Mês: junho 2014
Velha guarda cai na estrada pra ver a Copa
Por Marcelle Ribeiro, do Rio de Janeiro (portal Terra)
Não são só os jovens que se aventuram por milhares de quilômetros em motorhomes pela estrada para vir ao Brasil assistir à Copa do Mundo. Idosos também têm achado que vale a pena o sacrifício para estar mais perto de suas seleções, mesmo que nem sequer entrem em um estádio. Com uma motorhome fabricada em 1962, o argentino Antonio Matcovich, de 76 anos, veio com outras seis pessoas, entre amigos e familiares, para o Rio de Janeiro esta semana.
Percorreram 3.500 km em três dias e meio. No estacionamento disponibilizado pela prefeitura para os trailers de torcedores no Terreirão do Samba, zona central do Rio de Janeiro, ele disse que a viagem está tranquila, e que apesar de já ter passeado muito com a família no veículo, nunca tinha viajado por tanto tempo. “Viajo com meus filhos desde meus 35 anos de idade neste veículo. Já conhecemos a Argentina e o Chile de ponta a ponta. Mas nunca havia pensado vir ao Brasil”, disse Antonio.
O segredo do motorhome dele circular há mais 50 anos? Antonio e dois de seus filhos são mecânicos. O argentino disse que não teve nenhum problema na viagem e que vale a pena para torcer pela sua seleção. Sem ingresso para partidas, ele não arrisca dizer se os argentinos chegarão à final. “Deus dirá se chegaremos na final”, afirmou.
O industrial mineiro Domingo Torrico, de 60 anos, veio com seis pessoas do Chile ao Brasil em um trailer que está estacionado no Terreirão. Às 10h30, eles se reuniam em volta de uma mesa com um barril de chope e elogiavam o lugar, mais organizado que onde estavam antes, na cidade de Itaboraí.
O planejamento da aventura começou em outubro do ano passado e cada um dos companheiros de viagem foi economizando mensalmente. “Não temos entradas para os jogos, mas a viagem vale a pena pela experiência”, disse Domingo. Ao volante, cinco chilenos se alternam. Um deles é o cozinheiro. “Está ótima a viagem. Nossa estadia vai depender do desempenho da nossa seleção. Mas não importa o resultado, vamos sempre apoiar a nossa seleção”, afirmou Domingo.
O Terreirão do Samba amanheceu com 38 veículos de torcedores estrangeiros estacionados, entre motorhomes, vans e carros. Na manhã deste sábado, o clima era de faxina: muitos aproveitaram o sol para colocar roupas para secar e varriam barracas de camping. Alguns improvisavam um churrasco de pão com linguiça, no melhor estilo “comida comunitária”. “Aqui somos como vizinhos, se falta algo para nós, perguntamos ao companheiro do carro ao lado se ele pode ajudar”, afirmou o chileno Sergio Vera, de 39 anos.
Capa do Bola, edição de sábado, 21
Equilíbrio prevalece, por enquanto
Um leitor assíduo da coluna, certamente um dos 27 baluartes, Rosemiro Pamplona escreve atenciosa mensagem discorrendo sobre a desafortunada seleção da Espanha. “Caro Gerson, depois que me aposentei como professor universitário resolvi virar palpiteiro de futebol. E iniciando minha nova vida gostaria de “falar” sobre a seleção espanhola (tenho descendência espanhola basca) e comparando-a com a seleção brasileira”.
Equador vence Honduras e ainda sonha
Capa do DIÁRIO, edição de sábado, 21
Rock na madrugada – The Allman Brothers, Jessica
Chaveamento indica caminho fácil para hermanos
Do UOL Esporte
Os resultados da primeira fase e a atual classificação dos grupos já apontam que a seleção brasileira pode encontrar um caminho bem difícil no mata-mata, caso confirme o favoritismo e avance na competição na semana que vem. Há a possibilidade de, confirmando-se os prognósticos, o Brasil enfrentar Itália ou Uruguai nas quartas, e França ou Alemanha nas semifinais.
Por outro lado, a Argentina, classificando-se em primeiro de seu grupo, poderá ter um caminho muito mais suave, sem enfrentar nenhum campeão mundial até a finalíssima. O adversário com maior tradição que cruzaria seu caminho seria a Holanda. Esse era um cenário já previsto logo depois do sorteio que definiu os grupos da Copa, ainda no ano passado. Mas a tendência se intensificou com a eliminação precoce da Espanha e a ascensão da surpreendente Costa Rica.
Para entender como ocorre o chaveamento até a final, basta imaginar dois ramos de seleções classificadas em seus grupos que se eliminam mutuamente, até que no dia 13 de julho, as duas que sobrarem de cada ramo disputam a final. No primeiro ramo, estão os líderes dos grupos A (hoje o Brasil), C (Colômbia), E (França) e G (Alemanha). Esses times enfrentam nas oitavas os segundos colocados dos outros grupos.
No segundo ramo, a coisa se inverte. Os líderes dos grupos B (hoje Holanda), D (a zebra Costa Rica), F (Argentina) e H (Bélgica) enfrentam os segundos colocados dos demais grupos. Nesse cenário, a Argentina despontaria como a única campeã mundial nesse ramo do chaveamento.
Você pode projetar as próximas fases do Mundial no simulador do UOL Esporte. Veja abaixo como seria o caminho de Brasil e Argentina, caso a primeira fase tivesse terminado hoje (lembrando que muitas seleções só jogaram uma vez no torneio).
Já classificados para o mata-mata, Chile e Holanda jogarão para decidir quem será o líder do grupo. Se a Holanda perder, ela entra no caminho do Brasil, tornando o caminho dos donos da casa ainda mais pedregoso.
Mas se os holandeses confirmarem o favoritismo, seriam os chilenos os rivais do Brasil nas oitavas de final. Mesmo jogando um futebol vistoso, e mostrando uma aplicação tática e técnica que ajudou a eliminar os atuais campeões do mundo, o Chile é um tradicional freguês do Brasil e já coleciona duas eliminações nas últimas Copas para a seleção.
Se o futuro repetir o passado, o Brasil avançaria para enfrentar nas quartas Itália ou Uruguai (admitindo que um dos campeões mundiais tenha passado nas oitavas pela Colômbia, líder do grupo B). Seria provavelmente um jogo duro, um clássico, embora a seleção também tenha um passado recente de sucesso contra os rivais.
Se passar, o Brasil teria uma semifinal com cara de final contra a Alemanha, no caso de a Alemanha ter superado a França na fase anterior. E se pegar a França, o Brasil teria de jogar também contra os próprios fantasmas, conjurados por seus tradicionais carrascos em Mundiais.
Não se pode duvidar da capacidade de surpreender desta Copa-2014. Mas, se tradição tem algum peso no futebol, a Argentina terá um caminho tranquilo até o Maracanã. A começar pelas oitavas, onde o adversário seria o Equador ou a Suíça (mais provavelmente a Suíça, que jogará sua classificação contra a frágil Honduras).
Passando pela Suíça, os argentinos teriam nas quartas a Bélgica ou os Estados Unidos, dois países sem grande tradição no futebol mundial. Só nas semifinais, a equipe de Lionel Messi encontraria um rival um pouco mais à altura: a Holanda, atual vice-campeã mundial. Ou nem isso. Se a Holanda ficar em segundo de seu grupo, ela sai do caminho da Argentina e bota o Chile, que em tese, seriam um rival mais tranquilo para os hermanos.
É claro que a projeção é apenas um prognóstico. E esse Mundial já se provou um terror de prognósticos. Ou seja: tudo pode acontecer e qualquer previsão pode ser desafiada. Que o digam Espanha e Costa Rica.
Pikachu é trunfo do Japão para atrair simpatia
Pela segunda vez na história do Mundial de Futebol, o Brasil é o país anfitrião do maior evento esportivo do planeta. Talvez a principal diferença entre o torneio de 1950 e o de 2014 esteja no alcance e na instantaneidade com que bilhões de pessoas acompanham os jogos, resultados e fatos relacionados à Copa. Ao mesmo tempo em que o futebol e as Copas ganharam cada vez mais adeptos e torcedores, maior passou a ser a cobertura da mídia do evento que acontece a cada quatro anos. No caso do Brasil de 2014, são cerca de 20 mil jornalistas de todos os cantos do mundo relatando, fotografando e mostrando o que acontece no país.
A Samuel, agora em sua versão eletrônica, também dedica o período da Copa a trazer o que a mídia independente do Brasil e do mundo vem registrando sobre o antes, o durante e o depois do evento, seus participantes e espectadores. Textos e vídeos postados diariamente darão a medida dos diferentes olhares e observações que irão marcar o cotidiano dos 32 países representados no evento.
A Associação de Futebol do Japão anunciou que todas as réplicas de camisas da Copa do Mundo terão um Pikachu desenhado no peito, como parte de um programa para que as pessoas torçam mais e se identifiquem com o escrete nipônico no mundo inteiro.
O uniforme temático é fruto de uma colaboração entre a Adidas, que patrocina a seleção, e a Nintendo, que é a dona dos direitos do desenho Pokémon (do qual Pikachu é um dos personagens). A camisa promocional está sendo vendida no Japão por 7.400 ienes, o equivalente a R$ 162. Além dela, também fazem parte da coleção camisetas, adesivos, bolas, bonés, bonecos, toalhas, cachecóis, garrafas térmicas, até mesmo bolos recheados e macarrão instantâneo entre outros itens.
Dois meses atrás, Pokémon teve seus principais e mais recentes personagens escolhidos como mascotes da seleção num anúncio feito pela Associação de Futebol do Japão. Lembrando que o Japão está no grupo C junto com Colômbia, Costa do Marfim e Grécia. A seleção japonesa vai precisar de muita força para se classificar em um grupo difícil que tem como cabeça de chave a Colômbia, uma das seleções mais promissoras do mundo que conta volta à Copa com fome de bola e com seu principal jogador, o artilheiro Falcao García, se recuperando de uma lesão séria no joelho, Costa do Marfim que tem Drogba, o maior artilheiro africano da UEFA Champions League, e Yaya Touré, o melhor jogador africano da atualidade, além da seleção grega que é um time forte e alto comandado pelo centroavante Samaras.
O Japão participa da Copa do Mundo desde 1998 e tem se classificado direto desde então. Seus melhores desempenhos foram em 2002 e 2010 quando chegou até as oitavas de final sendo eliminadas pela Turquia (por 1×0, Turquia foi terceira colocada contra a Coréia do Sul, outro país-sede de 2002) e Paraguai (0×0 no tempo normal e 5×3 nos pênaltis) respectivamente, além de terem conseguido uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1968 na cidade do México.
E aí, vão comprar uma camisa do Japão com Pikachu para torcer ou colecionar?
(Texto publicado originalmente em Genkidama, portal brasileiro que trata da cultura pop japonesa)
França detona o ferrolho suíço
Costa Rica despacha outro bicho papão
Shearer critica Fred e pede mais de Neymar
Um dos maiores centroavantes da história do futebol inglês, Alan Shearer detonou Fred ao falar ao UOL Esporte sobre a Seleção Brasileira. Durante a gravação de um programa de rádio para a BBC em Copacabana, o ex-jogador e hoje comentarista disse acreditar barrar o homem do Fluminense deve ser uma questão de urgência para Luiz Felipe Scolari.
“Fred está puxando o time para baixo e estou impressionado por ele ter jogado como titular nas duas partidas do Brasil. Ele não se mexe, não ajuda o time e o Brasil parece estar jogando com 10 o tempo todo. Ele não pode ser o centroavante de uma seleção brasileira num Mundial”, afirmou capitão da seleção inglesa no Mundial de 1998, quando marcou dois gols.
Shearer também cobrou de Neymar uma Copa do Mundo brilhante, dizendo que só assim ele poderá convencer como craque. “Está claro que Neymar é um grande jogador, mas para ser craque ele precisará de uma Copa do Mundo especial. Não é muito diferente de Lionel Messi. É neste torneio que os jogadores têm a chance de se eternizar”, completou Shearer.
O inglês, no entanto, acredita que a Seleção ainda tem chances de disputar o título e vê uma vitória convincente contra Camarões. “Será o tipo de jogo que o Brasil precisa para conseguir um resultado capaz de dar uma injeção de ânimo. Vocês têm um time que pode jogar bem contra qualquer um, mas que precisa colocar a cabeça no lugar”.
Shearer também “cornetou” a preocupação dos brasileiros com o Hino Nacional, por acreditar que ela pode ter efeitos colaterais. “No jogo contra a Croácia, você olhava para os jogadores brasileiros e via que eles estavam nervosos, quase ansiosos. Sei que a paixão é importante no futebol brasileiro, mas é preciso cuidado para que não vire algo que deixe os jogadores muito carregados”, alertou.







