time está em oitavo lugar, com 14 pontos, mas a apenas três pontos da zona de classificação para a Copa. Já são três vitórias nos últimos cinco confrontos.

Os destaques do time são os conhecidos da torcida brasileira Paolo Guerrero e Christian Cueva. Os atacantes de Flamengo e São Paulo, inclusive, preocupam Tite. “Temos m jogador que foi campeão mundial comigo, tenho uma gratidão muito grande porque sempre fomos leais [Guerrero]. De Cueva, que está fazendo um grande trabalho no Campeonato Brasileiro. É preciso minimizar as ações deles”, avaliou o treinador brasileiro.

PERU x BRASIL

Horário: 00h15 – horário de Brasília
Local: Estádio Nacional de Lima (Peru)
Árbitro: Wilmar Roldan (Colômbia); auxiliares: Cristian de La Cru e John Leon (Colômbia)

Peru
Gallese; Corzo, Ramos, Rodríguez e Loyola; Victor Yotún, Aquino, Andy Polo e André Carrillo; Cueva e Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca

Brasil
Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Filipe Luis; Fernandinho, Paulinho e Renato Augusto; Philippe Coutinho, Gabriel Jesus e Neymar. Técnico: Tite

Rogério Ceni faz lobby para assumir comando técnico do São Paulo

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Não são apenas os fãs que apostam em Rogério Ceni como o técnico do São Paulo em 2017. Eurydes Ceni, o pai do ex-goleiro, acredita que o filho já tenha condições de assumir o comando do time. “Tenho certeza de que ele dá certo logo como técnico. Se aparecer a oportunidade, acho que conseguirá resultado. Mas vamos com calma”, disse Eurydes, que destaca as qualidades do ídolo para desempenhar um bom trabalho.

“Pelo que eu conheço, ele tem capacidade para fazer qualquer coisa que quiser. É inteligente, tem liderança e é responsável. Além disso, ele conta com a vida inteira dentro do futebol como experiência. Ele sabe se expressar e motivar porque dava as palestras nas preleções, e ainda tem respeito e comprometimento. Enfim, tem tudo para ser um grande técnico”, elogiou o pai.

Em Sinop, no Mato Grosso, Eurydes cuida dos negócios da família e, por telefone, mantém contato com o filho. “Ele está empolgado com a possibilidade de ser técnico. Ele sempre conversa comigo e me mostrou um caderno de anotações que fez lá fora. Aprendeu sobre tática, teve aula teórica e prática. Fez ainda um estágio com o Jorge Sampaoli [do Sevilla] e tudo vai somando”, disse Eurydes.

Torcedor do Internacional e do São Paulo, Eurydes não consegue imaginar o filho em outro clube que não o Tricolor. “É muito difícil, ainda mais em São Paulo. Eu sei que ele gostaria de treinar o São Paulo, mas não sei se será possível. Espero que dê certo. Se não aparecer neste ano, aparece em um outro”, previu o pai do ex-goleiro, que sentiu a dificuldade do filho em ficar longe dos campos e do clube.

“É complicado a pessoa se afastar de repente. Ele foi para o São Paulo aos 17 anos. A juventude dele foi lá”, contou Eurydes. Dentro do São Paulo, muitos cogitaram a possibilidade de Ricardo Gomes passar a exercer um cargo diretivo e Rogério Ceni assumir o time em 2017. O jogador, porém, não confirma quando poderia vir a trabalhar como técnico.

“A vida é um desafio constante. Temos sempre de nos atualizar e aprender. Estou estudando para que eu possa me preparar e ter convicção que eu possa fazer algo de bom para o futebol”, disse Rogério, que participou de uma partida de futebol com pilotos de F-1 (foto), na segunda-feira, no Morumbi. (Do UOL)

Jovem atleta do Remo é morto a tiros por milicianos na frente de sua casa

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POR ADRIANO WILKSON, do UOL SP

Um jogador de 16 anos foi assassinado a tiros na frente da casa dos tios quando voltava de uma partida de futebol na última sexta-feira, 11, em Belém. A família e testemunhas dizem que o meia-atacante Kayo Nixon Gomes Vilas foi morto por homens armados e encapuzados que perseguiam um suposto criminoso, bastante conhecido no bairro da Pedreira, periferia da capital paraense.

O rapaz perseguido conseguiu escapar, mas os homens atiraram em Kayo, sem chance de defesa, dizem seus amigos. “Não foi ‘por engano’, como estão dizendo aí”, afirmou o promotor de eventos Pedro Castro, 21 anos, que tinha jogado bola com Kayo e voltava com ele para casa. “Os mascarados atiraram nele por crueldade, porque ele repetia que era inocente, que não tinha feito nada.”

De acordo com uma testemunha, logo depois dos disparos os atiradores admitiram que haviam se enganado e matado uma pessoa diferente do homem que estavam perseguindo.

Kayo, descrito pelos que o conheceram com um garoto gentil, inteligente, “sem nenhum problema com a polícia” e “sem nunca ter nem repetido de ano”, estava havia cinco meses na categoria sub-17 do Remo. Dos 13 anos aos 15, ele atuou pela base do Paysandu.

“Eu estava a 150 metros do local [onde tudo aconteceu]”, contou Nixon Vilas, pai do jogador. “Meu filho sempre fugia de tudo, mas nesse dia se escondeu atrás de um monte de areia e os caras pegaram ele lá.”

André Cavalcante, o presidente do Remo, acompanhou o velório do jogador e se colocou à disposição da família. “Eles estão com muito medo porque quem fez isso foi uma milícia que tem ali na região, um grupo de extermínio conhecido por tentar fazer justiça com as próprias mãos”, disse o cartola.

Testemunhas disseram, sem se identificar por medo de represálias, que esses grupos são formados por “uma mistura de tudo”, por “vagabundo, polícia e traficante”.

Apesar da suspeita dos familiares e de seus vizinhos, os delegados que investigam o caso dizem ser prematuro apontar suspeitos ainda nos primeiros dias do inquérito. “Uma das linhas de investigação”, afirmou o delegado Fabio Veloso, “é que ele pode ter sido vítima de milicianos, mas pode ser que essa seja uma desculpa usada por alguém que queria realmente ceifar a vida do adolescente.”

Veloso, porém, destacou que o jovem aparentemente não tinha nenhum problema com a lei nem envolvimento com grupos criminosos. O delegado também disse que nada foi levado, o que seria um indício de um “crime de execução”.

Kayo não tinha sido convocado para o jogo do Remo no sábado, contra a Tuna Luso. Seus colegas, concentrados desde sexta à noite, só souberam da morte após a partida, vencida pelo Remo por 5 a 1. Após uma oração, em vez de gritarem “1, 2, 3 Leão!”, gritaram “1, 2, 3 Kayo!”

Grupos de extermínio vieram à tona após chacina

A atuação sistemática de grupos de extermínio na cidade veio à tona há exatamente dois anos, quando um grupo formado por policiais e ex-policiais militares causou a morte de ao menos dez pessoas na periferia de Belém. A chacina, comprovou-se depois, foi uma vingança pela morte de um popular cabo da PM, assassinado horas antes.

Uma comissão parlamentar de inquérito atuando na Assembleia Legislativa descobriu que havia ao menos três grupos de extermínio atuando na cidade. As páginas policiais de jornais de Belém eventualmente mostram assassinatos de supostos criminosos, cometidos por homens encapuzados pilotando um “carro preto ou prata” com vidros com película escura.

Na Globo, Vampeta comenta a famosa entrevista à Bad Boy, na Rádio Clube

A frase lapidar “o Flamengo fingia que pagava e eu fingia que jogava”, dita por Vampeta ao repórter Paulo Fernando Bad Boy, da Rádio Clube do Pará, em 2002, virou um clássico da malandragem no futebol brasileiro. Na entrevista ao “Esporte Espetacular”, da Globo, Vampeta disse que “um cara gravou uma conversa num cassete, num gravadorzinho e soltou isso”.

unnamed-65Não foi bem assim. O jogador concedeu uma entrevista ao repórter Bad Boy, que utilizava o microfone da Rádio Clube (foto ao lado). Portanto, o simpático Vampeta pisou na bola ao não reconhecer que proferiu a frase a um repórter que se identificou como tal. Na ocasião, ele saía de um treino do Corinthians no Baenão.

Bad perguntou a ele o motivo de não haver dado certo como jogador do Flamengo um ano antes. Vampeta, com a verve de sempre, disparou então a frase célebre, citada e usada sempre que alguém se refere a clubes caloteiros e boleiros malandros.

Perdeu excelente oportunidade de fazer justiça à competência do repórter paraense e de saborear um de seus maiores feitos no futebol – só comparável à cena hilária da farra na rampa do Planalto diante de FHC, no retorno da seleção tetracampeã ao Brasil, em 1994. Frasista de primeira linha, Vampeta amarelou ao não assumir integralmente sua frase mais genial.