Profetas do pânico

Por Hiroshi Bogéa

Marchar em frente aos estádios, quebrar orelhões públicos e pichar veículos em concessionárias não tem nada a ver com lutar pela saúde e pela educação. Os estádios, que foram malhados como Judas e tratados como ícones do desperdício, geraram, até a Copa das Confederações ( 24,5 mil empregos diretos.

Alto lá quando alguém falar que isso não é importante. Será que o raciocínio contra os estádios vale também para a Praça da Apoteose e para todos os monumentos de Niemeyer? Vale para a estátua do Cristo Redentor? Vale para as igrejas de Ouro Preto e Mariana? Havia coisas mais importantes a serem feitas no Brasil, antes desses monumentos extraordinários. Mas o que não foi feito de importante deixou de ser feito porque construíram o bondinho do Pão-de-Açúcar?

Até mesmo para o futebol, o jogo e o estádio são, para dizer a verdade, um detalhe menos importante. No fundo, estádios e jogos são apenas formas para se juntar as pessoas. Isso sim é muito importante. Mais do que alguns imaginam.

Um comentário em “Profetas do pânico

  1. Hiroshi é um excelente jornalista, mas talvez não saiba que, antes, havia o governo burocrático; atualmente, prevalece o modelo gerencial. Nem vou discutir as opções orçamentárias da Coroa lusitana ou da República Velha (Ruy Barbosa defendia um orçamento enxuto), mas de Juscelino para cá, podemos discutir tais opções. Brasília é linda, mas a capital poderia continuar no RJ. Estádios não são importantes, mas uma das vantagens da Copa é o aumento do turismo.

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