Infecção mata narrador esportivo da Record

O narrador e apresentador esportivo Maurício Torres, 43 anos, morreu neste sábado (31), no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, por conta de uma infecção. Ele estava internado desde o dia 1° de maio, quando se sentiu mal durante um voo do Rio de Janeiro a São Paulo, onde faria gravações de “offs” para o “Esporte Fantástico”, da Record, daquele fim de semana. Após o desembarque, ele foi direto para o hospital Sírio-Libanês. Na época, foi constatado uma arritmia cardíaca – e não infarto.

Submetido a exames mais rigorosos, constatou-se a existência de uma infecção, que mesmo combatida à base de antibióticos, não regrediu agravando o seu estado. Maurício deixa mulher e uma filha de oito anos. O velório acontecerá no domingo (1°), no Rio de Janeiro, a partir das 11 horas, no cemitério São João Batista. O sepultamento que aconteceria na segunda-feira foi antecipado para às 16h deste domingo.

Carreira
O jornalista trabalhou no Sistema Globo de Rádio e na década de 1990 narrava jogos para os canais Globosat. Em 1996, entrou para a Rede Globo onde passou a fazer transmissões esportivas e apresentava o bloco esportivo do “Bom Dia Brasil”, eventualmente o Globo Esporte – além do “Espaço Aberto Esporte, da Globo News. Chegou à Record em 2005, para ser o seu primeiro nome na locução esportiva. Em 2012, se juntou a Mylena Ciribelli e Cláudia Reis na apresentação do “Esporte Fantástico”.

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Ao receber o convite da Record, Torres não pensou duas vezes antes de mudar de emissora. Estava muito empolgado com os investimentos do canal. Além do caminho aberto para ser o narrador principal, pesou também a proposta financeira, muito superior a da Globo. Por pouco o carioca Mauricio Torres não seguiu o jornalismo esportivo. Após entrar no meio, achou que escreveria sobre política ou cultura. Por acaso, foi convidado para trabalhar na Rádio Globo, emissora que despertou seu interesse pela área de esporte.

Tinha como ídolos Galvão Bueno e Luciano do Valle, e revelou que se não fosse jornalista, seria advogado. Ele trabalhou na cobertura de grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e Pan-Americanos.

Destaque para a cobertura dos Jogos Olímpicos de 1996 (Atlanta/EUA), 2000 (Sydney) e 2004 (Atenas), e dos Jogos Pan-Americanos de 1999 (Winnipeg/Canadá), 2003 (Santo Domingo/República Dominicana) e 2007 (Rio de Janeiro). Cobriu duas Copas do Mundo (França – 1998 e Coreia e Japão – 2002) e também narrou o Mundialito de Futebol de Areia de 1997 (Figueira da Foz/Portugal) e as decisões da Liga Mundial de Vôlei (2001 e 2003), além do Grand Slam de Judô 2009.

Em 2010, esteve em Vancouver, no Canadá, para a cobertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, evento que a Record transmitiu com exclusividade. Em 2011 narrou os Jogos Pan-americanos de Guadalajara e participou da cobertura da emissora na Olimpíada de Londres, em 2012, como principal narrador da casa. Em 2014, ele participou da cobertura dos Jogos de Inverno de Sochi.

Tribuna do torcedor

Por Sebastião Junior (sjunior.embrapa@gmail.com)

Prezado Gerson Nogueira,

Durante muito tempo escrevi sobre futebol, sobre coisas do futebol. No entanto, nesta madrugada, cerca de 12h23min, quero conversar com você sobre mudança de comportamento. No primeiro jogo diante de fato de sua torcida, depois de três jogos, uma coisa me chamou muito minha atenção. Simplesmente o verdadeiro torcedor, não aceita, mas as “intervenções” patéticas, sem sentido e ridículas de uma certa torcida organizada.
A verdade é que em todos esses momentos que acompanho o Paysandu, essa torcida sempre fez o que quis, em alguns momentos recebia até o apoio do torcedor e das diretorias omissas e irresponsáveis. Porém em razão dos últimos acontecimentos, isso inclui a selvageria protagonizada no estádio da Curuzú ano passado. Atitudes que fizeram o Paysandu ser penalizado e penalizando por tabela, o torcedor comum, aquele que heroicamente ainda tenta levar a família ao estádio, não aguenta mas essa torcida dita organizada.
No jogo Paysandu x Fortaleza, por três vezes, a partida foi paralisada, mesmo com a informação de que não deveriam jogar bombas no estádio, coisa que nem precisaria ser comunicado. Mesmo assim, houve de novo, bombas no estádio. Não mais espaço para isso. Nem aqui e nem lugar nenhum. Porém, por uma ação inesperada, o torcedor comum passou a “hostilizar”, a cantar canções para essa tal torcida numa demonstração total de não aceitar esse tipo de atitude, essa organizada não nos representa, não representa o Paysandu e não representa o verdadeiro torcedor.
Isso é importante, pois demonstra a saída da inércia e o grito de uma torcida que não aceita mais ser penalizada por um grupo dito torcedores, uma gangue que depois do jogo estavam fazendo arruaças e assaltos na Augusto Montenegro. Apenas para registro, houve confrontos desses marginais com uma torcida dita também organizada do Fortaleza que se juntou com uma torcida organizada do Remo.
Acho que o jogo foi movimentado, o Paysandu precisa melhorar, o Fortaleza jogou melhor, enfim, numa noite ruim para o Papão, penso que o ponto positivo foi à mudança de atitude da torcida comum que se organizou para mostrar que não aceita papeis ridículos, atitudes patéticas e mais penalizações. Um abraço.