Mês: junho 2014
Capa do DIÁRIO, edição de segunda-feira, 23
Deuses da bola ajudam quem cedo madruga
Equipe da Rádio Clube e do DIÁRIO desde cedo já presente ao estádio Mané Garrincha, trabalhando no Centro de Imprensa da Fifa e aguardando a hora do jogo entre Brasil e Camarões (17h). Brasília amanheceu nublada, com temperatura em torno de 20 graus, mas as pessoas nas ruas mostram otimismo e entusiasmo com a Seleção Brasileira. Bandeiras, camisas verde-amarelas e buzinaço nas esquinas da capital federal.
A Copa dos arrependidos
Por Mariliz Pereira Jorge (*)
Eu me arrependi. Me arrependi de não ter comprado ingressos, de não ter tirado férias, de não estar hoje em Porto Alegre e amanhã em Manaus. De não poder torcer ao vivo pelo Brasil, pela Austrália ou por Gana. Me arrependi de ter ficado de mimimi na hora errada.
Eu gosto de futebol, mas gosto de várias outras coisas muito mais do que de futebol. E uma delas é Copa do Mundo. Um não tem nada a ver com o outro, ainda que tenha tudo a ver. Cada uma delas marca a gente de um jeito diferente.
Me lembro onde estava em todos os anos desde 1982, quando o Brasil foi desclassificado e meu pai levou meu irmão e eu para tomar um sorvete e esfriar os ânimos. Os ânimos dele. Eu ainda não entendia muito bem a dimensão de tudo aquilo, mas ainda lembro da cara de desconsolo do velho e do silêncio sepulcral da cidade. Acho que foi quando eu descobri o que era decepção. Foi a Copa do sorvete.
Teve um ano, que a gente se reunia na chácara de uns amigos para fazer churrasco e ver todos os jogos do Brasil. Não lembro da escalação, nem quem ganhou a Copa, mas lembro do Ricardo, um menino de franja caída sobre os olhos, por quem eu era apaixonada, que chegava sempre chapado num Fiat 147 rebaixado. Ele mal olhava para mim, mas eu só tinha olhos para ele. Foi a Copa do Ricardo.
Em 1998, eu estudava no Canadá. Já no primeiro jogo, descobrimos em Little Portugal um bar sintonizado no jogo. Encheu de brasileiro, ganhamos sei lá contra quem, fechamos a rua, teve Carnaval, a polícia não entendeu nada. No segundo jogo, o esperto do portuga, dono do bar, conseguiu transmissão da Globo e passou a cobrar 10 doletas de entrada. Entupia. Perdemos na final, a rua lotada de brasileiros e gringos na maior festa. Os policiais não se conformavam: haven’t you lost the game? Foi a Copa do Galvão.
O ano do Japão e da Coréia do Sul eu não esqueço, pelo menos do perrengue. Colocava o despertador para acordar de madrugada e ir para a sala enrolada num cobertor. Ouvia os gritos nos prédios ao lado, as luzes acendiam. O Brasil ganhava, ninguém mais dormia e eu morria de arrependimento de não estar no bar mesmo com frio e com sono. Mas o que eu me lembro mesmo foi que me reuni com um turma para tomar café da manhã e ver a final. A gente ganhou, mas ver jogo de madrugada é muito chulé. Foi a Copa do #nãovaitercerveja.
Então, chega o ano em que a Copa é no Brasil. Sempre quis uma Copa no Brasil. Vou tirar férias, passar o mês viajando pelo país, assistir a todos os jogos possíveis, fazer festa na rua, me embebedar abraçada com gente desconhecida.
Broxei junto com o clima anti-Copa e não fiz nada para participar dela.
Ela chegou e eu fiquei de fora. Engrossei a massa dos sem-ingresso. Também quero cantar o hino à capela, quero ir na FIFA Fun Fest, quero beber na Vila Madalena até de manhã com gente feliz e estrangeira. Quero esquecer até 13 de julho que tudo foi feito errado.
Ontem, quando ficava pronta para ir ao trabalho, um amigo me ofereceu ingressos para ver a Espanha ser despachada de volta pra casa. Sem condição. Tinha que bater ponto em Curicica. Assisti ao jogo pela TV. Continuo em último no bolão. Mas tenho me divertido mesmo à distância como nunca em todos os mundiais da minha vida com tudo que leio, vejo e ouço. Eita, povo criativo. Eita, povo emocionante.
Ainda tenho esperança de emplacar um jogo ao vivo e fazer num dia só o que planejei para o mês todo. Tem gente que está preocupado se o Brasil vai ganhar, eu só quero me divertir. Está sendo a Copa das Copas.
(*) Mariliz Pereira Jorge é colunista da Folha de S. Paulo e editora do programa Encontro com Fátima Bernardes (TV Globo).
Enquanto isso, no país da Copa…
Os caixotes que rondam Neymar
Faço minha a pergunta lançada ontem por alguém nas redes sociais: por onde andará Ronaldo Fenômeno, que se saiu com aquela presepada de “vergonha do Brasil” três dias antes da Copa? Diante do sucesso da competição nesta primeira fase, o que ele tem a dizer agora?
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 22)
As grandes imagens da Copa das Copas – II
Jovens torcedores libaneses acompanham jogo de abertura da Copa, entre Brasil x Croácia, via telão, em Beirute.
Morador da Rocinha joga futebol em quadra da favela, no Rio de Janeiro.
Torcida italiana faz festa no centro de Roma, antes do jogo entre Itália e Costa Rica.
Torcedoras sul-coreanas se manifestam nas arquibancadas da Arena Pantanal, em Cuiabá, durante o jogo entre Coréia do Sul e Rússia. (by AP Photo/Felipe Dana)
Classificação da Copa – Grupo H
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Bélgica |
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2
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1
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1
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3
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2
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Coreia do Sul |
1
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0
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1
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0
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1
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1
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0
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1
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3
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Rússia |
1
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0
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1
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0
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1
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1
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0
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1
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4
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Argélia |
1
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0
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0
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1
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1
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2
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-1
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0
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Classificação da Copa – Grupo G
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País
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J
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VIT
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E
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DER
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GP
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GC
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SG
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PTS
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1
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Alemanha |
2
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1
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1
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0
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6
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2
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4
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4
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2
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E.U.A. |
1
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1
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0
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0
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2
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1
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1
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3
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3
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Gana |
2
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0
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1
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1
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-1
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1
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4
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Portugal |
1
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0
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0
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1
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0
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0
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As grandes imagens da Copa das Copas
Mais de 800 torcedores se reclinam em sofás para assistir a exibição em telão gigante do jogo Alemanha x Gana, no estádio de Alte Foersterei FC Union, em Berlim. (by Sean Gallup/Bongarts/Getty Images)
Torcedores chilenos festejam a vitória sobre a Espanha, no centro de Santiago. (by Pablo Rojas Madariaga / NurPhoto / Corbis)
Garoto bate bola na praia de Copacabana, no Rio. (by Clive Rose/Getty Images)
Imagem da cúpula da Arena Beira-Rio por ocasião do jogo Austrália x Holanda. (by Damien Meyer/AFP/Getty Images)
Torcedores americanos festejam vitória da seleção dos EUA sobre Gana, em Copacabana, no Rio. (by AP Photo/Leo Correa)
Um mar de camisas verde-amarelas na torcida brasileira, durante o jogo Brasil e México, na Arena Castelão, em Fortaleza. (by Francois Xavier Marit – Pool/Getty Images)
Rock na madrugada – Camisa de Vênus, Sílvia
A Copa que emociona
“Esqueça os campos das escolas públicas na Inglaterra, o Brasil é o lar espiritual do futebol. Com cenários do Pão de Açúcar do Rio e da floresta amazônica, este torneio vai no ritmo da batida estereotipada do samba que infecta um país gigante e glorioso. Se você não consegue vibrar com uma Copa do Mundo no Brasil – seja chefe, jogador ou torcedor – você precisa verificar seu pulso.”
(Do Diário do Centro do Mundo)












Bélgica
Coreia do Sul
Rússia
Argélia
Alemanha
E.U.A.
Gana
Portugal





