5 comentários em “Ainda sobre Cuba

  1. Como eu nunca estive por lá, apesar de ter algumas impressões do que poderia talvez responder, firme em tudo o que tenho lido por aqui e alhures, eu indago geral, para quem já esteve concretamente, e para quem só pôde estar através de informes:

    *o que explica tanta gente não querer ficar num lugar tão especial em ítens tão especiais como a saúde e a educação?

    * será que há cubanos que preferem viver em lugares onde proliferam favelas, o desemprego se multiplica, os mendigos só aumentam e o analfabetismo, o tráfico de drogas e a mortalidade infantil campeiam?

    * por que uma massa significativa de cubanos, prefere deixar para trás um país como Cuba, que ostenta o menor índice de violação aos recursos humanos?

    Quanto a Fidel, que a terra lhe seja leve, e para aqueles que acreditam noutra vida, após o apito final desta, que em lá chegando, ele receba um tratamento compatível com o merecimento daquilo que ele fez nesta.

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  2. Na ilha abençoada por Deus ,bonita por natureza e com liberdade respirando de norte ao sul, a cremação de um Sr. De 90 anos assusta mais que estas letras grandes…
    ” Dallagnol comprou apartamentos construídos para o Minha Casa Minha Vida”.

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  3. Caro Oliveira, e o que explicaria o México, uma democracia capitalista, ver uma verdadeira travessia em massa dos cidadãos de lá aos States, ao ponto de Trump pensar num muro? Certamente, essa migração não tem a ver com regimes, esse ou aquele… será? Tanto no caso de cubanos, como no caso de mexicanos, essa migração tem mais a ver com a imagem de terra das oportunidades que com o alegado. Em ambos os casos se poderia alegar a pobreza, certamente. Mas esta tem existido na América Latina independente do regime, só que em Cuba, alcançaram os resultados que o nosso capitalismo calhorda jamais alcançará. Em qualquer lugar, independente da nacionalidade, haverá seres humanos querendo um pouco mais que os outros e indo para onde se promete esse um pouco mais…

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  4. Amigo Lopes, se você atentar para o que eu escrevi, vaí notar que eu não atribui a propensão ao êxodo que caracteriza um expressivo número de cubanos ao regime lá implantado.

    O que minhas indagações colocaram em cheque foi a excelência dos indicadores apontados aqui no Blog e em muitos outros sítios virtuais ou não.

    De fato, o que me parece controvertido é a exatidão da qualidade de vida que se propaga existir em Cuba. Com efeito desconfio que há alguma coisa errada ou com os números cubanos ou com os próprios cubanos.

    Afinal, ninguém em sã consciência deixaria está verdadeira fartura de respeito, aos direitos humanos, ao meio ambiente, à saúde, á educação, etc, máxime quando é para viver em condições diametralmente opostas.

    Não sei, não. Mas, pelo menos estes milhares que acalentam o desejo de partir de lá, não creio que seja “esse pouco mais”. Não, creio que seja o muito que lhes falta, é que os estimula “a pegar a barca”.

    Aliás, como já disse, nunca fui em Cuba, mas conheço duas médicas do Mais Médicos, que destacadas para trabalhar no interior, em condições gerais de trabalho e estadia, bem inferiores do que seria o mínimo para muita gente, quando lhes perguntei me disseram:

    ‘que se não tivessem por lá, seus parentes próximos (pais, filhos, principalmente), numa espécie de custódia de garantia, voltariam lá só a passeio;

    ‘que se por lá houvesse eleição, não votariam no comandante, nem mesmo se o governo lhes devolvesse todo o dinheiro proveniente dos serviços que prestaram no Mais Médicos e que foi retido na sua maior parte’, nesta “mutação de mais valia” estabelecida verticalmente’.

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