Paissandu terá ex-remista como reforço

Fininho (foto), meia-armador que foi pouco aproveitado pelo Remo no campeonato, fechou contrato com o Paissandu nesta terça-feira para disputar a Série C. Ele, Robinho, Leandrinho e Wilson (ex-Cametá); e o lateral-esquerdo Fábio Gaúcho (ex-Independente) se apresentam ao técnico Roberto Fernandes na segunda-feira, 27.

Ao longo da semana, outros seis reforços chegarão à Curuzu, com ênfase para um meio-campista oriundo do futebol pernambucano. Fonte ligada à diretoria não descarta também a contratação do zagueiro Rafael Morisco (ex-Rem0). (Foto: OCTÁVIO CARDOSO/Bola)

Ingressos começam a ser vendidos hoje

Ingressos para a decisão de domingo começam a ser vendidos nesta terça-feira, às 14h, no estádio da Curuzu e na sede social do Paissandu. Providência certeira e que beneficia o torcedor. Bola dentro da diretoria.

Federação aprova Mangueirão para a decisão

Na manhã desta terça-feira, a Federação Paraense de Futebol vistoriou o gramado do estádio Edgard Proença, a pedido da diretoria do Paissandu, que se mostrava preocupada com as condições do campo. Segundo o diretor técnico da FPF, Paulo Romano, o gramado está em perfeito estado. “Se o jogo fosse disputado hoje o gramado já estaria em condições de receber os jogadores”, afirmou. Para o secretário Marcos Eiró, todos os cuidados foram tomados no último evento religioso que aconteceu no final de semana. “Foi colocado um tablado em todo o gramado, para evitar qualquer dano ao estádio. Nós tínhamos certeza que a final do campeonato, seria aqui”, disse. Ainda segundo o titular da secretaria, vai haver outro evento, nesta quinta-feira (festa de Corpus Christi), mas o gramado não será utilizado. De acordo com o diretor do Mangueirão, Saulo Aflalo, o Mangueirão está pronto para a final do Parazão. “No domingo os jogadores e o público terão o melhor gramado do Pará. Tudo será um grande espetáculo”, garante. (Com informações da Ascom/Seel)

Uma bandeira à altura da paixão alviceleste

A maior bandeira do Norte do Brasil será desfraldada neste domingo nas arquibancadas do Mangueirão (ou da Curuzu) por ocasião do jogo entre Paissandu x Independente, na decisão do Campeonato Paraense de 2011. Um grupo de apaixonados torcedores do Paissandu, da Torcida Bicolor, idealizou a homenagem. Tem 8.000 metros quadrados e deve cobrir toda a extensão da arquibancada central do estádio olímpico estadual Edgard Proença. Se for na Curuzu, cobrirá todo um lance das arquibancadas de fundo. Em anexo, uma pequena mostra da bandeira alviceleste, a quinta maior do país.

Coluna: Remo volta à realidade

Fim de linha para as pretensões do Remo no tapetão. O Tribunal de Justiça Desportiva reuniu ontem e apoiou, por 6 votos a 1, a decisão de seu próprio presidente contra o recurso do clube, que buscava interromper o Campeonato Paraense, sob alegação de que o Independente teria escalado um jogador (Edilson Belém) irregularmente.
A diretoria do Remo segue acreditando que o atleta não podia ter sido escalado pelo Independente, por suposta fraude em sua documentação, mas declinou de insistir nessa cruzada inglória e cara. Além de sepultar as últimas esperanças do clube quanto à Série D, por vias transversas a decisão do TJD oferece um aspecto positivo: faz com que o Remo caia na real e trate de dar início ao projeto 2012.
Ainda há a possibilidade de um recurso ao STJD, mas a verdade é que não resta outro caminho prático a não ser a deposição das armas e a busca de reorganização do clube para atravessar o tormentoso período de seis meses sem competições oficiais.
Descobrir meios criativos de manter o time profissional em atividade, disputando amistosos, deve ser a prioridade máxima dos dirigentes. A rota interiorana, como ocorreu em 2009, é a alternativa mais óbvia. Mas, para despertar o interesse das cidades, é necessário montar um time de verdade, capaz de representar dignamente a história do clube.
Para isso, como há dois anos, será preciso contratar um técnico regional familiarizado com a economia de guerra que deve vigorar no Evandro Almeida a partir de agora. Nada de idéias megalomaníacas ou gestos aloprados.
É hora de esquecer nomes carimbados – e de salários salgados. A hora é de apertar cintos, arrumar a casa e respeitar os compromissos firmados com patrocinadores. Se os dirigentes não entenderem isso, a coisa ficará pior do que é.
 
 
Do jeito como o caso foi conduzido, com tamanho açodamento que até súmula errada foi anexada ao recurso, não havia chance de êxito para as pretensões remistas de melar o campeonato. Além disso, até o leãozinho de pedra do Baenão sabia que não havia interesse da Federação Paraense de Futebol em interromper o torneio. E, como é de conhecimento geral, o TJD jamais contraria os interesses da FPF.
 
 
Polícia Militar e Corpo de Bombeiros programam vistoria para a manhã de hoje no estádio Edgard Proença. Com isso, o palco da finalíssima do Campeonato Paraense entre Paissandu e Independente pode sofrer nova mudança. Existem problemas no estádio, que podem forçar a transferência do jogo de domingo. E – surpresa! – a Curuzu, que estava interditada para a decisão, pode ser a bola da vez.    

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 21)

O dia em que a ditadura matou a Alegria do Povo

Por Roberto Vieira

20 de junho de 1964.

Garrincha e Elza Soares dormem na Ilha do Governador. O casal mais odiado do país. Castelo Branco se define como homem de centro-esquerda. Os cariocas apoiam Castelo. O São Paulo é campeão em Florença. O Flamengo é campeão do Torneio Naranja com Paulo Choco.

Mas Elza estava com Jango no Comício da Central. Elza estava com Jango na sede do Automóvel Clube. Garrincha estava com Elza pro que desse e viesse. A ditadura chega de madrugada. Os homens acordam todo mundo na casa. Garrincha, Elza, a mãe e os três filhos da cantora.

Armas em punho. Todo mundo nu virado pra parede da sala. Paredão. Garrincha pede que poupem as mulheres. Os militares vasculham a casa. Destroem os móveis. Semeiam o terror.

Garrincha está só diante do time adversário. Garrincha bicampeão mundial. Garrincha das pernas tortas. A ditadura vence o jogo. Mas antes de sair, deixa uma lembrança. Um dos carabineros abre a gaiola do mainá. Pássaro indiano. Xodó de Mané Garrincha. Curiosamente presente de Carlos Lacerda. Lacerda que amava os tanques. Lacerda que também teria seu dia de mainá.

O pássaro desaparece nas mãos do futuro torturador. O mainá tem seu pescoço torcido. Garrincha observa o gesto e chora. O último a sair agarra Mané e afirma: “Se abrir o bico vai ficar que nem esse passarinho!”. Os jornais publicam a notícia. Subtraindo a verdade.

O Brasil do mulato inzoneiro. O Brasil do homem cordial. Mostra sua face brutal. Longe das arquibancadas. Longe dos campos de futebol. 20 de junho de 1964.

O dia em que a ditadura matou Mané Garrincha…

TJD derruba últimas esperanças do Remo

Caíram por terra as últimas esperanças que o Remo tinha de obter ganho de causa no tapetão em torno do caso Edilson Belém. O Tribunal de Justiça Desportiva, como já era esperado, decidiu por 6 a 1 confirmar a decisão do presidente da Casa, Antonio Barra Brito, e não deu provimento ao recurso do Remo para paralisar o Campeonato Paraense, alegando irregularidade na situação do jogador Edilson Belém, do Independente Tucuruí. Funcionou na defesa do Independente o advogado André Cavalcante. Pelo Remo, o defensor foi advogado Hamilton Gualberto. E o jogador foi defendido pelo advogado Henrique Lobato. Resta ainda ao Remo a possibilidade de recorrer ao STJD para tentar derrubar a decisão do presidente do TJD, mas o presidente Sérgio Cabeça acaba de dizer à Rádio Clube que não pretende insistir com o recurso judicial.

Galo promete não amarelar no Mangueirão

Com a volta já confirmada dos titulares Lima (lateral-direito), Adenisio (volante), Wegno e Marcelo Peabiru (atacantes), o Independente Tucuruí está pronto para tentar quebrar a centenária escrita das decisões de campeonato estadual no Pará. Nunca um clube interiorano levantou um título paraense. Sinomar Naves e seus comandados, mesmo depois do empate em casa, mostram-se confiantes para o confronto final, descartando o risco de “amarelar”, como já se viu com tantos outros times que desafiavam a dupla Re-Pa.