https://www.youtube.com/watch?v=Exxy4SXgzuo
Seria apenas ridículo se não fosse trágico. O vídeo está no YouTube (veja acima), viralizou nas redes sociais e é um dos mais bem acabados exemplos de sabujice explícita que jornalistas poderiam dar. A bajulação e os rapapés ao presidente golpista constituem o mais desastroso retrato do jornalismo brasileiro atual.
Temer ficou tão à vontade diante de entrevistadores de perfil chapa-branca, cuidadosos a ponto de evitar perguntar “coisas inconvenientes” (ocupação de 200 escolas e faculdades contra a PEC 55 e a propina de R$ 23 milhões paga ao chanceler José Serra), que até agradeceu “a mais esta propaganda”.
O teatrinho travestido de jornalismo foi levada ao ar no programa Roda Vida, da TV Cultura de São Paulo, que no passado era um espaço dedicado à excelência jornalística. Augusto Nunes, Ricardo Noblat e Eliane Cantanhede capricharam tanto nos rapapés a Temer que ao final acreditaram na própria capacidade interpretativa e ainda tiveram forças para comemorar a “performance” no programa, como mostra o vídeo.

Convescote de lambaios do empresariado midiático que tornou-se potência graças às relações que manteve com o arbítrio, a ponto de um deles ceder seus veículos pra ditadura militar/empresarial caçar desafetos do golpe de 1964.
De lá pra cá, só vimos aumentar a promiscuidade nessa relação de armazem de secos e molhados, chegando nesse ponto de degradação profissional documentado no vídeo, traduzindo a reverência ao larápio Temer, certamente pelo recente alívio de caixa concedido a essas famiglias.
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Lembrou um pouco a entrevista de Simão, o Pescador feita por esse mesmo programa, guardadas as devidas proporções: governador de estado e presidente da república.
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Mídia chapa branca, há quase quarenta anos que reclamo disso, inclusive aqui. E, pelo jeito, mais quarenta anos (se a tanto eu chegar), ainda será pouco para continuar reclamando.
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Canalice geral.
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Vocês precisam conhecer o jornalismo local…
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Conhecemos bem, Menino. E, com base nisso, é que não deixo de criticar, lá e cá.
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Realmente é geral, lá e cá a tendenciosidade da imprensa, seja por conveniencia seja por conviccao ou apenas por propriedade…
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