Tribuna do torcedor

Por Eduardo Silva de Morais (morais.eduardo18@gmail.com)

Sou torcedor do Clube do Remo, não faço parte de nenhuma torcida organizada e estive no mangueirão ontem à noite para acompanhar um primo, Cezar, 20 anos, que queria assistir o seu Paysandu enfrentar o Fortaleza, assim como ele às vezes me acompanha nos jogos do meu Leão Azul e nunca tivemos qualquer problema. Conosco estavam minha namorada, Fabiane, 24 anos, e um outro primo, Cleber, 21 anos. Não compramos ingressos antecipadamente, mas supus que o esquema de bilheteria móvel, que tanto deu certo no “RexPa” de quarta-feira, fosse se repetir e que não teríamos tanto problema para conseguir as entradas, visto que chegamos ao estádio às 19;50.
Me enganei. Violando as normas do Ministério Público Estadual, o Paysandu colocou ingressos à venda nas bilheterias do Estádio, misturando em uma mesma fila pessoas com ingresso e sem ingresso. Entramos na fila, imensa devido a incompetência da organização do evento que abriu apenas dois portões para a entrada dos torcedores. Uma desorganização total com a fila sendo constantemente “furada” e nossa PM não fazendo nada. Ao nos aproximarmos da bilheteria, um policial se “enfiou” com seu cavalo no meio do portão B2, assustando quem estava na fila e o próprio animal(o cavalo, não o policial), causando muita tensão pois o bicho a qualquer momento poderia acertar um coice em alguém.
À medida que a hora do jogo se aproximava, o “empurra-empurra” aumentava até que as grades, que deveriam organizar a entrada, começaram a ser atiradas ao chão e tudo se tornou um “salve-se quem puder” que nos obrigou a desistir de assistir ao jogo. Deixando completamente o clubismo de lado, nunca passei por essas situações em jogos do Clube do Remo pela simples atitude de disponibilizar os ingressos longe dos portões de entrada.
Queria pedir ao que senhor use a sua influência na mídia paraense para sensibilizar as pessoas responsáveis pela desorganização de ontem à noite, seja o clube, seja a polícia, seja a federação ou a administração do estádio, para que isso não se repita. Vi crianças na iminência de serem pisoteadas por um problema que é de fácil solução. Basta que disponibilizem os ingressos longe das entradas e que abram mais portões para a entrada. Torcedor é ser humano e deve ser tratado com respeito.

Obrigado pela atenção, um abraço.

Eduardo Silva de Morais, 23 anos, paraense, apaixonado por futebol e seu fã.

P.S: Ao conseguirmos nos livrar do tumulto, sentimos falta de dois aparelhos celulares, o meu e o do meu primo Cleber. Um prejuízo material pequeno, muito pouco perto da tragédia que poderia ter acontecido.

Sob o domínio dos insanos

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Por Gerson Nogueira

Muito pior que a derrota do Papão dentro de casa, no reencontro com sua torcida em Belém na Série C, foi a terrível exibição de baderna, desrespeito e violência proporcionada por uma notória gangue uniformizada nas arquibancadas do estádio Jornalista Edgar Proença.
Mesmo depois de banida dos estádios por sentença judicial há três anos, a tal gangue (juntamente com sua co-irmã do Remo) segue semeando violência impunemente nos estádios de Belém. No sábado à noite, o bom público (mais de 16 mil pagantes) presente ao Mangueirão se viu acuado e aterrorizado pela explosão de rojões nas arquibancadas,
Os vândalos – nome até suave para o tipo de delinquente a que me refiro – agiram com a audácia de sempre, sem sofrer qualquer tipo de repressão mais dura. O policiamento, que já havia falhado na triagem à entrada do estádio ao permitir que a gangue entrasse com rojões, custou a intervir.
Em função dos problemas, a arbitragem viu-se forçada a interromper a partida em três ocasiões, evidenciando a gravidade da situação. As lembranças recentes do trágico episódio do garoto boliviano alvejado por bandidos da gangue Gaviões da Fiel e da batalha entre brutucus no jogo Vasco x Atlético-PR, ambos no ano passado, ainda são muito fortes e os árbitros costumam se sensibilizar diante da menor possibilidade de uma nova tragédia.
Pelo menos ainda há quem se sensibilize, pois a repetição dessas cenas vem banalizando a baderna nos estádios de Belém. Foi, aliás, por uma confusão desse tipo na Série B 2013 que o Papão acabou penalizado com jogos de portões fechados no começo da atual Série C. O que as câmeras de TV captaram permitem supor que nova sanção vai acontecer.

Como os clubes e federações revelam-se impotentes para conter a truculência das torcidas e as próprias forças de segurança demonstram timidez excessiva, parece restar ao próprio torcedor – refiro-me ao aficionado de verdade – o enfrentamento a essa escalada criminosa.
É claro que não cabe ao torcedor se organizar para uma guerra, mas ele tem outros meios de combater os insanos. Aliás, no próprio jogo de sábado, a torcida já se manifestou vaiando e hostilizando os desordeiros. Se isso se transformar em ação permanente e consciente, poderemos alimentar finalmente esperança em uma solução definitiva. Até lá, pelo visto, resta rezar – e muito.

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Previsível, Papão perde em casa

A vitória do Fortaleza começou a se desenhar através das ações no meio-de-campo. Com marcação forte e bem distribuída, os visitantes conseguiram rapidamente impor o jogo que lhe interessava. Chegou ao gol logo cedo, aos 15 minutos, em falha da zaga paraense, o que permitiu se instalar em campo com mais tranquilidade.
O segundo gol, (e mais bonito) de Waldson, foi um contra-ataque perfeito, daqueles que o Papão está acostumado a aplicar nos adversários. A jogada começou ainda no campo de defesa, com Tiago Cametá, que passou a Marcelinho Paraíba. Este lançou Robert pela direita e daí o passe perfeito para o arremate cruzado, à meia altura, sem defesa para Paulo Rafael.

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Ruan diminuiu no fim do primeiro tempo, prenunciando um Papão mais aguerrido na etapa final. Ocorre que desta vez não aconteceram os lampejos individuais que muitas vezes socorrem a equipe. O Fortaleza voltou determinado e bem fechado, controlando o jogo e garantindo o triunfo que lhe permite ficar na liderança até o recomeço da competição.
Ao Papão resta o consolo de permanecer no G4, apesar de ver aumentar o fosso em relação ao líder Fortaleza. Por outro lado, é cada vez mais óbvio que as carências do elenco estão pesando na Série C. No Parazão ainda é possível disfarçar as limitações, mas no torneio nacional a coisa engrossa. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Adeus a um craque alvinegro

Marinho Chagas surgiu em momento especial do Botafogo. Era aquele período pós apogeu dos anos 60, quando a Estrela Solitária montava times que pareciam seleções nacionais. Era o período crepuscular de Jairzinho, Roberto Miranda, Paulo César.
O cabeludo de chute fortíssimo de direita parecia um sopro de renovação. E era. Substituiu no coração botafoguense o talento superior de mestre Nilton Santos. Fazia muitos gols, cobrava faltas como poucos. Foi assim que chegou à Seleção, entrando para a seleção do Mundial de 1974.
Desentendeu-se – teria sido agredido até – com o marrento Emerson Leão depois da derrota para o Carrossel Holandês. O goleiro não entendia que craques jogam sempre ofensivamente. Suprema vingança: aquela seleção sem brilho ficou na memória das pessoas pelas arrancadas de Marinho, e não pelas defesas de Leão.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 02)

 

Zico recorda e homenageia Marinho

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Nas redes sociais, Zico se manifestou assim sobre as perdas de Marinho Chagas e Maurício Torres neste domingo:

Fim de semana com duas mortes para nos deixar muito tristes: Marinho Chagas e Maurício Torres. Na foto abaixo eu e Marinho Chagas num Fla x Bota. Marinho estava na seleção em meu primeiro jogo com a camisa do Brasil, ficamos amigos e tivemos muitas histórias juntos. A primeira coisa que vem na lembrança eram nossas disputas para bater as faltas. E eu dizia para ele que perto da área era minha, enquanto as de longe eram dele. Uma perda para o futebol.

E o Maurício Torres, jornalista jovem e talentoso. Uma morte que nos pega de surpresa. Força aos familiares nesse momento difícil. O último contato que tivemos foi na gravação especial para a Record que ele comandou no Centro de Futebol para os meus 60 anos. Fizeram uma surpresa bacana para mim. Que ele descanse em paz.

As razões da aposentadoria de Barbosa

Por Janio de Freitas

As cassações de direito ao trabalho externo, lançadas recentemente por Barbosa, já lhe prenunciavam uma sucessão de derrotas no STF

Nem o motivo, nem a ocasião apontados para a repentina renúncia de Joaquim Barbosa merecem crédito. Disse ele que se decidiu por deixar o Supremo Tribunal Federal “naqueles 22 dias que tirei em janeiro, estive na Grã-Bretanha e na França, aquilo foi decisivo para minha decisão”. Como respondia a perguntas sobre o motivo de comunicar a renúncia naquele dia, subentende-se que a ocasião estava escolhida desde janeiro.

Ainda que citar a decisão europeia não incluísse a data, a incongruência permaneceria. Em entrevista de estreia do jornalista Roberto D’Ávila na Globonews no fim de março, Joaquim Barbosa admitiu que deixaria o Supremo mas não por ora, com Roberto logo explicitando que isso significava ficar até o fim do mandato de presidente, “até novembro?”. E o entrevistado foi sucinto e definido: “Sim”.

Janeiro e novembro foram afirmações inválidas. A citação de novembro, em março, invalidou a de janeiro, e a renúncia em maio invalidou as duas. Algum motivo dos últimos dias, ou no máximo semanas, levou Joaquim Babosa a precipitar suas visitas à presidente da República e aos presidentes do Senado e da Câmara, ainda manhã da última quinta, para informá-los da renúncia. À tarde comunicada ao plenário do Supremo.

Coincidência ou não, na véspera o advogado José Luis Oliveira Lima encaminhou ao presidente do Supremo o pedido de habeas corpus para seu cliente José Dirceu. De quem o leu, por certo com objetividade, posso transmitir a opinião de que o considerou muito bem feito, como argumentação jurídica e no caso específico, requerido também o seu julgamento pelo plenário.

A tese e as cassações de direito ao trabalho externo, lançadas recentemente por Joaquim Barbosa, já lhe prenunciavam uma sucessão de derrotas no tribunal. O novo habeas corpus tem que ser julgado em futuro próximo. Com a renúncia, já neste julgamento Joaquim Barbosa estará em condições de dizer que, pendente o seu afastamento apenas de formalidades burocráticas, não participará da discussão e da decisão. E pode sair do plenário sem o testemunho da derrota.

Além de comprovadas provocações, Joaquim Barbosa pode ter sofrido ameaças. Não as citou, porém, cabendo a jornalistas invocá-las, sem oferecer fundamentação factual, como causa de precipitação da renúncia.

A serem mesmo o motivo, a renúncia seria uma fuga. E um exemplo desonroso saído do próprio cume do Poder Judiciário para os bravos e dignos procuradores, promotores e juízes, mulheres e homens, que processam e a cada dia condenam criminosos perigosíssimos, porque assim é o dever que assumiram. Os seus condenados não se chamam Dirceu e Kátia, Valdemar e Genoino. Chamam-se Fernandinho Beira-Mar, Nem, Marcola.

Mas fugir de ameaça e ficar por aí nada mudaria. Convenhamos que ameaças seriam um bom pretexto para morar no exterior, por exemplo no apartamento comprado em Miami. O repouso de quem personificou no Supremo o populismo autoritário. Ou, melhor no seu caso, o autoritarismo populista.

MUITO À VONTADE

Eduardo Campos, na terça 27, depois de reunião em São Paulo com dirigentes do setor farmacêutico: “Acho que a Lei da Anistia foi para todos os lados. O importante agora não é ter uma visão de revanche”. “A anistia (…) foi ampla, geral e irrestrita” –(repórter Sérgio Roxo, “O Globo”, não contestado).

Eduardo Campos, na Folha da sexta 30, a propósito do meu artigo “Muito à vontade”: “Defendo que a Justiça avalie e decida soberanamente (…) cada caso relativo a crimes cometidos no período coberto pela Anistia”. “Essa sempre foi minha opinião”.

Eduardo Campos termina por dizer que não nos conhecemos e o “procure antes” (antes, parece, de escrever sobre ele). Se houver o caso de informação que dependa da sua confirmação, tentarei fazê-lo, sim. Quando Eduardo Campos fizer afirmações públicas, vou comentá-las sob minha individida responsabilidade, e deixando-o muito à vontade para reiterar-se ou, a seu gosto, desdizer-se.

Adeus a um craque da lateral-esquerda

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Aos 62 anos, morreu nesta madrugada de domingo o ex-lateral Marinho Chagas. Ele sofreu hemorragia digestiva, em consequência do alcoolismo. Revelado pelo Náutico, destacou-se no Botafogo, ocupando a posição e vestindo a camisa que consagrou mestre Nilton Santos. Consagrou-se como melhor lateral-esquerdo da Copa do Mundo de 1974.

 

Vândalos voltam a bagunçar nas arquibancadas

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A ação violenta de conhecida gangue uniformizada forçou a interrupção por três vezes do jogo Paissandu x Fortaleza pela Série C, na noite deste sábado, no estádio Jornalista Edgar Proença. Soltando rojões nas arquibancadas, o grupo pretendia atingir torcedores do time visitante e aterrorizou os demais espectadores. O chefe do policiamento no estádio, chamado a explicar a presença de rojões com os vândalos, não soube dizer como eles conseguem passar pela triagem nos portões do estádio.

O episódio pode levar a nova punição ao clube, que já pagou pena imposta pelo STJD de três jogos longe da torcida no começo da Série C. As circunstâncias que causaram a punição foram parecidas: baderneiros soltaram rojões em direção ao campo na partida contra o Avaí, pela Série B 2013, no estádio da Curuzu. Por esse motivo, o Papão teve que enfrentar Águia, ASA e Botafogo-PB no estádio Maximino Porpino, em Castanhal, com portões fechados. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)  

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Os melhores do Parazão

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Por Gerson Nogueira

Encaminhei na sexta-feira minha seleção à tradicional escolha dos melhores do Campeonato Paraense, organizada pela Aclep. Num torneio dominado pelos grandes da capital, nada mais natural que a lista seja quase toda preenchida por bicolores e azulinos. Charles, zagueiro do Paissandu, é o destaque individual do Parazão. A revelação é Roni, arisco e driblador ponta-esquerda (joga também pela direita) do Remo.
O titular do gol é Fabiano (Remo), pela regularidade e segurança. O lateral-direito é Pikachu, cujas qualidades o credenciam a atuar em diversas posições da equipe e aparecer muito bem como definidor de jogadas.
unnamed (72)A dupla central de zagueiros é formada por Charles (PSC) e Max Lélis (Remo), disparadamente os melhores zagueiros em atividade no Pará. O bicolor é rápido, eficiente nas antecipações e se destaca pela excelente colocação na área. O azulino joga mais fixo, mas é forte no combate direto e no jogo aéreo. O lateral-esquerdo é Alex Ruan (Remo) quase que por exclusão, visto que a posição não teve grandes expoentes na temporada.
No meio-de-campo, os volantes são Dadá (Remo) e Augusto Recife (PSC). Dadá foi o mais regular jogador azulino na competição, mantendo-se sempre em alto nível e aparecendo com eficiência até quando se aventura em arrancadas rumo à área adversária. Experiente, Recife tem outro estilo, mais contido, mas, no deserto de criatividade da meia cancha bicolor, se sobressaiu pelo passe caprichado e a capacidade de fazer lançamentos precisos.
O compartimento de criação tem dois interioranos em primeiro plano, superando com sobras nomes mais badalados da capital. Caçula foi o melhor do São Francisco, exibindo habilidade e excelente arremate de média distância. E Robinho foi o comandante do Cametá, com atuações destacadas contra a dupla Re-Pa e o resgate do futebol apresentado há duas temporadas.
No ataque, Lima é titular incontestável. Oportunista e dono de pontaria afiada, fez gols decisivos no campeonato, apesar de sacrificado pela ausência de um meia-armador de qualidades no Papão. Seu parceiro de ataque é Rafael Paty, que logrou a façanha de ser um dos artilheiros do campeonato mesmo no time de pior campanha – o Santa Cruz.
Mazola Junior é o técnico escolhido, independentemente do que venha a acontecer nas partidas finais. Tem o mérito de dar ao Paissandu um esquema de jogo bem definido e simples, que prioriza a marcação e faz do contra-ataque uma arma letal.

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Divisões de base sob fiscalização

Às vésperas da abertura da Copa do Mundo, inspeções realizadas pelo Ministério Público do Trabalho em 22 clubes profissionais de seis Estados revelam um quadro constrangedor quanto à formação de atletas. O mais surpreendente é que clubes tradicionais e da Série A, como Flamengo e Corinthians, apresentaram irregularidades na formalização de contratos com adolescentes e também nas precárias instalações.
O MPT constatou, ainda que, nem todos os clubes dispõem de estrutura de acompanhamento interno de médicos, psicólogos e fisioterapeutas para atender os atletas em casos de grave lesão. No lado positivo, os fiscais verificaram que a maioria dos clubes oferece alimentação de qualidade, seguindo padrão de higiene e nutrição balanceada.
A situação das divisões de base levou o procurador Rafael Dias Marques, coordenador nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância) do MPT, a afirmar que “a formação profissional de atletas no Brasil, em grande parte, ocorre em desrespeito aos direitos fundamentais da infância, o que deve servir de alerta ao sistema de garantia”.
Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso foram os Estados inspecionados. Os clubes autuados serão chamados a ajustar suas práticas, podendo vir a sofrer ações judiciais para reparação dos danos causados. Nos próximos meses, a inspeção deve chegar a outros Estados, incluindo o Pará.

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Bola na Torre

O programa debate a reta final do Parazão e a jornada dos representantes estaduais na Série C. Guerreiro apresenta, com participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba baionense. Cláudio Guimarães é o convidado. Começa logo depois do Pânico na Band, por volta de 00h15.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 01)