
O diretor de cinema Oliver Stone visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, 8, em São Paulo. Stone está no Brasil para divulgação do filme sobre o ex-agente da NSA Edward Snowden, dirigido por ele. Snowden: herói ou traidor entra em cartaz quinta-feira (10) no circuito nacional de cinemas e traz questionamentos sobre o controle exercido pelo modelo imperialista geopolítico norte-americano.
Em entrevista ao UOL, Oliver Stone foi categórico ao afirmar que o que aconteceu no Brasil foi um golpe de Estado, que teve participação dos Estados Unidos. “É, verdadeiramente, a definição de um golpe de Estado. E os Estados Unidos apoiaram. Eles reconheceram o novo governo imediatamente”, afirmou.
Já à GC Brasil, Oliver Stone defendeu falou sobre as eleições americanas e disse que os Estados Unidos podem ter participado “de alguma forma, do golpe no Brasil”. “Você viu no filme: eles [os norte-americanos] estão ouvindo atentamente as questões brasileiras. Estavam focados na Dilma, na Petrobrás e tenho certeza que eles contribuíram com informações. Os EUA estão trabalhando em todos os lugares do mundo: Ucrânia, Ásia, Europa, para atingir seus objetivos. Tem a ver muito com o que o Snowden fala: controle total, nova ordem mundial”, afirma.
“Mas lutar pelo seu ideal e ir à guerra por ele é uma coisa, mudar regimes é outra – algo muito perigoso. Deixem as pessoas em paz e deixem terem seu próprio governo”, acrescenta o diretor. Segundo Stone, que é admirador de Lula há anos, a esquerda americana não tem um candidato com o perfil de Lula. “Os Estados Unidos precisam de um candidato como o Lula”, afirmou.
Leia na íntegra a entrevista de Oliver Stone.
Sem sombra de dúvida o lulla é melhor do que o Trump de quem o OS é partidário.
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Deve haver algum equívoco, amigo Oliveira. Stone nunca declarou apoio a Trump. Pelo contrário, refere-se a ele sempre como “louco”, embora critique também Hillary.
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De fato, há um equívoco, amigo Gérson. Uma significativa omissão: não informei que a referência à inclinação do artista pelo Trump é produto de minha opinião, formada a partir d’algumas declarações prestadas por ele, nas quais ele realmente não declara apoio ao candidato.
A favor de minha opinião há o fato de que ele informa que votou e a natureza das críticas que fez à candidata. Creio que ele não iria à “urna” se não fosse para efetivamente votar num dos dois candidatos. E, se votou, pelo teor das críticas que fez à candidata, para ela certamente que não destinou seu voto.
Mas, admito que minha opinião pode estar completamente errada. Afinal, quem pode garantir que tudo o que ele disse não passa de uma bem urdida licença poética.
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